Como é feito uma densitometria óssea? Para que serve?

Por Dr. José Aldair Morsch, 1 de fevereiro de 2016
Densitometria óssea

A Densitometria Óssea é um exame capaz de identificar a osteoporose já em estágios iniciais antes mesmo de aparecer no raio x.

Vale ressaltar que o estágio inicial de perda óssea se chama osteopenia e quando está mais avançado é chamado de osteoporose.

Você sabe como este exame é realizado? Quem deve fazer? Saiba que os homens também precisam desse exame. Aproveite a leitura!

Certo, então como é feito o exame de densitometria óssea?

A paciente se apresenta na Clínica ou Hospital onde marcou o exame, sem nenhum preparo, ou seja, nada de jejum, nada de suspender medicamentos.

O técnico responsável conduz o paciente numa sala onde tem uma mesa de exame semelhante a um Rx onde o paciente deita e o aparelho percorre a parte superior do corpo irradiando a pessoa e na parte inferior, ou seja, na parte debaixo da mesa ocorre a captação e transferência dos dados para o computador.

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A radiação utilizada é muito baixa, menos que usada num raio X convencional. Esse exame analisa especificamente a perde de Cálcio nos ossos.

Saiba os riscos da exposição ao rx e tomografiaO resultado fornecido pelo radiologista da Clínica ou através da telemedicina que falaremos mais abaixo poderá ser normal, osteopenia ou osteoporose.

Começando com o que significa osteoporose

A osteoporose é uma doença sistêmica que se manifesta, majoritariamente, em mulheres acima dos 40 anos (ou no período da menopausa). Ocorre quando o organismo pouco a pouco deixa de produzir material ósseo suficiente e, como o próprio nome indica, os ossos tornam-se porosos.

 À medida que ficam mais fracos e fragilizados, os ossos estão mais susceptíveis a sofrer fraturas e, uma simples queda em casa, que não seria nada muito grave, pode se tornar motivo de preocupação.

Ao falar sobre exames baseados em diagnóstico por imagem, tudo começa com o raio-X, que é o mais simples de todos, por oferecer uma imagem em que todas as camadas do corpo estão sobrepostas, dificultando a visualização do médico (no entanto, dependendo do caso, especialmente os mais simples, ele ainda é indicado).

Osteoporose vista no Raio X

Quando observamos a presença de osteoporose no Raio X, indica que já houve perda de pelo menos 30% da massa óssea. Nesse cenário, não existe medicação milagrosa que reverta o quadro, o médico indica tratamento para parar a doença.

Osteopenia e osteoporose, quais as diferenças?

A grande vantagem da densitometria óssea está justamente em descobrir a perda óssea no seu início, antes mesmo de aparecer no Raio X. Quando temos uma perda inicial de cálcio nos ossos do fêmur e da coluna, menos de 30%, utilizamos a terminologia osteopenia.

Para a sorte da maioria, o estágio de osteopenia é reversível. O médico indica atividade física regular, banhos de sol em horários específicos, alimentação rica em cálcio e mais alguns medicamentos que serão usados para o resto da vida.

A osteoporose engloba uma perda muito maior de cálcio nos ossos, muito além de 30%. Neste caso o paciente idoso não suporta o próprio peso do esqueleto e tem fratura espontânea do fêmur que leva a queda.

O povo vulgarmente acha que caiu e quebrou, na verdade é o contrário. Ocorre a fratura e depois a queda por instabilidade.

Que outros exames são usados para a diagnosticar osteoporose?

Depois, como evolução, veio a tomografia computadorizada, que também utilizava raios-X, mas trazia imagens do organismo em secções transversais, uma visualização melhor e resultado mais preciso.

Depois da tomografia, foi desenvolvida a ressonância magnética, que produz imagens em qualquer plano e é a mais completa para verificar tumores, fraturas ou lesões. Além de ter resolução em alta definição, capta a parte do corpo a ser analisada em qualquer plano e sem utilizar radiação.

Mas para diagnosticar problemas nos ossos, como a osteoporose e osteopenia, nenhum exame é superior à densitometria óssea. Ela é capaz de captar a redução da massa óssea com muita precisão e precocemente. O aparelho utilizado na densitometria averigua a densidade mineral dos ossos e, a partir disso, aponta anormalidades.

Principais locais que desenvolvem osteoporose no corpo

O aparelho utilizado para a densitometria óssea é extremamente moderno, por isso, o exame é rápido e não provoca dores ou desconforto para o paciente. Ele se vale de uma técnica chamada de DXA e concentra-se nas zonas que podem sofrer fraturas com maior facilidade:

  • Coluna lombar,
  • Região ao redor do fêmur
  • Terço distal do rádio

.Outra vantagem é que durante esse exame, o paciente fica exposto a uma quantidade muito pequena de radiação, menor que de um raio-X simples.

É recomendável que todas as mulheres, após a menopausa, realizem a densitometria óssea uma vez ao ano. Para as que têm histórico na família de osteoporose ou osteopenia, é possível começar a se prevenir antes.

A telemedicina auxiliando no diagnóstico de osteoporose

Um técnico em radiografia pode fazer o exame, mas o diagnóstico deve ser dado por um médico especializado. Na falta desse profissional (ou quando ele não está disponível na clínica em tempo integral), a telemedicina torna-se uma aliada do exame, ao viabilizar a elaboração de laudos médicos à distância!

Isso significa que, depois que o paciente faz a densitometria, o resultado pode ser enviado pela internet a uma plataforma de telemedicina, como a telemedicinamrosch onde um médico especialista acessa o exame de qualquer lugar, interpretar e fornece o laudo em minutos.

A tecnologia permite a facilidade de acabar com as noções de distância para inaugurar um mundo onde todos estão conectados. E por que não utilizar isso a favor da saúde e da qualidade de vida?

Lembro que para clínicas que tem o interesse em iniciar esse serviço para seus pacientes, podem optar pelo aluguel do aparelho.

Em resumo, o avanço da expectativa de vida da população traz consigo doenças típicas do envelhecimento. Cuidados na qualidade de vida, dieta saudável, exercícios, exame regular de densitometria são capazes de amenizar o impacto da osteoporose e trazer um envelhecimento com poucas complicações.

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Dr. José Aldair Morsch – Cardiologista – Especialista em telemedicina

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia pela PUC-RS. Pós-graduação em Cardiologia Pediátrica pela PUC-RS. Linkedin

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