Telemedicina: o que é, como funciona, normas e a telemedicina no Brasil

Por Dr. José Aldair Morsch, 12 de outubro de 2018
telemedicina

O passado da telemedicina explica sua importância, enquanto seu futuro representa a esperança.

Desde o seu surgimento, essa área médica tem contribuído para avanços significativos, tornando a saúde acessível a qualquer hora, em qualquer lugar.

Seja para exames de rotina ou situações de urgência, esse é um apoio decisivo, contribuindo para a prevenção, diagnóstico, monitoramento e tratamento de doenças, lesões e outras condições médicas.

Após entender o que é telemedicina e como funciona, fica até difícil mensurar todas as contribuições da tecnologia para o avanço da atenção à saúde em nosso país.

Ela tornou possível a transmissão e o compartilhamento de informações médicas a quaisquer distâncias, com segurança e melhorias também na qualidade do atendimento.

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Hoje, está presente em hospitais, clínicas, consultórios, ambulâncias e até no auxílio a bases humanitárias em regiões de guerra.

Se você quer saber mais sobre a telemedicina no Brasil e no mundo, não deixe de conferir este artigo até o fim.

A partir de agora, vou falar sobre a sua história, a evolução da tecnologia, características e benefícios.

Também irei destacar as especialidades que contam com o apoio da telemedicina e os principais exames que hoje se valem da maior oferta de laudos médicos à distância.

Boa leitura!

O que é Telemedicina?

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Telemedicina é uma área da telessaúde que oferece suporte diagnóstico de forma remota, permitindo a interpretação de exames e a emissão de laudos médicos à distância, tendo, para isso, o apoio das tecnologias da informação e comunicação (TICs).

Segundo define o Conselho Federal de Medicina na Resolução CFM nº 1.643/2002, ela representa o exercício da medicina através da utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em saúde.

Desde a década de 90, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a importância dessa área médica, em especial para casos em que a distância é um fator crítico para a oferta de serviços ligados à saúde.

Cabe dizer ainda que a telemedicina é exercida por profissionais de saúde devidamente capacitados, considerando as áreas avaliadas.

Significa, por exemplo, que o responsável pela interpretação e produção de um laudo de telerradiologia será sempre um médico radiologista.

Seja no Brasil ou no mundo, a telemedicina é uma área que tem rompido barreiras, eliminando distâncias geográficas e conectando especialistas a outros profissionais de saúde, administradores de unidades de saúde e pacientes.

Esse avanço é possível graças à aplicação de tecnologias modernas, como a internet, sistemas de áudio, imagem e vídeo.

Todo esse aparato contribui para a resolução de demandas comuns na área da saúde, como a carência de especialistas, o esclarecimento de dúvidas e a segunda opinião médica.

Origem da Telemedicina

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Embora o conceito de telemedicina envolva o uso de tecnologias e dispositivos modernos, a sua origem é anterior à invenção de muitos dos instrumentos hoje utilizados.

Há estudos que relatam a contribuição da telemedicina na Idade Média, período no qual a Europa enfrentou desafios de saúde gigantes devido à proliferação de pragas.

Mais precisamente, conta a história que um médico se isolou na margem oposta de um rio que banhava seu povoado.

Livre de doenças e com tempo para estudar, ele repassava informações para um agente comunitário que, então, ajudava a população local.

Esse agente descrevia sintomas e outras características de doenças para o médico, e recebia recomendações sobre que conduta deveria adotar.

Por outro lado, como não há comprovação sobre o fato, os primeiros registros oficiais da telemedicina remetem ao século XIX, quando a transmissão de informações médicas ganhou um novo aliado: o telégrafo.

A partir do aparelho, médicos passaram a compartilhar com colegas em locais distantes laudos de exames de diagnóstico por imagem, a exemplo dos radiográficos.

Também a invenção do telefone, no final daquele século, revolucionou a troca de informações com a comunicação por voz.

Tempos depois, também as linhas telefônicas começaram a servir como base para redes de transmissão de dados que, combinadas a aparelhos de fax, permitiram o envio de resultados de eletrocardiogramas (ECG).

Outra tecnologia que ampliou o alcance da telemedicina, também no século XIX, foi o código Morse.

Mais tarde, a partir dos avanços proporcionados pelas ondas do rádio, médicos que atenderam nas frentes de batalha durante a Segunda Guerra Mundial puderam se comunicar com colegas em hospitais de retaguarda ou em navios.

