Como funciona a Telessaúde no Brasil, sua legislação e benefícios

Por Dr. José Aldair Morsch, 6 de fevereiro de 2020
telessaúde

Se você ainda não conhece a Telessaúde Brasil, precisa ficar por dentro da oportunidade que se abre com ela. Trata-se de uma ação nacional voltada para a atenção básica à saúde, que tem aproximado organizações públicas e privadas, qualificando o atendimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Um dos objetivos principais da iniciativa é dar apoio ao diagnóstico em regiões remotas do país. Mas sua abordagem vai além, já que se volta até mesmo à educação médica.

Já pensou em fazer cursos na telessaúde ou usar a teleconsultoria para esclarecer dúvidas? As possibilidades são muitas e é por isso que, neste artigo, vou explicar qual é o objetivo final do Telessaúde Brasil Redes.

Você vai conferir em detalhes o que é e como funciona uma plataforma de telessaúde, sua história, seus objetivos e seus benefícios. Também vai ficar por dentro de tudo sobre a telemedicina no Brasil, que tem contribuído de forma marcante para a detecção e o monitoramento de doenças, lesões e outras condições médicas.

Chegou o momento de conferir como a tecnologia tem mudado para melhor a realidade da saúde no Brasil. Você verá diversas curiosidades acerca do tema, entre elas, como fazer a escolha de uma plataforma de telessaúde de qualidade.

Entenda o que é telessaúde Brasil

plataforma de telessaúde

Plataforma de telessaúde onde o médico atende o paciente usando a Teleconsulta com prontuário eletrônico.

Telessaúde é um sistema de prestação de serviços de saúde à distância, realizados com a ajuda das tecnologias da informação e de comunicação (TICs).

De acordo com a estudiosa da área e autora do livro “Telessaúde no Brasil — Conceitos e Aplicações”, Angélica Baptista Silva, trata-se de uma nova maneira de pensar os processos de saúde, quebrando a barreira da distância a partir do uso das TICs.

Considerando esse conceito, a telessaúde é um campo bastante abrangente e estruturado. Ela é formada por subáreas, como tele-educação sanitária ou em saúde, redes de investigação e tele-epidemiologia, redes de administração e gestão em saúde.

Inclui ainda a telemedicina, segmento que usa a internet, plataformas estruturadas e tecnologias de imagem, áudio e vídeo para ampliar a oferta de serviços, como laudos médicos à distância e segunda opinião de especialistas.

Como destacado, é também um programa nacional de qualificação do atendimento e da atenção básica à saúde, chamado de Telessaúde Brasil Redes.

Confira a importância da telessaúde

A telessaúde tem ajudado a democratizar cada vez mais o acesso à saúde no país, levando-a até mesmo aos lugares mais remotos.

Quem mora em cidades pequenas ou ribeirinhas têm dificuldade de receber atendimento especializado, precisando se deslocar para os grandes centros, onde ficam os melhores hospitais e mais bem equipados.

A telessaúde rompe com essa dificuldade, uma vez que permite que eles possam conversar um um especialista à distância — precisando apenas de acesso à internet.

Além disso, ela vem proporcionando exames melhores e mais precisos, visto que permite a realização do telelaudo.

Ou seja, o exame é realizado em uma clínica, composta por um técnico que saiba de fato manusear os aparelhos, e enviado para uma plataforma de telemedicina, onde seja laudado pelo especialista e devolvido em até 30 minutos.

Isso agiliza o diagnóstico, ao mesmo tempo que torna os tratamentos ainda mais precoces e eficientes.

Para os médicos, a telessaúde é importante porque ela permite ampliar a quantidade de consultas realizadas, além de utilizá-las. 

Além disso, aproxima o médico e o paciente, tornando o atendimento mais humanizado. 

A telessaúde, em suma, é um dos grandes exemplos de como a tecnologia pode contribuir para garantir o bem-estar da população.

Descubra para que serve a telessaúde no Brasil

Como mencionei, a telessaúde é um sistema de prestação de serviços de saúde à distância.

Ela abrange todas as atividades que podem ser prestadas à distância, como:

  • Telemedicina;
  • Teleconsulta;
  • Telediagnóstico;
  • Teleinterconsulta;
  • Teleducação.

