Cisto de mama: conheça causas, sintomas, tratamento e riscos

Por Dr. José Aldair Morsch, 9 de junho de 2021
Cisto de mama é benigno

O cisto de mama é considerado comum, principalmente entre as mulheres que estão na perimenopausa – período que antecede a menopausa.

Isso porque as várias flutuações hormonais naturais a esse período influenciam no aparecimento de alterações nos seios.

A maioria dos cistos é muito pequena e não gera nenhum problema de saúde, chegando a passar despercebida.

No entanto, há casos mais graves, relacionados ao aparecimento de nódulos e câncer de mama – que é o segundo mais frequente entre as brasileiras.

Daí a preocupação das mulheres diante do diagnóstico de cisto mamário.

A boa notícia é que, com o acompanhamento adequado, você vai perceber que existem soluções simples.

Comece a cuidar ainda mais da sua saúde com a leitura deste conteúdo até o final.

Nele, vou tirar as principais dúvidas sobre o assunto.

Falo sobre possíveis causas, tipos de cisto e quando é importante buscar ajuda médica.

Acompanhe com atenção todas as dicas e informações do texto.

Cisto de mama: o que é?

Cisto de mama é uma lesão formada por líquido envolvido por uma membrana, de aparência arredondada e com a extremidade bem delimitada.

Comum entre as mulheres entre de 35 a 50 anos, o cisto pode vir isolado ou em forma múltipla.

Aparece em apenas uma ou em ambas as mamas (cisto bilateral).

A maioria das lesões é benigna e tão pequena que não pode ser sentida na palpação dos seios, nem provoca qualquer condição clínica relevante.

Porém, quando o cisto é maior, pode causar incômodo, dor e inchaço, especialmente no período pré-menstrual e em mulheres grávidas.

O cisto de mama deve ser acompanhado de perto

Mesmo quando benignos, os cistos de maior tamanho podem provocar dor e inchaço

Diferença entre cisto e nódulo na mama

De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o nódulo mamário é definido como qualquer tumoração presente na glândula mamária.

A descoberta dessas massas é a queixa que mais leva as pacientes a consultar um mastologista, correspondendo a 60% dos motivos para os atendimentos.

Embora sejam bastante confundidos, cisto e nódulo na mama descrevem dois tipos distintos de lesão.

Ambos crescem em área bem delimitada e, quando medem mais de meio centímetro, podem ser sentidos no exame de toque das mamas.

Sua principal diferença está no conteúdo: enquanto o cisto costuma ser preenchido com líquidos, podendo conter pus e sangue, o nódulo é sólido.

O que causa o cisto mamário?

A causa do cisto mamário ainda não foi totalmente desvendada, apesar de haver estudos sobre o tema.

Contudo, há indicativos de que seu aparecimento esteja ligado às alterações nos níveis hormonais, principalmente de hormônios como o estrogênio.

Desde a primeira menstruação, essas mudanças são constantes e tendem a enviar estímulos fisiológicos que facilitam o acúmulo de líquidos no tecido interno das mamas.

Esse processo colabora para a formação de cistos.

Além da influência hormonal, existem fatores de risco citados em estudos como o artigoNódulos benignos da mama: uma revisão dos diagnósticos diferenciais e conduta“.

Os principais são:

  • Primeira menstruação precoce, antes dos 12 anos
  • Menopausa tardia, após os 55 anos
  • Ausência de gravidez
  • Primeira gestação tardia
  • Falta ou tempo curto de amamentação.

Tipos de cisto na mama

Existem duas classificações mais usadas para diferenciar os tipos de cisto mamário.

A primeira considera o tamanho das lesões, e a segunda, o conteúdo do cisto.

Veja detalhes sobre cada uma delas a seguir.

Microcistos

Os microcistos correspondem a lesões muito pequenas, com menos de meio centímetro de diâmetro.

Como mencionei antes, são os mais comuns e não podem ser percebidos na palpação.

Significa que eles só são identificados em testes de diagnóstico por imagem.

São exemplos o ultrassom de mamas e a mamografia.

Existem formas de classificar os cistos de mama devido suas características

Fazer exames regularmente é muito importante para identificar cistos de maneira precoce

Macrocistos

Conforme o nome indica, os macrocistos são maiores, medindo até 5 centímetros de diâmetro.