Como Funciona a Telemedicina?

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A telemedicina funciona por meio de uma combinação de equipamentos digitais, softwares, plataforma e especialistas qualificados.

Inicialmente, um profissional de saúde treinado, como um técnico de enfermagem ou em radiologia, realiza um exame de diagnóstico por imagem, como eletrocardiograma ou radiografia.

Para isso, usa um aparelho capaz de gerar imagens digitais em conexão direta ou indireta com o computador, onde um software é usado para a visualização dos resultados.

Também a partir do computador, é possível compartilhar as informações em uma plataforma de telemedicina.

Ela é responsável pelo armazenamento em nuvem (ou seja, sem guarda física de arquivos) dos dados colhidos durante o exame, além de informações clínicas do paciente.

Nesse momento, um especialista com acesso à internet ingressa na plataforma – através de login e senha – e pode visualizar os dados.

O médico pode aproximar, afastar, aumentar ou diminuir o contraste e analisar as estruturas anatômicas de vários ângulos diferentes.

Assim que interpreta os dados, ele produz um laudo com as suas conclusões, e o assina digitalmente.

O documento fica disponível na plataforma de telemedicina, que pode ser acessada por funcionários da unidade de saúde que realizou o exame, e até por pacientes.

Todo esse processo acontece em poucos minutos.

Benefícios da Telemedicina

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Como já destaquei, a telemedicina é capaz de reduzir ou eliminar distâncias, aumentando a oferta de laudos, inclusive em locais remotos.

Mas as suas vantagens não param por aí.

Detalho mais algumas delas a seguir.

Armazenamento em nuvem

Através da plataforma de telemedicina, os dados ficam armazenados na nuvem, eliminando a necessidade de espaço físico e papéis.

Assim, a possibilidade de perda de exames é praticamente nula.

Menor uso de filmes

O arquivamento digital eliminou, ainda, a necessidade de uso de filmes radiológicos, nos quais as imagens podem ser danificadas durante a própria revelação, ou se o armazenamento for inadequado.

A eliminação dos filmes ainda reduz o impacto ambiental, pois não é preciso usar produtos químicos para a sua revelação.

Compartilhamento

Com a telemedicina, também é possível cruzar dados e histórico dos pacientes, resultando em diagnósticos mais assertivos.

As informações ficam disponíveis na plataforma e podem ser compartilhados com qualquer profissional de saúde ou com o paciente.

Para acessar, basta ter um dispositivo com conexão à internet, login e senha da plataforma de telemedicina.

Segunda opinião

Em caso de dúvidas quanto aos resultados de exames, os profissionais de clínicas e hospitais podem solicitar o auxílio de especialistas à distância.

Acessando as informações do paciente por meio da plataforma de telemedicina, médicos diferentes podem colaborar com uma segunda opinião.

Agilidade

Em períodos de grande demanda por laudos, unidades de saúde podem ter na telemedicina um reforço e tanto.

Os laudos à distância ficam prontos em até 30 minutos, contando com especialistas logados no sistema e dedicados a essa tarefa.

Redução de custos

Exames mais simples podem ser realizados por técnicos em enfermagem ou radiologia, e laudados à distância por meio da telemedicina.

Assim, sua empresa diversifica os serviços oferecidos, sem arcar com custos de contratação de especialistas que precisam estar presentes em tempo integral.

A telemedicina também pode ser a solução para cobrir a ausência de médicos especialistas durante férias, folgas e em plantões.

Diferença entre Telemedicina, Telessaúde e E-Saúde

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É comum haver alguma confusão entre telemedicina, telessaúde e e-saúde.

Os três serviços utilizam soluções tecnológicas para melhorar a oferta da saúde em todo o mundo, culminando em benefícios como redução nos gastos e otimização de processos de gestão.

Mas há diferenças pontuais entre eles.

A telessaúde pode ser definida como a prestação de serviços de saúde à distância, através de tecnologias da informação e comunicação (TICs).

Ela diz respeito a um campo abrangente, que envolve serviços em tele-educação, redes de investigação e tele-epidemiologia, redes de administração e gestão em saúde.

A telemedicina faz parte desses serviços, pois usa a internet, softwares e plataformas específicas para ofertar laudos à distância.

Já o conceito de e-Saúde, ou saúde digital, é uma proposta da Organização Mundial da Saúde para unificar as informações sobre pacientes, como medicamentos, consultas e exames, integrando softwares e dispositivos por meio da tecnologia.

