Teleconsulta: o que é, como funciona e limitações no Brasil

Por Dr. José Aldair Morsch, 22 de abril de 2020
Guia basico de eletrocardiografia Teleconsulta: o que é, como funciona e limitações no Brasil

A teleconsulta surgiu para prestar um atendimento remoto ao paciente que tem dificuldade para se locomover até onde o médico atende. O atendimento médico a distância revolucionou a medicina juntamente com o telediagnóstico.

A saúde 4.0 impulsionada pela tecnologia tem promovido avanços importantes na atenção à saúde, inclusive no Brasil.

Com a teleconsulta, a troca de informações entre médico, paciente e outros profissionais da saúde é facilitada.

Ela também pode ser especialmente útil para clínicas e hospitais de áreas remotas, como você vai ver ao longo deste artigo.

A partir de agora, vou falar sobre as aplicações da teleconsulta no Brasil e no mundo, com destaque para seus impactos em populações locais.

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Se você tem interesse pelo tema ou curiosidade ainda sobre assuntos como telediagnóstico e telemedicina, recomendo que acompanhe a leitura até o fim.

O que é teleconsulta?

Médicos reunidos para realizar uma teleconsulta

O que é e como funciona uma teleconsulta?

Teleconsulta é uma modalidade de consulta médica realizada a distância, com o auxílio da tecnologia da informação e comunicação, usando prontuário eletrônico em nuvem com videoconferência.

Ou seja, na teleconsulta, médico, paciente e outros profissionais de saúde não se encontram no mesmo local físico, todo o processo é realizado no meio digital.

Especialidades médicas como radiologia, dermatologia, pneumologia, psicologia, neurologia e distanciamento social podem se beneficiar dessa modalidade.

O atendimento remoto é possível graças à utilização da internet, de aplicativos e de plataformas on-line.

Alguns serviços também consideram suas centrais de agendamento como teleconsulta.

É o caso da central da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia/GO, responsável pelo agendamento de consultas básicas.

De qualquer forma, existe um consenso, no Brasil, de que a consulta telepresencial deve ser aplicada para melhorar o atendimento na atenção básica, tanto no serviço público quanto privado.

Como funciona a teleconsulta?

Médico atendendo um paciente por videoconferencia

Como funciona a teleconsulta?

A teleconsulta pode ser realizada entre médico e paciente ou entre médico e outro profissional de saúde, a fim de esclarecer dúvidas.

Quando um profissional pede orientação a um especialista quanto ao diagnóstico ou resultado de exames, esse ato também é chamado de segunda opinião ou teleinterconsulta.

Considerando a interação entre as partes envolvidas, a teleconsulta pode ser síncrona ou assíncrona.

A forma síncrona indica um atendimento imediato, com perguntas sendo feitas e respondidas em tempo real.

Para tanto, é necessário contar com um software, aplicativo ou plataforma que permita a realização de chamadas em vídeo, áudio ou a troca de mensagens instantâneas.

Já a forma assíncrona se refere ao atendimento realizado em horários diferentes, através de tecnologia que permita o envio de questões e respostas em algumas horas ou dias.

Esse formato costuma ser empregado quando não há urgência nas respostas, ou mesmo em situações que não exigem a interação direta, como na telerradiologia.

Não devemos confundir com telediagnóstico, onde o especialista interpreta os exames à distância, como acontece na Telemedicina radiológica.

A telerradiologia corresponde à aplicação de tecnologias da informação e comunicação (TICs) em radiologia, resultando na interpretação de exames e emissão de laudos a distância.

Qual a diferença entre teleconsulta, telemedicina e telessaúde?

É comum ouvirmos falar desses três conceitos em conjunto, ou até como se fossem sinônimos, mas há diferenças — e a principal é a dimensão de cada um desses serviços.

Começando pela teleconsulta, consulta remota ou teleatendimento, podemos considerá-la como um braço da telemedicina.

