Tendências da telemedicina já absorvidas em nossas vidas

Por Dr. José Aldair Morsch, 15 de março de 2016
tendências da telemedicina

A telemedicina tem trazido benefícios não só para os operadores de saúde, mas para os pacientes, para a comunidade médica e para o desenvolvimento da medicina.

As novas tecnologias de comunicação têm permitido quebrar barreiras geográficas e de tempo no atendimento, no treinamento de profissionais e na troca de conhecimentos no ramo da pesquisa.

Locais sem assistência podem contar com as possibilidades oferecidas pelo médico remoto. Mas qual é o futuro que nos espera?

Nos Estados Unidos e na Europa, a telemedicina está em estágio bem avançado e pode nos dar pistas das novas dinâmicas de atendimento e monitoramento da saúde usando as tecnologias da informação.

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Abaixo, enumeramos algumas tendências da telemedicina que, em breve, devem estar disponíveis no sistema de saúde brasileiro, tanto em estabelecimentos públicos quanto em privados.

Como tendências da Telemedicina está a Interatividade fora do consultório

Uma série de empresas do mercado norte-americano estão oferecendo serviços que permitem a interatividade entre médicos e pacientes fora do ambiente do consultório.

É um mercado em ascendência, que tem chamado a atenção de investidores e operadoras de saúde, interessadas nas possibilidades de oferecer atendimento 24×7 sem que o médico precise sair de casa.

Os aplicativos para smartphone trazem o conforto e segurança para o paciente fazer uma pré-consulta antes de marcar um atendimento no consultório do especialista ou mesmo antes de ir ao Pronto Socorro.

O investimento numa central de atendimento ao usuário do plano de saúde com aplicativos e médicos que num tempo nunca superior a 15 minutos conseguem resolver os problemas comuns em mais de 80% dos casos.

Isso traz agilidade para o paciente que resolve seu problema de saúde de forma imediata e ainda reduz os gastos com consultas e exames.

Outra vantagem é que as consultas oferecidas por meio de plataformas digitais podem ser mais baratas (nos EUA, o custo está avaliado em US$ 40 cada uma), o que pode ser uma grande vantagem para o usuário também.

Existem ainda os aplicativos para marcação de consultas onde o paciente a opção de escolha do médico em sua cidade que estará mais rapidamente disponível para o atendimento, pagando um preço justo por isso.

Telemedicina como ferramenta de política pública

Os programa de saúde governamentais estão incorporando recursos de tendências da telemedicina para expandir sua rede de atuação, para lidar com problemas relacionados à falta de especialistas e para atender pacientes que precisam de cuidados permanentes (no caso dos EUA, o país precisa oferecer atendimento para demandas de homecare de veteranos de guerra).

O exemplo mais recente é o Medicare Telehealth Parity Act de 2015, um projeto de lei dos Estados Unidos que equipara serviços de saúde remotos e presenciais.

Caso se torne lei, expandirá a definição da telemedicina, os tipos e locais dos serviços disponíveis, bem como a paridade de reembolso no âmbito dos CMS (Centros de Serviços Medicare e Medicaid).

Nesta matéria da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), estão elencados ações de telemedicina na saúde pública em Pernambuco, Amazonas, Rio de Janeiro e outros estados do Brasil.

Em Minas Gerais, por exemplo, o atendimento por telesaúde é feito a 710 municípios (83% do Estado), beneficiando mais de 1.900 equipes de Saúde da Família.

Cerca de 60 mil teleconsultorias já foram realizadas e, na área de telecardiologia, o Estado bateu o recorde de mais de 2 milhões de eletrocardiogramas analisados a distância.

Ascensão de clínicas de varejo e dos centros de saúde nas empresas

Postos de saúde onsite nas empresas e clínicas de varejo estão em ascensão nos Estados Unidos e podem ser incorporados no país, por conta da ascensão dos serviços privados de saúde mesmo em um país que conta com o SUS (Sistema Único de Saúde).

Com os empregadores projetando aumento de 6% em custos de benefícios voltados a cuidados de saúde para este ano, as clínicas de saúde onsite estão entre as saídas para reduzir as visitas de empregados ao pronto-socorro e outros serviços caros.

Muitas já empregam telemedicina, mas esse número deve crescer em 2016 – 74% dos respondentes de pesquisa realizada pelo Business Group on Health planejam oferecer serviços de teles-saúde para os empregados, 48% mais que no ano anterior.

A escolha do Comodato de aparelhos médicos como uma das fortes tendências da Telemedicina

As Clínicas, consultórios, hospitais estão deixando de comprar os equipamentos e optar pela contratação na modalidade de comodato.

As vantagens são imensas, desde a manutenção, calibração, suporte e com um valor de aluguel muito atraente eles recebem 30 laudos médicos gratuitos todos os meses.

Os aparelhos mais solicitados em comodato são:

  • Eletrocardiograma
  • Eletroencefalograma
  • Espirometria

O crescimento absurdo da Medicina Ocupacional

Indiscutivelmente a Medicina do trabalho foi a especialidade que mais cresceu com o advento da contratação dos equipamentos em comodato junto com a telemedicina.

É importante salientar que nessa especialidade a vantagem de utilizar um aparelho portátil e visitar as empresas sem precisar tirar o funcionário do setor do trabalho e com valores mais competitivos teve a adesão imediata das empresas.

A Telemedicina recebe exames de aparelhos analógicos antigos

Clientes que possuem equipamentos antigos se beneficiam com o scaner para digitalizar os exames impressos em papel e com isso podem enviar normalmente para a plataforma de Telemedicina em nuvem onde os especialistas acessam e liberam os laudos médicos em minutos.

Quer acompanhar as novidades do segmento de telemedicina no Brasil e no mundo? Continue acompanhando as postagens do blog e das redes sociais da Telemedicina Morsch.

Dr. José Aldair Morsch- Cardiologista – Especialista em Telemedicina

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia pela PUC-RS. Pós-graduação em Cardiologia Pediátrica pela PUC-RS. Linkedin

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