Ou seja, é uma atividade que abrange a troca de informações entre médicos para obtenção de uma segunda opinião, a realização de treinamentos, a elaboração de laudos e o monitoramento do estado de saúde, entre tantas outras atividades. 

Logo, ela serve para ampliar o acesso à saúde como um todo, uma vez que passa a ser praticada de forma remota, sem prejuízos ao tipo de serviço realizado.

Conheça a história da telessaúde Brasil

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Na Plataforma de telessaúde Brasil é possível fazer Teleconsulta e telemonitroamento.

A história da telessaúde no mundo se confunde com a da telemedicina, já que essa área foi a primeira a fazer uso de tecnologias para transmitir informações médicas. Nesse sentido, vale citar a invenção do estetoscópio eletrônico, em Londres, no ano de 1910, como um marco para a história da telessaúde.

No mesmo ano, Sidney George Brown publicou o artigo “A Telephone Relay”, no Journal of the Institution of Electrical Engineers. No texto, ele contou sobre o desenvolvimento de repetidores, amplificadores e receptores que permitiam a transmissão de sinais por aproximadamente 50 milhas.

Invenções que impulsionaram a tecnologia

Contudo, há registros ainda mais antigos que dão conta do uso da telemedicina já em meados do século XIX, quando foram inventados o telégrafo e a telegrafia. Por meio desses aparelhos, médicos e outros profissionais começaram a transmitir laudos de exames radiográficos para locais distantes.

Já no fim daquele século, o recém-criado telefone impactou essa troca de informações, possibilitando a comunicação por voz. As linhas telefônicas também serviram como base para redes de transmissão de dados.

Assim, era possível enviar resultados de exames como o eletrocardiograma, usando a rede telefônica e uma máquina de fax. Mais tarde, um modem de computador facilitaria esse processo.

Também no fim do século XIX, o código Morse foi usado para o compartilhamento de informações médicas à distância. Em seguida, o rádio serviu como um suporte importante no período da Segunda Guerra Mundial.

Registros mostram que, em 1946, ele conectava médicos localizados em estações costeiras ou na frente de batalha a colegas em hospitais de retaguarda ou em navios.

Mais tarde, em 1967, Boston, nos Estados Unidos, foi a primeira cidade a receber um sistema completo e interativo de telemedicina. Ele servia para avaliações de saúde de viajantes que passavam pelo posto médico do Aeroporto Internacional de Logan.

Telessaúde até na Lua

Também na década de 1960, voos espaciais impulsionaram o uso da videoconferência para aplicações em saúde. Graças à transmissão de imagens e outras informações de astronautas em órbita, como pressão, ritmo respiratório e temperatura corporal, eles puderam ser monitorados e orientados por médicos durante a missão que levou o homem à Lua, em 1969.

Na época, os dados eram transmitidos por milhares de quilômetros, da espaçonave até os centros espaciais, onde ficavam médicos da NASA, a agência espacial americana.

Telessaúde e telemedicina

Na Europa, o envio de informações referentes a diagnósticos teve início nos anos 1970, gerando conexões entre a Groenlândia e a Dinamarca, por exemplo.

Por causa do inverno rigoroso, com temperaturas muito baixas e neve, a telemedicina ganhou relevância ao conectar pessoas isoladas e se tornou uma ferramenta de saúde pública. Nascia, assim, o conceito de telessaúde, que inclui a telemedicina, mas não se limita a ela, como veremos mais à frente.

Na década de 1990, a telemedicina ganhou sua primeira publicação específica: o Telemedicine Journal and e-Health, publicado pela American Telemedicine Association (ATA), fundada em 1993.

Veja como se desenvolveu a telessaúde no Brasil

telessaúde brasil

Plataforma de telessaúde pode ser usada pela enfermagem

Os primeiros registros do uso da telessaúde no Brasil também coincidem com o uso da telemedicina. Em 1994, a Rede Sarah começou um programa de videoconferência para troca de informações entre a sua rede de hospitais.

Ainda em 1995, uma das empresas pioneiras no setor em território nacional, a Telecardio, começou a oferecer eletrocardiogramas à distância. No ano seguinte, o Instituto do Coração (Incor) lançou seu serviço de interpretação de eletrocardiogramas enviados via fax por profissionais de outras localidades.