Como define o Conselho Federal de Medicina (CFM), telemedicina é o exercício da Medicina através da utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em saúde.

Um formato muito utilizado em épocas de isolamento social é a teleorientação para pacientes que não podem se deslocar até um serviço de saúde.

Aplicados à saúde pública, esses recursos geraram um conceito mais amplo: a telessaúde.

telessaúde é um campo abrangente e estruturado, desenvolvido para romper barreiras geográficas com o uso das tecnologias da informação e comunicação nos vários modelos de atendimento em saúde.

Ao falarmos em telessaúde, estamos nos referindo à educação à distância em saúde, atendimento multiprofissional em zonas remotas, monitoramento de pacientes crônicos, utilizando diversas plataformas médicas.

Além da telemedicina, a telessaúde inclui tele-educação sanitária ou em saúde, redes de investigação e tele-epidemiologia, bem como redes de administração e gestão em saúde.

Principais benefícios da Teleconsulta?

1. Aumento na acessibilidade à saúde

teleconsulta feita por um geriatra

Um dos principais benefícios da teleconsulta está na democratização do serviço, possibilitando o atendimento em várias cidades, até as muito pequenas

 

 

 

Embora a constituição brasileira garanta aos cidadãos o direito pleno à saúde, na prática, enfrentamos dificuldades na distribuição de médicos.

A maioria deles — principalmente os especialistas — se concentra nas grandes cidades, o que dificulta a assistência a municípios menores.

Com a teleconsulta, no entanto, esse mesmo oncologista consegue suprir pequenas demandas de várias cidades com o atendimento remoto.

Isso desafoga os grandes centros, leva o atendimento aonde antes não era possível e gera mais empregos, tanto no setor público quanto no privado.

2. A Qualidade do atendimento por teleconsulta não é afetada

teleconsulta realizada com tablet

Com a teleconsulta, é possível ter um atendimento especializado sem sair do lugar

Em alguns lugares há atendimento médico, porém, com profissionais pouco especializados ou habituados com determinadas patologias de alta complexidade.

Nesses casos, há duas opções a seguir: optar pelo atendimento mais generalista ou tentar uma consulta com um especialista — que, muitas vezes, está distante com altos custos de deslocamento para o setor público e privado.

Com a teleconsulta, é possível ter esse atendimento especializado sem sair do lugar e sem perder qualidade, quando comparado ao atendimento presencial.

Além disso, a tecnologia permite a discussão de vários profissionais em um mesmo caso, aumentando os focos no paciente.

É possível, portanto, garantir um atendimento de maior qualidade, multiprofissional e centrado no paciente.

3. A segurança de dados ao usar a teleconsulta é mantida

Médica atendendo pelo computador

Na teleconsulta é possível garantir que apenas os médicos e profissionais envolvidos no processo recebam os dados do paciente, através da criptografia.

No início da disseminação da telemedicina, acreditava-se que a segurança de dados seria um ponto negativo dessa nova tecnologia.

Afinal, o risco de haver vazamento de informações sobre os pacientes sempre foi um fator de questionamentos.

Com as recentes tecnologias de criptografia de ponta a ponta, é possível garantir que apenas os médicos e profissionais envolvidos no processo recebam os dados do paciente.

Nesse método, os dados são incompreensíveis em todo o caminho intermediário, necessitando de uma “chave” para serem decifrados.

Essa chave só existe no computador do médico que a recebe.

Embora haja riscos de perda de dados, eles são muito pequenos — menores, inclusive, que o risco de vazamento de dados existente no atendimento físico.

Nessa modalidade tradicional, há o perigo de extravio de prontuários, perda de exames ou troca de informações.

Com a teleconsulta, os erros humanos envolvidos no processo são minimizados, visto que um software controla rigorosamente a acurácia dos dados.

4. Redução de custos para médicos e pacientes

O uso do ambiente digital é um dos principais redutores de custos, atualmente.

