Monitoramento de paciente: crônicos, UTI, domiciliar e telemonitoramento

Por Dr. José Aldair Morsch, 24 de maio de 2019
Monitoramento de paciente: crônicos, UTI, domiciliar e telemonitoramento

Novas formas de monitoramento de paciente representam uma revolução nos cuidados de saúde prestados no Brasil e no mundo.

Com o apoio de tecnologias cada vez mais personalizadas e assertivas, médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde podem alcançar pacientes em locais remotos e de difícil acesso, ou acompanhá-los em suas casas.

Isso é possível graças a equipamentos modernos e a ascensão de especialidades, como a telemedicina, que potencializam os meios de transmissão e compartilhamento de informações médicas.

Todos esses assuntos serão tratados neste artigo, no qual comento sobre a relevância e o processo de monitoramento a distância, também conhecido como telemonitoramento.

Lendo até o final, você vai conferir dicas para aumentar as receitas e a eficiência dos cuidados prestados pela sua clínica ou hospital, deixando os clientes mais satisfeitos.

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Vamos lá?

O que é monitoramento de paciente?

O que é monitoramento de paciente?

O que é monitoramento de paciente?

Monitoramento do paciente é um processo realizado de maneira contínua, que tem como objetivo o acompanhamento das condições de saúde.

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Para tanto, um monitoramento completo inclui três etapas.

Primeiro, dados são coletados através de dispositivos, anamnese (entrevista com o paciente), avaliação clínica, exames laboratoriais ou de diagnóstico.

Em seguida, os dados são analisados e interpretados, levando a conclusões ou hipóteses.

Por fim, essas informações servem para apoiar a tomada de decisões assertivas pelos profissionais de saúde.

O monitoramento pode ser realizado de forma presencial – quando o paciente vai até o estabelecimento de saúde ou está internado em uma das alas do hospital – ou a distância, através de ligações ou visitas periódicas e do telemonitoramento.

Dados obtidos em monitoramento de paciente

A escolha dos dados que serão coletados depende do paciente, doença ou hipótese diagnóstica, se há, ou não, uma condição crônica.

Por exemplo, durante o acompanhamento de uma pessoa diabética, é essencial conferir periodicamente os níveis de glicose no sangue.

No entanto, existem informações gerais comuns na maioria dos monitoramentos, em especial para pacientes internados.

Temperatura, frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, níveis de oxigênio e outros gases no sangue são alguns dados avaliados em quase todos os casos, através de medições (oximetria e gasometria) e exames, como o eletrocardiograma.

Importância do monitoramento de pacientes crônicos

Importância do monitoramento de pacientes crônicos

Importância do monitoramento de pacientes crônicos

Doenças crônicas são aquelas que não têm cura, mas podem ser controladas para que o paciente tenha boa qualidade de vida.

A maioria dessas patologias acomete o sistema cardiovascular (coração e vasos sanguíneos), respiratório ou tem origem na produção insuficiente de componentes necessários para o bom funcionamento do organismo.

Diabetes, hipertensão e DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) são exemplos de doenças crônicas comuns no Brasil.

Indivíduos que sofrem com esses males precisam de monitoramento constante, pois têm risco aumentado de passar por eventos graves, como o infarto agudo do miocárdio ou o AVC (acidente vascular cerebral).

Pacientes com hipertensão que não tomam medidas para manter os níveis de pressão sanguínea mais baixos acabam sobrecarregando o coração, o que pode levar à insuficiência cardíaca e ao infarto (quando o fluxo sanguíneo para o coração é bloqueado).

Já os diabéticos que não controlam as taxas de glicose estão mais sujeitos a doenças renais, problemas na visão e doença arterial periférica, que reduz o fluxo sanguíneo até os pés e aumenta as chances de úlceras (feridas) e infecções.

Por outro lado, quando a pressão sanguínea, nível de glicose e outros fatores são devidamente controlados, as possibilidades de complicações e eventos graves diminuem drasticamente.

Daí a importância do monitoramento de pacientes crônicos, o que ajuda na prevenção aos agravos na saúde.