Já em 1996, o Incor inovou com a possibilidade de monitorar pacientes em casa, por meio do serviço ECG-Home. A partir de então, uma conquista foi se somando à outra.

A primeira disciplina dedicada ao estudo da telemedicina nasceu na Universidade de São Paulo (USP), em 1997. A seguir, foi criada a Rede Nacional de Informações em Saúde (RNIS).

Em 1999, foi a vez do Hospital Sírio-Libanês ter uma sala para teleconferências e da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) inaugurar um laboratório de telemedicina.

Já no século XXI, os avanços continuaram. Um exemplo foi a parceria e a troca de informações entre o Hospital Materno-Infantil de Recife e o Saint Jude Children Research Hospital, de Memphis, EUA.

Em Curitiba, no Paraná, o hospital Santa Cruz iniciou um projeto de telepatologia e tele-educação. Importante dizer, ainda, que ações do Governo Federal tiveram um papel importante na evolução da telessaúde no Brasil.

Um exemplo foi o Projeto de Telemática e Telemedicina em apoio à Atenção Primária no Brasil, encomendado pelo Ministério da Saúde em 2005. A iniciativa envolveu 900 pontos de atenção primária, usando a telemedicina para auxiliar na capacitação dos profissionais de saúde.

Marco da telessaúde no Brasil

Em 2020, devido à pandemia do Coronavírus, o Governo Federal ampliou o alcance da modalidade, permitindo que as pessoas realizassem atendimento médico remoto — sem se expor aos riscos iminentes a hospitais.

Desta forma, diversos estados criaram seus próprios sistemas, em que as pessoas realizam um cadastro prévio e, a partir daí, podem conversar com um agente de saúde para esclarecimentos sobre sintomas.

Somente o TeleSUS, serviço de teleconsulta do Sistema Único de Saúde, atendeu mais de 1 milhão de pessoas no mês de abril de 2020.

Destes, 471,6 mil foram avaliados sobre os sintomas do coronavírus e cerca de 13 mil foram encaminhados para teleatendimento pré-clínico com médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Como funciona a telessaúde no Brasil

O sistema de telessaúde é regulamentado pelo Ministério da Saúde, que tem tomado a frente nesse segmento por meio de diversas ações. Em 2006, criou a Comissão Permanente de Telessaúde e o Comitê Executivo de Telessaúde.

No mesmo ano, o projeto da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE) da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) começou a ser executado. A ação levou conhecimento e infraestrutura de videoconferência a hospitais universitários, já na primeira fase.

Outra iniciativa marcante foi a criação do Programa Nacional de Telessaúde Brasil Redes, sobre o qual já comentei antes, que teve sua oficialização em 2007. A iniciativa possibilitou parcerias com instituições públicas e privadas, a fim de ampliar e melhorar a assistência oferecida pelo SUS. No próximo tópico, vou falar mais sobre o programa.

Saiba agora o que é o Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes

O Telessaúde Brasil Redes é uma iniciativa do Ministério da Saúde para fortalecer e melhorar a qualidade do atendimento da atenção básica no SUS.

Ele é formado por núcleos estaduais, intermunicipais e regionais, os quais desenvolvem e oferecem serviços específicos a trabalhadores do SUS. A ideia de integrar informação, ensino e qualidade no atendimento culminou na implementação do programa.

Chamada inicialmente de Projeto Nacional de Telessaúde, a iniciativa se tornou oficial por meio da Portaria nº 35 do Ministério da Saúde, de janeiro de 2007, substituída pela Portaria MS nº 2.546, de 27 de outubro de 2011.

Em 2007, foi implantado um projeto piloto em apoio à atenção básica, envolvendo núcleos de telessaúde localizados em universidades de nove estados. Seu objetivo naquele momento era apoiar a estratégia de saúde da família.

Cada núcleo recebeu equipamentos e investimentos para oferecer tele-educação e teleassistência, tendo a missão de inaugurar 100 pontos de telessaúde em cada estado. As atividades foram bem-sucedidas em muitos núcleos, levando o Ministério da Saúde a ampliar o projeto e renomeá-lo como Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes.