Na telemedicina, não é diferente: interconsultas com especialistas, que antes seriam muito caras, podem ser barateadas com a tecnologia para buscar um parecer médico.

Afinal, haverá múltiplos profissionais à disposição, forçando o preço das consultas para baixo.

Todavia, os contratantes não são os únicos que economizam com as teleconsultas.

Atualmente, muitos médicos optam por trabalhar em várias cidades ao mesmo tempo, maximizando seus ganhos financeiros.

Isso gera gastos com transporte, acomodação e alimentação durante a viagem, abatendo parte de seus lucros.

Com as teleconsultas, no entanto, esses mesmos médicos podem ocupar sua carga horária sem se preocupar com os gastos intrínsecos ao deslocamento.

Com isso, tanto eles quanto os pacientes saem economizando, no final.

5.Centralização dos dados num único prontuário em nuvem

Atender um paciente por Whatsapp, zoom, google hangouts ou qualquer outro meio de videoconferência não é teleconsulta.

Todo o atendimento deve ser registrado em um prontuário eletrônico que permita ao profissional dar seguimento ao atendimento presencial assim que possível.

Casos de processos jurídicos são melhor conduzidos e a própria defesa profissional fica respaldada com essa ferramenta.

6.A Plataforma de Telemedicina oferece ainda o Telediagnóstico

Não basta fazer consulta presencial e telconsulta.

Inúmeras empresas que desenvolvem prontuário eletrônico em nuvem adicionaram a teleconsulta, porém, não é o suficiente para um atendimento pleno do paciente.

Além da consulta ou teleconsulta, o paciente necessita realizar exames e a clínica que utilizar uma plataforma que integre tudo estará muito á frente no mercado.

Atenda o paciente presencial ou por teleconsulta e marque os exames na sua clínica.

Realize os exames e envie os arquivos para interpretação de especialistas à distância usando o telediagnóstico.

7.O médico pode usar a Prescrição digital para enviar ao paciente

O problema de receitar medicamentos à distância foi resolvido já a algum tempo com a prescrição digital, porém, só está sendo efetivamente utilizada no momento em que realizamos o atendimento médico à distância.

No prontuário eletrônico em nuvem está disponível a prescrição digital com geração da receita digital com QR code que é enviada para o celular do paciente e aceita nas farmácias que tem validação usando a internet.

Esse sistema evita uso de receitas falsas e ainda auxilia na emissão de atestados médicos também assinados digitalmente para beneficiar o paciente que é atendido de forma não presencial.

Qual a situação da teleconsulta no Brasil?

Teleconsulta realizada em casa

Teleconsulta no Brasil

Embora com restrições, a teleconsulta tem sido utilizada com sucesso por serviços públicos e privados no país.

Um dos trabalhos de referência está no Rio Grande do Sul, no âmbito do programa TelessaúdeRS, que faz parte de uma iniciativa nacional.

Como relata esta reportagem, 90 mil consultorias (teleconsultas) por telefone já foram feitas entre médicos gaúchos e de outros Estados, com índice de resolução de 62%.

Na sala de teleatendimentos da iniciativa, há 53 profissionais — médicos de 15 especialidades, fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, farmacêuticos e nutricionistas —, prontos para solucionar dúvidas.

A ação conseguiu reduzir 47% da fila de espera por especialistas no interior gaúcho, que passou de 170 mil para 90 mil em cinco anos.

Graças a esses resultados, o serviço de regulação da fila de espera foi replicado em outras cidades, como Rio de Janeiro (RJ), Manaus (AM), Maceió (AL) e Brasília (DF).

Contudo, vale dizer que ações em teleconsultoria acontecem desde a década de 1990 no país.

Uma das primeiras iniciativas foi implantada em 1994.

Na época, a Rede Sarah começou um programa de videoconferência para troca de informações entre a sua rede de hospitais do aparelho locomotor.

Já em 1999, o Hospital Sírio-Libanês criou uma sala dedicada às teleconferências em saúde.

