A Telemedicina ajuda os hospitais

Por Dr. José Aldair Morsch, 21 de junho de 2016
Telemedicina ajuda os hospitais

Já recebeu informações sobre como ver a Telemedicina ajuda os hospitais?

As críticas ao sistema público de saúde são bastante comuns e tratam, na maioria das vezes, sobre a falta de recursos, a superlotação dos hospitais e a ineficácia do atendimento.

A lotação de pacientes não se restringe apenas ao SUS

Mesmo quem utiliza o sistema privado de atendimento nos hospitais, como salas de emergência, percebem o longo tempo de espera para ser atendido.

Muitos pacientes não escapam de precisar de um hospital público, especialmente em situações de emergência. Por este motivo, a assistência à saúde é uma questão sensível a todos.

A logística de atendimento do SUS é mal projetada

Poucos usuários conhecem o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e quais unidades devem recorrer, caso tenham algum problema.

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A iniciativa de criação das UPA ( Unidade de Pronto Atendimento ) em várias cidades não foi decisivo para resolver o problema de superlotação nas emergências hospitalares.

A falta de informação acaba prejudicando a eficiência e a prestação de serviços, gerando altos gastos e poucos benefícios para a população.

Além disso, as próprias unidades de saúde não contam com ferramentas eficientes de triagem e encaminhamento, o que gera muita insatisfação por parte de pacientes e muito estresse para a equipe de médicos.

Em diversos locais do mundo a telemedicina vem sendo utilizada para processos de triagem e encaminhamento, tornando a prestação dos serviços de saúde muito mais eficiente.

No Brasil, o uso dessa tecnologia de atendimento com laudos á distância em nuvem é uma alternativa para resolver esse problema, pois ela possui um enorme potencial para solucionar falhas do sistema e beneficiar a saúde como um todo.

Como funciona o Sistema de Saúde no Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) surgiu em 1990 como forma de colocar em prática os dispositivos da Constituição Federal de 1988 e é considerado como uma das propostas mais avançadas e completas do mundo.

Todas as unidades de saúde que fazem parte da rede do SUS são classificadas de acordo com os diferentes níveis de complexidade e com as áreas de abrangência, assim, todo o sistema é dividido em níveis de atenção.

Cada unidade conta com prerrogativas e responsabilidades próprias, atendendo a demandas específicas de acordo com a complexidade do caso, o custo e a necessidade de uso da tecnologia.

Dentro dos diferentes níveis de atenção, a Atenção Primária tem como finalidade resolver a grande maioria dos problemas de saúde, além encaminhar os casos mais graves aos demais níveis.

A unidade básica desse nível de atenção são as UBS’s – Unidades Básicas de Saúde, sendo que esse nível de atenção deve estar presente em todos os municípios.

A Atenção Secundária, por sua vez, deve ser consultada quando existe a necessidade de consultas com especialistas, exames complementares e internações hospitalares por problemas que não requerem grandes usos de tecnologia. As UPA teriam o papel de resolver esse estágio.

E, por fim, a Atenção Terciária é recomendada quando os tratamentos demandam maiores recursos tecnológicos e atuação de subespecialidades. É destinada aos casos mais raros e que demandam cuidados especiais.

Além dessa classificação, ainda existem também o nível quaternário composto por hospitais associados a núcleos acadêmicos, com disponibilidade de recursos além dos usuais, intensa produção científica e especialistas. São unidades destinadas a casos mais graves e raros.

As unidades de pronto-socorro, dentro desse sistema, possuem como única função atender casos de emergência, porém, por um desconhecimento e uma falta de estrutura no sistema, acabam sendo os primeiros locais os quais os pacientes se dirigem.

O processo de triagem, encaminhamento e como a telemedicina ajuda os hospitais

Quando um paciente utiliza os recursos de um determinado nível de atendimento destinado à pacientes mais graves, isso acaba prejudicando a eficiência do sistema, gera gastos excessivos e diminui a eficácia dos serviços prestados.

É o caso, por exemplo, de um paciente que vai ao pronto socorro com problemas de pressão alta. Embora esteja no seu direito de receber atendimento, e os médicos não podem negá-lo, isso faz com que uma emergência, que deve ser atendida nesses locais seja prejudicada.

Com a telemedicina, além de evitar o deslocamento do paciente em casos que podem ser solucionados a distância, os processos de triagem e encaminhamento dos pacientes podem ser muito mais efetivos, evitando que esse tipo de situação aconteça e consequentemente proporcionando o desafogamento dos hospitais.

Com a telemedicina, atendimentos simples podem ser resolvidos de forma rápida eficiente e muitas vezes evita que o paciente precise ir até uma unidade do sistema de saúde para ser atendido.

Como exatamente a Telemedicina ajuda os hospitais?

Todos os dados dos pacientes atendidos ficam disponíveis em nuvem e podem ser acessados de qualquer lugar que tenha internet.

No momento que o paciente se apresenta num dos setores de atendimento, seja primário, secundário, terciário, é possível acompanhar em tempo real todo o processo de atendimento.

Os profissionais acessam o prontuário eletrônico do paciente onde tem acesso a todo o histórico médico, exames já realizados, tratamentos indicados, condutas médicas nos atendimentos anteriores, laudos médicos online.

Esse software em nuvem traz agilidade e eficiência no processo de atendimento. As consultas são mais rápidas, serão realizados menos exames e o caso é esclarecido rapidamente sem perder tempo em grandes investigações.

Os casos mais graves podem ser discutidos com especialistas na própria plataforma de Telemedicina em nuvem.

Em resumo, todo administrador público ou privado precisa incorporar a Telemedicina como alternativa viável para reduzir a superlotação de pacientes em todos os setores de atendimento da saúde.

O que acha do uso da telemedicina para os processos de triagem e encaminhamento de pacientes?

Acha que pode trazer mais benefícios além do desafogamento dos hospitais?

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia pela PUC-RS. Pós-graduação em Cardiologia Pediátrica pela PUC-RS. Linkedin

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