Wearables: o que são e o que prometem

Por Dr. José Aldair Morsch, 24 de outubro de 2016
Wearables

As tecnologias pessoais, sejam elas hardwares ou softwares, estão evoluindo em um ritmo incrível nos últimos anos, mas uma delas começa a ganhar destaque e se tornar cada vez mais familiar nas mãos de usuários comuns, são os chamados Wearables.

Se você tem o costume de pesquisar tecnologias de saúde é muito provável que já se deparou com esse termo, não é mesmo?

Mas afinal, o que são esses wearables?

Os Wearables são dispositivos vestíveis, ou seja, dispositivos que podem ser facilmente acoplados ao nosso corpo, como pulseiras, relógios, óculos, lentes de contato, roupas, entre outros.

Estes vestíveis possuem hardwares que utilizam tecnologias para captar dados ou melhorar a experiência do usuário em diferentes aspectos.

Uma infinidade de empresas vem surgindo com a promessa de apresentar novos dispositivos wearables, de gigantes como a Apple e seu Apple Watch até pequenas que estão se tornando notáveis justamente por terem percebido essa tendência muito antes das grandes, casos como os da Fitbit, Jawbone e Pebble, que comentaremos mais adiante.

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Inicialmente os wearables surgiram explorando nichos de mercado específicos, sendo o mais famoso o de Fitness, por exemplo.

Porém à medida que esse tipo de dispositivo foi se popularizando, aplicações em outras áreas começaram a surgir. Ainda assim, grande parte desses dispositivos tem foco na Saúde, já que muitos dados captados podem e estão sendo usados para analisar a saúde dos usuários.

O que os Wearables tem de tão especial?

O incrível dos wearables é a infinidade de informações, em especial de saúde, que podem trazer em tempo real para os usuários. Dados que antes só eram possíveis serem consultados em hospitais ou junto à um profissional, agora podem ser captados em instantes.

Batimentos cardíacos, peso, calorias consumidas, passos e tempo de atividade física ao longo do dia são só alguns dos exemplos mais comuns, porém com os avanços e barateamento desse tipo de tecnologia, novos dados começam a ser explorados, como nível de stress, temperatura, nível glicêmico, entre outros.

Saindo um pouco da saúde, tais dispositivos podem auxiliar em outras áreas como entretenimento, acesso à promoções ou lugares próximos via geolocalização.

Os Wearables podem substituir os profissionais da saúde?

É comum que à medida que certas tecnologias evoluem, perguntas como essa comecem a surgir, porém com toda certeza profissionais de saúde não serão substituídos, muito pelo contrário, à medida que o número de informações captadas aumentam, mais fundamental se torna o profissional, seja ele médico, enfermeiro ou outro, na análise e interpretação de tais dados.

Essas informações, acompanhadas de um bom tratamento médico, auxiliam o médico e o paciente no controle da redução de peso, redução dos índices de glicemia e colesterol no sangue e a melhoria do quadro clínico de diversas doenças crônicas, ou seja, profissionais de saúde cuidarão cada vez mais de aspectos mais estratégicos, deixando para tais tecnologias o papel de captar informações que julgar necessárias.

Provedores de saúde também se interessam por tais dados, pois além da identificação de perfis de risco, permitem também acompanhar pacientes e identificar evoluções em tratamentos de saúde, por exemplo.

Wearables mais famosos do mercado

Mês a mês surgem dezenas de novos wearables no mercado, porém abaixo pode conferir alguns dos wearables mais famosos a desbravarem essa área:


Fitbit: uma das mais famosas empresas de wearables para fitness, também foi uma das primeiras a entrarem neste mercado. A empresa surgiu no berço de empresas de tecnologia do mundo, o chamado Vale do Silício, nos EUA.

Possui uma gama de modelos de pulseiras e balanças conectadas, bem como um Aplicativo para celular que pode receber os dados e gerar feedbacks para os usuários. Fundada em 2007, a empresa fez seu IPO em 2015 com um valor de mercado de US$ 358 Milhões de dólares, o que demonstra o potencial de mercado de tais dispositivos.

Jawbone: outra gigante que nasceu no Vale do Silício e iniciou a corrida de wearables pelo mundo. Além de pulseiras, também produz caixas de som por conexão sem fio.

Pebble: o início dessa empresa é curioso. Para arrecadar fundos para a produção de um relógio inteligente, a empresa recorreu a plataforma de crowdfunding Kickstarter em 2012.

O resultado? Um recorde de mais de 10 milhões de dólares arrecadados para a produção do relógio e a certeza que a demanda para esse mercado só estava começando.

Apple Watch: como todo produto da Apple, o relógio inteligente da maçã fez muito barulho em seu lançamento e ajudou na popularização dos wearables.

Wearables: seu uso hoje e principais tendências

Embora o uso de wearables esteja crescendo no mundo, é natural que no início a fatia da população que mais utiliza tais dispositivos sejam os early-adopters, que de maneira geral são jovens que estão em busca de novas tecnologias para experimentar.

Isso pode ser evidenciado ao analisar uma pesquisa recente da PWC, a qual afirma que esta primeira leva de dispositivos vestíveis tendem a ser utilizados por jovens do sexo masculino, com idade entre 18 e 34 anos.

Porém a mesma pesquisa aponta que uma nova geração de usuários começa a se interessar por tais dispositivos, são eles: tanto homens quanto mulheres de uma faixa etária mais acima, de 35 a 54 anos.

Nos Estados Unidos, 1 em cada 3 americanos tem interesse em adquirir um dispositivo wearable.

Quando se pensa em wearables, logo vem na cabeça uma pulseira, porém existem diversos outros tipos e formatos de dispositivos, sendo que abaixo é possível visualizar quais os consumidores demonstraram mais interesse em adquirir nos próximos 12 meses:

Wearables 2

Interesses dos consumidores

O grande desafio desse mercado é transformar dados em informações relevantes para os usuários, sendo assim, parcerias e desenvolvimento de aplicativos mais acessíveis e com melhor usabilidade para usuários utilizarem integrados aos wearables são fundamentais para a evolução e distribuição de tais tecnologias vestíveis no mundo.

À medida que tais dispositivos evoluem, também despertam o interesse de organizações de saúde, como Operadoras de Saúde, Hospitais e Clínicas, portanto a integração de profissionais de saúde, pacientes e os grandes players do mercado são relevantes para o desenvolvimento desses dispositivos e aplicação real no mercado.

Convidado: Gustavo Comitre – Cucohealth

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia pela PUC-RS. Pós-graduação em Cardiologia Pediátrica pela PUC-RS. Linkedin

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