Por causa do tamanho, é possível sentir essas lesões durante o autoexame das mamas. 

Assim, eles são percebidos com maior frequência.

Também podem fazer pressão sobre o tecido mamário ao redor, provocando desconforto para a paciente.

Cisto de mama simples

Essa classificação considera o tipo de conteúdo do cisto de mama, que, nesse caso, é composto inteiramente por líquido.

O cisto simples pode ser visto com facilidade nos exames de imagem, por causa de seu contorno bem delineado e paredes finas.

Cisto de mama complexo

Menos comum, o cisto complexo possui conteúdo misto, em que há tanto partes líquidas quanto sólidas no interior da lesão.

Suas paredes são mais espessas que a do cisto simples.

Cisto de gordura na mama

Essa expressão é usada popularmente para falar do lipoma, nódulo formado por células de gordura.

Lipomas são benignos, geralmente moles e podem se mover pelo tecido mamário.

Além das mamas, os lipomas podem aparecer no pescoço, pernas e outras partes do corpo.

Cisto de água na mama

Esta expressão se refere aos cistos de mama – que têm água e sais minerais em seu interior.

Cisto na mama é perigoso?

Em um primeiro momento, descobrir um ou mais cistos na mama preocupa, principalmente porque eles costumam ser usados como sinônimos para os nódulos.

Porém, os cistos são lesões menos perigosas que o popular caroço no seio.

Para se ter uma ideia, cistos simples, que são a maioria, quase sempre descrevem lesões benignas.

Nesses casos, não existe o risco de evoluírem para tumores ou câncer de mama.

Inclusive, muitos deles aparecem e somem sozinhos, aumentando de tamanho em épocas específicas do ciclo menstrual, como alguns dias antes da menstruação.

Pode virar câncer?

É extremamente raro que um tumor maligno em estágio inicial se manifeste em forma de cisto.

Isso porque o câncer é uma lesão maciça, com o interior preenchido por conteúdo sólido.

No entanto, os cistos complexos têm chances pequenas de conter células cancerígenas, uma vez que contêm partes sólidas em seu interior.

Portanto, é preciso consultar o ginecologista para que acompanhe sua evolução.

Mas vale lembrar que, em geral, as partes maciças do cisto complexo são inofensivas, correspondendo a restos de células ou coágulos

São muito raros os casos, já que se encontrados no inicio podem ser tratados

Cisto do tipo complexo pode evoluir para câncer, mas as chances são muito pequenas

Sintomas de cisto na mama

Microcistos não costumam provocar sintomas.

Os sinais só são percebidos quando as lesões aumentam de tamanho e começam a fazer pressão sobre o tecido das mamas.

Nesses casos, a paciente pode observar:

  • Sensação de peso nos seios
  • Inchaço
  • Dor difusa em uma ou ambas as mamas
  • Cisto arredondado ou conjunto de lesões que são percebidas ao toque.

Tratamentos para cisto de mama

Apesar de raramente evoluir para um tumor maligno, quando o cisto de mama é identificado ou apresentado ao ginecologista, o profissional fará um acompanhamento.

O objetivo é identificar mudanças que possam sugerir células cancerígenas, como a saída espontânea de líquido pela mama.

Para tanto, o especialista marca consultas periódicas com a paciente, a cada 6 meses ou mais.

Nos encontros, faz um exame físico e pode solicitar testes radiológicos, a exemplo da ultrassonografia, mamografia e ressonância magnética das mamas.

Realiza, ainda, entrevista com a paciente ou anamnese para auxiliar no diagnóstico correto.

Também colhe informações sobre o histórico familiar, estilo de vida e presença de alterações nas mamas.

Cabe ressaltar a importância da anamnese, uma vez que a história familiar, fatores genéticos e ambientais são capazes de aumentar o risco de câncer de mama.

Se forem necessários, os tratamentos englobam o uso de medicamentos e, por vezes, a punção com agulha fina.

Já as cirurgias são raras e recomendadas apenas para os cistos mais severos, com indícios de malignidade ou que retornem após várias aspirações.

Medicamentos

Cistos que não desaparecem de forma espontânea e crescem podem causar dores, deixando os seios sensíveis e impactando na rotina da mulher.

