Medicina do futuro: tecnologias, inovações e tendências para a saúde

Por Dr. José Aldair Morsch, 4 de janeiro de 2019
Medicina do futuro - tecnologias, inovações e tendências para a saúde

Como deverá ser a medicina do futuro?

Não há como precisar tudo o que vem por aí, mas, sem dúvida, inovação e foco na prevenção serão a base dos investimentos no setor.

Através de tecnologias da informação e comunicação (TICs), estudo de genes e outras novidades, a maneira de pensar a saúde ainda deve passar por mudanças profundas.

Muitas dessas transformações já estão acontecendo, mas o processo se torna cada vez mais rápido graças aos avanços na medicina e à parceria bem-sucedida entre tecnologia e saúde.

Entre realidade ou ficção, profissionais de saúde e gestores de clínicas e hospitais têm um compromisso com a informação.

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Sem acompanhar a evolução da tecnologia na medicina, existe o risco de ficar para trás.

É justamente para trazer o tema para debate e estimular seu conhecimento que construí este artigo.

Se você quer saber mais sobre as principais tendências e as tecnologias inovadoras para o futuro da medicina diagnóstica e terapêutica, não deixe de ler até o final.

Vamos começar?

O que esperar da Medicina do Futuro?

O que esperar da Medicina do Futuro?

O que esperar da Medicina do Futuro?

Os avanços nas tecnologias sinalizam possibilidades próximas às que aparecem em filmes de ficção.

Só que elas não mais ficarão limitadas às telas e podem fazer parte de unidades de saúde nas quais você trabalha ou mesmo gerencia.

Ao que tudo indica, as máquinas terão um papel cada vez mais importante no diagnóstico e tratamento de doenças, além do armazenamento e cruzamento de informações do paciente.

Medicina do futuro: aprimoramento das tecnologias e medicina integrada

De maneira resumida, podemos observar dois grandes pontos de vista sobre o futuro da medicina mundial.

O primeiro aposta no investimento e aprimoramento das tecnologias, principalmente no conhecimento sobre as células.

Informações genéticas, sobre processos e o funcionamento celular devem permitir diagnósticos precoces e mais assertivos.

Uma segunda tendência é a medicina integrada, que une conhecimentos sobre a medicina ocidental e a oriental em benefício do paciente.

Atualmente, a maioria dos países ocidentais investe no diagnóstico e tratamento, enquanto os orientais focam na prevenção de doenças.

Em outras palavras, a abordagem não será apenas curativa, mas sim preventiva, buscando a relação entre hábitos de vida, bem-estar e o estado de saúde das pessoas.

É claro que nem tudo que se vê no cinema vai sair da ficção.

De qualquer forma, robôs devem auxiliar ainda mais os profissionais da saúde em tarefas operacionais e na análise de dados.

Há a expectativa, por exemplo, de que algoritmos contribuam para a redução de erros em diagnósticos, qualificando as análises e deixando aos seres humanos a tarefa de aprimorar a tecnologia.

Com menor carga operacional, também se espera que médicos, enfermeiros e seus colegas possam se dedicar a um atendimento mais humanizado – algo já em andamento.

Baseado em uma visão empática e particular do paciente, esse atendimento deve ser cada vez mais personalizado, elevando a eficácia de tratamentos médicos.

Todas são adaptações a novas exigências, o que não difere este de outros momentos da história, como irei destacar no próximo tópico.

Avanços tecnológicos que revolucionaram a história da medicina

Avanços tecnológicos que revolucionaram a história da medicina

Avanços tecnológicos que revolucionaram a história da medicina

Embora seja comum relacionar a tecnologia às máquinas, outras invenções foram – e continuam sendo – essenciais para a evolução da medicina.

Graças a elas, passamos de condições precárias para tratamentos bem-sucedidos e medidas eficientes de prevenção.

Registros da medicina praticada durante a Idade Média, por exemplo, costumam assustar muita gente.

Na época, era comum que barbeiros realizassem cirurgias com os mesmos instrumentos que usavam para barbear clientes no dia a dia.

Quando havia doenças contagiosas, elas tinham o potencial de dizimar populações inteiras em dias ou poucos meses, pois não existiam formas de controle de transmissão.

Nesse cenário, um grande avanço foi a criação de vacinas, que até hoje combatem epidemias causadas por vírus.

Com o passar do tempo, novas formas para estudo do corpo humano e suas funções resultaram em cirurgias mais seguras.

A seguir, falo com mais detalhes sobre algumas das invenções que impactaram a história da medicina.

Vacinas

Vacinas são substâncias que usam agentes biológicos para ativar respostas imunológicas contra doenças virais e bacterianas.

Elas contêm agentes biológicos enfraquecidos ou mortos, que são reconhecidos pelas células de defesa do organismo, resultando na imunização contra a doença que provocam.

De acordo com estudos, os chineses criaram uma forma precursora da vacina no século X para combater a varíola.

