Como interpretar Mamografia: A classificação BI-RADS

Por Dr. José Aldair Morsch, 26 de setembro de 2018

Como realizar a interpretação da mamografia da forma correta?

Quando o assunto é o exame de mamografia, a interpretação correta faz toda a diferença para o diagnóstico e a abordagem médica.

Afinal, estamos falando da possível existência de um nódulo no seio ou mesmo um tumor maligno, que é o que caracteriza o câncer de mama.

Felizmente, a tecnologia evoluiu bastante nos últimos anos, a começar pela mamografia digital, na qual um sinal elétrico é transmitido diretamente do mamógrafo para o computador.

Tal avanço representa maior agilidade e qualidade na elaboração de laudos médicos, o que também é fruto da padronização proporcionada pelo sistema BI-RADS.

Se o nome ainda soa estranho, não se preocupe.

Neste artigo, vou trazer informações sobre a sua aplicação nos resultados da mamografia, classificações empregadas e lesões que podem ser detectadas.

Você vai entender o que significa cada uma das categorias previstas no BI-RADS, ter informações para avaliar a gravidade de cada caso e descobrir como a telemedicina tem auxiliado unidades de saúde na emissão de laudos com agilidade e eficiência.

A importância da mamografia

Mamógrafo digital

Paciente se preparando para realizar mamografia

Acima de tudo, a mamografia tem eficácia comprovada no rastreamento do câncer de mama, segundo o documento Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama, revisado em 2015.

Esse tipo de tumor maligno é o segundo mais comum entre mulheres em todo o mundo.

Também é a primeira causa de morte por câncer entre as brasileiras, de acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), com incidência de 13,68 óbitos a cada 100.000 mulheres em 2015.

Só neste ano, a entidade estima que 59.700 novos casos de câncer de mama vão ser registrados no país.

Quando detectado em estágios iniciais, o câncer de mama tem mais de 90% de chances de cura.

Por isso, devem ser adotadas técnicas para prevenção e diagnóstico precoce da doença, como incentivo ao autoexame das mamas e a realização da mamografia.

Indicações da mamografia

interpretação da mamografia indicação

Médica interpretando exame de mamografia

A maior parte das indicações desse exame se volta à detecção precoce do câncer de mama, ou seja, para fins de rastreamento da doença.

Mas a radiografia das mamas também pode ser recomendada para acompanhamento dos pacientes – mulheres ou homens – que apresentam sinais de tumores.

Outros casos em que ela indica-se o exame, de acordo com o Ministério da Saúde, são:

  • Antes da realização de terapia de reposição hormonal (TRH)
  • Para estabelecer o padrão mamário
  • Para detectar lesões não-palpáveis
  • No pré-operatório de cirurgia plástica
  • Após a mastectomia, para rastrear alterações nas mamas.

Mamografia de Rastreamento

Como já destacado, a mamografia costuma ser indicada para rastreamento do câncer de mama entre mulheres que não apresentam sintomas, ao passo que, em diversos países há a realização desse procedimento, sendo  recomendado de acordo com fatores como idade e histórico familiar da paciente.

No Brasil, a atualização mais recente das diretrizes que orientam sobre a mamografia de rastreamento tem provocado discussões.

Isso porque o documento recomenda que o exame seja realizado a cada dois anos, em mulheres com 50 anos ou mais.

Já entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), têm visão divergente.

Para elas, com base em pesquisas científicas, a mamografia deve ser realizada anualmente em mulheres já a partir dos 40 anos de idade.

Já entre aquelas que se enquadram no grupo de risco, a recomendação é de realização anual da mamografia de rastreamento, em geral, a partir dos 35 anos ou menos.

Segundo o INCA, os fatores de risco são:

  • Casos de câncer de mama em familiares consanguíneos, sobretudo em idade jovem;
  • Histórico de câncer de ovário
  • Histórico de câncer de mama em homem.

Mamografia Diagnóstica

Em primeiro lugar, quando a paciente apresenta sintomas de câncer, o médico indica a mamografia diagnóstica.

Nódulos, espessamento de uma área da mama e descarga papilar, ou seja, secreção nos mamilos, são os principais aspectos considerados para essa solicitação.

Nódulos palpáveis costumam ser descobertos pela paciente durante situações cotidianas ou na realização de autoexame das mamas.

O espessamento ocorre quando uma região da mama fica mais dura na palpação, mas não há percepção de nódulo.