Monitoramento de pacientes em UTIs

Monitoramento de pacientes em UTIs

Monitoramento de pacientes em UTIs

Outro grupo de pacientes que se beneficia do monitoramento está internado nas Unidades de Terapia Intensiva.

Grande parte deles se encontra em uma condição que exige cuidados contínuos e abordagem terapêutica.

De maneira geral, cinco categorias de pacientes necessitam de amplo monitoramento:

  • Pacientes em estado crítico
  • Em condições de alto risco
  • Com suspeitas de males com risco à vida
  • Com sistemas fisiológicos instáveis.
  • Mulheres em trabalho de parto.

Objetivos do monitoramento de pacientes na UTI

Por mais completa que seja a avaliação clínica, combinar esse exame geral aos dados obtidos a partir do monitoramento aumenta a acurácia do diagnóstico.

Essas informações se tornam ainda mais importantes em uma UTI, que reúne pacientes em estado grave que precisam de intervenções rápidas e assertivas.

Nesse cenário, dispor de dados confiáveis pode fazer a diferença entre a vida e a morte do paciente.

Portanto, um dos principais objetivos do monitoramento nesses ambientes é ser uma ferramenta para a tomada de decisões.

O acompanhamento serve, ainda, para adquirir dados fisiológicos contínuos, transmitir, armazenar e organizar essas informações, que deverão ser integradas e correlacionadas.

Fornecer alertas clínicos, medir a gravidade de doenças, oferecer feedback e eficácia clínica também são metas do monitoramento na UTI.

Monitorização domiciliar em pacientes

Monitorização domiciliar em pacientes

Monitorização domiciliar em pacientes

A possibilidade de um monitoramento eficaz dos pacientes em suas casas agrega vantagens não apenas para eles e seus familiares, como também para médicos e profissionais de saúde.

Afinal, não é preciso que doentes crônicos, por exemplo, se desloquem até um hospital ou clínica, ou permaneçam internados para receber o acompanhamento de que precisam.

Basta que seu médico telefone, envie mensagens e faça visitas regularmente à residência.

Graças à combinação entre aparelhos digitais e sistemas que se integram a eles, é possível, ainda, registrar, armazenar e transmitir dados sobre o paciente em tempo real, via internet e plataformas de compartilhamento.

Como relata esta pesquisa sobre indicadores do monitoramento domiciliar, existem 7 grandes fatores que justificam esse tipo de acompanhamento:

  1. Envelhecimento da população – estimativas do IBGE mostram que a população de idosos, que atualmente corresponde a 10% dos brasileiros, chegará a 30% em 2050, alcançando os 66,5 milhões
  2. Aumento da necessidade de cuidados médicos em doenças crônicas que podem levar à incapacidade funcional
  3. Maior qualidade de vida dos pacientes que têm acesso a serviços de home care
  4. Aumento no interesse pelo autocuidado, resultando na prevenção de agravos e controle de fatores de risco
  5. Recursos financeiros insuficientes destinados à saúde, o que gera a necessidade de diminuir custos com os cuidados prestados
  6. Redução no custo de internações para instituições hospitalares e operadoras de planos de saúde
  7. Necessidade de gerenciamento de gastos pelas operadoras de saúde.

Objetivos do monitoramento domiciliar de pacientes

O principal propósito do monitoramento domiciliar é garantir o acompanhamento de pacientes com doenças crônicas ou dificuldades de locomoção.

A monitorização em casa serve, ainda, para maior comodidade, privacidade e evita expor o paciente a infecções hospitalares.

Diminuir a superlotação nos hospitais, liberar leitos para internação e enxugar custos são outros objetivos desse tipo de acompanhamento.

Telemedicina e monitorização de pacientes à distância

Telemedicina e monitorização de pacientes à distância

Telemedicina e monitorização de pacientes à distância

Telemedicina é a especialidade que utiliza tecnologias da informação e comunicação (TIC) para o compartilhamento de informações médicas e emissão de laudos remotamente.

Essa especialidade tem sido cada vez mais utilizada no suporte ao monitoramento de pacientes, combinada a um processo chamado telemonitoramento.

