4 benefícios da medicina diagnóstica integrada com a Telemedicina Morsch

Por Dr. José Aldair Morsch, 2 de julho de 2021
4 benefícios da medicina diagnóstica integrada com a Telemedicina Morsch

A medicina diagnóstica ocupa um papel de suma importância na atenção à saúde, e a tendência é que ela tenha um protagonismo ainda maior diante de médicos e pacientes.

Isso porque o avanço da tecnologia e a transformação digital nas unidades garantem exames e análises cada vez mais precisos e eficientes.

Nesse contexto, a integração entre diferentes sistemas e frentes de intervenção confere mais assertividade, humanização e viabilidade para demandas de tratamentos.

Assim, na medida em que os diagnósticos se modernizam e aprimoram, toda a Medicina e áreas correlacionadas também avançam e se tornam mais bem-sucedidas.

A seguir, entenda melhor o que é medicina diagnóstica, seu papel na área da Saúde, histórico, desafios, tendências, benefícios e muito mais. 

O que é medicina diagnóstica?

Como o próprio nome sugere, a medicina diagnóstica é uma área médica com base em processos de análises e exames que se voltam à detecção de doenças nas pessoas.

Ou seja, de acordo com os sintomas descritos pelos pacientes ou notados pelos médicos, se solicitam certos procedimentos para obter o diagnóstico de problemas de saúde.

Uma vez que diferentes patologias podem ter sintomas semelhantes, a área diagnóstica também serve para dar mais precisão às conclusões clínicas.

Além disso, os exames podem servir tanto para identificar doenças, quanto para confirmar suspeitas ou avaliar o tipo de manifestação e nível com que elas acometem o organismo.

Nesse sentido, a necessidade de novas investigações pode surgir a partir dos resultados e conclusões de determinado exame.

Inúmeros procedimentos fazem parte da medicina diagnóstica, como eletrocardiograma, audiometria, análises clínicas, raio-X, ultrassonografia, doppler, entre muitos outros.

O papel da medicina diagnóstica nos cuidados com a saúde

O papel da medicina diagnóstica nos cuidados com a saúde

Toda assistência médica deve ter foco na experiência do paciente, para que ela seja a melhor possível e bem-sucedida quanto à sua recuperação.

A medicina diagnóstica ocupa um papel de suma importância nesse contexto, já que dá toda a base para as decisões de tratamento e intervenções junto aos indivíduos. 

Como citei na introdução, a tecnologia garantiu avanços sem precedentes para os diagnósticos, lhes dando um nível de precisão e assertividade nunca antes vistos. 

Afinal, o uso de sistemas, análises e imagens mais minuciosos, Inteligência Artificial, entre inúmeros outros recursos, tornam os exames mais avançados, livres de falhas e capazes de considerar todos os pormenores de um diagnóstico adequado.

Contudo, mesmo com tantas possibilidades, a modernização e digitalização da medicina diagnóstica segue junto à excelência dos profissionais de saúde.

Ou seja, não adianta contar com recursos de ponta, caso os responsáveis por toda a jornada dos pacientes não acompanhem esse nível de aprimoramento.

Portanto, a adesão à tecnologia deve acompanhar a aprendizagem contínua de médicos e técnicos, bem como a humanização dos atendimentos.

Nesse ponto, saber como acolher, compreender e auxiliar os pacientes é tão ou mais importante quanto identificar as principais inovações da área.

Isso porque a medicina diagnóstica é o ponto de partida para qualquer intervenção em saúde. E o foco dos profissionais deve estar sempre no bem-estar, na preservação e na qualidade de vida das pessoas. 

A história da medicina diagnóstica

Assim como a área médica em geral, é muito difícil determinar quando surgiu exatamente a medicina diagnóstica.

Contudo, alguns dos registros mais antigos se encontram em escrituras do antigo Egito, com datas de 2630 a 2611 aC, e até em livros da Babilônia.

O pai da medicina ocidental, Hipócrates (460 a.C.-377 a.C.) também procurava por evidências diagnósticas para basear seus tratamentos. 

Sua técnicas, que envolviam cheirar o suor dos pacientes e até beber sua urina, hoje causam estranhamento. Mas foram de suma importância para a superação das antigas crenças de que as doenças surgiam por vontade dos deuses.

Já no mundo oriental, a milenar Medicina Tradicional Chinesa baseia seus métodos diagnósticos em quatro frentes, que incluem inspeção, auscultação-olfação, palpação e interrogatório do paciente. 

Voltando nossos olhares ao Brasil, um dos grandes marcos nacionais da medicina diagnóstica data de 1892, com a detecção da peste bubônica pela saúde pública no porto de Santos.

Com os avanços que impactaram a área ao longo das décadas, podemos perceber como a atenção à saúde foi beneficiada por novos métodos diagnósticos.

Se na década de 50 existiam cerca de 60 tipos de exames na medicina brasileira, em 70 esse número saltou para 500. De 2006 em diante, temos mais de 2.000 procedimentos possíveis para a detecção de doenças em pacientes.

