Angina, dor no peito é do coração?

Por Dr. José Aldair Morsch, 14 de junho de 2015
Angina dor no peito, pode ser um coração sofrendo

Quando foi a última visita ao Cardiologista? Saiba que a angina, dor no peito, pode ser um coração sofrendo.

O que é angina?

A angina, dor no peito, angina pectoris ou angor pectoris não é uma doença, mas um conjunto de sintomas (uma síndrome) que ocorre devido ao baixo suprimento de oxigênio e sangue ao músculo cardíaco em razão de obstruções de gordura ou espasmos das artérias coronarianas.
Esta condição pode ser diagnosticada por telemedicina, utilizando aparelhos como Eletrocardiograma que diagnosticam a aterosclerose.

Essa insuficiência de oxigênio e sangue quase sempre é passageira e se verifica naquelas condições em que o coração exige um gasto maior de oxigênio como esforços físicos ou excitações emocionais intensas e geralmente melhora em poucos minutos, sem deixar sequelas, quase sempre é indicativa de uma doença coronariana.

Um de seus principais componentes é uma dor no peito e o termo “angor pectoris” significa algo como “estrangulamento do peito“, que é a forma característica como essa dor é sentida.

Quais as causas da angina de peito?

A angina, dor no peito ocorre quando as artérias coronárias ficam  estreitas para fornecerem sangue suficiente ao coração. A sua principal causa é a aterosclerose, situação onde se acumula gordura nas paredes das artérias.

Outras causas menos comuns são, por exemplo, a compressão das artérias por algo próximo às mesmas, inflamações ou infecções das artérias, doenças nas válvulas cardíacas, drogas e medicamentos.

Os fumantes, os obesos, os sedentários e as pessoas com colesterol ou pressão arterial alta, pessoas que tem forte caráter familiar para doenças cardíacas têm mais probabilidade de ter angina que as demais pessoas.

Quais os sintomas da angina ou dor no peito?

O sintoma principal da angina é a dor no meio do peito. Na maioria das pessoas ela é referida como um desconforto no peito, habitualmente descrito como pressão, peso, aperto, ardor ou sensação de choque, localizado principalmente no meio do peito, nas costas ou no pescoço, no queixo ou nos ombros, com frequentes irradiações para os braços (esquerdo principalmente).

Em geral, piora pelo excesso de estresse emocional, pelo esforço físico, pela digestão depois de uma refeição exagerada e por temperaturas frias. Essa dor dura de um a cinco minutos e pode ser acompanhada por suor e náuseas em alguns casos e é aliviada pelo repouso ou por medicação específica.

Como se faz o diagnóstico da angina?

As primeiras suspeitas podem ser levantadas pelo exame clínico que detecte sintomas típicos.

Nas anginas em que não haja dores no peito e em que não tenham ocorrido problemas cardíacos anteriores, o eletrocardiograma é normal, mas ele pode alterar no momento que o paciente sente dor no peito.

Para se detectar eventuais deficiências circulatórias, usa-se fazer um teste ergométrico  fazendo sempre  o eletrocardiograma antes e durante o período em que o  paciente corre em uma esteira.

Em casos específicos, é necessária a realização de uma angiografia coronariana, vulgarmente chamada de cateterismo cardíaco no qual mostra os entupimentos e indica o tratamento a ser seguido, inclusive em casos cirúrgicos, como ponte de safena.

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Qual é o tratamento da angina?

O tratamento principal da angina deve visar três fatores:

  • Aliviar os sintomas.
  • Diminuir o ritmo de progressão da doença.
  • Reduzir a ocorrência de complicações cardíacas futuras.
  • Aumentar o tempo de vida da pessoa doente.

A nitroglicerina, vulgarmente chamada de isordil sublingual é usada comumente para tratar as dores agudas da angina.

Doses baixas diárias de aspirina usadas por pacientes que não tenham contra-indicações como gastrite, úlcera gástrica ou duodenal, problemas de coagulação do sangue, são bastante úteis em pacientes com aterosclerose para prevenir infarto.

Algumas medicações com diferentes mecanismos de ação, à base de nitrato, betabloqueadores, bloqueadores do canal de cálcio e anti-agregantes plaquetários são usados para controlar a doença e aliviar os sintomas da angina.

Torna-se ainda mais importante manter controle sobre os fatores de risco para doenças cardíacas, como parar de fumar, perder peso, fazer exames para o colesterol alto, controlar o diabetes e a pressão alta, etc.

Diversas técnicas cirúrgicas, como a angioplastia, com ou sem a colocação de stent ou uma revascularização cardíaca, chamada de ponte de safena podem estar indicadas.

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Dr. José Aldair Morsch – Cardiologista – Especialista em Telemedicina

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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