Telemedicina: cuidados essenciais para a segurança do paciente

Por Dr. José Aldair Morsch, 16 de agosto de 2018
segurança do paciente

Disponibilizar ferramentas que compartilhem informações clínicas do paciente para melhora no atendimento esbarra na ética dos cuidados na segurança do paciente.

Poderemos ter um ambiente digital seguro para lidar com dados sigilosos de todo paciente que atendermos?

O que é segurança do paciente?

Segurança do Paciente significa a redução, a um mínimo aceitável, do risco de

dano desnecessário associado ao cuidado de saúde.

Os danos podem ser de vários tipos, incluindo-se:

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– Doenças;

– Lesão;

– Sofrimento;

– Incapacidade;

– Morte.

Por outro lado, os incidentes de segurança são eventos ou circunstâncias que poderiam ter resultado, ou resultaram, em dano desnecessário ao paciente.

segurança do paciente

Mecanismos de proteção e segurança do paciente

A ANVISA disponibiliza dois protocolos de segurança do paciente – ANVISA segurança do paciente, vistos como um norte na postura de atendimento ao paciente nos setores de saúde pública e privada no País.

No uso de ferramentas digitais, como prontuários médicos existem obstáculos éticos que esbarram na segurança do paciente, como a confidencialidade sobre doenças e tratamentos oferecidos em hospitais e em políticas de saúde pública.

Em paralelo, interesses econômicos podem comprometer o compartilhamento de informações.

Um exemplo prático são os prontuários eletrônicos, aos quais os pacientes têm apenas acesso a cópias.

Neste caso, as informações contidas neles são do paciente ou do hospital?

As unidades de saúde podem vendê-las para empresas interessadas em fazer estudos e análises.

Como resolver esse problema?

Na área de Telemedicina os dados são guardados em nuvem e criptografados em todo o seu trajeto, desde o envio para  a Plataforma online, transmissão entre pontos e o recebimento final na área de trabalho d cliente.

Nenhum software é instalado nas máquinas, usando apenas o navegador de internet para as conexões.

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Programa nacional de segurança do paciente

O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) foi criado pelo Ministério da Saúde em 2017 para contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do território nacional.

A Segurança do Paciente é um dos seis atributos da qualidade do cuidado e tem adquirido, em todo o mundo, grande importância para os pacientes, famílias, gestores e profissionais de saúde com a finalidade de oferecer uma assistência segura.

O que temos na constituição sobre a segurança do paciente na era digital?

A data da última publicação é de 25 de julho de 2013.

No artigo 3, inciso XII fala sobre as tecnologias em saúde:

Conjunto de equipamentos, medicamentos, insumos e procedimentos utilizados na atenção à saúde, bem como os processos de trabalho, a infraestrutura e a organização do serviço de saúde.

Perceba que o assunto de segurança digital ainda não é valorizado.

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Como elaborar um Plano de segurança do paciente?

A diferença na estrutura e compartilhamento dos dados coletados em hospitais e clínicas médicas dificultam o uso de ferramentas de análise e algoritmos de Machine Learning que possam integrar mais segurança nos dados.

A alternativa é utilizar a base de dados nacional como o DATASUS e uma plataforma de análise de dados criada pela FIOCRUZ que é capaz de minerar os dados de saúde pública do Brasil.

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O que os EUA estão fazendo para alcançar metas de segurança do paciente?

Ainda em fase de pesquisa, mas com perspectivas infinitas a busca por Metas internacionais de segurança do paciente traz pesquisas como o MIMIC.

Nos Estados Unidos, o MIMIC, uma base de dados eletrônica de pacientes hospitalizados na UTI do Beth Israel Deaconess Medical Center, consolidou mais de 60 mil registros.

Observe bem a preocupação com a segurança do paciente:

Apesar de conter particularidades de milhares de pessoas, os cientistas responsáveis por sua publicação tiveram a cautela de mascarar nomes, identificações e datas relativas aos cuidados oferecidos.

Além disso, contém minúcias como admissões, altas, estadas, serviços prestados e transferências.

Como forma de oferecer o suporte completo a possíveis interessados, há informações sobre procedimentos, diagnósticos e testes clínicos realizados.

Por fim, observe que ainda temos muito que evoluir em termos de segurança do paciente no ambiente digital.

Integrações de aplicativos de smartphones com bases de programas em nuvem e interesses de grandes corporações por esses dados nos faz perceber que teremos um certo atraso na busca pela excelência no atendimento médico com recursos digitais.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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