Desafios da medicina diagnóstica no Brasil

Um dos grandes desafios para a prática da medicina diagnóstica no Brasil está nos elevados custos para a prestação desse tipo de serviço.

Isso porque a aquisição dos equipamentos necessários para a realização de exames é difícil por conta dos valores muito elevados no país. Assim como os tributos que incidem sobre eles e até a importação de seus insumos. 

Além das dificuldades de orçamento para clínicas e prestadores de serviços de diagnóstico, está o cenário econômico desfavorável.

Há anos, a economia passa por um processo de desaquecimento, que foi ainda mais acelerado pela pandemia atual.

Nesse cenário, não só quem atua na área tem dificuldades para se manter, mas os próprios pacientes veem sua procura diminuir. 

Afinal, a realidade financeira desfavorável faz com que cada vez menos pessoas possam arcar com planos de saúde ou contratação de tratamentos ou exames, especialmente aqueles de prevenção. 

Por fim, a própria legislação também traz seus impedimentos. Além dos impostos, que já mencionei, há ainda um excesso de regulamentações que criam empecilhos burocráticos para os prestadores de medicina diagnóstica. Isso tanto em relação à sua infraestrutura quanto administrativamente. 

A medicina diagnóstica em tempos de pandemia

A medicina diagnóstica em tempos de pandemia

Com a chegada da COVID-19, a importância da medicina diagnóstica voltou ao centro das discussões.

Além dos debates sobre a importância dos exames para o controle de surtos, muito se fala sobre o uso consciente de recursos ao garantir assistência para toda a população. 

Reafirmando a importância do diagnóstico para a detecção de infectados e interrupção dos processos de contágio, a OMS passou a recomendar que os países aumentassem seus programas de testagem. 

Nesse sentido, o método mais confiável é o RT-PCR, em que amostras de muco são coletadas para identificação do material genético do vírus. Além disso, os exames de imagem também são importantes na identificação de comprometimentos pulmonares. 

Contudo, com o crescimento dos casos e das demandas por diagnósticos, o desafio dos países foi gerir seus insumos para um uso mais consciente das testagens. A fim de prevenir seu esgotamento e a consequente inacessibilidade para quem precise delas. 

Diante disso, se implementou as testagens rápidas para avaliar um volume populacional maior. Porém, por se basearem nos anticorpos das pessoas, suas chances de falsos negativos são maiores. 

De maneira geral, os exames rápidos são válidos para o atendimento da demanda, desde que usados de maneira prudente por pacientes com sintomas por mais de sete dias. 

Sempre que necessário, o uso do RT-PCR é imprescindível, seja para confirmar os resultados negativos ou ainda quando há suspeitas de certos pacientes.

Em todos os casos, a pandemia segue mobilizando toda a comunidade médica e científica na busca de melhorias no controle. Nesse sentido, a medicina diagnóstica ocupa um papel imprescindível para atender às demandas da população e direcionar a atenção à saúde para aqueles que mais precisam.

Tendências na medicina diagnóstica 

Muitas tendências tecnológicas já transformam a medicina diagnóstica e ampliam suas possibilidades. Aquelas que mais ganham espaço na área e prometem ditar o futuro do setor são:

Machine learning e big data

Por meio do aprendizado de máquina, os algoritmos presentes nos sistemas clínicos são reconhecem padrões de diagnósticos, conferindo mais assertividade aos exames.

A base do machine learning está no big data, em que todos os dados nas mais diversas frentes de atendimento ajudam o software a identificar doenças e se tornar ainda mais avançado a cada diagnóstico.

Por sua vez, essas informações se processam nos próprios resultados de exames, nos registros clínicos, laudos, prontuários, triagens e assim por diante.

Laudos a distância

O telediagnóstico é uma área da Telemedicina que já está ganhando espaço em muitas clínicas ao redor do Brasil e do mundo.

Com plataformas integradas em nuvem, centrais de especialistas remotos podem receber automaticamente as coletas feitas nos exames, elaborar os laudos e os encaminhar novamente para a unidade do procedimento.

Assim, o corpo clínico não precisa necessariamente estar no mesmo espaço físico dos equipamentos para realizar os laudos. Isso gera mais flexibilidade e viabilidade para os serviços prestados.

Como se elabora os laudos em poucos minutos (ou imediatamente em urgências), tudo também se torna mais célere e prático. 

Graças à comunicação em tempo real, a troca das informações passa a independer de barreiras geográficas. Isso permite que as pessoas retirem seus resultados sem precisar se deslocar, que oa especialistas possam intervir sobre pacientes em locais sem acesso aos seus serviços ou ainda que médicos distantes uns dos outros contem com auxílio mútuo para conduzir certos casos. 

RIS e PACS

Os sistemas RIS e PACS são, simultaneamente, softwares de gestão para centros de diagnóstico, arquivamento e comunicação de imagens. 

Eles são usados de maneira integrada para aprimorar a capacidade de análise de exames, a fim de tornar sua emissão e todos os processos nas clínicas menos suscetíveis a erros.

