Entenda a presença de nódulo hipoecoico na mama, fígado, tireoide e outros órgãos

Por Dr. José Aldair Morsch, 9 de setembro de 2021
Nódulo hipoecoico

O nódulo hipoecoico é um dos achados possíveis em um exame de ultrassom.

Essa característica se refere à densidade da estrutura e, em um primeiro momento, não indica maior ou menor propensão ao câncer.

Vale lembrar que nódulos na mama, por exemplo, raramente são tumores malignos.

Contudo, uma avaliação médica sempre cai bem.

A presença dessas massas em outros locais, como na tireoide, pede maior atenção para descartar as chances de malignidade.

Neste artigo, conto mais sobre o que significa ter um nódulo hipoecoico, partes do corpo em que ele pode aparecer e o que fazer diante desse achado.

Se o assunto interessa, é só seguir com a leitura.

O que é nódulo hipoecoico?

Nódulo hipoecoico é uma massa de densidade baixa, que reflete pouco as ondas emitidas EM uma ultrassonografia.

Assim, esse nódulo aparece mais escuro do que o tecido em redor.

Também chamado de hipoecogênico, o achado pode conter muito líquido ou gordura em seu interior.

Apesar do nome complicado, ter um nódulo hipoecoico não diz muita coisa sobre a presença de doenças.

Geralmente, é necessário buscar mais informações sobre essa estrutura.

Isso ocorre por meio de exame físico e testes de imagem como a tomografia e a ressonância magnética.

Nódulo hipoecoico é câncer?

Não necessariamente.

O fato de ter uma massa hipoecogênica em alguma área do organismo é apenas um primeiro dado que pode, ou não, ser indício da doença.

Nódulos pequenos, sem partes sólidas e que não se modificam com o tempo dificilmente têm o potencial de se tornar um tumor maligno.

Já aqueles com mais de 1,5 cm, altura superior à largura e forma irregular têm maiores chances de evoluir para o câncer.

De qualquer maneira, se perceber essa estrutura no seu corpo ou no resultado do ultrassom, procure ajuda médica especializada.

Onde ocorre a presença de nódulo hipoecoico

O nódulo hipoecoico pode aparecer em diversos tecidos, incluindo órgãos de diferentes sistemas, pele e articulações.

Mas ele raramente surge próximo à superfície, onde pode ser sentido através da palpação.

É mais comum que esteja em partes internas, sendo visível apenas com a realização de exames de imagem.

Outro fator que inibe sua percepção é a ausência de sintomas em grande parte dos casos.

A seguir, comento detalhes sobre o aparecimento desses nódulos em diferentes áreas do corpo.

Além das citadas, podem surgir nódulos hipoecoicos no pâncreas ou, raramente, no baço.

Nódulo hipoecoico na mama

Um nódulo de baixa densidade na mama costuma corresponder a lesões benignas.

Um exemplo é o cisto, que tem a maior parte formada por líquidos como sangue e pus, além de uma película externa bem delineada.

No entanto, existem sinais de alerta que sugerem câncer quando a paciente percebe:

  • Mudanças na forma ou tamanho de uma das mamas
  • Diferenças na textura da pele
  • Secreções espontâneas
  • Aumento no tamanho do cisto
  • Coceira constante.

 

Nódulos no corpo

Os nódulos maiores, superiores a 1,5 cm, têm mais chances de evoluir para câncer

Nódulo hipoecoico na próstata

A identificação de nódulos na próstata também não fornece maiores informações sobre o que está por trás deles.

No entanto, estudos mostram que o nódulo hipoecoico que não tenha demarcação entre a zona periférica e a glândula interna tem risco aumentado para câncer.

Nódulo hipoecoico na tireoide

A glândula tireoide pode ser acometida por lesões benignas ou malignas.

Nesse caso, a presença de um nódulo hipoecoico eleva o potencial maligno

Porém, não significa que esse tipo de estrutura sempre seja câncer.

É preciso coletar mais informações para saber se a lesão se expande para tecidos em redor, se tem microcalcificações ou muitos vasos sanguíneos.

Nódulo hipoecoico no fígado

A observação de um nódulo hipoecoico bem delineado no fígado costuma estar relacionada a massas benignas, a exemplo do hemangioma.

Essa lesão se forma a partir de um emaranhado de vasos sanguíneos e não costuma envolver riscos ao paciente.

Contudo, conjuntos de nódulos podem sugerir malignidade, assim como mudanças de forma e tamanho da estrutura.

Nódulo hipoecoico no útero

Quando surge no útero, é comum que esse tipo de nódulo seja um mioma, que é um tumor benigno.

Vale consultar o ginecologista para que investigue detalhes como a posição, sintomas e o melhor tratamento para o mioma.

Nódulo hipoecoico no ovário

Normalmente, corresponde a um cisto no ovário, que tende a ser uma lesão benigna.

Exame com nódulo hipoecogênico: o que fazer?

Se esse foi um achado no seu exame de imagem, a primeira recomendação é não se preocupar em excesso.

Marque uma consulta com um especialista na área em que o nódulo surgiu para que ele possa analisar possíveis causas.

Evite se basear na opinião de conhecidos ou em pesquisas na internet, pois cada diagnóstico precisa levar em conta exames complementares.

Quase sempre, será preciso passar por avaliação física, entrevista (anamnese) e outros testes radiológicos e/ou de laboratório para confirmar a suspeita clínica.

Se houver potencial maligno na lesão, é provável que o médico peça uma biópsia para analisar o conteúdo do nódulo.

Lembre-se que, mesmo nos casos graves, o diagnóstico precoce proporciona altas chances de cura.

Presença de nódulos

Uma biópsia pode ser solicitada caso o especialista encontre potencial maligno na lesão

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Conclusão

Receber o diagnóstico de nódulo hipoecoico não significa que você tenha câncer ou outra doença.

Na maioria das vezes, a massa revela uma lesão benigna que requer acompanhamento periódico para evitar agravos.

Ao se deparar com esse achado, é importante conversar com seu médico para saber qual a conduta indicada para o seu caso.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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