Descarga papilar, por sua vez, pode ser explicada como a secreção das mamas fora do período de gravidez ou amamentação.

Nesse sentido, caso apresentem sinais de câncer de mama, os homens também podem realizar a mamografia  diagnóstica.

Outra situação que pede acompanhamento frequente por meio do exame é o controle radiológico de uma lesão provavelmente benigna (BI-RADS 3).

Nesse caso, deve-se realizar a mamografia a cada seis meses.

Quais são os tipos de exames de mama?

Agora que você já sabe quais são as indicações do exame, e que a interpretação da mamografia pode ser voltada tanto a rastreamentos quanto a diagnósticos, vamos aos tipos mais comuns de procedimentos. 

Atualmente, a mamografia pode ser realizada de forma analógica ou digital, sendo que a segunda está ganhando cada vez mais espaço nas unidades de atendimento.

Isso porque, o que muda é o método de captura das imagens, na mesma lógica que ocorre com as câmeras fotográficas, em que as digitais têm imagens melhores e mais fáceis de gerenciar. 

Confira abaixo quais são as principais características de cada mamografia e como interpretar cada uma delas: 

Mamografia analógica

Tradicionalmente, a interpretação de mamografia é baseada nas imagens obtidas por meio do mamógrafo analógico.

Nesse tipo de aparelho, há a projeção das imagens coletadas em um filme, o que exige certo tempo de processamento até que a impressão esteja pronta.

Durante esse processo, o filme pode apresentar algumas falhas e as imagens podem ser comprometidas, o que exige que o exame seja refeito.

Somado à maior demora do procedimento, esse tipo de falha ainda submete a paciente a novas sessões para coleta, causando transtornos e uma maior exposição aos raios-X.

Mamografia Digital

Já na mamografia digital, todos os resultados são obtidos e armazenados em ambiente eletrônico, tornando tudo mais rápido e seguro. 

Isso porque, o mamógrafo digital tem a capacidade de transformar os raios-X em sinais elétricos, sendo realizada a transmissão para um software no formato de imagem.

Mais que garantir praticidade e evitar repetições no procedimento, a digitalização também é a resposta para como interpretar uma mamografia com mais assertividade.

Afinal, o sistema permite ajustar a coleta das imagens durante o exame, além de ampliar ou realçar as áreas analisadas, facilitar a detecção de lesões, entre outros benefícios semelhantes. 

Como preparar a paciente para mamografia?

Tanto na mamografia analógica, quanto na digital, os pacientes não precisam de nenhum preparo direto.

Entretanto, deve-se adotar alguns cuidados para facilitar a captação das imagens, principalmente em relação às vestimentas e à pele. Confira os principais deles:

  • Não utilizar vestidos, uma vez que a paciente precisa despir a região do tronco durante o procedimento;
  • Não usar perfumes, cremes ou desodorantes antes do exame, pois sua aplicação pode afetar a captura das imagens e comprometer a interpretação da mamografia.

Para a realização do exame, deve-se orientar as pacientes para que levem seus exames de mama anteriores no dia da mamografia.

Afinal, quando as coletas passadas são comparadas com a atual mamografia, a interpretação de possíveis anormalidades se torna mais fácil. 

Além disso, recomenda-se que o exame seja preferencialmente realizado uma semana depois da menstruação, já que as mamas tendem a estar menos sensíveis nesse período.

Por fim, a mamografia não tem indicação clínica para mulheres grávidas, uma vez que a radiação pode interferir na formação do feto. 

Como é feita a mamografia?

Dentro do centro diagnóstico ou do ambulatório, a paciente deve ficar despida da cintura para cima, de pé em frente ao mamógrafo.

Por sua vez, o aparelho possui duas placas que pressionam as mamas durante poucos segundos, uma vertical e outra horizontalmente. 

Enquanto há a realização do exame,  a mulher precisa permanecer imóvel e segurar a sua respiração, para que a coleta da imagem não sofra interferências. 

Logo depois dessa coleta, normalmente os técnicos solicitam que as pacientes esperem durante alguns minutos no local, para que as imagens sejam verificadas e eles tenham certeza de que tudo ocorreu corretamente.

Caso o processo não tenha erros e o exame não precise ser refeito, o tempo médio até que tudo fique pronto é de cerca de 20 minutos.

Vale ressaltar que o mesmo procedimento é feito durante as mamografias para homens, que são pouco conhecidas, mas também existem.