Para tanto, eles coletavam cascas de feridas causadas pela doença, que eram trituradas, formando um pó.

Soprado no rosto do paciente, esse pó era aspirado e, então, o vírus Orthopoxvirus era morto.

Já em 1978, o médico Edward Jenner percebeu que, após sofrerem com varíola bovina, trabalhadores rurais não contraíam outra forma da doença.

Essa observação levou o cientista a introduzir ambos os vírus em um paciente de oito anos, comprovando a hipótese de imunização através de doses do próprio agente.

Alguns anos depois, o cientista francês Louis Pasteur desenvolveu vacinas contra a cólera aviária e o carbúnculo, popularizando o método.

Foi assim que as vacinas se tornaram importantes aliadas contra vários males, resultando no aumento da expectativa de vida e em melhorias nas condições de saúde da população em todo o planeta.

Como lembra o Ministério da Saúde, poliomielite, sarampo, rubéola e tétano são exemplos de patologias erradicadas no Brasil graças à aplicação massiva das vacinas.

Raio X

Em 1895, o físico alemão Wilhelm Conrad Rontgen publicou o artigoSobre uma nova espécie de raios“, no qual descreveu a descoberta do raio X.

O mesmo cientista realizou, naquele ano, a primeira radiografia de que se tem notícia, mostrando as partes internas da mão de sua esposa.

A invenção foi um verdadeiro marco para a medicina, pois representou a possibilidade de examinar áreas internas do organismo sem procedimentos invasivos.

Antes, esse estudo só podia ser feito em cadáveres, que eram dissecados.

A partir do uso da radiação ionizante, médicos passaram a observar o funcionamento do corpo em pessoas vivas, identificando padrões e possíveis anormalidades.

Sem o raio X, qualquer doença era potencialmente mortal, pois não poderia ser observada sem cirurgia.

E, como citei acima, as cirurgias representavam grande risco à vida, sendo feitas sem as mínimas condições de higiene ou estrutura para atendimento a emergências.

Transplantes

Os transplantes também proporcionaram um aumento na sobrevida e qualidade de vida de pacientes que, na maioria das vezes, não contam com outra opção de tratamento.

Estudos relatam que o primeiro transplante entre humanos foi realizado pelo cirurgião ucraniano Yurii Voronoy, em 1933.

O objetivo era o tratamento de uma insuficiência renal aguda em um paciente envenenado por mercúrio.

No entanto, o rim foi transplantado seis horas depois da parada cardíaca do doador.

O procedimento não teve sucesso, levando ao óbito do receptor após dois dias.

Mas as tentativas continuaram, sendo estendidas a órgãos como coração e pâncreas.

Passadas algumas décadas, especialistas observaram que havia condições ideais para transplante e para evitar a rejeição dos órgãos transplantados.

Na década de 1950, estudiosos descobriram substâncias importantes na terapia imunossupressora – utilizada para combater a rejeição dos novos órgãos -, como a azatioprina.

Desde então, protocolos para transplante têm sido desenvolvidos e aperfeiçoados, com resultados promissores.

Hoje em dia, a indicação de transplantes em alguns casos é bastante comum.

Células tronco

São aquelas capazes de se tornar vários tipos de células, divididas em em dois grandes grupos: as embrionárias e as adultas.

As adultas têm sido estudadas desde a década de 1960, estando presentes em áreas como a medula óssea e o cérebro.

Inclusive, o transplante de medula óssea é um transplante de células tronco capazes de reparar a medula.

Como explica esta reportagem, experimentos com células tronco vêm sendo realizados no combate ao mal de Parkinson, deficiência cardíaca, perda do tecido ósseo, entre outros males.

Mas são as células encontradas em embriões que possuem o maior potencial de cura de doenças, pois são mais versáteis.

Medicina do Futuro: tecnologias, tendências e inovações

Medicina do Futuro: tecnologias, tendências e inovações

Medicina do Futuro: tecnologias, tendências e inovações

Vacinas, células tronco, transplantes e exames de diagnóstico por imagem continuarão apoiando a medicina nos próximos anos.

A diferença é que serão aperfeiçoados ou utilizados junto a novas tecnologias – que já despontam por todo o mundo.

Essas novidades vão provocar uma revolução no atendimento, prognóstico, tratamento e até na maneira de pensar a saúde.

Expliquei, há alguns tópicos, que a medicina tende a se tornar mais preventiva, com base em dados e atendimento personalizado.

As tendências descritas abaixo devem tornar isso possível.

Inteligência artificial

Por meio da grande quantidade de informações coletadas atualmente (o chamado big data), dispositivos podem aprender e auxiliar no cuidado ao paciente.

Aplicativos de saúde, por exemplo, já alertam sobre horários para tomar medicamentos, controlam a dieta e a atividade física.

Em breve, essas e outras ferramentas poderão até mesmo diagnosticar doenças.