Por meio de uma plataforma segura e intuitiva, médicos e outros profissionais de saúde podem avaliar os exames dos pacientes a distância, estejam eles em suas casas ou em hospitais localizados em regiões geograficamente distantes, orientando sobre a melhor conduta no momento.

Como funciona o telemonitoramento remoto de pacientes

O telemonitoramento remoto costuma ser adotado quando é preciso coletar dados contínuos, obtidos através de exames realizados de modo automático.

Para que o processo seja viabilizado, o médico, enfermeiro ou profissional de saúde coloca os equipamentos necessários no paciente, testa as medições e explica como a tecnologia funciona.

No caso do holter de ECG (eletrocardiograma contínuo), eletrodos são posicionados e fixados no tórax do paciente, com o auxílio de um gel condutor de eletricidade.

O aparelho digital de holter tem a capacidade de converter os dados em gráficos formados por pixels, e os transmite a um banco de dados, sistema ou portal de telemedicina.

Assim, as informações ficam protegidas e podem ser acessadas mediante login e senha pelo médico responsável, cuidador, paciente e seus familiares.

Os dados também podem ser interpretados, dando base ao laudo médico a distância.

Normas e legislação do monitoramento remoto de pacientes

Normas e legislação do monitoramento remoto de pacientes

Ministério da Saúde, Conselho Federal de Medicina e Anvisa são os órgãos que regulam o monitoramento remoto de pacientes no Brasil.

O CFM faz referência a esse serviço como parte das ações de telemedicina, que, segundo a Resolução CFM nº 1.643/2002, englobam metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em saúde.

Essa legislação afirma que todas as ações em telemedicina devem contar com a infraestrutura adequada, obedecendo às normas técnicas do CFM pertinentes à guarda, manuseio, transmissão de dados, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo profissional.

Em caso de monitorização domiciliar, é essencial observar a RDC 11/2006 da Anvisa, que dispõe sobre o Regulamento Técnico de Funcionamento de Serviços que prestam Atenção Domiciliar.

As normas vigentes determinam que haja um cuidador e/ou visitas regulares de profissionais de saúde, que terão apoio dos dados registrados remotamente.

Esses profissionais deverão registrar todo o tratamento, medicações e evolução do quadro de saúde do paciente em um prontuário específico.

Vantagens da monitorização de pacientes à distância

Dentre as vantagens, destaco as seguintes:

  • Humanização no ambiente e, por consequência, no atendimento ao paciente
  • Redução no desgaste físico e despesas com deslocamento
  • Coleta automática e maior segurança para os dados
  • Organização e união dos dados em um mesmo local (banco de dados, nuvem, plataforma).

Aparelhos que podem ser utilizados no monitoramento à distância de pacientes com a Telemedicina

Exames em radiologia, pneumologia, cardiologia e neurologia podem ser utilizados na monitorização remota de pacientes.

A seguir, confira os principais exames que se beneficiam de avaliação, diagnóstico e laudos médicos a distância.

Eletrocardiograma

Tanto o ECG de rotina (em repouso) quanto o ECG de esforço (teste ergométrico) e holter de ECG 24 horas podem ser monitorados a distância, com o auxílio de um eletrocardiógrafo digital.

Empresas como a Telemedicina Morsch oferecem esse equipamento em regime de comodato – contratando uma quantidade mensal de laudos, o cliente ganha o direito de usar o dispositivo, sem nenhum custo adicional.

MAPA

MAPA na telemonitorização

Leve e portátil, o equipamento para monitorização contínua da pressão arterial também pode ser adquirido em regime de comodato.

Espirometria

Conhecido como prova de função pulmonar, esse é o principal exame para avaliar a capacidade dos pulmões, auxiliando no diagnóstico de doenças respiratórias como a asma.

O espirômetro digital pode ser utilizado em comodato.

Ressonância Magnética

Esse exame usa um campo magnético para gerar imagens de alta resolução de partes internas do corpo humano.

Realizado com um equipamento capaz de converter as imagens em pixels, ele pode se beneficiar dos laudos a distância.

