Sintomas de pneumonia: quais são e como diagnosticar a doença?

Por Dr. José Aldair Morsch, 11 de setembro de 2020
Conheça os principais sintomas da pneumonia e como tratá-los

Conhecer o que é e quais os sintomas de pneumonia é importante porque permite que o paciente busque ajuda médica de forma precoce, evitando maiores prejuízos a sua saúde. 

Mas o que é pneumonia? É um tipo de inflamação que acomete os pulmões e que costuma estar relacionado a uma infecção. 

Geralmente, o que causa pneumonia é uma gripe ou resfriado que não é tratado adequadamente, levando a uma queda da imunidade. 

Com as defesas do corpo debilitadas, o pulmão e seus alvéolos ficam mais suscetíveis a invasores, sejam eles bactérias, fungos ou agentes químicos diversos. 

Consequentemente, os riscos de ocorrerem uma inflamação aumentam, sendo necessário realizar diversas manobras terapêuticas para que o paciente não tenha sua qualidade de vida ainda mais prejudicada. 

Neste artigo, mostrarei quais são os sintomas de pneumonia mais comuns, o que causa a doença e quais os seus tipos principais. 

Abordarei também sobre o diagnóstico e como pode ser realizado o tratamento para pneumonia. 

Boa leitura!

 O que é pneumonia? 

É uma reação inflamatória nos pulmões que pode acometer a região dos alvéolos pulmonares. 

Ela pode ser causada por uma série de micro-organismos, incluindo: 

  • Bactérias;
  • Fungos;
  • Vírus;
  • Substâncias químicas. 

Basicamente, um desses agentes infecciosos penetram o espaço alveolar, onde ocorre um processo importante de troca gasosa.

Diferentemente do vírus da gripe, a pneumonia não é contagiosa e não costuma ser transmitida facilmente. 

Mesmo se um portador da doença tossir na sua frente, você apenas irá contraí-la caso os mecanismos de defesa do seu corpo estejam debilitados – comum em pessoas com câncer, desnutrição ou com outra doença prévia. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela é a segunda doença respiratória mais frequente no Brasil – números que por si só demonstram a importância de saber o que é pneumonia. 

Por que é importante diagnosticar a doença de forma precoce? 

A pneumonia pode começar de forma silenciosa, apresentar alguns sintomas característicos e avançar rapidamente para um quadro grave. 

Logo, o diagnóstico adequado e precoce é essencial, especialmente para evitar complicações que podem surgir a partir dela. Um exemplo é a bacteremia, quando as bactérias atingem a corrente sanguínea, espalhando-se para outros órgãos. 

Outros problemas concomitantes são: 

  • Dificuldade para respirar a ponto de ser necessário utilizar algum tipo de dispositivo respiratório;
  • Acúmulo de líquido em torno dos pulmões, conhecido como derrame pleural, que requer a realização de drenagem;
  • Abscesso pulmonar, que é a formação de pus em uma cavidade do órgão. 

Além disso, o diagnóstico ágil reduz a incidência de sintomas que podem fazer com que o paciente não consiga desempenhar suas atividades rotineiras normalmente.

Abordarei sobre os sintomas de pneumonia mais para frente neste artigo!

A pneumonia pode ser causada por diversos agentes

A pneumonia pode ser causada por diversos fatores, desde uma gripe não total curada até poluição e fumaça de cigarro.

Quais são os tipos de pneumonia mais conhecidos? 

Existem diversos tipos de pneumonia, variando conforme o agente causador e levando a ocorrência de sintomas distintos.

A única constante entre eles é que o órgão afetado pela condição é o pulmão. 

Os tipos de pneumonia mais frequentes são:

Bacteriana 

A pneumonia bacteriana é o tipo mais comum, sendo também chamada de comunitária, uma vez que pode afetar a população em geral. 

Ela costuma ser causada por bactérias que habitam naturalmente outros órgãos do corpo. 

Algumas bactérias estão presentes na garganta, em nosso nariz, boca e sistema digestivo, levando à ocorrência da doença quando a imunidade cai. 

Viral 

É a infecção causada por um vírus que invade a região dos alvéolos pulmonares, onde desembocam as ramificações dos brônquios e ocorrem as trocas gasosas. 

Esse local precisa estar sempre muito limpo, para evitar que esse ar contaminado chegue até o sangue e, posteriormente, outros órgãos. 

Fúngica

É o tipo de pneumonia causado por fungos, considerado o mais raro e também mais agressivo.

Ele é comum de acometer pessoas com doenças crônicas ou imunodeprimidas, como é o caso de pacientes oncológicos e soropositivos. 

Química 

Também conhecido como pneumonite química, esse tipo de pneumonia é causado pela inalação de substâncias agressivas ao pulmão, como:

  • Poluição;
  • Fumaça de cigarro;
  • Agrotóxicos;
  • Outros produtos químico.