De acordo com o Ministério da Saúde, a e-Saúde tem como objetivo aumentar a qualidade e ampliar o acesso à atenção à saúde, de forma a qualificar as equipes, agilizar o atendimento e melhorar o fluxo de informações para apoio à decisão médica.

Isso inclui dados clínicos, de vigilância em saúde, de regulação e promoção da saúde quanto à gestão.

O Brasil conta, desde 2017, com uma Estratégia para e-Saúde, detalhada neste documento.

Ela é fruto do trabalho da delegação brasileira que integra a entidade internacional que trata da e-Saúde, o HIMSS (Healthcare Information and Management Systems Society).

Telemedicina no Brasil

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No Brasil, iniciativas usando a telemedicina estão presentes desde a década de 1990, quando empresas como a Telecardio passaram a disponibilizar eletrocardiogramas à distância.

O Instituto do Coração (Incor) foi pioneiro ao oferecer a interpretação desses exames vindos de diversas localidades brasileiras – na época, eram enviados via fax.

No segmento acadêmico, a Universidade de São Paulo (USP) foi a primeira a criar uma disciplina dedicada ao estudo da telemedicina no país, em 1997.

Dois anos depois, a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) inaugurou o seu laboratório de telemedicina.

Acompanhando as iniciativas e vantagens que essas inovações poderiam trazer ao Sistema Único de Saúde (SUS), a União encomendou, em 2005, o Projeto de Telemática e Telemedicina em apoio à Atenção Primária no Brasil.

Em resumo, foi uma ação que usou a telemedicina para ajudar na capacitação de profissionais de 900 pontos de atenção primária no país.

Normas e Legislação da Telemedicina

Atualmente, as principais normas para o exercício da telemedicina no Brasil são publicadas pelo Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Conselho Federal de Medicina.

Por parte do Ministério da Saúde, uma das legislações mais importantes é a Portaria MS nº 2.546/11, que aborda o Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes (Telessaúde Brasil Redes).

A iniciativa contempla regras para empresas que desejam ofertar serviços de telediagnóstico para unidades de saúde do SUS.

Diretrizes mais detalhadas para as empresas que participam do Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes estão na Nota Técnica 50, publicada em 2015.

Já a Anvisa e o CFM são responsáveis por legislações mais específicas, que tratam da regulação de aparelhos e serviços de telemedicina para segmentos como cardiologia e radiologia.

A importância da Telemedicina no Interior do Brasil

De acordo com a pesquisa Demografia Médica 2018, realizada pela Faculdade de Medicina da USP, com apoio do CFM e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), existe grande desigualdade na distribuição de médicos pelo Brasil.

O número de médicos no país aumentou 665,8% nas últimas cinco décadas, chegando a 452.801 profissionais (2,18 a cada mil habitantes). No mesmo período, a população cresceu 119,7%.

Ou seja, o cenário estaria equilibrado se a mão de obra médica não estivesse tão concentrada em regiões centrais, como o Distrito Federal, que conta com 4,35 médicos por mil habitantes.

Por outro lado, o Maranhão registra apenas 0,87 médico por mil habitantes.

A pesquisa revelou ainda que 39 das 5.570 cidades brasileiras, todas com mais de 500 mil habitantes, concentram 60% dos médicos disponíveis no país.

O estudo confirma relatos de moradores de cidades pequenas no interior do país, que sofrem com a falta de especialistas para laudar exames.

Essa é uma realidade que pode ser enfrentada com êxito a partir de uma estratégia de telemedicina.

Um exemplo dos seus impactos positivos vem do município de Piratuba, localizado no interior de Santa Catarina.

“A partir de agora, o paciente não terá custo, nem haverá necessidade de deslocamento. Credenciamos a Clínica Morsch, de Erechim (RS) e o resultado fica disponível em 24 horas”, informou o secretário de Saúde de Piratuba, Vanderlei Weber.

Antes, a população precisava se deslocar até centros de referência para realizar eletroencefalograma e mapeamento cerebral.

O laudo demorava cerca de 20 dias para sair e custava entre R$ 250,00 e R$ 350,00, dependendo da clínica e do tipo de convênio.

Uso da Telemedicina pelo SUS

Desde o início dos anos 2000, o Ministério da Saúde passou a realizar investimentos mais robustos no setor, a fim de solucionar problemas como a escassez de especialistas em algumas regiões do país.

Em 2006, o órgão criou a Comissão Permanente de Telessaúde e o Comitê Executivo de Telessaúde.

