A Telemedicina no atendimento de urgência

Por Dr. José Aldair Morsch, 18 de setembro de 2017
Telemedicina no atendimento de urgência

A Telemedicina no atendimento de urgência é ideal para serviços de saúde distantes.

Hospitais sem profissionais da saúde em tempo integral, a interação entre médico especialista e paciente, técnico em enfermagem, enfermeiros, cuidadores, é a alternativa ideal para salvar mais vidas.

Aqui também a teleconsulta se aplicaria se fosse permitida pela legislação brasileira.

Essa interação pode acontecer através de telefone, de rádio, de videoconferência, Whatsapp.

Trata-se de auxílio médico a um doente distante, que pode estar totalmente isolado, tendo a telemedicina como única forma de assistência.

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A Segunda opinião médica com a Telemedicina no atendimento de urgência

Trata-se de uma interação entre médico especialista e médico generalista. Um processo pelo qual se realiza uma troca de informações e conhecimentos entre dois médicos para discutir um diagnóstico ou tratamento.

Para isso, pode ser empregado qualquer meio tecnológico que transporte som, imagem ou comunicação escrita. A rotina é o Clínico Geral solicitar uma consultoria ao especialista para auxiliar na conduta em casos complicados. 

A Telemedicina no atendimento de urgência acaba trazendo agilidade para o Clínico Geral no momento de tomar uma conduta importante em casos complexos.

Como acontece a Telemonitoração com a Telemedicina no atendimento de urgência?

Em uma interação entre médico generalista e ou médico especialista e o paciente.

É o acompanhamento remoto de um paciente. É o caso de doentes crônicos, que foram atendidos pelo sistema de saúde e convalescem em suas residências, com monitoração de parâmetros vitais, como cardíacos, gravidez de risco, epilépticos, etc., e proporcionando serviços automáticos e semi-automáticos de vigilância e alarme.

A situação mais frequente da Telemedicina no atendimento de urgência é a monitoração intra-hospitalar dos pacientes (por exemplo, comunicação entre quartos ou unidades intensivas e o posto de enfermagem).

Esta situação está avançando para a monitoração domiciliar dos pacientes crônicos com centrais de Telemedicina que acompanham sinais vitais, glicemia, oxigenação, horário de tomada dos medicamentos em pacientes crônicos que internam repetidamente.

Meios de Interação em tempo real ou em momentos distintos

A comunicação síncrona acontece em tempo real, entre duas ou mais pessoas, onde os participantes se comunicam quase como se estivessem no mesmo lugar ao mesmo tempo.

Essa comunicação é a ideal para a Urgência, pois pode se dar através do telefone, da videoconferência, de aplicativos de bate-papo em  tempo  real,  os chamados  messengers,  das  salas  de chat, na internet ou  através  de rádio.

A interação assíncrona é a que não ocorre em tempo real, o emissor e o receptor podem acessar a informação em tempos cronológicos diferentes. O receptor pode ler a mensagem recebida e responder em outro momento. O meio mais comum para esta interação é o e-mail. Estes casos são utilizados para exames de rotina na Telemedicina.

Essas ferramentas estão dentro da Telessaúde, onde fornece o ambiente para que todos os profissionais tenham acesso. A importância disso está na democratização, organização e segurança dos dados, visto que implica em usar prontuários eletrônicos e resultados de exames através de laudos médicos online.

Qual a diferença entre Telemedicina e Telessaúde?

Em agosto de 2002, a resolução 1643, do Conselho Federal de Medicina, CFM, regulamentou a prestação de serviços por meio da telemedicina, reconhecendo-a oficialmente.

A resolução determinou que os serviços de saúde prestados deverão dispor de infra-estrutura tecnológica apropriada e observar às normas técnicas do CFM, relacionadas à guarda, manuseio, transmissão de dados, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo profissional.

A resolução definiu questões importantes, como, por exemplo, no caso de uma operação monitorada a distância, na qual a responsabilidade sempre caberá ao médico que está fisicamente junto ao paciente, pois ele pode ser orientado por um profissional.

Em outra localidade, usando a videoconferência, o profissional que solicitou a consultoria deve assumir a responsabilidade mesmo seguindo as orientações do especialista consultado(a decisão final é do médico próximo ao paciente).