Raio X

Um dos exames de diagnóstico por imagem mais solicitados, o raio X feito com aparelho digital produz imagens em pixels, que podem ser compartilhadas na plataforma de telemedicina e analisadas remotamente.

Tomografia Computadorizada

O teste gera diversos cortes transversais que, quando sobrepostos, podem formar imagens em 3D.

O tomógrafo digital permite a transmissão dos registros via internet, possibilitando sua interpretação e emissão de resultados a distância.

Eletroencefalograma

Utilizado na avaliação da atividade elétrica cerebral, o EEG sinaliza anormalidades presentes em doenças neurológicas e distúrbios da consciência.

O eletroencefalógrafo digital também está disponível para aluguel em comodato.

Benefícios da telemedicina para o monitoramento remoto de pacientes

Benefícios da telemedicina para o monitoramento remoto de pacientes

Benefícios da telemedicina para o monitoramento remoto de pacientes

Mencionei, no decorrer deste artigo, que a telemedicina viabiliza o compartilhamento de dados e emissão de laudos médicos a distância, inclusive em casos de monitoramento remoto.

Esse serviço confere agilidade aos resultados de exames, que ficam prontos em minutos.

Clientes da Morsch, inclusive, têm pedidos urgentes liberados em tempo real.

A plataforma de telemedicina é útil para alimentar o prontuário eletrônico do paciente (PEP), reunindo todas as informações de saúde de forma centralizada e mantendo-as disponíveis para pesquisa ou cruzamento de dados.

Além disso, é possível reduzir os custos de contratação de especialistas in loco, deixando os laudos com os especialistas da empresa de telemedicina.

Equipes home care e em hospitais podem contar, ainda, com uma segunda opinião qualificada sempre que for preciso tirar dúvidas sobre os exames.

Sobre a Telemedicina Morsch

Sobre a Telemedicina Morsch

Com ampla experiência na emissão de laudos médicos a distância, a Morsch possui uma equipe qualificada para dar o suporte no monitoramento remoto de pacientes, seja domiciliar ou a partir de um hospital.

Especialistas de diversas áreas estão sempre a postos, preparados para avaliar e produzir laudos com agilidade e confiabilidade.

Tanto os documentos médicos quanto informações do paciente são armazenados respeitando as normas de sigilo e proteção, contando com barreiras como a exigência de login e senha para acessar a plataforma.

A Morsch também dispõe de facilidades como equipamentos modernos para aluguel em comodato e treinamento para a condução de exames simples.

Conclusão

Neste artigo, apresentei um panorama sobre o monitoramento de paciente, serviço extremamente relevante para a atenção domiciliar e na UTI.

A monitorização se torna ainda mais eficiente quando combinada à telemedicina, possibilitando a emissão de resultados de maneira simples e rápida.

Conte com a Morsch para agregar esse serviço no seu hospital ou clínica.

Peça agora mesmo seu teste grátis da nossa plataforma ou, se preferir, entre em contato para experimentar todas as vantagens da telemedicina.

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Referências Bibliográficas

RIBEIRO, Hugo A.; BASTTISTI, Douglas; et al. Notificações de Monitoramento Remoto de Pacientes Usando Redes Sociais. XV Congresso Brasileiro de Informática em Saúde.

CARVALHO, Eliza Cristiane; LEITE, Natália de Souza. Sistemas de monitoramento de pacientes.

GALVAO, Cláudia Raffa; PINOCHET, Luis Hernan Contreras; VIEIRA, Mariza Alves; MIGUELÃO, Ronaldo.  Análise de indicadores de monitoramento de pacientes portadores de doenças crônicas: estratégia de redução de custos. O MUNDO DA SAÚDE, São Paulo: 2011;35(4):427-437.

RESOLUÇÃO CFM nº 1.643/2002 – Define e disciplina a prestação de serviços através da Telemedicina.

RESOLUÇÃO RDC Nº 11, DE 26 DE JANEIRO DE 2006 – Dispõe sobre o Regulamento Técnico de Funcionamento de Serviços que prestam Atenção Domiciliar.

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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