Isso porque, dada a baixa incidência no público masculino, a conscientização sobre o câncer de mama acaba sendo muito voltada às mulheres.

Então, com isso, redobra-se a atenção para que eles também observem às particularidades do exame e saibam o seu procedimento caso necessitem. 

Interpretação da mamografia conforme classificação BI-RADS

Interpretação de mamografia e ecografia

Mamografia digital na Telemedicina

A sigla BI-RADS, que significa Breast Imaging and Reporting Data System, remete a um sistema criado pelo Colégio Americano de Radiologia, e adotado pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), utilizado para padronizar os laudos de mamografias.

Inclusive, a radiografia das mamas foi o primeiro exame que recebeu classificação BI-RADS, em 1993.

Atualmente, a classificação é utilizada para outros testes de diagnóstico por imagem, como ressonância magnética e ultrassonografia.

Antes da sua adoção por radiologistas brasileiros, não eram incomuns desentendimentos quanto à interpretação dos resultados de mamografias.

Tanto que, na época, processos civis começaram a surgir por erros de interpretação e de recomendação de conduta.

Segundo publicação do CBR, a introdução do sistema representou importante melhoria na padronização da linguagem e interpretação da mamografia.

Isso significa que a paciente poderá realizar uma mamografia em qualquer clínica de radiologia no planeta e terá o mesmo tipo de resultado, sem discussões ou divergências.

Atualmente, o BI-RADS atribui sete categorias, que vão de 0 a 6, para os resultados e interpretação da mamografia.

BI-RADS 0

Significa que a radiografia das mamas foi inconclusiva e, portanto, necessita de avaliação adicional através de outros exames.

Interpretação da Mamografia em BI-RADS 0

Em mamografias de rastreamento realiza-se essa classificação apenas para mamografias de rastreamento.

Por exemplo, se houver um nódulo ou cisto, uma ultrassonografia poderá diferenciar esses achados.

Conduta Médica em BI-RADS 0

No resultado e interpretação da mamografia, o médico responsável aponta  sua avaliação e para esclarecimento realizam-se novos exames, como a ultrassonografia das mamas.

BI-RADS 1

Esta categoria corresponde a um exame de mamografia com resultados normais.

Interpretação da Mamografia em BI-RADS 1

Atesta-se pelo  radiologista que não foi encontrado nada anormal na radiografia das mamas.

Ou seja, o exame deu negativo: a paciente não possui doença, nem alterações no tecido mamário.

Conduta Médica em BI-RADS 1

Para pacientes que têm mais de 40 anos, recomenda-se a mamografia de rotina, realizada uma vez por ano.

BI-RADS 2

A categoria 2 diz respeito a um achado tipicamente benigno.

Interpretação da Mamografia em BI-RADS 2

Quando são encontrados cistos, calcificações, alterações relacionadas a implantes ou após cirurgia e tratamentos, como radioterapia, é utilizada a categoria 2. Mesmo sem representar risco cancerígeno, esses achados deve-se mencionar esses resultados no histórico da paciente.

Conduta Médica em BI-RADS 2

Assim como na classificação 1, a conduta nesses casos é a realização de mamografia de rotina, ou seja, anual, desde que a paciente tenha mais de 40 anos e risco padrão de desenvolver câncer de mama.

BI-RADS 3

interpretação da mamografia bi-rads

Médica em sala de intepretação de mamografia

Significa que o diagnóstico ser de um tumor benigno, ou seja, de não se tornar um tumor, em geral, a probabilidade é maior que 98%.

Interpretação da Mamografia em BI-RADS 3

Nódulo não palpável, microcalcificações redondas ou ovais e alguns tipos de lesão podem se enquadrar na categoria 3.

Então, apesar de esses achados serem, normalmente, benignos, o médico não pode assegurar se podem ou não evoluir para câncer.

Conduta Médica em BI-RADS 3

Em suma, o acompanhamento dura dois ou três anos, sendo que a paciente deve realizar o exame para controle apenas na mama onde foi encontrado o nódulo ou microcalcificação, a cada seis meses.

Após o período de acompanhamento, se não houver mudanças no achado durante a mamografia, a paciente retorna para os exames de rotina de rastreamento, uma vez ao ano.

BI-RADS 4

Nesta classificação, estão os achados suspeitos, ou seja, aqueles que apresentam risco maior de evoluir para câncer.

Eles têm características típicas de tumor, como limites pouco definidos, microcalcificações irregulares e densidade assimétrica.

