Telemedicina: o que é, como funciona e quais são os benefícios?

Por Dr. José Aldair Morsch, 6 de fevereiro de 2020
O que é e como funciona a telemedicina

Afinal, do que se trata a Telemedicina e como ela é vista em nosso país? Essa e muitas outras dúvidas irei esclarecer logo abaixo!

O passado da telemedicina no Brasil explica sua importância, enquanto seu futuro representa a esperança.

Desde o seu surgimento, essa área médica, que envolve o atendimento do paciente de maneira remota, tem contribuído para avanços significativos, tornando a saúde acessível a qualquer hora, em qualquer lugar.

Seja para teleconsultas, exames de rotina ou em situações de urgência, esse é um apoio decisivo, contribuindo para a prevenção, diagnóstico, monitoramento e tratamento de doenças, lesões e outras condições médicas – tudo isso realizado à distância, ou seja, o médico e paciente não estão em contato físico.

Após entender o que é e como funciona a telemedicina, fica até difícil mensurar todas as contribuições da tecnologia para o avanço da atenção à saúde em nosso país.

Ela tornou possível a transmissão e o compartilhamento de informações médicas a quaisquer distâncias, com segurança e melhorias também na qualidade do atendimento.

Hoje, está presente em hospitais, clínicas, consultórios, ambulâncias e até no auxílio a bases humanitárias em regiões inóspitas ou de guerra.

Se você quer saber mais sobre a telemedicina no Brasil e no mundo, não deixe de conferir este artigo até o fim.

A partir de agora, vou falar sobre a sua história, a evolução da tecnologia, características e benefícios.

Também destacarei as especialidades que contam com o apoio da telemedicina e os principais exames que hoje se valem da maior oferta de laudos médicos à distância.

 O que é Telemedicina?

Telemedicina é a modalidade que oferece atendimento à distância, utilizando tecnologias

A telemedicina é reconhecida pela OMS desde a década de 1990.

Telemedicina é uma área da telessaúde que oferece atendimento médico de forma remota. 

Permite atender pacientes através da teleconsulta, interpretar exames médicos (telediagnóstico), telemonitoramento, entre outros, tudo feito remotamente.

Para tanto, ela conta com o apoio das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).

Segundo define o Conselho Federal de Medicina na Resolução CFM nº 1.643/2002, essa especialidade representa o exercício da medicina através da utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em saúde.

Desde a década de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a importância dessa área médica, em especial para casos em que a distância é um fator crítico para a oferta de serviços ligados à saúde.

Cabe dizer ainda que a telemedicina é exercida por profissionais de saúde devidamente capacitados, considerando as áreas avaliadas.

Significa, por exemplo, que o responsável pela interpretação e produção de um laudo de telerradiologia será sempre um médico radiologista.

Seja no Brasil ou no mundo, a telemedicina é uma área que tem rompido barreiras, eliminando distâncias geográficas e conectando especialistas a outros profissionais de saúde, administradores de unidades de saúde e pacientes.

Esse avanço é possível graças à aplicação de tecnologias modernas, como a Internet, sistemas de áudio, imagem e vídeo.

Todo esse aparato contribui para a resolução de demandas comuns na área da saúde, como a carência de especialistas, o esclarecimento de dúvidas e a segunda opinião médica.

Como funciona a telemedicina?

A Telemedicina funciona por meio de uma combinação de equipamentos digitais, softwares, plataforma, Internet e especialistas qualificados.

Na área de Telediagnóstico, um profissional de saúde treinado, como um técnico de enfermagem ou radiologia, realiza um exame de diagnóstico por imagem, como eletrocardiograma ou radiografia.

Para isso, usa um aparelho capaz de gerar imagens digitais em conexão direta ou indireta com o computador, quando um software é usado para a visualização dos resultados.

Também a partir do computador, é possível compartilhar as informações em uma plataforma de telemedicina.

Ela é responsável pelo armazenamento em nuvem — ou seja, sem guarda física de arquivos — dos dados colhidos durante o exame, além de informações clínicas do paciente.

Veja um passo a passo no vídeo a seguir:

Nesse momento, um especialista com acesso à Internet ingressa na plataforma, por meio de login e senha, e pode visualizar os dados.

O médico pode aproximar, afastar, aumentar ou diminuir o contraste e analisar as estruturas anatômicas de vários ângulos diferentes.

Assim que interpreta os dados, ele produz um laudo com as suas conclusões e o assina digitalmente.

O documento fica disponível na plataforma de telemedicina, que pode ser acessada por funcionários da unidade de saúde que realizou o exame e até por pacientes, mediante login e senha.

Todo esse processo acontece em poucos minutos.

E a teleconsulta, como funciona?

Para o atendimento por Teleconsulta, o médico e paciente estão distantes e utilizam a Plataforma de Telemedicina para realizar o ato médico.

No horário marcado, após o paciente já ter aceito o formato de atendimento através de aceite do formato digital de atendimento, o paciente entra na sala virtual e o médico usa o prontuário eletrônico da Plataforma de Telemedicina que possui internamente uma ferramenta de videoconferência para ver e ouvir o paciente.

Após o médico concluir o atendimento remoto, ele assina o prontuário digital, solicita exames, faz prescrições digitais e envia diretamente ao paciente por e-mail ou SMS.

Caso o médico ou paciente não sintam segurança no formato de atendimento digital, eles podem encerrar a Teleconsulta e marcar uma consulta presencial.

Se o paciente estiver muito distante, o exame físico poderá ser feito por um clínico geral da cidade durante um novo atendimento médico, chamado de teleinterconsulta.

Telemedicina na Saúde Ocupacional e Medicina do Trabalho

A telemedicina pode reduzir custos e outros benefícios para a saúde ocupacional

Qual a diferença entre Telemedicina, Telessaúde e e-Saúde?

É comum haver alguma confusão entre e-Saúde, telessaúde e telemedicina.