Essas iniciativas foram enriquecidas por outras ações, como a Rede Universitária de Telemedicina (RUTE) da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), que tem levado conhecimento e infraestrutura de videoconferência para hospitais universitários.

No ano seguinte, nasceu o Projeto Nacional de Telessaúde, através da Portaria do Ministério da Saúde nº 35, de janeiro de 2007.

Ele foi o precursor do atual Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes, do Ministério da Saúde, criado para qualificar o atendimento oferecido pela atenção básica no SUS.

Também conhecido como Telessaúde Brasil Redes, o programa é formado por quatro serviços oferecidos a profissionais do SUS:

  • Teleconsultoria
  • Telediagnóstico
  • Tele-educação
  • Segunda Opinião Formativa.

Os serviços são desenvolvidos por núcleos estaduais, intermunicipais e regional, sob a coordenação das Secretarias de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e da Atenção à Saúde (SAS).

Telemedicina no Mundo

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A década de 1990 foi importante para a telemedicina, não apenas no Brasil, como também em outros países.

Em 1993, foi fundada uma das organizações pioneiras no setor – a American Telemedicine Association (ATA), sediada em Washington, nos Estados Unidos.

Antes disso, a telemedicina já era utilizada na Europa, especialmente em países que possuem inverno rigoroso, no intuito de possibilitar o acesso a informações e laudos médicos nos dias de neve.

Com o aumento da população idosa nas nações europeias, a tecnologia ganhou ainda mais relevância, facilitando serviços de atendimento à distância, inclusive durante emergências.

Hoje, o uso da telemedicina vem crescendo em todo o mundo, acompanhando o desenvolvimento de novas tecnologias, como mobile e big data.

Especialidades da Telemedicina

O serviço de laudos à distância tem favorecido várias especialidades médicas, seja na interpretação de exames gráficos ou de imagem.

Dentre os exames gráficos, as especialidades de cardiologia, pneumologia e neurologia podem ser beneficiadas.

No caso dos exames de imagem, a radiologia é a principal especialidade atendida.

Telemedicina em Cardiologia

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Devido à importância e complexidade dos exames que sondam o músculo cardíaco, essa foi uma das primeiras especialidades a contar com a transmissão e compartilhamento de informações via telemedicina.

Esses exames são fundamentais para prevenir ou identificar arritmias (alterações na frequência cardíaca), que podem levar a complicações, como infartos.

O que é Telemedicina Cardiológica ou Telecardio

A integração entre telemedicina e cardiologia criou a Telecardiologia, ou simplesmente Telecardio.

Essa especialidade foi pensada para suprir a carência de cardiologistas em áreas remotas, atuando na análise e interpretação de exames diversos, como o eletrocardiograma de repouso.

Através da Telecardio, é possível, inclusive, atender situações de urgência, como suspeita de infarto agudo do miocárdio, pois os laudos são disponibilizados rapidamente.

Os pacientes podem ser examinados fora das unidades de saúde, em ambulâncias ou outros locais, graças aos aparelhos mais modernos, que são portáteis, compactos e leves.

Exames cardiológicos laudados pela Telemedicina

  • Eletrocardiograma de repouso: o ECG de repouso é a forma mais comum do exame, realizada em minutos e com o paciente deitado em uma maca
  • Teste ergométrico: também chamado de ECG de esforço, monitora os batimentos do coração enquanto o paciente se esforça, em geral, em uma esteira
  • Holter de ECG digital 24 horas: procedimento que estende o tempo em que o ritmo cardíaco é registrado, através de um dispositivo chamado holter
  • MAPA de pressão arterial 24 horas: MAPA é uma sigla que faz referência à monitorização ambulatorial da pressão arterial em 24 horas, realizada por meio de um aparelho automático fixado no braço do paciente
  • Tomografia cardiovascular: exame que gera, através de feixes de raios X, imagens transversais do coração e vasos sanguíneos na área cardíaca
  • Ressonância cardiovascular: procedimento de diagnóstico que gera imagens de alta resolução das estruturas anatômicas da área, através de um campo magnético.

Telemedicina em Radiologia

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A Telerradiologia se tornou realidade há algumas décadas, reduzindo a necessidade de filmes radiológicos e conferindo agilidade aos laudos à distância.

A especialidade envolve desde procedimentos de rotina, como radiografias para avaliar fraturas, até os mais complexos, como a ressonância nuclear magnética.