Outra definição importante diz respeito à licença interestadual, na qual o profissional pode exercer a medicina em vários estados somente se estiver inscrito no Conselho Regional de Medicina de cada um deles, mas isso não é necessário para dar segunda opinião ou orientar cirurgias remotamente – desde que o médico presente tenha registro para trabalhar no local.

Médicos de outros países não podem passar receitas; no máximo indicar e, se um colega brasileiro estiver de acordo, este prescreverá o medicamento.

Outra preocupação do CFM foi garantir o sigilo e integridade dos pacientes, recomendando o uso de tecnologias seguras de transmissão de dados.

Duas resoluções do Conselho Federal de Medicina dispõem sobre o Prontuário Médico – registros de informações pessoais do paciente, tratamento, diagnóstico e práticas.

A Resolução 1.638, de 10 de julho de 2002, define prontuário médico, atribui responsabilidades sobre ele, define a obrigatoriedade da criação de comissão responsável por revisar informações contidas nele, regulando ainda cuidados com sua segurança e confidencialidade.

A Resolução 1.639, de 10 de julho de 2002, aprova as normas técnicas para o uso de sistemas informatizados para a guarda e manuseio do prontuário médico, dispondo sobre a guarda permanente dos prontuários armazenados eletronicamente e estabelecendo  critérios para certificação dos sistemas de informação.

Certificação e requisitos para sistemas informatizados na saúde

O Conselho Federal de Medicina, através da Câmara Técnica de Informática em Saúde e Telemedicina estabeleceu convênio de cooperação técnica com a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde, SBIS que, juntamente com entidades como ASSESPRO, Ministério da Saúde,   AMB,   CONASS,   CONASEMS,   ANVISA,   ANS,   FBH,   CONARQ   e    ABRAHUE, elaboraram o processo de certificação de sistemas informatizados em saúde.

O Manual de Requisitos de Segurança, Conteúdo e Funcionalidades para Sistemas de Registro Eletrônico em Saúde (RES) foi criado para servir de guia de orientação aos interessados.

Vantagens da Telemedicina no atendimento de Urgência

  • Descongestiona o sistema de atendimento de emergência dos centros de maior complexidade; Prioriza o atendimento nos Centros de Saúde 24h e Unidades da Zona Rural;
  • Fornece avaliação precisa para médicos plantonistas, sem a necessidade da presença do especialista em questão de minutos,
  • Fornece um segundo parecer médico com opinião integrada ao laudo em casos graves;
  • Diminui os custos com transferências de pacientes das Unidades de Saúde para os Centros de maior complexidade;
  • Permiti o atendimento imediato e o uso de trombolíticos, abortando eventuais infartos quando em evolução;
  • Reduz a mortalidade nos casos de infarto do coração;
  • Permite o acompanhamento de hipertensos sem a necessidade do deslocamento do paciente até os Centros Especializados.

Desvantagens da Telemedicina no atendimento de urgência

Como quaisquer novos processos existem desvantagens que envolvem a utilização da Telemedicina, abaixo são descritos alguns dos fatores que mais devem ser ponderados:

  • Apesar das informações ignorarem fronteiras, as licenças médicas não o fazem;  
  • Alterações importantes da relação médico paciente;
  • Possibilidade de falhas tecnológicas;
  • Projetos complexos têm lenta implementação e carecem de falta de padronizações

Eletrocardiograma como exame principal da Telemedicina no atendimento de urgência

Um dos problemas mais frequentes no atendimento de urgência é ter uma estrutura capaz de atender o paciente com dor no peito.

Afastar infarto agudo do miocárdio é a prioridade da Telemedicina no atendimento de urgência.

A Telemedicina aproveita todos os aparelhos disponíveis no mercado e ainda fornece em comodato para quem não tem condições de comprar. A facilidade de ter acesso a uma estrutura com plataforma de telemedicina em nuvem faz toda a diferença em uma região distante sem recursos de atendimento.

Em resumo, disponibilizar um serviço de Telemedicina na Urgência implica em melhora da qualidade do serviço, maior agilidade no atendimento, menor custo de manutenção e disponibilidade de especialistas para segunda opinião em tempo real que certamente muda a realidade de atendimento de qualquer sistema de saúde.

Analise essa possibilidade para sua região e se tiver interesse entre em contato para maiores informações.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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