Nos anos 2000, o Hospital Materno-Infantil de Recife trocava informações com o Saint Jude Children Research Hospital, em Memphis (EUA).

Teleconsulta pelo SUS

A necessidade de melhorar o atendimento na atenção básica motivou o serviço público a criar uma iniciativa para regular a telessaúde — e, por consequência, a teleconsultoria.

Em 2007, o Governo lançou o Projeto Nacional de Telessaúde que mais tarde se tornou o Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes.

Ele funciona a partir de núcleos estaduais, intermunicipais e regionais, que desenvolvem e ofertam serviços específicos para trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS).

Esses núcleos são coordenados pelas Secretarias de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e da Atenção à Saúde (SAS).

A teleconsultoria é uma das quatro frentes do Telessaúde Brasil Redes, junto ao Telediagnóstico, Teleducação e Segunda Opinião Formativa.

Legislação da Teleconsulta no Brasil

Abaixo descrevo um breve histórico sobre a Teleconsulta no Brasil e como é vista atualmente.

Os principais órgãos que regulam a teleconsulta no país são o Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina.

Como base legal, há o Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes, regido pela Portaria MS nº 2.546/11.

Em 2015, o Ministério da Saúde publicou diretrizes para as empresas que desejam participar do Programa, através da Nota Técnica 50.

O texto afirmava que, para realizar teleconsultas, os núcleos precisam ter profissionais capazes de esclarecer dúvidas sobre manejo, condutas e procedimentos clínicos, ações de saúde e questões relativas ao processo de trabalho.

A teleconsulta síncrona podisa ser feita por meio de chat, webconferência ou videoconferência, ou via telefone gratuito (0800).

A forma assíncrona devia permitir o envio e o recebimento de mensagens off-line, respondidas em até 72 horas.

Já no que tange ao CFM, a Resolução 1974/2011 estabelecia critérios para a propaganda e comunicação em Medicina.

O texto impõe limitações aos serviços de teleconsulta no país.

Porém, libera a orientação, por telefone, de médicos a pacientes que já atenderam pessoalmente, para esclarecer dúvidas sobre medicamentos e outros assuntos.

Ainda em no ano de 2018, O CFM – Conselho Federal de Medicina, através da resolução  (CFM) nº 2.227/18 autorizou a realização de teleconsultas, porém, no mesmo mês voltou atrás e revogou a resolução e deixou em aberto várias reuniões de Conselhos Regionais de Medicina para adequar a norma.

Por fim, o OFÍCIO CFM Nº 1756/2020 – COJUR enviado pelo Presidente do Conselho Federal de Medicina ao então ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandeta, orienta a necessidade e legalidade de atendimento a distância de pacientes usando a Telemedicina enquanto durar a Pandemia de Coronavirus.

A experiência de uso da Plataforma de Telemedicina tem mostrado que esse modelo de atendimento a distância veio para ficar para muitas especialidades da Medicina.

A coerência e regularização da atividade vai permitir a adesão permanente da atividade em prol da saúde coletiva.

Limitações da Teleconsulta no Brasil

Nos tópicos anteriores, você viu que a teleconsulta entre médico e paciente não é permitida pela legislação nacional em caráter regular.

Essa proibição está expressa na Resolução 1974/2011, mas nem sempre foi assim.

Resolução 1.643/2002, um dos primeiros consensos do CFM sobre o assunto, dava autonomia ao médico para decidir, ou não, utilizar ferramentas de telemedicina no atendimento ao paciente.

Sete anos depois, a Resolução CFM 1.931/2009 proibiu a prescrição de tratamento e outros procedimentos médicos sem que o paciente seja examinado diretamente.

As únicas exceções são casos de urgência ou emergência, quando deve ser realizado atendimento posterior pessoalmente.

Mais atual, a Resolução CFM 1.974/2011 reforçou a proibição anterior, vedando a substituição à consulta médica presencial.