O que é Telemedicina em Radiologia

A Telerradiologia é uma especialidade criada para ampliar o acesso a laudos de exames de diagnósticos por imagem, simples ou complexos.

Testes mais comuns, como raios X do tórax e mamografias, podem ser realizados por um técnico de radiologia e enviados a um médico radiologista para interpretação.

Exames radiológicos laudados pela Telemedicina

Radiografia geral: se refere à obtenção de imagens internas de uma área do corpo, através de radiação ionizante

RX de tórax padrão OIT: é semelhante ao raio-X comum, mas realizado para identificar e acompanhar doenças ocupacionais, seguindo o padrão estabelecido pela Organização Internacional do Trabalho

Mamografia digital: radiografia das mamas realizada através de um mamógrafo digital bilateral

Densitometria óssea: serve para identificar doenças como a osteoporose, medindo a densidade mineral do tecido ósseo

Tomografia computadorizada: permite a captação de imagens transversais de uma parte do corpo

Ressonância magnética: exame que usa um campo magnético para colher imagens precisas de órgãos internos

Telemedicina em Neurologia

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O uso da telemedicina na área de neurologia se apresenta como uma solução para a expedição de laudos para confirmação de acidente vascular cerebral (AVC) e outras doenças graves.

O que é Telemedicina Neurológica

Também conhecida como Teleneurologia, é uma especialidade que permite a interpretação de exames neurológicos à distância, de forma segura e ágil.

Exames neurológicos laudados pela Telemedicina

  • Eletroencefalograma (EEG) clínico: procedimento que monitora a atividade elétrica do cérebro, por meio de eletrodos
  • EEG ocupacional: tem como meta o rastreamento ou acompanhamento de doenças do trabalho
  • EEG com mapeamento cerebral: similar ao EEG clínico, conta com uma tecnologia capaz de transformar os dados colhidos num mapa com cores e regiões bem delimitadas
  • Polissonografia na internação: procedimento que registra padrões e alterações de diversas partes do corpo durante o sono, como atividade do cérebro e respiração
  • Polissonografia domiciliar: pode ser realizada tanto com o paciente internado, quanto em domicílio.

Telemedicina em Pneumologia

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Os pulmões, órgãos vitais para a saúde de qualquer pessoa, também contam com exames que podem ser laudados à distância, com o apoio da telemedicina e de pneumologistas capacitados.

O que é Telemedicina Pneumológica

A especialidade que une telemedicina e pneumologia ganhou o nome de Telepneumologia.

Ela tem auxiliado clínicos e pneumologistas há anos, possibilitando a identificação de doenças como asma brônquica e a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica).

Asma brônquica é a inflamação dos brônquios, que pode ser causada por vários tipos de alergia.

Já a DPOC pode evoluir de uma bronquite ou enfisema pulmonar.

Exames pneumológicos laudados pela Telemedicina

O principal exame que pode se beneficiar com laudos à distância é a espirometria, que pode ser clínica ou ocupacional – quando solicitada para acompanhamento ou identificação de doenças do trabalho.

A espirometria, ou prova de função pulmonar, é um teste de avaliação da capacidade pulmonar do paciente.

Comodato de aparelhos médicos na Telemedicina como opção

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Por muito tempo, clínicas e hospitais que desejavam contratar serviços de telemedicina esbarravam em um problema financeiro: o custo de aquisição de equipamentos digitais.

Esses aparelhos são fundamentais para o registro de imagens digitais de qualidade, que serão compartilhadas via plataforma e interpretadas por especialistas, gerando laudos à distância.

A questão é que, por possuírem alta tecnologia agregada, os dispositivos digitais costumam ser bastante caros, o que, por vezes, inviabiliza a oferta de determinados exames em unidades de saúde menores.

Isso muda a partir da opção de comodato.

Esse é um regime no qual que o cliente paga um valor fechado por mês, inferior ao aluguel convencional, por uma quantidade de laudos à distância, incluindo o uso de equipamentos digitais.

Assim, a clínica paga apenas pelos laudos, e pode usar o aparelho enquanto durar a parceria.

Opções de comodato estão disponíveis para várias especialidades médicas

Na Telemedicina Morsch, são oferecidos os seguintes dispositivos modernos na opção de comodato:

  • Aparelho de eletrocardiograma digital
  • Aparelho de Holter de ECG digital
  • Aparelho de MAPA de pressão arterial 24 horas
  • Aparelho de eletroencefalograma digital da Meditron
  • Aparelho de espirometria – Minispir fabricado pela MIR.