Interpretação da Mamografia em BI-RADS 4

A categoria 4, abrange achados com risco entre 2% e 95% de se tornarem cancerígenos.

Para delimitar as considerações do laudo, confira a seguir três subcategorias na interpretação da mamografia.

Todavia, na subcategoria 4A, estão as lesões com baixa suspeita de malignidade, entre 2 e 10% de risco de se tornarem câncer.

Na subcategoria 4B, enquadram-se os achados com suspeita moderada de câncer, que vai de 11 a 50%.

Quando as lesões têm maiores chances de serem malignas, de 51% a 95%, nomeia-se a classificação como 4C.

Conduta Médica em BI-RADS 4

Igualmente, 70% das lesões encontradas terão resultado benigno.

No entanto, recomenda-se a realização de biópsia percutânea, quando não há procedimento cirúrgico, para achados de qualquer das três subcategorias.

A biópsia percutânea consiste na retirada, através de uma agulha, de uma pequena parte da lesão, sendo utilizada para investigação de suspeita de diversos tipos de câncer.

Esse procedimento ocorre com o auxílio de algum exame de diagnóstico por imagem, como tomografia ou ultrassom.

A partir do material colhido durante a biópsia, radiologista e médico assistente poderão determinar as características da lesão com mais assertividade.

BI-RADS 5

interpretação de mamografia no tablet

Médico mostrando mamografia no tablet

Essa classificação reúne as lesões altamente suspeitas, quando existe probabilidade maior que 95% de o achado ser cancerígeno.

Interpretação da Mamografia em BI-RADS 5

Na interpretação da mamografia de categoria 5, o achado tem características de malignidade, como nódulo denso e espiculado ou microcalcificações ramificadas.

No entanto, ainda existe chance, embora pequena, de a lesão ser benigna.

Conduta Médica em BI-RADS 5

Para confirmar a suspeita de tumor maligno, a conduta nesses casos também inclui a realização de biópsia percutânea.

BI-RADS 6

Corresponde aos achados que são, com certeza, malignos. Essa categoria, tem como objetivo acompanhar e marcar casos do tratamento de câncer de mama.

Nesse contexto, com a marcação, há um diagnóstico mais preciso, pois , assim, um mesmo caso de tumor maligno não há a contabilização da doença duas vezes, por exemplo, nas estatísticas do Ministério da Saúde.

Interpretação da Mamografia em BI-RADS 6

Nesses casos, a mamografia revela apenas o câncer já diagnosticado, sem outras alterações.

Essa nova radiografia das mamas analisa as respostas a tratamentos, como quimioterapia, e possível indicação de cirurgia para retirada do tumor.

Conduta Médica em BI-RADS 6

A recomendação médica vai depender de cada caso, e deverá considerar o histórico do paciente, características e resposta do câncer a tratamento prévios.

A classificação pode mudar?

Sim, a classificação pode mudar em alguns casos.

A BI-RADS 0, por exemplo, é sempre temporária.

A partir do procedimento complementar solicitado pelo radiologista, ele terá condições de reclassificar o resultado e interpretação da mamografia. Dessa forma, o resultado não ficará categorizado como inconclusivo.

Também após acompanhamento realizado na categoria 3, de achados provavelmente benignos, a lesão poderá evoluir e, assim, ser reclassificada.

O mesmo pode ocorrer após a biópsia ou tratamento das lesões nas categorias 4, 5 e 6.

Exames complementares à mamografia

Apenas a interpretação da mamografia nem sempre consegue proporcionar um entendimento completo sobre o caso do paciente analisado.

Por isso, se exige alguns procedimentos forma complementar, para ampliar a precisão dos resultados obtidos ou monitorar os indivíduos em longo prazo.

Confira abaixo quais são os principais deles e para que servem: 

Ultrassonografia

Trata-se de um exame complementar, que serve para melhorar a visualização de mamas mais densas ou para analisar pacientes com menos de 35 anos.

Ao passo que, o procedimento funciona como qualquer ultrassom, em que direcionam-se ondas sonoras penetrantes na área para que o aparelho consiga formar imagens a partir delas. 

Ressonância magnética

Outro exame de imagem que ajuda na interpretação da mamografia é a ressonância magnética, que permite distinguir melhor quais são os tecidos afetados nas mamas.

Para a coleta, o equipamento emite ondas de rádio e energia magnética, que passam pela região analisada e formam as imagens em um computador, de forma ainda mais detalhada. 