Os 4 serviços do Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes

Como já destaquei, os núcleos que fazem parte do programa oferecem serviços aos profissionais do SUS, os quais estão divididos em quatro frentes: Teleconsultoria, Telediagnóstico, Tele-educação e Segunda Opinião Formativa. Vamos falar sobre cada uma delas de forma detalhada.

1. Teleconsultoria

É a frente de informações do programa, criada para esclarecer dúvidas sobre ações de saúde e procedimentos clínicos. Funciona de forma simples, com o envio de uma pergunta do profissional de uma unidade do SUS a um especialista do núcleo de saúde.

A questão pode ser síncrona, ou seja, encaminhada em tempo real via chat, webconferência, videoconferência ou telefone. Ela também pode ser assíncrona, quando a dúvida é enviada por meio de mensagens off-line, que são respondidas em até 72 horas.

2. Telediagnóstico

Trata-se de uma proposta para aumentar a oferta e o acesso aos laudos à distância, de forma que também reduz a necessidade de deslocamento de pacientes. Primeiro, um profissional treinado, como um técnico em enfermagem ou em radiologia, realiza um exame para apoio no diagnóstico de doenças e lesões.

A unidade de saúde em que o profissional está tem estrutura, com equipamentos digitais, computadores e softwares capazes de digitalizar as imagens obtidas nos exames.

Esses dados são compartilhados por meio de uma plataforma nacional de telediagnóstico, que também deve obedecer às exigências do Ministério da Saúde. Com ela, um especialista do núcleo de telessaúde acessa e interpreta os dados, produzindo um laudo à distância.

3. Tele-educação

Esse serviço oferece atividades educacionais à distância com o auxílio das tecnologias da informação e de comunicação. O núcleo de telessaúde desenvolve cursos, aulas, palestras e fóruns de discussão para, em seguida, compartilhar esses conteúdos com as unidades do SUS.

4. Segunda Opinião Formativa

Quando é necessária uma resposta especializada e consistente às questões clínicas, profissionais do SUS podem contar com esse serviço. A resposta é sistematizada e tem base em revisões bibliográficas e evidências científicas.

O Ministério da Saúde tem critérios de relevância e pertinência para selecionar as teleconsultorias que podem atuar nessa frente.

Atente para a legislação e regras do governo sobre serviços de telessaúde

plataforma de telemedicina é aceita pela Anvisa

Segundo as diretrizes que constam na Nota Técnica 50, a plataforma de telessaúde deve seguir as exigências impostas, segundo os serviços que pretendem ofertar

Como citei alguns tópicos atrás, a legislação que criou o então Programa Nacional de Telessaúde foi a Portaria MS nº 35 de 2007. Ela foi revogada pela Portaria MS nº 2.546 de 2011, que redefiniu e ampliou a iniciativa, mudando seu nome para Telessaúde Brasil Redes.

O texto aborda questões como estrutura, serviços, gestão e funcionamento da iniciativa. Também atribui responsabilidades a núcleos, unidades de saúde do SUS e órgãos fiscalizadores nos níveis estadual, municipal e regional.

Para detalhar os requisitos de participação e as atividades do programa, em 2015 o Ministério da Saúde publicou diretrizes por meio da Nota Técnica nº 50. Nela, estão especificadas as exigências para os núcleos de saúde, separadas de acordo com os serviços que serão oferecidos.

Em 2019, o Decreto nº 9795 estabeleceu as diretrizes para a telessaúde no Brasil no que tange à atividade do SUS, dentre elas:

  • Transpor barreiras socioeconômicas, culturais e, sobretudo, geográficas, para que os serviços e as informações em saúde cheguem a toda população;
  • Maior satisfação do usuário, maior qualidade do cuidado e menor custo para o SUS;
  • Atender aos princípios básicos de qualidade dos cuidados de saúde: segura, oportuna, efetiva, eficiente, equitativa e centrada no paciente;
  • Reduzir filas de espera e o tempo para atendimentos ou diagnósticos especializados;
  • Evitar os deslocamentos desnecessários de pacientes e profissionais de saúde.

Já especificamente sobre a telemedicina, o Conselho Federal de Medicina publicou o Ofício 1756/2020 – Cojur prevendo a flexibilização da teleconsulta em caráter excepcional — enquanto o estado de calamidade pública prevalecer.