Também há proibições ao diagnóstico e à prescrição em redes sociais ou em qualquer meio de comunicação em massa ou a distância.

Existem, ainda, normas mais recentes, como o parecer CFM 14/2017, o qual abre a possibilidade de utilização do WhatsApp e de plataformas similares na comunicação entre médico e paciente, em caráter privativo.

O texto especifica que essa comunicação serve para enviar dados ou tirar dúvidas com colegas, não podendo substituir consultas presenciais, para complementação diagnóstica ou acompanhamento de doenças.

Resta acompanhar as próximas publicações sobre o uso da Teleconsulta após esta experiência de uso em Pandemia.

Qual a situação da teleconsulta no mundo?

Teleconsulta no Mundo

Teleconsulta no Mundo

A teleconsulta, inclusive entre médico e paciente, está presente em diversos países há décadas.

No Japão e na Austrália, a prática é permitida desde os anos 1990.

Segundo estudo publicado no British Journal of Dermatology, 37.207 consultas entre dermatologistas e médicos da família foram realizadas na Holanda, entre 2007 e 2010.

Como resultado, 74% dos encaminhamentos físicos ao dermatologista não foram necessários e houve redução estimada de custos de 18%.

Este outro artigo destaca que os Estados Unidos estão avançados quanto à teleconsulta: 19 dos 50 Estados permitem a consulta remota entre médico e paciente, sem restrições.

Apenas três Estados norte-americanos exigem outro profissional de saúde junto ao paciente durante a realização da teleconsulta.

Também ocorre a consulta virtual entre pares, para troca de informações.

Na Europa, 24 entre os 28 países têm legislação sobre teleconsulta, sendo que 17 deles permitem a interação direta entre médico e paciente.

Já na América Latina, o México foi o pioneiro no investimento em telemedicina e teleconsulta para comunidades rurais, em 2001.

Como é a aplicação da teleconsulta em outras profissões?

Aplicação de teleconsulta em outras profissões

Aplicação de teleconsulta em outras profissões

Enfermeiros, fonoaudiólogos, psicólogos e seus respectivos conselhos de classe têm legislações que fazem referência à teleconsulta.

Nesse cenário, o Conselho Federal de Psicologia está à frente dos demais, tendo regulamentado diversas modalidades de atendimento remoto.

Resolução CFP 011/2012, dedicada aos serviços por meios tecnológicos de comunicação a distância, permite orientação, aplicação de testes e atendimento eventual remoto.

O Conselho Federal de Enfermagem só aprova a prescrição remota em casos de urgência ou emergência.

Resolução COFEN 0487/2015 veda aos enfermeiros o cumprimento de prescrição médica a distância em quaisquer outras situações.

Segundo a Resolução CFFa 427/2013 (Telessaúde em Fonoaudiologia), fonoaudiólogos podem prestar atendimento a distância ao paciente.

Porém, deve ser apenas para orientação, esclarecimento de dúvidas e condutas preventivas.

Avaliação clínica, prescrição diagnóstica ou terapêutica a distância ficam vedadas.

Quais as soluções e inovações para o Brasil?

Telemedicina como solução em tecnologia e inovação na saúde do Brasil

Médico fazendo atendimento do paciente através da Teleconsulta

Claramente percebemos que a saída para resolver o problema no atendimento médico no Brasil está no uso da Telemedicina.

Além de dimensões continentais, o Brasil apresenta muitas áreas remotas e de difícil acesso, nas quais faltam especialistas.

O resultado é um impacto nos gastos com a saúde.

As internações por causas sensíveis ao primeiro nível de assistência respondem por um terço das internações públicas.

Em 2013, por exemplo, elas representaram 17,4% do custo anual com internações hospitalares no SUS.

Em outras palavras, naquele ano, R$ 1,97 bilhão foi gasto com internações que poderiam, em grande parte, ser evitadas se os pacientes fossem atendidos mais rapidamente.