Exames laboratoriais

Indicam-se  testes laboratoriais para pacientes que já tenham o diagnóstico de câncer de mama confirmado.

Eles servem para orientar as diretrizes médicas e os tratamentos mais indicados para o caso específico, por meio de análises do receptor hormonal e HER2/neu na corrente sanguínea.

Biópsia

Tipo de análise laboratorial, mas em que há a coleta dos fluidos diretamente nas áreas suspeitas da mama.

Com as células retiradas, há o encaminhamento delas ao laboratório para confirmar se há a presença, ou não, de elementos cancerígenos. 

Quanto tempo demora para sair o resultado da interpretação da mamografia?

Técnico em enfermagem posicionando a paciente no mamógrafo

No SUS (Sistema Único de Saúde), em média, o resultado da mamografia pode levar até um mês.

No entanto, novas tecnologias, especialmente no caso da mamografia digital, possibilitam que o laudo saia em apenas 30 minutos.

Contudo, isso pode ser possível porque, diferentemente da radiografia convencional das mamas, realiza-se esse tipo de exame por meio de um mamógrafo digital bilateral, capaz de colher os resultados, produzindo imagens de alta resolução, e enviá-los a um computador.

No exame convencional, é necessário esperar a revelação de um filme, o que implica em maior tempo de espera, uso de produtos químicos e cuidados para o armazenamento dos resultados.

Possíveis lesões detectadas na mamografia

Primordialmente, detectam-se várias alterações a partir de uma mamografia.

As principais são nódulos, microcalcificações e alterações na densidade das mamas.

Vamos conhecer detalhes sobre cada uma delas.

Nódulos

Em síntese, podemos citar que os nódulos apresentam-se em formações sólidas, causadas pelo crescimento anormal da pele.

De acordo com estudo divulgado pelo Ministério da Saúde na Paraíba, nódulos encontram-se em 39% dos casos de câncer não palpáveis.

Para distinguir os  nódulos entre malignos ou benignos, avaliam-se de acordo com:

  • tamanho,
  • contorno,
  • limites
  • densidade.

Microcalcificações

São pequenos cristais de cálcio que se depositam em diversas partes do corpo.

Elas costumam ser o primeiro sinal de achados malignos nas mamas, e  em 42% dos casos de câncer encontram-se em lesões não palpáveis.

Nesse sentido, sua análise deve incluir densidade, distribuição, tamanho, número e forma.

Alterações na densidade

A mamografia evidencia  que as mamas têm densidade assimétrica. Como resultado, uma delas tem densidade alterada quando há essa comparação.

A neodensidade ocorre quando uma região da mama apresenta densidade diferente na comparação com exames anteriores.

Nesses casos, existe chance de câncer, mas costuma ser menor que 6%.

Laudo e interpretação da mamografia Via Telemedicina

Sobretudo, logo no início deste artigo, destaquei que utilizar tecnologias tem facilitado a emissão de laudos com mais agilidade.

Contando com a telemedicina, os benefícios vão além, pois há a possibilidade de compartilhar as imagens geradas durante a mamografia com especialistas de todo o mundo, através de uma plataforma intuitiva.

Por isso, a telemedicina tem se apresentado como uma solução interessante para a composição de laudos confiáveis, mesmo em locais remotos, que não contam com especialistas.

É também uma ótima solução para momentos de carência de profissionais, como férias, feriados e plantões.

As plataformas mais atuais auxiliam, ainda, no treinamento dos profissionais responsáveis pela condução da mamografia.

Essas orientações ficam disponíveis 24 horas por dia, bastando que o profissional tenha acesso à internet e se logue no sistema.

Conclusão

Campanha outubro rosa

Neste artigo, falei sobre a interpretação da mamografia, cujos resultados seguem as classificações de acordo com o sistema BI-RADS.

Não resta dúvidas de que a assertividade diagnóstica depende do êxito nessa etapa.

Contudo, manter especialistas pode ser um desafio, principalmente nos locais menos acessíveis.

Nesse cenário, a telemedicina pode ajudar sua clínica, hospital ou consultório, oferecendo serviços de emissão de laudos à distância, assinados por radiologistas capacitados.

Dependendo da urgência, eles podem ser entregues em apenas 30 minutos.

Com a Telemedicina Morsch, você ainda garante o treinamento da equipe e a rapidez na entrega dos laudos a distância.

Entre em contato conosco para mais informações e veja no site como funciona.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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