Desta forma, permitiu aos médicos o uso desse tipo de ferramenta para reduzir a circulação de pessoas e a exposição ao vírus, oferecendo os seguintes serviços de forma remota:

  • Atendimento pré-clínico;
  • Suporte assistencial;
  • Consulta;
  • Monitoramento;
  • Diagnóstico.  

Aplique essas 5 boas práticas na atuação em telessaúde

Por se tratar de um serviço de apoio diagnóstico e terapêutico realizado de forma remota, sem que o profissional de saúde e o paciente esteja fisicamente próximos, é importante ficar atento a alguns fatores, que irão garantir que esse contato à distância seja efetivo.

Seguindo as boas práticas a seguir, a atuação em telessaúde tem tudo para ser eficiente:

1. Adote um sistema de telessaúde

Para atuar com telessaúde, é preciso contar com uma ferramenta que de fato proporcione essa prática.

Sendo assim, ela deve conter funcionalidades como:

  • Prontuário eletrônico;
  • Laudo à distância;
  • Videoconferência;
  • Prescrição médica.

No caso do sistema do SUS, por exemplo, ele é interligado, de forma a garantir que, se o mesmo paciente for atendido por outro especialista, este poderá conferir todas as informações referentes ao seu histórico clínico.

2. Dê a devida atenção na consulta

Como não é possível realizar exames físicos e clínicos durante a anamnese, é importante que o médico fique atento a cada detalhe durante a consulta.

Isso implica não apenas no que o paciente fala, mas também em suas expressões, que podem dar indícios claros de dores e desconfortos, por exemplo.

Na dúvida, faça perguntas novamente, sejam elas gerais ou específicas sobre seu estado de saúde.

Tudo isso irá ajudar no momento de realizar o diagnóstico.

3. Registre o máximo de informações

Na telessaúde, as informações são a chave para garantir um diagnóstico preciso.

Logo, é essencial registrar até os dados que possam ser irrelevantes, mas que ajudam a estreitar os laços pensando em uma futura consulta.

Caso o paciente possua exames anteriores, também é recomendado anexá-lo no sistema, pois isso permite obter uma cenário mais amplo sobre sua saúde.

Com tudo registrado adequadamente, também irá facilitar nos próximos atendimentos, pois não será necessário realizar as mesmas perguntas novamente ou solicitar exames que ele tenha realizado há pouco tempo.

4. Converse com outros especialistas

Uma das vantagens da telessaúde é a possibilidade de contatar, também de forma remota, outros profissionais para obter uma segunda opinião sobre um exame ou tratamento.

Desta forma, não pense duas vezes antes de realizar essa ação, pois ela faz com que os diagnósticos sejam entregues cada vez mais rápidos e se tornem ainda mais corretos.

5. Monitore a saúde do paciente

A possibilidade de realizar o monitoramento do estado clínico do paciente de forma remota é outro benefício que a telessaúde oferece.

Alguns sistemas como o do SUS atuam de forma reversa, ou seja, ao invés do paciente reagendar suas consultas, em alguns casos, o próprio agente de saúde entra em contato para avaliar se houve melhora.

Isso foi especialmente útil durante a pandemia do Coronavírus porque algumas pessoas apresentavam sintomas parecidos e era preciso avaliar se ele se manteve após alguns dias antes de solicitar a realização presencial do teste. 

Conheça os benefícios da telemedicina e a telessaúde no Brasil

Como afirma a Nota Técnica nº 50, o potencial do telediagnóstico está em ampliar o acesso a exames para populações em áreas de difícil acesso, onde não há especialistas para a laudagem.

O laudo à distância é possível graças à telemedicina, que une tecnologias específicas de diagnóstico a telecomunicação e tecnologias da informação. Portanto, a telemedicina é uma parte importante do sistema de telessaúde no Brasil.

Além de facilitar o acesso a especialistas de diversas áreas, ela possibilita que unidades de saúde contem com uma segunda opinião qualificada, de forma ágil e segura.

Isso é possível graças à adoção de plataformas intuitivas e confiáveis, que permitem o compartilhamento dos dados gerados durante exames em tempo real e com total segurança, já que são armazenados em nuvem e não fisicamente.