Afinal, os três serviços utilizam soluções tecnológicas para melhorar a oferta da saúde em todo o mundo, culminando em benefícios como redução nos gastos e otimização de processos de gestão.

Mas há diferenças pontuais entre eles.

A telessaúde pode ser definida como a prestação de serviços de saúde à distância, por meio de de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).

Ela diz respeito a um campo abrangente, que envolve serviços em teleducação, redes de investigação e telepidemiologia, redes de administração e gestão em saúde.

A telemedicina faz parte desses serviços, pois usa a Internet, softwares e plataformas específicas para ofertar laudos a distância.

Já o conceito de e-Saúde ou saúde digital é uma proposta da OMS para unificar as informações sobre pacientes, como medicamentos, consultas e exames, integrando softwares e dispositivos por meio da tecnologia.

De acordo com o Ministério da Saúde, a e-Saúde tem como objetivo aumentar a qualidade e ampliar o acesso à atenção à saúde, de forma a qualificar as equipes, agilizar o atendimento e melhorar o fluxo de informações para apoio à decisão médica.

Isso inclui dados clínicos, de vigilância em saúde, de regulação e promoção da saúde quanto à gestão.

O Brasil conta, desde 2017, com uma Estratégia para e-Saúde, detalhada neste documento.

Ela é fruto do trabalho da delegação brasileira que integra a entidade internacional que trata da e-Saúde, o Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS).

telerradiologia no brasil

A telemedicina no brasil, principalmente no interior, ajuda a cuidar dos pacientes que sofrem com a falta de médicos

A importância da telemedicina no interior do Brasil

A telemedicina no brasil, principalmente no interior, ajuda a cuidar dos pacientes que sofrem com a falta de médicos

Em tópicos anteriores, citei a pesquisa Demografia Médica 2018.

Esse trabalho foi realizado pela Faculdade de Medicina da USP, com apoio do CFM e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), revelando grande desigualdade na distribuição de médicos pelo Brasil.

Segundo o estudo, o número de médicos no país aumentou 665,8% nas últimas cinco décadas, chegando a 452.801 (2,18 a cada mil habitantes).

No mesmo período, a população cresceu 119,7%.

Ou seja, o cenário estaria equilibrado se a mão de obra médica não estivesse tão concentrada em regiões centrais, como o Distrito Federal, que conta com 4,35 médicos por mil habitantes.

Por outro lado, o Maranhão registra apenas 0,87 médico por mil habitantes.

Como comentei antes, mais da metade dos médicos disponíveis no Brasil estão em apenas 39 cidades — e todas elas têm mais de 500 mil habitantes.

O estudo confirma relatos de moradores de cidades pequenas no interior do país, que sofrem com a falta de especialistas para laudar exames.

Essa é uma realidade que pode ser enfrentada com êxito a partir de uma estratégia de telemedicina.

Um exemplo dos seus impactos positivos vem do município de Piratuba, localizado no interior de Santa Catarina:

“A partir de agora, o paciente não terá custo, nem haverá necessidade de deslocamento. Credenciamos a Clínica Morsch, de Erechim (RS) e o resultado fica disponível em 24 horas”, informou o secretário de Saúde de Piratuba, Vanderlei Weber.

Antes, a população precisava se deslocar até centros de referência para realizar eletroencefalograma e mapeamento cerebral.

O laudo demorava cerca de 20 dias para sair e custava entre R$ 250,00 e R$ 350,00, dependendo da clínica e do tipo de convênio.

Uso da telemedicina pelo SUS

Desde o início dos anos 2000, o Ministério da Saúde passou a realizar investimentos mais robustos no setor, a fim de solucionar problemas como a escassez de especialistas em algumas regiões do país.

Em 2006, o órgão criou a Comissão Permanente de Telessaúde e o Comitê Executivo de Telessaúde.

Essas iniciativas foram enriquecidas por outras ações, como a Rede Universitária de Telemedicina (RUTE) da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que tem levado conhecimento e infraestrutura de videoconferência para hospitais universitários.

No ano seguinte, nasceu o Projeto Nacional de Telessaúde, através da Portaria do Ministério da Saúde nº 35, de janeiro de 2007 — hoje disciplinado pela já citada Portaria MS nº 2.546/11.

Ele foi o precursor do atual Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes, do Ministério da Saúde, criado para qualificar o atendimento oferecido pela atenção básica no SUS.

Também conhecido como Telessaúde Brasil Redes, o programa é formado por quatro serviços oferecidos a profissionais do SUS:

  • Teleconsultoria;
  • Teleconsultas;
  • Telediagnóstico;
  • Teleducação;
  • Segunda opinião formativa.

Os serviços são desenvolvidos por núcleos estaduais, intermunicipais e regional, sob a coordenação das Secretarias de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e da Atenção à Saúde (SAS).

Especialidades da telemedicina

Além da teleconsulta como especialidade da Telemedicina, temos o telediagnóstico.

O serviço de laudos à distância tem favorecido várias especialidades médicas, seja na interpretação de exames gráficos ou de imagem, incluindo:

  1. Cardiologia
  2. Radiologia
  3. Neurologia
  4. Pneumologia
  5. Teleconsulta médica
  6. Telepsiquiatria
  7. Teledermatologia
  8. Telepatologia

Vou explicar a seguir principais especialidades, para ficar mais claro. São elas:

Telemedicina na Cardiologia

Diversos exames podem ser realizados através da telemedicina, confira abaixo!

1. Telemedicina em Cardiologia

Devido à importância e complexidade dos exames que sondam o músculo cardíaco, essa foi uma das primeiras especialidades a contar com a transmissão e compartilhamento de informações via telemedicina.

Esses exames são fundamentais para prevenir ou identificar arritmias (alterações na frequência cardíaca), que podem levar a complicações, como infartos.

A integração entre telemedicina e cardiologia criou a telecardiologia, ou simplesmente telecardio.

