Mamografia e nódulos pequenos de mama, o que fazer?

Por Dr. José Aldair Morsch, 21 de setembro de 2017
mamografia e nódulos

Qual a segurança na mamografia e nódulos pequenos de mama?

A Mamografia é o primeiro exame que pode detectar nódulos não palpáveis através de um diagnóstico por imagem, porém, nem sempre é considerado definitivo.

Ela estuda o tecido mamário através de uma fonte de raio-x chamada de mamógrafo, e sua principal vantagem é detectar os nódulos mínimos presentes no tecido, que podem ser benignos ou malignos.

Quando detectado numa fase precoce, há grandes chances de cura e de um tratamento menos agressivo.

Mas a mamografia não é 100% segura, já que pode não mostrar um nódulo pequeno durante o exame, devido à densidade do tecido mamário que deixa o nódulo em estágio inicial misturado a ele.

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Tipos de exames de mama

A mamografia convencional, analógica é o principal e mais conhecido dos exames para detectar algum tipo de alteração ou nódulo nas mamas. Ela utiliza um filme que precisa ser processado após a exposição da mama aos raios emitidos. A imagem é gravada nesse filme.

A mamografia digital consegue atingir um nível superior de detalhes, através do computador e com alta qualidade de imagem. Feita com um detector que transforma o raio-x em sinal elétrico, a imagem pode ser armazenada e recuperada, diferente da convencional.

Ela também pode utilizar softwares específicos que ajudam na obtenção do diagnóstico. Como tem mais detalhes que agilizam todo o procedimento, a paciente fica menos exposta ao raio-x. 

Certamente que esta tecnologia traz mais recursos para se chegar ao laudo de mamografia e nódulos pequenos não palpáveis.

O que fazer nos casos em que ficamos em dúvida na Mamografia e nódulos pequenos?

O ultrassom e a ressonância magnética mamária podem ser requisitados pelo médico, caso haja dúvidas sobre o diagnóstico da mamografia e nódulos pequenos.

Se for realmente detectado o câncer, a paciente precisará fazer outros exames, conforme critério médico, como exame de sangue, raio-x do tórax, ultrassom do abdome e cintilografia óssea, para observar se houve evolução da doença para outras partes do corpo ou alteração dos órgãos.

Nem toda mamografia e nódulos pequenos são cancerígenos

A mulher pode fazer um autoexame em casa, tocando seus seios para identificar algum nódulo. Caso encontre algum, ela deve procurar imediatamente um médico para que seja feita uma busca para identificar seu tipo.

Há altas chances de ser apenas uma alteração benigna, como ocorre em 90% das mulheres em idade reprodutiva até 40 anos, devido ao estimulo hormonal. Os nódulos benignos mais comuns são císticos, sólidos e lipomas, que podem aparecer em outras partes do corpo além do seio.

Essas alterações físicas não são consideradas nódulos de mama e sim nódulos na mama, o que faz diferença na compreensão médica.

Dentre os mais frequentes nódulos benignos mamários estão os cistos, que são causados também por ação hormonal, mas não aumentam os riscos de câncer da mulher. A maior parte é simples, com líquido acumulado que acaba formando o caroço.

Apesar de não serem sinônimos de uma doença, podem causar dor localizada, e, para que o desconforto cesse, o mastologista precisa fazer uma punção com agulha para sua retirada.

Outro tipo de tumor benigno são os fibroadenomas, que são sólidos e fibrosos, mas que não se transformam em malignos ou geram problemas graves.

Ao fazer o autoexame, a mulher pode percebê-lo como móvel, liso, elástico, redondo e bem definido, aumentando de tamanho no período menstrual.

Recomendação para quando e quem pode fazer a mamografia

As organizações de saúde mundiais observaram que a utilização da mamografia para as mulheres pode reduzir pelo menos 30% das mortes causadas pelo câncer. Isso porque quando há um diagnóstico precoce as possibilidades de cura são muito maiores.

Há controvérsias no Brasil e no mundo sobre a melhor fase para o exame. A Associação Americana de Câncer (ACS) recomenda que os primeiros exames sejam feitos a partir dos 45 anos, sendo que até os 54 eles devem ser anuais, após essa idade com intervalos de dois anos. No Brasil a recomendação é a partir dos 40 anos.

As gestantes não devem ser expostas a esse tipo de exame, a não ser que apresentem sintomas ou sinais claros de problemas. Embora os riscos sejam mínimos e a gestante possa usar uma malha de chumbo na barriga durante o exame, o médico prestará todas as informações sobre os riscos ao feto e também os benefícios de se fazer o exame, para que a paciente possa tomar a decisão.

O câncer de mama é o tipo mais comum de aparecer em mulheres grávidas, por esse motivo é sempre importante um exame em qualquer sinal.

A mamografia não é só para mulheres. Os homens também podem ter câncer de mama, numa porcentagem bem menor que as mulheres, mas ainda assim relevante.

O homem pode perceber um volume maior em sua mama, corrimento e até nódulo, como ocorre com as mulheres.

Como não é comum e pouco divulgada, quando acontece um caso há maior dificuldade de detectar o câncer e até de cura, já que pode ser descoberto já em nível avançado. É difícil encontrar mamografia e nódulos pequenos, visto no atraso da busca por investigação.