A seguir, detalharemos como a telessaúde pode otimizar 5 dos principais indicadores em saúde de um serviço, seja ele público ou privado. Confira.

1. Aumento no leque de possibilidades

Via de regra, a complexidade de exames oferecidos por uma clínica depende diretamente do seu porte: clínicas menores oferecem exames mais básicos, enquanto as maiores, especializadas em diagnósticos, apostam nos mais especializados.

Isso ocorre porque a demanda por exames mais complexos geralmente é menor. Por isso, se uma clínica pequena tenta oferecer um serviço especializado, ela terá que pagar um profissional para laudar exames que quase não são realizados.

Imagine uma clínica de medicina do trabalho, por exemplo. Se ela atender a um paciente com crises convulsivas, pode precisar de um eletroencefalograma. No entanto, oferecê-lo não é logisticamente viável, de modo que ela frequentemente opta por terceirizar essa tarefa, solicitando de outros centros.

Com a telessaúde, esse problema é eliminado. Isso ocorre porque você paga pelo exame ou pelo conjunto de exames, e não pela presença física do profissional. Por isso, mesmo que um exame seja feito esporadicamente, você ainda pode oferecê-lo e terceirizar apenas o laudo médico.

2. Economia de preços

Quando você contrata um médico para laudar os exames fisicamente, há um acordo em relação ao preço final do serviço. Geralmente, esse acordo envolve o número de horas que o profissional passa trabalhando, em regime de plantão.

Na precificação final do serviço, o médico inclui gastos intrínsecos ao trabalho, como os de transporte e alimentação. Caso o preço seja muito baixo, não é viável para ele se deslocar até a clínica; daí os preços elevados desses profissionais.

Com a telessaúde, esses gastos extras não são incluídos no preço final do serviço. Com isso, os planos, ou pacotes, de exames tendem a ser mais baratos do que os praticados fisicamente no mercado.

3. Qualidade do laudo

A maioria das clínicas não contrata profissionais superespecializados para laudar seus exames. O motivo é simples: eles são ainda mais caros do que aqueles que só têm uma especialização.

Com o uso da telessaúde e o barateamento do serviço, é possível apostar mais alto e contratar profissionais de maior prestígio no meio acadêmico. Além disso, as plataformas de telessaúde graduam os médicos de acordo com o feedback de clientes anteriores, estimulando uma competição saudável e a busca por aprimoramento.

Por fim, as tecnologias digitais permitem maior detalhamento dos exames. Tome como exemplo um eletrocardiograma, ou Holter: a interpretação do traçado eletrocardiográfico é muito delicada, visto que alterações milimétricas podem mudar o diagnóstico.

Com o uso de ferramentas digitais, o profissional consegue ampliar o exame e fornecer laudos muito mais detalhados.

4. Agilidade na entrega

As clínicas nem sempre dispõem de profissionais em tempo integral para laudar seus exames. O mais comum é que elas definam dias fixos na semana para o trabalho de cada médico.

Com isso, o laudo dos exames pode demorar, colocando em risco o tratamento precoce e a satisfação dos clientes.

A telessaúde elimina esse fator negativo, uma vez que a maioria dos serviços determina um prazo máximo para que os exames sejam laudados, garantindo sua entrega.

Além disso, médicos estão presentes com maior frequência, fazendo com que alguns laudos sejam entregues em minutos após a solicitação.

Aprenda o que deve ser observado para escolher uma plataforma de telessaúde

plataforma de telessaúde

Suporte técnico, segurança de dados do paciente, especialidades médicas oferecidas: esses são alguns pontos a serem considerados ao escolher uma plataforma de telessaúde

Suporte técnico, segurança de dados do paciente e especialidades médicas oferecidas: esses são alguns pontos a serem considerados ao escolher uma plataforma de telessaúde.

Para escolher uma plataforma de telessaúde, alguns cuidados devem ser tomados. É importante observar cada um deles atentamente para garantir a qualidade dos serviços prestados aos pacientes. A seguir, apresentarei alguns desses principais pontos.