Todos os equipamentos estão devidamente registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e o cliente conta com suporte para a sua manutenção.

Informações sobre os aparelhos também ficam disponíveis 24 horas por dia, na própria plataforma de telemedicina.

Por que usar a telemedicina?

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Se você deseja ampliar os serviços oferecidos na sua clínica ou hospital, contar com uma empresa de telemedicina é uma solução inteligente.

Na prática, sua equipe terá à disposição laudos online emitidos por especialistas com registro em seus respectivos conselhos de medicina – tudo de forma rápida, prática e segura.

Ou seja, seu time poderá solicitar uma segunda opinião qualificada, além de ter apoio para cobertura de férias, folgas e imprevistos que resultem na ausência de profissionais aptos a interpretar os resultados dos exames.

Como expliquei há pouco, caso precise de equipamentos digitais, sua unidade de saúde pode aderir ao regime de comodato, reduzindo custos com a compra ou aluguel.

A diminuição das despesas inclui, ainda, investimentos na contratação de especialistas para cobrir todo o horário de funcionamento da sua empresa.

Quando seus colaboradores não estiverem disponíveis, você poderá recorrer aos especialistas da empresa de telemedicina.

Mas isso não é tudo.

Os técnicos responsáveis pela realização de procedimentos também terão suporte pela telemedicina, através de treinamentos disponíveis 24 horas na plataforma.

Assim, eles serão orientados sobre a melhor conduta durante os exames, gerando registros de qualidade e contribuindo para diagnósticos confiáveis.

Como a Telemedicina Morsch pode te auxiliar na emissão de laudos a distância

telemedicina morsch

Experiência e qualidade são cruciais na hora de escolher uma empresa de telemedicina, concorda?

Na Telemedicina Morsch, o conhecimento sobre saúde e melhores tecnologias no mercado se unem para formar um serviço que se adapta às necessidades de cada cliente.

Por meio de uma plataforma simples e interativa, sua equipe poderá compartilhar exames e dados clínicos do paciente, de forma segura e em conformidade com a legislação brasileira.

Com as informações armazenadas na nuvem, você terá um arquivo completo, com a possibilidade de cruzar dados e encontrar registros antigos facilmente.

Haverá ainda suporte online, disponível 24 horas para esclarecimento de dúvidas e resolução de problemas.

Além disso, poderá obter laudos à distância em apenas 30 minutos, graças a uma estrutura composta por equipamentos de ponta e especialistas dedicados à análise de exames.

Por meio do regime de comodato, sua unidade de saúde garante acesso a aparelhos modernos, compactos e leves, que permitem, inclusive, a realização de exames em empresas ou na comodidade do lar do paciente.

Assim, além de aumentar as suas receitas, você pode levar serviços de qualidade para locais remotos ou com grande demanda por exames, reduzindo a necessidade por deslocamento e gastos na busca por especialistas.

Quem tem doenças crônicas também pode se beneficiar dos seus serviços, melhorando a qualidade de vida ao não precisar percorrer grandes distâncias à procura de centros de referência.

Isso significa fazer a diferença na vida de pessoas que precisam de laudos rapidamente, como em casos de emergências ou no tratamento para graves enfermidades.

Conclusão

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Neste artigo, falei sobre as origens, funcionamento e a importância da telemedicina desde que ela surgiu.

Os impactos da transmissão e, mais recentemente, do compartilhamento de informações clínicas através das tecnologias da informação e comunicação são inegáveis e profundos.

Também ficou evidente que contar com serviços de telemedicina pode contribuir para a redução de problemas como a carência de profissionais em locais remotos.

Esses serviços têm ampliado o acesso a diagnósticos de qualidade, permitindo que especialistas produzam laudos à distância para áreas como cardiologia, pneumologia, radiologia e neurologia.

Para isso, é preciso contar com aparelhos capazes de registrar imagens digitais, ter profissionais capacitados nas melhores práticas durante exames e contar com a expertise de uma empresa de telemedicina.

Deixe que a Telemedicina Morsch ofereça esse suporte para sua clínica, consultório ou hospital, com toda a comodidade e a um preço que cabe no seu orçamento.

Acesse o site para conhecer as opções disponíveis, e fique por dentro das novidades acompanhando os conteúdos do blog.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia pela PUC-RS. Pós-graduação em Cardiologia Pediátrica pela PUC-RS. Linkedin

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