Como se preparar para uma Mamografia

Existem dois tipos de mamografia: uma para exames de rotina, onde não há nenhum tipo de suspeita e o intuito do exame é apenas um check up, e a outra é diagnóstica, quando há uma preocupação ou indicação específica sobre a presença de algum nódulo na mama.

É muito importante ter uma preparação anterior ao exame, para evitar o desconforto e o estresse. A primeira atitude é ir ao médico antes para que ele realize um exame clínico anterior ao exame.

Parece uma ação natural ir ao médico primeiro, mas há muitos laboratórios que realizam o exame sem a requisição médica. O médico pode tirar todas as dúvidas sobre autoexame, os nódulos, sintomas de possível câncer, além de fazer um histórico familiar detalhado.

Mulheres que possuem silicone ou outros tipos de implantes mamários precisam fazer o exame mais vezes que o padrão, já que o nódulo pode ser escondido e dificultar a identificação da doença. Durante o exame são feitos vários raios-x para que possa maximizar o tecido visualizado.

Há muitas mulheres que ficam muito tensas e estressadas antes e durante o exame. Para evitar ou minimizar esse efeito, procure marcar o exame fora do período menstrual, quando os seios estão menos sensíveis.

Para evitar a sensibilidade dos seios é também bom evitar qualquer produto que contenha cafeína, como café, chá, energético e refrigerante. Ingerir um analgésico uma hora antes do exame pode aliviar qualquer dor e desconforto durante o procedimento.

O histórico é muito importante

Se houver, é bom levar as cópias das mamografias feitas anteriormente. O especialista vai comparar os exames, avaliar se houve alguma alteração de tamanho e pode direcionar seu foco.

A Sociedade Americana do Câncer recomenda que durante o exame, a mulher relate o seu histórico ou familiar sobre a doença, sintomas ou qualquer alteração ocorrida no seio, para que o especialista possa focar nas áreas supostamente afetadas.

Antes do procedimento, não use cremes, perfumes, desodorantes ou qualquer outro produto que possa alterar o resultado do exame.

A roupa mais adequada é saia, calça ou bermuda, junto com uma camiseta já que será necessário tirar a parte de cima da roupa. Se for de vestido, pode haver algum tipo de constrangimento por parte da paciente e causar ainda mais tensão. Também não vá com nenhuma joia ou bijuteria.

Como é realizada uma mamografia?

A paciente retira a parte de cima da roupa e coloca um avental com abertura frontal, muito comum em clínicas e hospitais. É preciso retirar todos os tipos de acessórios e também roupas que possuam detalhes metálicos, que podem interferir no exame.

De pé, serão feitas duas imagens de cada mama, uma de cada vez, onde ela será comprimida entre duas placas. Dessa forma, a mama pode ficar mais exposta e diminuir o contato com a radiação. A axila também é incluída no procedimento.

A duração é mínima e em geral cada exame é agendado com diferença de quinze minutos. O que mais demora é a troca de roupa da paciente, do que o exame propriamente.

Quem possui implante não precisa se preocupar com a intensidade da compressão, já que ela é a mínima possível para evitar dor, desconforto e algum dano. Pela possível dificuldade em detectar algum nódulo com mamas com implantes, há várias incidências para pegar o máximo de tecido mamário.

A Telemedicina reduzindo o tempo de liberação do laudo de mamografia

Após a realização do exame, as imagens feitas pelo método convencional (filme) ou digitalizadas são enviadas para o médico especialista que fica disponível logado na plataforma de telemedicina, como exemplo dessa especialidade, destacamos a Telemedicina Morsch.  

O sistema de telemedicina escolhido precisa ser aprovado pela ANVISA, para garantir ao paciente que o maquinário atende aos padrões mínimos e funcionário especializado para o manuseio do equipamento.

Ele vai conferir a qualidade do exame e se há necessidade de fazer um novo procedimento ou se as imagens apresentadas estão adequadas para definir um diagnóstico.

O médico pode também perceber uma alteração suspeita e requisitar uma nova bateria de exames naquele momento, como tomosíntese, ultrassom ou ressonância mamária para que possa ser feita uma ampliação no local identificado.

Para que não haja nenhum diagnóstico equivocado e muito menos mais estresse da paciente, é importante entender que esse procedimento é normal e feito para que não haja nenhum tipo de dúvida. O resultado final demora de dois dias a uma semana, a partir da rotina e da quantidade de exames feitos pela clinica.

Possíveis resultados da mamografia

Os resultados podem ser de uma mamografia:

  • Normal
  • Uma com achados benignos, comum nos exames de mamografia e nódulos
  • Achados provavelmente benignos
  • ou suspeitos

As mamas mais gordurosas e com menos tecido fibroglandular, as imagens ficam mais escuras, já que esse tecido é mais branco que o muscular. Nestes casos é que mais aparece a mamografia e nódulos pequenos e a ecografia é fundamental como exame auxiliar.

O laudo mamográfico tem classificação e nomenclatura mundial, portanto uma mulher pode fazer o exame em outro país e ele ainda ser compreendido no seu de origem.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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