A telemedicina cardiológica foi pensada para suprir a carência de cardiologistas em áreas remotas, atuando na análise e interpretação de exames diversos, como o eletrocardiograma de repouso.

Por meio do telecardio, é possível, inclusive, atender situações de urgência, como suspeita de infarto agudo do miocárdio, pois os laudos são disponibilizados em tempo real.

Os pacientes podem ser examinados fora das unidades de saúde, em ambulâncias ou outros locais, graças aos aparelhos mais modernos, que são portáteis, compactos e leves.

Entre os principais exames cardiológicos laudados pela telemedicina, posso citar:

  • Eletrocardiograma de repouso: O ECG de repouso é a forma mais comum do exame, realizada em minutos e com o paciente deitado em uma maca;
  • Teste ergométrico: também chamado de ECG de esforço, monitora os batimentos do coração enquanto o paciente se esforça, geralmente, em uma esteira;
  • Holter de ECG digital 24 horas: procedimento que estende o tempo em que o ritmo cardíaco é registrado, através de um dispositivo chamado Holter;
  • MAPA de pressão arterial 24 horas: MAPA é uma sigla que faz referência à monitorização ambulatorial da pressão arterial em 24 horas, realizada por meio de um aparelho automático fixado no braço do paciente;
  • Tomografia cardiovascular: exame que gera, através de feixes de raios X, imagens transversais do coração e vasos sanguíneos na área cardíaca;
  • Ressonância cardiovascular: procedimento de diagnóstico que gera imagens de alta resolução das estruturas anatômicas da área, através de um campo magnético.
Telemedicina em Radiologia

Testes mais comuns, como raio-x e mamografia, são beneficiados pela telemedicina.

2. Telemedicina em Radiologia

A telerradiologia se tornou realidade há algumas décadas, reduzindo a necessidade de filmes radiológicos e conferindo agilidade aos laudos a distância.

A especialidade envolve desde procedimentos de rotina, como radiografias para avaliar fraturas, até os mais complexos, como a ressonância nuclear magnética.

A telerradiologia é uma especialidade criada para ampliar o acesso a laudos de exames de diagnósticos por imagem, sejam eles simples ou complexos.

Testes mais comuns, como raios X do tórax e mamografias, podem ser realizados por um técnico de radiologia e enviados a um médico radiologista para interpretação.

O antes e o depois na radiologia com a Telemedicina

Um setor de radiologia tradicional de um hospital ou clínica funcionava antes da telerradiologia assim:

  • Laudos liberados em até 40 dias;
  • Utilização de películas para revelação dos filmes;
  • Deslocamento físico dos exames com risco de perda ou troca;
  • Utilização de funcionários para digitalização dos laudos, onerando o sistema;
  • Retrabalho para o médico conferir os textos e assinar;
  • Ausência de acervo digital dos exames e laudos correspondentes;
  • Utilização de HD para guardar as imagens, com risco de perder tudo e a necessidade de contar com amplo espaço de armazenamento;
  • Insegurança da informação e dos processos de trabalho, sem interação com o prontuário do paciente;
  • Médico não cumpre a carga de trabalho;
  • Vínculo trabalhista;
  • Não escalabilidade, que não dá conta de demanda reprimida;
  • Independentemente do volume de exames, o médico recebia um valor fixo mensal;
  • Nas férias do médico, o setor de radiologia ficava parado ou era preciso contratar outro profissional temporariamente.

Com a telerradiologia, o setor de radiologia de um hospital agora funciona da seguinte forma:

  • Laudos emitidos em até 30 minutos, sendo em que em casos urgentes é possível liberá-los na mesma hora;
  • Desbloqueio da CR para utilização de impressora em papel A3;
  • Plataforma digital com armazenamento em nuvem de imagens e laudos, eliminando a necessidade de espaço de armazenamento e permitindo acesso em qualquer dispositivo conectado à internet;
  • Não precisa de funcionários para digitação dos laudos;
  • Integração total dos exames e laudos com outros sistemas, como o prontuário do paciente;
  • Não é necessário armazenar nada localmente;
  • Todos os laudos são liberados com assinatura digital;
  • Acesso aos dados por funções, como médico, recepção, enfermarias e paciente domiciliar;
  • Sem vínculo empregatício;
  • O gestor não depende do especialista para que o serviço funcione;
  • Não existe demanda reprimida, pois o sistema é escalável;
  • Produção paga por exames interpretados e laudados;
  • O sistema funciona 24 horas, sem problemas com férias.

Exames radiológicos laudados pela telemedicina

  • Radiografia geral: Refere-se à obtenção de imagens internas de uma área do corpo, através de radiação ionizante;
  • RX de tórax padrão OIT: É semelhante ao raio-X comum, mas realizado para identificar e acompanhar doenças ocupacionais, seguindo o padrão estabelecido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT);
  • Mamografia digital: Radiografia das mamas realizada através de um mamógrafo digital bilateral;
  • Densitometria óssea: Serve para identificar doenças nos ossos e articulações, como a osteoporose, medindo a densidade mineral do tecido ósseo;
  • Tomografia computadorizada: Permite a captação de imagens transversais de uma determinada parte do corpo;
  • Ressonância magnética: Exame que usa um campo magnético para colher imagens precisas de órgãos internos.
Telemedicina em Neurologia

Nessa área da saúde, a telemedicina pode ajudar a prevenir AVCs e outras doenças perigosas.

3. Telemedicina em Neurologia

O uso da telemedicina na área de neurologia se apresenta como uma solução para a expedição de laudos para confirmação de acidente vascular cerebral (AVC) e outras doenças graves.

Também conhecida como teleneurologia, é uma especialidade que permite a interpretação de exames neurológicos a distância, de forma segura e ágil.