Nesses casos, é comum que o médico receite analgésicos para aliviar o incômodo e dê seguimento às consultas.

Também pode ser recomendada uma punção com agulha fina para esvaziar o conteúdo do cisto, diminuindo a dor e o inchaço.

Medicamentos podem fazer parte do tratamento

Após a avaliação do médico, o tratamento pode ser através de remédios ou punção com agulha fina

Punção com agulha fina

Quando o cisto provoca grande desconforto para a paciente, o médico pode pedir uma aspiração do cisto mamário.

Além de reduzir dores, peso e inchaço, a punção ajuda a identificar o conteúdo da lesão, informando se há chances de que ela tenha células cancerígenas.

O procedimento é simples e pode ser feito no consultório do especialista.

Em data e horário agendado, ele usa uma agulha fina para perfurar a pele e chegar ao cisto.

Uma vez esvaziado e sem indícios de sangue ou partes sólidas, o cisto tende a desaparecer sem qualquer terapia ou procedimento posterior.

Esse é o melhor cenário para a paciente, que pode continuar com as visitas regulares ao ginecologista, apenas para seguir com a rotina.

Porém, resultados diferentes exigem que o acompanhamento prossiga.

O primeiro é a identificação de sangue no líquido, junto ao fato de a lesão (ou lesões) não desaparecer.

Nesse caso, o material é encaminhado a um laboratório para ser analisado, porque há suspeita de células malignas.

O segundo é a falta de líquido no interior do cisto, o que pede a realização de uma biópsia para colher a parte sólida.

Também será preciso enviar o material para análise, a fim de afastar a suspeita de câncer.

Existe remédio caseiro para cisto na mama?

Será que aplicar óleo de rícino nas mamas diminui o cisto?

E consumir óleo de prímula, que tem ácidos graxos e ômega-6, pode servir de tratamento para as lesões mamárias?

Muitas são as dicas e remédios caseiros que prometem tratar cistos, nódulos e outros problemas nas mamas.

Mas é preciso ter cuidado.

Embora algumas práticas pontuais, como a massagem, possam ajudar a aliviar sintomas leves, não existe comprovação científica de que elas combatam as lesões.

Evite, então, adiar o tratamento médico em favor de qualquer receita caseira.

Tenha em mente que é raro um cisto conter células malignas.

Mesmo que esse seja o caso, existem boas chances de cura quando o diagnóstico é precoce, o que permite uma intervenção rápida e reduz os efeitos da lesão.

Quando o cisto mamário exige consulta médica?

Se o cisto na mama desaparecer depois de alguns dias, não há sinal de alerta para complicações.

Contudo, cistos percebidos ao apalpar os seios devem ser examinados pelo médico, que dará início ao acompanhamento.

Fique de olho, também, em alterações relacionadas à evolução maligna das lesões, por exemplo:

    • Mudanças na forma ou tamanho de uma das mamas
    • Diferenças na textura da pele
    • Secreções espontâneas 
    • Aumento no tamanho do cisto
    • Coceira constante.

Na presença desses sintomas, procure ajuda médica rapidamente.

Qual médico consultar?

O ginecologista é quem costuma monitorar e diagnosticar o cisto mamário, pois cuida da saúde da mulher em diferentes etapas de sua vida.

Desde a primeira menstruação, é importante que toda mulher marque uma consulta com esse especialista, pelo menos uma vez por ano.

Dessa forma, alterações relevantes podem ser observadas e eventos graves, prevenidos.

Há casos em que a paciente é encaminhada a um mastologista – médico especializado no tratamento das mamas.

As consultas ao ginecologista devem ser rotineiras

Ginecologista ou mastologista são os profissionais médicos que podem ser consultados nesses casos

Médico online para cisto de mama

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Conclusão

Identificar um cisto de mama traz insegurança para muita gente, mas essa lesão costuma ser benigna e até desaparecer sem tratamento.

Os casos relacionados a células malignas e câncer são bastante raros.

Porém, cistos maiores pedem acompanhamento médico.

Para facilitar essa assistência, existem plataformas de telemedicina como a Morsch, que viabiliza a consulta online com rapidez, sem abrir mão da qualidade.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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