Experiências reais têm mostrado que essa questão pode ser solucionada ou pelo menos amenizada com serviços de telemedicina.

Por meio da segunda opinião de médico especialista prestada por empresas de telemedicina, clínicos e outros profissionais podem oferecer diagnósticos mais assertivos através da consulta online.

A segunda opinião médica também vale para a interpretação de exames realizados em zonas remotas.

Com o apoio da telemedicina, estabelecimentos de saúde ganham, ainda, um reforço na emissão de laudos médicos, que pode ser feita a distância.

Basta que um médico ou técnico treinado realize os exames com um aparelho digital e compartilhe os dados via plataforma de telemedicina.

Em seguida, especialistas qualificados analisam a suspeita clínica, informações do exame e do paciente e registram suas conclusões no laudo on-line.

O documento é assinado digitalmente e fica disponível na mesma plataforma.

Todo esse processo leva poucos minutos, conferindo agilidade e confiabilidade para os laudos.

Como disponibilizar a Telemedicina para os pacientes?

Coloque o link da sua agenda de médicos no seu site e ainda sincronize sua agenda com o Portal da Telemedicina Morsch para atender nossos pacientes.

Ao desenvolver a Plataforma da Telemedicina Morsch, procuramos pensar em como o paciente poderia ter acesso á essa ferramenta fantástica e a solução veio com a criação de um Marketplace médico.

Disponibilizamos para todas as clínicas e médicos um ambiente dentro da nossa plataforma médica online onde os pacientes que procuram por teleconsulta no google e chegam ao Portal da Telemedicina Morsch, possam marcar a sua teleconsulta através de um link que o leva para este Marketplace.

Na página de médicos e clínicas o paciente terá a sua disposição os nomes de clínicas e médicos de sua região e ainda de todo o Brasil para marcar uma teleconsulta direto na agenda do profissional.

Esta solução irá reduzir os espaços vazios das agendas de todos os clientes que utilizarem os serviços da Telemedicina Morsch.

Obviamente o cliente também poderá disponibilizar um link da sua agenda de médicos no seu próprio site e também compartilhar nas suas redes ou enviar por Whatsapp.

O pagamento das teleconsultas é realizado dentro da plataforma, sem nenhuma burocracia ou necessidade de outras ferramentas do próprio cliente.

Conclusão

Teleconsulta: o que é, como funciona e limitações no Brasil

Médica atendendo idoso por teleconsulta

Neste artigo, falei sobre as aplicações e limitações da teleconsulta no Brasil.

Também apresentei exemplos em que a telemedicina foi aplicada, com resultados promissores, para reduzir filas e melhorar o atendimento na assistência básica.

Esses benefícios estão ao alcance de todos, porém, não é suficiente usar apenas um prontuário eletrônico com teleconsulta para resolver esses problemas.

Precisamos de uma ferramenta completa, que forneça o prontuário eletrônico em nuvem juntamente com o telediagnóstico para centralizar todo o atendimento do paciente.

A Telemedicina Morsch procurou seguir exatamente essa estratégia e vem trabalhando desde 2005 em sua Plataforma para oferecer exatamente essas funções.

Temos experiência com os mais diversos ramos do atendimento e trabalhamos na vanguarda do Telediagnóstico e do prontuário eletrônico com Teleconsulta.

Somos a única empresa de Telemedicina no Brasil que integra todos os serviços de atendimento à distância na área de Teleconsulta e Telediagnóstico, bem como o compartilhamento do seu Marketplace médico com os clientes e pacientes que necessitam da teleconsulta.

Atualmente, prestamos serviços digitais para mais de 1000 clínicas em todo o Brasil, centralizando o atendimento em uma única plataforma digital, com mais de 100 médicos especialistas na área de Telediagnóstico.

Deixe que a Telemedicina Morsch dê o suporte para que sua clínica ou hospital ofereça um serviço completo de Telemedicina.

Faça já seu orçamento e aproveite os benefícios da Telemedicina!

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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