Entre os exames neurológicos laudados pela telemedicina, aponto:

  • Eletroencefalograma (EEG) clínico: Procedimento que monitora a atividade elétrica do cérebro, por meio de eletrodos;
  • EEG ocupacional: Tem como meta o rastreamento ou acompanhamento de doenças do trabalho;
  • EEG com mapeamento cerebral: Similar ao EEG clínico, conta com uma tecnologia capaz de transformar os dados colhidos em um mapa com cores e regiões bem delimitadas;
  • Polissonografia na internação: Procedimento que registra padrões e alterações de diversas partes do corpo durante o sono, como atividade do cérebro e respiração;
  • Polissonografia domiciliar: Pode ser realizada tanto com o paciente internado quanto em domicílio.

5. Teleconsulta médica

Trata-se de uma atividade médica onde o médico atende o paciente em ambiente virtual, através de videoconferência e auxílio de tecnologias da informação (TCIs).

Esse formato de atendimento beneficia o paciente que não pode ser atendido presencialmente por uma série de fatores, como pandemias, distância geográfica, mobilidade reduzida.

Todos os dados do atendimento ficam gravados na plataforma de Telemedicina, como toda a conversação em voz realizada, anotações do médico, receitas e atestados médicos digitais enviados para o paciente.

Como funciona telemedicina?

A telemedicina traz diversos benefícios, mas como ela funciona na prática. Veja um passo a passo abaixo!

Telemedicina na Saúde Ocupacional e Medicina do Trabalho

Além de cobrir uma série de exames com finalidade clínica, os laudos a distância estão disponíveis para testes complementares da medicina do trabalho.

Eles são definidos pelo médico coordenador do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), com base na atividade profissional e condições de saúde do trabalhador, a fim de prevenir doenças ocupacionais e o agravo de males crônicos.

Junto a testes físicos, de laboratório e entrevista com o paciente, os exames complementares formam a avaliação ocupacional completa, obrigatória segundo o artigo 168 da CLT.

Ao final de cada teste, o médico responsável deve emitir um atestado de saúde ocupacional (ASO), confirmando que o funcionário está apto para realizar suas atividades.

O ASO dos exames complementares pode ser gerado a distância, com o suporte da telemedicina.

Conheça, abaixo, os principais testes complementares que podem se beneficiar dessa tecnologia:

Telessaúde no Brasil

A modalidade começou a ser usada no Brasil na década de 90, mas ainda não era como conhecemos atualmente

Telemedicina no Brasil

No Brasil, iniciativas usando a telemedicina estão presentes desde a década de 1990, quando empresas como a Telecardio passaram a disponibilizar eletrocardiogramas a distância.

O Instituto do Coração (Incor) foi pioneiro ao oferecer a interpretação desses exames vindos de diversas localidades brasileiras — na época, eram enviados via fax.

No segmento acadêmico, a Universidade de São Paulo (USP) foi a primeira a criar uma disciplina dedicada ao estudo da telemedicina no Brasil, em 1997.

Dois anos depois, a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) inaugurou o seu laboratório de telemedicina.

Acompanhando as iniciativas e vantagens que essas inovações poderiam trazer ao Sistema Único de Saúde (SUS), a União encomendou, em 2005, o Projeto de Telemática e Telemedicina em apoio à Atenção Primária no Brasil.

Em resumo, foi uma ação que usou a telemedicina para ajudar na capacitação de profissionais de 900 pontos de atenção primária no país.

A telemedicina no Brasil conta com iniciativas realizadas tanto pela rede privada quanto pela pública.

No Estado de Goiás, por exemplo, cerca de 500 retinografias são laudadas a distância todos os meses, reforçando o monitoramento de pacientes nos postos de saúde.

Os registros dos testes de retina são enviados a uma central comum a essas unidades de saúde, e interpretados remotamente por um oftalmologista especializado, que devolve os resultados à central, disponibilizando-os à equipe do posto de saúde.

Assim, os profissionais locais indicam tratamentos mais leves e encaminham casos graves a um oftalmologista.

Na Região Sudeste, a Rede de Teleassistência de Minas Gerais (RTMG) — fruto de parceria entre seis universidades públicas da região — avalia aproximadamente 2 mil eletrocardiogramas por dia, emitindo rapidamente seus resultados.

Dessa forma, pacientes de cidades distantes dos grandes centros urbanos não precisam percorrer longos trajetos para ter seus exames laudados com qualidade e agilidade.

O que mudou com o avanço do COVID-19?

Devido a pandemia do Coronavírus, a telemedicina vem ganhando cada vez mais destaque e adeptos.

Isso porque foi criada uma lei, mais especificamente a portaria 467 – que abordarei mais a fundo abaixo – que flexibilizou a modalidade para que as pessoas pudessem obter diagnósticos à distância, sem se expor ao vírus.

Com a criação do aplicativo do Ministério da Saúde, por exemplo, o teleatendimento conseguiu evitar 64% das idas aos serviços de saúde presenciais – ajudando a desafogar o SUS.

Estima-se que desde a sua implementação em 2 de abril, mais de 2 milhões de pessoas já recorreram ao serviço para terem acesso a um atendimento médico.

Mesmo que a portaria perca sua validade, ela deve dar mais um passo para que a modalidade avance no país.

Afinal, teremos feito um teste prático da sua utilidades em tempo de crise. 

Telemedicina no Mundo

Em 1999, aconteceu a declaração de Tel Aviv, publicada pela Associação Médica Mundial e é considerado um marco para a telemedicina

Telemedicina no mundo 

A década de 1990 foi importante para a telemedicina não apenas no Brasil, como também em outros países.

Em 1993, foi fundada uma das organizações pioneiras no setor — a American Telemedicine Association (ATA), sediada em Washington, nos Estados Unidos.

Antes disso, a telemedicina já era utilizada na Europa, especialmente em países que apresentam inverno rigoroso, no intuito de possibilitar o acesso a informações e laudos médicos nos dias de neve.

Com o aumento da população idosa nas nações europeias, a tecnologia ganhou ainda mais relevância, facilitando serviços de atendimento a distância, inclusive durante emergências.