Suporte técnico na implementação

Ao contratar uma plataforma de telessaúde, você deve verificar se a empresa oferece suporte técnico na implementação. Como se trata de algo novo, é comum que, no início, você e sua equipe tenham dúvidas sobre o uso do sistema e de novas tecnologias.

É por isso que o suporte técnico é tão importante na implementação, uma vez que todas as dúvidas dos profissionais que utilizarão a solução podem ser esclarecidas.

Segurança de dados do paciente e da clínica

Também é muito importante observar se a plataforma de telessaúde oportuniza a segurança de dados do paciente e da clínica. Para isso, o sistema utilizado deve ser criptografado de ponta a ponta e contar com o recurso de somente ser acessado por usuário e senha.

Isso evita que pessoas não autorizadas tenham acesso a esses dados, que não podem vazar de jeito nenhum, por serem sigilosos. Convém lembrar que, em agosto de 2020, entrará em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Com essa nova legislação, as clínicas médicas deverão ter ainda mais cuidado com os dados dos pacientes. Caso qualquer informação vaze, o estabelecimento pode ser multado em valores muito altos.

Especialidades médicas oferecidas

A plataforma de telessaúde contratada também precisa oferecer serviços de todas as especialidades médicas necessárias para a sua clínica ou consultório.

Uma clínica de cardiologia, por exemplo, precisa mais de um sistema para exames do coração do que de raios-X. Isso deve ser observado para que se escolha uma opção abrangente, que envolva todas as necessidades que o seu estabelecimento tem.

Tempo de entrega dos laudos

Finalmente, outro ponto muito relevante é o tempo de entrega dos laudos. Deve-se verificar quais são os prazos cobrados, bem como a possibilidade de contar com entregas imediatas em casos de urgência e emergência.

Isso é importante, visto que uma pessoa que está com suspeita de infarto, por exemplo, não pode esperar muitas horas para ter o seu eletrocardiograma laudado. A laudação precisa ser feita quanto antes para que os primeiros socorros sejam prestados e o tratamento correto seja proposto.

Observe como a Telemedicina Morsch pode ser uma aliada à telessaúde Brasil

Acesso total aos dados do prontuário eletrônico na palma da mão

Médico acessa o PEP na palma da mão.

Para oferecer serviços em laudos à distância, as empresas devem contar com uma infraestrutura adequada, utilizando os aparelhos recomendados.

Isso envolve ter computadores com softwares atualizados, plataformas aprovadas pelo Ministério da Saúde e especialistas qualificados, que saibam como lidar com as tecnologias com maestria, prestando um serviço adequado para os pacientes.

De acordo com a legislação vigente, os laudos on-line devem ser entregues em até 72 horas, mas o ideal é que esse prazo seja menor nos casos de urgência e emergência.

Na Telemedicina Morsch, há profissionais dedicados à elaboração de laudos à distância, o que confere rapidez ao processo.

Com uma plataforma eficiente, os especialistas recebem os dados dos exames, analisam as imagens e as interpretam, o que permite a emissão de laudos em apenas 30 minutos.

Outra vantagem é a redução de custos com contratação de profissionais, cobertura de férias ou épocas com alta demanda por laudos.

Para unidades de saúde que não têm equipamentos digitais, a Morsch também oferece aparelhos em regime de comodato, que são cedidos sem custos durante o período de contrato, resultando em uma economia significativa.

Atualmente, estão disponíveis aparelhos para os seguintes exames:

  • espirometria;
  • Holter de ECG digital;
  • MAPA de pressão arterial 24 horas;
  • eletroencefalograma digital;
  • eletrocardiograma digital.

Conclusão

Neste artigo, falei sobre a telessaúde no mundo e em território nacional, com destaque para o Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes.

Não restam dúvidas sobre a contribuição da telemedicina para viabilizar os serviços de telessaúde e melhorar a assistência oferecida aos brasileiros.

Se você deseja ampliar a oferta de serviços na sua clínica ou hospital, oferecendo laudos à distância, conte com a Telemedicina Morsch.

A telessaúde vem sendo uma ferramenta cada vez mais utilizada, no Brasil e no mundo.

Algumas de suas vantagens são ampliar o rol de exames oferecidos, melhorar a qualidade dos laudos e diminuir o tempo de emissão.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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