Enquanto o RIS engloba todas as demandas organizacionais da unidade, delimitando atividades, controlando agendamentos e centralizando laudos e histórico dos pacientes, o PACS gera, resguarda e distribui as imagens coletadas. 

4 benefícios da medicina diagnóstica integrada

Seja na integração de sistemas RIS e PACS, no uso de telelaudos ou no emprego de machine learning e big data para aprimorar os exames, uma série de benefícios são garantidos aos médicos e pacientes:

Diminuição de erros

O processamento inteligente de dados no aprendizado de máquina é capaz de agregar conhecimento com base em experiências passadas. Tudo isso para agregar o mais elevado nível de precisão durante a interpretação dos exames.

Evidentemente, a qualidade de um diagnóstico depende da atuação do médico. Mas o machine learning e o big data conferem os melhores meios para que isso ocorra com a máxima qualidade possível.

O mesmo vale para os laudos à distância, que agregam o apoio de especialistas de ponta em locais onde eles não podem estar disponíveis presencialmente, enriquecendo muito a excelência das análises.

Em relação aos RIS e PACS, a vantagem está na centralização dos dados. Isso porque o cadastro do paciente é único e contínuo, garantindo que os responsáveis pelo atendimento acessem todas as informações do seu histórico e que nada se perca. 

Ganho de precisão

4 benefícios da medicina diagnóstica integrada

Na medida em que diminui a incidência de erros, a tecnologia também confere mais precisão para a medicina diagnóstica.

Enquanto o machine learning aprimora as análises, os sistemas de Telemedicina ou os RIS e PACS integram as informações das pessoas atendidas, com exames, prontuário eletrônico e outros dados que aumentam a produtividade e melhoram a tomada de decisão dos médicos. 

Com a digitalização, recursos como filmes de raio-X também se tornam cada vez mais defasados. Agora, é possível analisar tudo em alta definição e com precisão de detalhes na própria tela do computador. 

Segurança para as informações

As informações dos pacientes são privativas e sensíveis, e é responsabilidade de todo médico garantir um bom armazenamento, com toda a proteção necessária. 

Com os antigos registros em papel, existia o risco de acesso desautorizado por terceiros, eventual perda de dados ou ainda danificação. 

Ou seja, bastava que alguém tivesse os papéis em mãos para comprometer sua privacidade. No mesmo sentido, dados importantes podiam se perder em reformas ou ainda situações como incêndios e alagamentos.

Nos sistemas de medicina diagnóstica integrada, se protege essas informações por criptografia de ponta e protocolos de acesso. Assim, apenas os médicos responsáveis e os pacientes acessam o que lhes é de interesse. 

Além disso, backups automáticos são feitos continuamente para que nada se perca. Como os registros são em nuvem, nem mesmo danos às máquinas são capazes de comprometer os dados dos pacientes. 

Base de conhecimento

Graças à interação entre diferentes ferramentas, a medicina diagnóstica integrada confere uma maior base de conhecimento aos médicos.

As possibilidades são muitas, como consultas de outros laudos e conclusões sobre a mesma doença no software para aprimorar seu entendimento. 

Assim, é possível compreender melhor o quadro em questão, tirar dúvidas e até mesmo manter um padrão de escrita de laudos. 

Inclusive, também é possível comparar o laudo atual dos pacientes com outras análises anteriores, compreendendo melhor o histórico da pessoa, suas necessidades de saúde, possíveis agravamentos, entre outros pontos relacionados. 

A Telemedicina Morsch impulsiona a medicina diagnóstica

A Telemedicina Morsch é uma empresa que, desde 2005, oferece o que há de mais moderno em termos de tecnologia para impulsionar os resultados dos profissionais de saúde.

Em nossa plataforma, você conta com recursos inteligentes para organizar suas rotinas de atendimento, facilitar a jornada dos pacientes, controlar suas demandas financeiras e outras funcionalidades que dão mais qualidade à sua atuação.

Na frente de Telemedicina, você amplia suas possibilidades com recursos de teleconsultas, telemonitoramento e prontuário eletrônico em nuvem.

Já para o telediagnóstico com laudos à distância, disponibilizamos mais de 50 especialistas de todas as áreas da Medicina em nossa central. E ainda há a possibilidade de comodato, em que você fecha um pacote de laudos e recebe os equipamentos para exames sem custos.

São mais de 1.000 clínicas atendidas em todo Brasil, 20.000 laudos entregues mensalmente e 1 milhão de exames interpretados. 

Se você quer desfrutar de todas as possibilidades da medicina diagnóstica integrada e aproveitar todos os benefícios que a tecnologia pode oferecer, clique aqui e saiba mais sobre nossas soluções.

Conclusão

A medicina diagnóstica é o ponto de partida para a atenção à saúde, e sua qualidade determina o quão bem-sucedidas são as intervenções junto aos pacientes.

Por isso, é responsabilidade dos médicos e demais profissionais da área agregar o máximo de excelência em suas práticas, por meio da adesão de novas tecnologias, acompanhamento das inovações e tendências do setor, bem como da qualificação para um atendimento humanizado.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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