Em 1999 houve a declaração de Tel Aviv publicada pela Associação Médica Mundial que procurou estabelecer padrões éticos para o exercício da Telemedicina.

Este foi o Marco Regulatório da Telemedicina que serviu como base para vários Países criarem suas regulamentações.

Hoje, o uso da telemedicina vem crescendo em todo o mundo, acompanhando o desenvolvimento de novas tecnologias, como mobile e Big Data.

Atualmente, mais da metade de todos os hospitais e clínicas médicas dos Estados Unidos contam com algum tipo de plataforma de telemedicina.

Estima-se, ainda, que mais de 90% dos empreendedores no segmento de saúde estejam iniciando o desenvolvimento ou implementação de um programa próprio para oferecer esse serviço.

Além dos Estados Unidos, outros países estão avançados na implementação da modalidade, incluindo:

  • China;
  • Inglaterra;
  • Canadá;
  • Espanha;
  • Portugal;
  • Alemanha.
Teleconsulta no brasil

No que diz respeito a Telemedicina no brasil, recentemente houve a tentativa de modernizar o conceito e ampliar a cartela de serviços que ela oferece

CFM e nova regulamentação da telemedicina 

No que diz respeito a Telemedicina no Brasil, recentemente houve a tentativa de modernizar o conceito e ampliar a cartela de serviços que ela oferece

Cada País tem sua própria regulamentação sobre o uso da Telemedicina, onde alguns exigem consulta presencial antes de praticar a Teleconsulta e outros não.

A Resolução CFM nº 1.643/2002, foi o marco regulatório no Brasil e exigia a estrutura e qualificação dos profissionais e empresas que exerciam a Telemedicina.

Já a Anvisa e o CFM são responsáveis por legislações mais específicas, que tratam da regulação de aparelhos e serviços de telemedicina para segmentos como cardiologia e radiologia.

Recentemente, houve uma tentativa, por parte do Conselho Federal de Medicina (CFM), de modernizar o conceito de telemedicina e ampliar os serviços ofertados através dessa especialidade.

Publicada em fevereiro de 2018, a Resolução 2.227/18 aprovava a realização de teleconsultas – consultas entre médico e paciente a distância.

Entretanto, a norma causou polêmica e respostas de várias entidades médicas, que desejavam contribuir com seu conteúdo. Acabou, portanto, revogada após alguns dias para revisão.

Até março de 2020 a Teleconsulta não era incluída como atividade médica legal no Brasil por nenhum órgão regulatório

Porém, no dia 19/03/2020, o CFM flexibilizou em caráter provisório o uso da teleconsulta devido ao estado de pandemia pelo novo COVID 19.

Foi aí então que foi publicada a Portaria 467 que citei anteriormente, cujo objetivo era regulamentar e operacionalizar as medidas de enfrentamento da emergência de saúde pública.

No mês seguinte, no dia 15/04/2020, como marco histórico, foi promulgada no Diário Oficial da União a primeira lei no Brasil que regulamenta o uso da Teleconsulta, a Lei Federal número 13989/20.

Segundo a lei, o médico deverá informar ao paciente todas as limitações sobre o uso da Telemedicina, bem como pedir ao paciente que assine um termo onde entende o tipo de atendimento médico, bem como que autorize o médico a praticar a Teleconsulta.

As Teleconsultas seguirão os mesmos padrões normativos e éticos do atendimento presencial, inclusive em relação ao valor cobrado.

Sabemos que no artigo 37 do código de ética médica é vedado ao médico atender um paciente sem realizar o exame físico, porém, também sabemos que mais de 80% dos atendimentos feitos com uma anamnese bem feita são capazes de indicar um diagnóstico.

Perspectivas e desafios para a telemedicina em 2020 

Estima-se que a telemedicina global valerá cerca de 66 bilhões de dólares ao final de 2021.

Pelo que essa tendência indica, podemos esperar que a telemedicina no Brasil deve crescer muito nos próximos anos.

Perspectivas

Com o avanço e o reconhecimento da telemedicina, vemos um grande esforço das empresas de tecnologia para sempre oferecer o melhor produto e serviço.

Nesse contexto, aplicativos e dispositivos novos surgem a cada dia para facilitar a experiência dos usuários.

No Brasil, um aparelho que funcionará como um smartwatch para monitorar sinais vitais já está sendo desenvolvido.

Sempre que o usuário se sentir mal, ele aciona o dispositivo que, então, vai avaliar o estado do paciente e chamar ajuda se preciso for.

Aplicativos para melhorar a experiência do usuário também estão sendo criados. Com isso, o paciente pode monitorar sua saúde, acompanhar seus exames e marcar consultas na mesma interface.

Desafios

Os desafios da telemedicina no Brasil e no mundo são basicamente a aceitação por parte dos pacientes e profissionais e questões de segurança digital. 

A cultura brasileira costuma ser mais relutante em relação à novas tecnologias do que a americana ou a japonesa, por exemplo.

Outra questão que ainda dificulta a aceitação dos médicos é a remuneração. Entretanto, esforços para equiparar os ganhos da teleconsulta com a consulta presencial já estão sendo feitos.

Porém, a partir de agora, a expectativa é que o cenário seja ainda mais favorável para médicos e pacientes que desejam utilizar a teleconsulta.

Isso porque a tecnologia tende a ficar cada vez mais acessível e, devido à facilidade, os pacientes deverão optar pela comodidade do atendimento remoto.

Benefícios da Telemedicina

São muitas as vantagens de contar com o respaldo da telemedicina, tanto para gestores e profissionais de saúde quanto para pacientes e a sociedade como um todo.

A telemedicina tem se tornado padrão na oferta de cuidados e no aumento dos centros médicos virtuais nos Estados Unidos, por exemplo.

Além disso, é uma forma inteligente de aproximação junto aos pacientes mais jovens, que têm a vida cada vez mais digital e dinâmica.