Quando elas são aspiradas, vão diretamente para os pulmões, podendo inflamar a via aérea dos alvéolos – que transportam o oxigênio para o sangue.

Essa inflamação acaba facilitando o aparecimento de bactérias, podendo desencadear em uma pneumonia bacteriana. 

O que causa pneumonia? 

Como mencionei no tópico acima sobre os tipos de pneumonia, a doença é causada por micro-organismos, como vírus, bactérias ou fungos, ou devido à inalação de produtos tóxicos. 

A contaminação pode ocorrer pelo ar, saliva, secreções, transfusão de sangue ou mudanças bruscas de temperatura – o que justifica o fato de, no inverno, os casos serem maiores. 

Essas mudanças comprometem a atuação dos pelos do nariz, responsáveis por filtrar o ar que é aspirado.

Logo, a pessoa fica mais suscetível a ação dos agentes externos, especialmente se o seu sistema imunológico estiver enfraquecido. 

É possível determinar causas específicas conforme o tipo de micro-organismo causador e ambiente ao qual a pessoa se expôs. 

A pneumonia bacteriana adquirida na comunidade, por exemplo, costuma ocorrer depois de uma gripe ou resfriado ou devido à inalação do agente no ar. 

Já aquela adquirida no hospital, geralmente as bactérias são presentes no próprio ar ou nas máquinas de respiração. 

Neste caso, a pneumonia adquirida pode ter caráter mais sério, pois as bactérias podem ser mais resistentes aos antibióticos, sem falar que as pessoas que a contrai já estão com algum tipo de doença. 

Quais os fatores de risco para os sintomas da pneumonia? 

Após entender o que causa pneumonia, é possível traçar mais facilmente uma série de fatores de risco para a doença. 

Os principais fatores são: 

  • Gripes e resfriados não curados;
  • Mudanças bruscas de temperatura;
  • Baixa imunidade;
  • Uso constante de ar-condicionado, especialmente sem a devida limpeza do filtro;
  • Tabagismo, uma vez que o cigarro provoca uma reação inflamatória que facilita a ação de agentes infecciosos;
  • Excesso de álcool, pois ele interfere no sistema imunológico e na capacidade que o aparelho respiratório tem de se defender.

Além disso, a idade pode ser considerado um fator de risco importante.

Crianças e pessoas acima de 50 anos são mais propensas a contrair a doença, tendo em vista que em ambas as situações o sistema imunológico é mais debilitado. 

Estima-se que 50% de todas as internações hospitalares por pneumonia no país ocorrem nessa faixa etária. 

Segundo a Unicef, a doença levou à óbito 800 mil crianças apenas em 2019, o que equivale a uma a cada 39 segundos. 

E mais: estimativas mostram que, sem o cuidado necessário, poderão ocorrer mais 6,3 milhões óbitos em menores de cinco anos entre 2020 e 2030. 

A única forma de evitar isso é conhecer os sintomas da pneumonia para, assim, promover o diagnóstico preciso e iniciar a terapia adequada o mais rápido possível. 

Quais os sintomas de pneumonia mais comuns? 

Os sintomas mais frequentes são os seguintes: 

  • Tosse seca ou com secreção;
  • Febre alta (acima de 37,5°C);
  • Calafrios ou sudorese intensa, especialmente à noite;
  • Falta de ar ou dor no peito durante a respiração;
  • Mal-estar generalizado. 

Apesar de serem os mais característicos, os sintomas de pneumonia infantil e em idosos podem variar um pouco. 

Sintomas de pneumonia em bebê e crianças 

No caso da pneumonia bacteriana, além dos indícios que pontuei, eles podem apresentar: 

  • Respiração acelerada e ruidosa;
  • Dor abdominal;
  • Perda de apetite e recusa alimentar sem causa aparente. 

Os sintomas podem ocorrer de forma isolada, ou seja, apenas febre e tosse ou a ocorrência de respiração acelerada. 

Quando a pneumonia é viral, surgida geralmente após uma gripe comum, podem ocorrer outros sintomas como: 

  • Dor de garganta e/ou ouvido;
  • Dor de cabeça;
  • Coriza;
  • Dores no corpo;
  • Espirro. 

Neste caso, o quadro costuma se resolver sozinho entre 3 e 5 dias. 

Sintomas de pneumonia em idosos 

Idosos saudáveis não possuem sintomas distintos aos que já apresentei, entretanto, no caso de terem outro problema de saúde associado, eles podem variar um pouco. 

É comum a ocorrência de alguns sintomas comportamentais, como: 

  • Perda de memória;
  • Desorientação;
  • Confusão mental.

Por serem sinais que dificilmente são vinculados a problemas pulmonares, acabam atrasando o diagnóstico da doença.

Quais exames são importantes para lidar com os sintomas da pneumonia?

Conheça os principais exames, como raio-x e espirometria, e as possibilidades de tratamento.

Como é feito o diagnóstico da pneumonia?

O primeiro passo para a realização do diagnóstico é procurar um pneumologista, o especialista em pulmão.