Benefícios da Telemedicina para clínicas e hospitais

Conheça as principais vantagens de adotar essa modalidade na sua empresa

Benefícios da Telemedicina para clínicas e hospitais

As principais vantagens da telemedicina para estabelecimentos de saúde são:

Armazenamento na nuvem

As plataformas ou portais de telemedicina permitem que os dados dos testes de diagnóstico e laudos sejam arquivados em um espaço restrito e seguro na Internet: a nuvem.

Assim, os documentos médicos ficam protegidos da ação do tempo e de danos pelo manuseio incorreto, podendo ser acessados facilmente a partir de alguns cliques.

Conforme determina a legislação brasileira, esses registros ficam armazenados por um tempo mínimo de 20 anos.

Essa possibilidade de arquivamento elimina a necessidade de manter um local físico para guardar documentos em papel, dispensando gastos com a manutenção do local, impressão e revelação de filmes radiográficos.

Aumento da produtividade

A interpretação de exames é apenas uma das tarefas dos médicos especialistas, mas que pode ocupar boa parte de sua jornada de trabalho.

Portanto, ao delegar essa atividade aos especialistas da empresa de telemedicina, o médico local pode se dedicar mais à gestão e atendimento de pacientes.

Dessa forma, toda a equipe da clínica, consultório ou hospital ganha, podendo dispor de mais tempo para esclarecer condutas e organizar a rotina junto ao especialista.

Exame interpretado somente por especialistas

O Conselho Federal de Medicina (CFM) aplica as mesmas regras para exames laudados localmente ou à distância.

Isso significa que procedimentos simples podem ser feitos por técnicos em enfermagem ou radiologia, mas a composição dos laudos fica restrita a um especialista qualificado na área do teste.

Ou seja, uma densitometria óssea só pode ser laudada por um radiologista com especialidade nesse exame.

Por isso, as melhores empresas de telemedicina mantêm um time completo de especialistas para atender aos setores em que atuam.

Nesse sentido, parceiras experientes, como a Morsch, reúnem profissionais de diversas especialidades, oferecendo uma experiência completa na emissão de laudos remotamente.

Redução de custos nos laudos

A economia com o papel, filmes radiográficos e espaço físico para armazenamento já implicam em uma redução de custos considerável.

Mas a telemedicina também pode substituir o especialista na interpretação de exames simples, eliminando gastos com a folha de pagamento.

Mesmo em locais que contam com especialistas em seu quadro de funcionários, o serviço de laudos online dispensa a contratação de diversos desses profissionais e os cobre durante ausências — férias, folgas e afastamentos por razão de saúde, por exemplo.

Os laudos remotos também custam menos que aqueles emitidos in loco.

Ampliação das especialidades atendidas

Unidades de saúde que desejam aumentar o portfólio podem se beneficiar ainda mais da telemedicina.

Optando pelos laudos a distância, não será necessário contratar um médico especialista para elaborar os laudos. Basta delegar os documentos aos especialistas da empresa de telemedicina.

Dessa maneira, o custo para ampliar a estrutura e o atendimento cai, enquanto as receitas aumentam.

Agilidade na entrega do laudo para o paciente

Compor laudos exige concentração, o que pode ser difícil no dia a dia agitado de um especialista em uma clínica ou hospital.

os médicos da empresa de telemedicina passam o dia focados nessa tarefa, o que lhes confere maior eficiência e rapidez.

Eles também dispõem de recursos digitais, como contraste e zoom, e do conhecimento dos colegas ao redor.

Esse suporte permite grande agilidade na emissão de laudos a distância, que ficam prontos no mesmo dia do exame.

Na Morsch, os resultados saem em até 30 minutos, enquanto pedidos urgentes são avaliados em tempo real.

Benefícios da Telemedicina para os pacientes

Agilidade, precisão e segurança são alguns das vantagens para pacientes.

Benefícios da Telemedicina para os pacientes

Pacientes também se beneficiam da telemedicina, que tem democratizado o acesso a exames e resultados de qualidade em todo o Brasil. Confira!

Disponibilidade de exames laudados por especialistas e medicina de ponta

A telemedicina supera as barreiras geográficas, disponibilizando serviços antes restritos às grandes cidades a locais em todo o Brasil.

Dessa maneira, pacientes de áreas afastadas têm acesso a vários exames e laudos de qualidade, sem que precisem se deslocar até as capitais.

Essa comodidade impacta especialmente os idosos e pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida, que apresentam maior dificuldade para se locomover.

Acessibilidade de exames em regiões remotas desprovidas de médicos especialistas

Infelizmente, o Brasil é conhecido por desigualdades, que também atingem a área médica.

A maioria dos especialistas está concentrada em grandes centros urbanos e suas proximidades.

Mais precisamente, 39 dos dos 5.570 municípios concentram 60% de todos os médicos do país, segundo a pesquisa Demografia Médica de 2018.

E isso leva à carência de mão de obra em regiões remotas.

Porém, a telemedicina no Brasil tem transformado essa realidade, conectando médicos e profissionais de saúde locais a especialistas, com o auxílio da Internet.

Assim, as desigualdades no acesso a laudos completos e confiáveis são reduzidas.

Os exames ficam em segurança na nuvem, mantendo o histórico completo do paciente

Plataformas de telemedicina são compatíveis com sistemas de arquivamento de dados, como o prontuário eletrônico do paciente (PEP).

Por isso, as informações são facilmente integradas, permitindo o acesso em diferentes unidades de saúde e dispensando a guarda do histórico do paciente em papel.

A fim de preservar o sigilo quanto aos registros de saúde, a plataforma de telemedicina é protegida por diversos protocolos de segurança, como criptografia e senhas.

Usando a Teleconsulta para tratamento e monitoramento de pacientes com condições crônicas

Com a Plataforma de Teleconsulta, o próprio paciente e seus familiares podem acessar o histórico de saúde sempre que necessário em atendimento médico telepresencial ou mesmo quando for atendido numa emergência e necessitar de laudos de exames, receitas e atestados.

Assim, fica mais fácil conferir detalhes sobre o tratamento, medicações e outras recomendações médicas.

A teleconsulta viabiliza, ainda, o acompanhamento de doentes crônicos remotamente, ou seja, em seu domicílio à partir de uma clínica, consultório ou hospital local, evitando gastos com deslocamento.

Disponibilidade de segunda opinião médica

Caso tenha alguma dúvida ou deseje ouvir uma segunda opinião sobre o resultado de um exame, o paciente poderá ter esse auxílio no próprio local onde fez o teste.

Isso porque o médico ou técnico que conduziu o procedimento pode solicitar esclarecimentos aos especialistas da empresa de telemedicina, de forma simples e intuitiva, acessando o portal.

Comodato de aparelhos médicos na Telemedicina como opção

Nesse regime, a clínica ou hospital paga uma um valor mensal pelos laudos à distância e incluem o empréstimo de equipamentos.

Comodato de aparelhos médicos na telemedicina como opção

Por muito tempo, clínicas e hospitais que desejavam contratar serviços de telemedicina esbarravam em um problema financeiro: o custo de aquisição de equipamentos digitais.

Esses aparelhos são fundamentais para o registro de imagens digitais de qualidade, que serão compartilhadas via plataforma e interpretadas por especialistas, gerando laudos a distância.

A questão é que, por contarem com alta tecnologia agregada, os dispositivos digitais costumam ser bastante caros, o que, por vezes, inviabiliza a oferta de determinados exames em unidades de saúde menores.

Isso muda a partir da opção de comodato.

Esse é um regime no qual o cliente paga um valor fechado por mês, inferior ao aluguel convencional, por uma quantidade de laudos a distância, incluindo o uso de equipamentos digitais.

Assim, a clínica paga apenas pelos laudos e pode usar o aparelho enquanto durar a parceria.

Como a Telemedicina Morsch pode te auxiliar na emissão de laudos a distância

Como a Telemedicina Morsch pode te auxiliar na emissão de laudos a distância

Como a Telemedicina Morsch pode auxiliar na emissão de laudos a distância?

Na Telemedicina Morsch, o conhecimento sobre saúde e as melhores tecnologias no mercado se unem para formar um serviço que se adapta às necessidades de cada cliente.

Por meio de uma Plataforma de Telemedicina simples e interativa, sua equipe conseguirá compartilhar exames e dados clínicos do paciente através da Teleconsulta e Telediagnóstico, de forma segura e em conformidade com a Legislação Brasileira.

Com as informações armazenadas na nuvem, você terá um arquivo completo, com a possibilidade de cruzar dados e encontrar registros antigos facilmente.

Haverá ainda suporte on-line, disponível 24 horas para esclarecimento de dúvidas e resolução de problemas.

Além disso, você vai obter laudos a distância em apenas 30 minutos, graças a uma estrutura composta por equipamentos de ponta e especialistas dedicados à análise de exames.

Por meio do regime de comodato, sua unidade de saúde garante acesso a aparelhos modernos, compactos e leves, que permitem, inclusive, a realização de exames em empresas ou na comodidade do lar do paciente.

Assim, além de aumentar as suas receitas, você vai levar serviços de qualidade para locais remotos ou com grande demanda por exames, reduzindo a necessidade por deslocamento e gastos na busca por especialistas.

Quem tem doenças crônicas também pode se beneficiar dos seus serviços com Telemonitoramento, melhorando a qualidade de vida ao não precisar percorrer grandes distâncias à procura de centros de referência.

A clínica pode usar o prontuário eletrônico em nuvem com teleconsulta exclusivo da Telemedicina Morsch.

Isso significa fazer a diferença na vida de pessoas que precisam de laudos rapidamente, como em casos de emergências ou no tratamento para graves enfermidades.

Central de laudos telemedicina morsch

Essa central oferece mais segurança e velocidade no envio de resultados de exames.

Central de laudos: como funciona a Plataforma de Telemedicina

A plataforma da Morsch é moderna e intuitiva, permitindo a troca de informações rapidamente, com toda a segurança e comodidade.

Na área de Telediagnóstico, para utilizar o sistema, basta que um técnico em radiologia ou enfermagem realize os exames usando equipamento digital ou analógico.

Os aparelhos podem ser do cliente ou adquiridos por meio do comodato.

Tecnologias mais recentes permitem a sincronização com o Portal de Telemedicina, enviando registros de exames automaticamente após a devida configuração.

Caso contrário, o próprio técnico que fez o teste pode transmitir os dados via Plataforma, acessando-a mediante login e senha.

Em seguida, os especialistas logados no sistema analisam as informações e achados do exame, compartilhando suas conclusões no laudo médico.

Depois de assinado digitalmente pelo especialista, esse documento fica disponível na plataforma de telemedicina ou central de laudos.

Na área de Teleconsultas, o médico utiliza nosso Prontuário eletrônico em nuvem para atender os pacientes de maneira remota, com assinatura digital em todos os documentos.

Depoimentos de clientes da Telemedicina Morsch

A seguir, separei alguns depoimentos com opiniões de clientes sobre a parceria com a Telemedicina Morsch.

Eles comprovam, na prática, todos os benefícios listados ao longo deste artigo. Acompanhe!

Depoimento do Jeferson Martins, cliente da Telemedicina Morsch na cidade de Jataí (GO):

Depoimento da Clínica Radiológica Imagem:

A parceria entre a clínica e a Telemedicina Morsch já dura há 3 anos. Os resultados são positivos tanto no suporte oferecido pela empresa quanto na qualidade dos exames. Hoje, posso garantir um serviço em que o paciente não tenha uma longa espera pelo resultado dos exames. Além disso, eles não precisam sair da nossa cidade para outros centros médicos, mantendo, assim, uma fidelidade com a nossa clínica. A Telemedicina Morsch permitiu que a Clínica Radiológica Imagem fosse reconhecida pela sua eficiência e agilidade em fornecer exames conclusivos para o tratamento dos nossos pacientes.