Em consultório, ele fará algumas perguntas sobre o histórico do paciente, incluindo a ocorrência anterior de outras doenças relacionadas ao trato respiratório.

Nesta etapa é realizado o chamado exame clínico, que consiste em ouvir o pulmão com um estetoscópio, para verificar se há algum ruído que sugira a incidência de pneumonia.

Caso haja suspeita da doença, podem ser solicitados alguns exames complementares, que não apenas irão confirmar ou não a ocorrência de pneumonia, mas mostrar o seu agente causador.

Os exames mais comuns são:

Raio-X de tórax

Permite diagnosticar a pneumonia e determinar o local e a extensão da infecção. 

Através dele, porém, não é possível visualizar o tipo de micro-organismo causador da doença.

Oximetria de pulso

Mede o nível de oxigênio presente no sangue.

Como a pneumonia faz com que o pulmão não consiga movimentar oxigênio suficiente para a corrente sanguínea, esse indício pode demonstrar que algo está errado com o órgão.

Espirometria

Mede a quantidade de ar que uma pessoa é capaz de inspirar ou expirar em cada respiração.

Com isso, é capaz de avaliar se existe alguma anormalidade na ventilação pulmonar, o que pode sugerir a presença de alguma doença.

Exame de sangue

São indicados para confirmar uma infecção e tentar determinar o micro-organismo que está a causando.

Porém, nem sempre é possível identificar com precisão o agente.

Teste de escarro

É retirada uma amostra de fluído dos pulmões após uma tosse profunda para que seja analisada em laboratório, permitindo identificar a causa da pneumonia.

Pacientes com 65 anos ou mais, que estejam em ambiente hospitalar ou então que apresentam condições de saúde graves podem ter que ser submetidos a outros testes, incluindo:

  • Tomografia computadorizada, para obter uma imagem detalhada dos pulmões;
  • Cultura de fluido pleural, para uma análise mais precisa do tipo de infecção.

Quais os tratamentos mais indicados para a pneumonia?

O tratamento realizado depende do tipo de micro-organismo causador da doença. Nas pneumonias bacterianas, é preciso administrar antibiótico, como amoxicilina e azitromicina.

Quando a doença é causada por vírus, geralmente o tratamento inclui apenas antitérmicos e analgésicos, para minimizar os sintomas.

Isso porque o vírus costuma ter um ciclo de cerca de 5 dias, sendo curado ao natural. Apenas em casos mais graves é que pode ser necessário recomendar antivirais.

Já no tratamento de pneumonia por fungos, são utilizados medicamentos específicos para eliminá-los do organismo.

É importante que, seja qual for o tratamento recomendado, ele seja seguido à risca, pois a doença pode evoluir para um quadro mais grave, desencadeando inclusive em morte.

É preciso ter cuidados após a pneumonia?

Além de seguir o tratamento proposto pelo pneumologista, é preciso adotar outros cuidados para que a recuperação seja o mais breve possível.

A principal indicação é o repouso, uma vez que o paciente se encontra com a imunidade baixa e é importante que o organismo se recomponha.

Algumas pessoas costumam se sentir melhor em até uma semana, enquanto outras podem demorar um mês ou mais para retornar às suas atividades normais, devido à fadiga.

É importante destacar que é possível prevenir a doença – o que é essencial especialmente para portadores de doenças crônicas e idosos.

As recomendações são simples:

  • Lavar as mãos;
  • Evitar aglomerações e ambientes fechados;
  • Não fumar;
  • Realizar a vacina anual da gripe.

Qual o papel da teleconsulta na prevenção da pneumonia?

A teleconsulta pode servir como uma aliada para prevenir a ocorrência da doença, tendo em vista que evita que o paciente tenha que se deslocar a clínicas e hospitais, correndo risco de contrair bactérias que piorem o seu quadro.

Mas o que é teleconsulta? Nada mais é do que a consulta online, realizada através de uma plataforma de telemedicina.

Através dela, médicos e pacientes não precisam estar fisicamente no mesmo local, promovendo um diagnóstico rápido, seguro e preciso de forma remota.

A Telemedicina Morsch é uma plataforma segura e confiável para quem deseja se consultar com um pneumologista à distância.

Nela, é possível ter acesso a especialistas 24 horas por dia, sem falar que funciona com hora marcada.

Conclusão

Saber o que é e quais são os sintomas de pneumonia é importante para a realização de um diagnóstico precoce – agilizando o processo de cura.

Além dessas informações, mostrei neste conteúdo o que causa pneumonia, as formas de diagnóstico e, ainda, como pode ser realizado o tratamento.

Abordei, ainda, o papel da teleconsulta, uma vez que, ao realizar a consulta online, o paciente não se expõe a micro-organismos infecciosos, comuns em ambientes hospitalares.

Se você está com sintomas de pneumonia e deseja obter um diagnóstico eficaz, marque uma consulta online agora mesmo com um especialista.

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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