Depoimento Clínica Popular Consultrata, em Erechim (RS):

“Graças à parceria com a Telemedicina Morsch, desde 2017 a Consultrata passou a oferecer exames com preços bem mais atrativos e com resultados bem mais rápidos. Tudo isso com muita qualidade. Além disso, a clínica conta com total suporte no reparo de equipamentos e treinamento de equipe relacionados à telemedicina. O resultado dessa parceria é que a Consultrata se tornou mais competitiva no mercado, atraindo novas parcerias e, principalmente, novos clientes, que agora recebem um atendimento e um serviço de qualidade, com um preço bem mais acessível.”

Bônus: lista de artigos sobre telemedicina

Agora que já está bem informado sobre como funciona a telemedicina no Brasil, chegou a hora de você aprofundar os conhecimentos quanto a assuntos de interesse.

Para isso, selecionei alguns artigos sobre Telemedicina que podem lhe apoiar na avaliação dos impactos de laudos a distância na sua unidade de saúde, mostrando a aplicação desse serviço em diferentes campos.

Telemedicina no Nordeste

O Nordeste reúne os Estados mais carentes de médicos no país, como aponta a pesquisa Demografia Médica 2018.

Enquanto a média nacional fica em 2,18 médicos por mil habitantes, a região tem apenas 1,41.

Daí a necessidade de soluções alternativas, como a telemedicina, para atender à demanda local.

Neste artigo, apresento cases de sucesso e como os laudos on-line têm feito a diferença nas cidades nordestinas.

Como funciona a emissão de laudos médicos?

Texto ideal para esclarecer dúvidas sobre o processo de emissão de laudos pelas empresas de telemedicina.

Você também vai conhecer a estrutura por trás dessa dinâmica e suas vantagens, incluindo insights para aumentar suas receitas a partir dos laudos remotos.

Laudo de EEG online

Um panorama completo para quem deseja aprimorar a oferta de eletroencefalograma na clínica, ou começar a realizar o exame com eficiência.

Você vai conhecer as diferentes modalidades do EEG e boas práticas para obter resultados de qualidade com equipamentos digitais.

Laudo de ECG online

Além de mostrar a fundo a dinâmica para a interpretação do eletrocardiograma a distância, neste artigo, reúno dicas para cada fase do processo — desde a aquisição de aparelhos até sua disponibilidade na plataforma de telemedicina.

Também abordo o funcionamento do eletrocardiógrafo com laudo.

Laudo de espirometria a distância

Conteúdo pensado para quem deseja saber mais sobre a prova de função pulmonar, sua importância e que doenças pode identificar.

Nele, trago, ainda, um passo a passo para realizar a espirometria a distância.

Clínica de fisioterapia sai fortalecida com a telemedicina

Neste artigo, apresento um cenário geral sobre as clínicas de fisioterapia, suas áreas de atuação e desafios.

Também mostro como elas podem otimizar a emissão de laudos de exames com o auxílio da telemedicina.

Teleconsulta: o que é, como funciona e limitações no Brasil

Este artigo aborda de maneira mais completa todos os assuntos relacionados à teleconsulta no Brasil.

Sobre a Telemedicina Morsch

Dedicada à telemedicina desde 2005, a Morsch desenvolveu uma Plataforma de Telemedicina que não é um simples Prontuário eletrônico em nuvem com Teleconsultas.

Nosso ambiente digital agrega várias ferramentas para um atendimento completo do paciente, desde o atendimento por Teleconsultas, até o telemonitoramento e telediagnóstico, entregando mais de 20 mil laudos remotos todos os meses, tendo superado a marca de mais de 1000 clientes atendidos.

Centralizar todo o atendimento do paciente, incluindo área gerencial de uma clínica ou serviço de saúde, agiliza o atendimentos, reduz custos com contratação de vários fornecedores e reduz erros para aumentar a segurança do paciente.

Essas clínicas médicas, consultórios e hospitais se beneficiam usando o prontuário eletrônico, realizando consultas presenciais e teleconsultas e ainda oferecendo os laudos a distância, conferindo agilidade à emissão de resultados com todo o suporte de uma empresa experiente e bem estruturada.

Auxiliamos o cliente desde a aquisição de equipamentos digitais, por meio do comodato, até os resultados de exames, segunda opinião médica e treinamento de técnicos em radiologia e enfermagem.

Tudo isso através de uma plataforma simples, que disponibiliza espaço para armazenamento na nuvem e conteúdos para capacitação de profissionais de saúde.

Conclusão

Neste artigo, falei sobre as origens, o funcionamento e a importância da Telemedicina, além da regulamentação, especialidades atendidas e cases de sucesso nessa área.

Mostrei como os impactos da transmissão e, mais recentemente, o compartilhamento de informações clínicas através das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) são inegáveis e profundos.

Também é evidente que contar com serviços de Telemedicina no Brasil contribui para a redução de problemas como a carência de profissionais em locais remotos.

Esses serviços têm ampliado o acesso a Teleconsultas e diagnósticos de qualidade, permitindo que especialistas produzam laudos a distância para áreas como cardiologia, pneumologia, radiologia e neurologia.

Para isso, é preciso contar com aparelhos capazes de registrar imagens digitais, ter profissionais capacitados nas melhores práticas para realizar os exames e contar com a expertise de uma empresa de telemedicina para interpretá-los.

Deixe que a Telemedicina Morsch ofereça esse suporte para a sua clínica, consultório ou hospital, com toda a comodidade e a um preço que cabe no seu orçamento.

Gostou deste artigo?

Se você entendeu o poder da telemedicina no Brasil e o quanto ela pode alavancar sua carreira, abrace essa especialidade e veja o presente e o futuro da Telemedicina auxiliando todas as suas tarefas médicas!

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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