No final de 2016, uma equipe da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveu um algoritmo capaz de detectar o câncer de pele.

Através do machine learning (aprendizado de máquina), o algoritmo foi tão preciso quanto dermatologistas ao apontar tumores.

Claro que a ferramenta não oferece um diagnóstico irrefutável, mas pode indicar os casos mais suspeitos, facilitando o trabalho dos médicos e a medicina do futuro.

Telemedicina

Medicina do futuro e Telemedicina

A telemedicina usa tecnologias da informação e comunicação para oferecer segunda opinião e laudos à distância.

Podemos dizer que a especialidade também faz parte das conquistas da medicina no passado, já que tem sido utilizada desde o século XIX.

Com a invenção do telégrafo, médicos passaram a transmitir laudos de exames radiográficos a colegas em locais distantes.

A telemedicina foi progredindo no ritmo da criação de novas tecnologias, como o telefone, o fax e a internet.

Hoje, ela possibilita o armazenamento em nuvem, compartilhamento de dados e emissão de laudo médico à distância.

A tendência é que esse serviço seja expandido, ampliando o acesso a diagnósticos com qualidade e agilidade.

Internet das coisas (IoT)

Esse é o campo dos dispositivos de saúde conectados à internet que vêm ganhando cada vez mais espaço na medicina do futuro.

Isso porque, além dos itens tradicionais, como computadores, também wearables, sensores e outros equipamentos estão ligados à rede.

Na telemedicina, esses dispositivos enviam informações sobre o paciente para especialistas, possibilitando laudos à distância com agilidade.

Maior autonomia do paciente, monitoramento e coleta de informações em tempo real são outros benefícios da IoT aplicada à saúde.

A expectativa é que o mercado mundial de IoT movimente US$ 7,1 trilhões até 2020, de acordo com levantamento do International Data Corporation (IDC).

Dispositivos wearables

São itens vestíveis que auxiliam leigos e profissionais, captando e compartilhando informações do paciente.

Eles colhem e armazenam dados sobre o sono, frequência cardíaca, pressão arterial, entre outros.

A grande vantagem dos wearables é a interação do próprio corpo com o produto, que registra informações em tempo real, de forma autônoma.

Assim, o próprio paciente poderá ter um papel mais ativo no cuidado da saúde.

Médicos e outros profissionais de saúde também se beneficiarão, usando as informações registradas no apoio a diagnósticos, tratamentos e medidas de prevenção.

Por serem vestíveis e portáteis, esses dispositivos devem se popularizar nos próximos anos, dinamizando a medicina do futuro.

Nanorrobôs

Nanorrobôs na medicina do futuro

A aplicação da nanotecnologia na medicina abre um leque de possibilidades.

Uma delas é o combate ao câncer usando as nanomáquinas para identificar e eliminar apenas as células doentes.

Medicamentos também poderão ser liberados em partes específicas do organismo, potencializando alguns tratamentos.

Farmacogenômica

Essa área da Farmacologia estuda a resposta de pacientes a tratamentos e doenças, conforme a análise de seus genes.

Ela surgiu a partir da constatação de que indivíduos reagem de modo diferente a um mesmo medicamento ou tratamento.

Ou seja, os avanços nesse campo levarão a tratamentos individualizados, com indicação de drogas e ações mais eficazes para cada um.

Julio Licinio, da Universidade da Califórnia, afirma neste artigo que, num futuro não muito remoto, todo clínico precisará ter conhecimentos de farmacogenômica para prescrever as drogas ideais a seus pacientes.

Uber de Saúde

O termo faz referência ao atendimento médico (ou de saúde) que pode ser solicitado por um aplicativo no smartphone.

A ferramenta encontra um profissional de saúde próximo, e o envia ao local onde o paciente está.

A inovação tem provocado elogios e reclamações em diversos países.

Enquanto os pacientes apoiam a comodidade e facilidade, alguns profissionais e entidades questionam a qualidade do serviço.

Por isso o nome “Uber da saúde”, já que o aplicativo causou grande repercussão no mercado de táxis.

Heal, Pager, MedZed, Retrace Health e True North são algumas startups que oferecem a nova modalidade de atendimento de saúde pelo planeta.

No Brasil, há relatos desse serviço em algumas capitais, desde 2015.

Em 2018, o Conselho Federal de Medicina regulamentou a atividade no país.

Segundo o CFM, todos os profissionais que prestam atendimento devem ter Registro de Qualificação de Especialidade (RQE).

Impressão em 3D de órgãos e próteses

Na medicina do futuro, pacientes que necessitem de transplantes poderão receber órgãos construídos especialmente para eles.

Essa façanha será possível graças a uma combinação entre dados do paciente e impressoras 3D.

Além de substituir partes do corpo, os órgãos e próteses artificiais poderão melhorar funções e até combater doenças.

É o caso de um pâncreas artificial, capaz de substituir o órgão em pessoas com diabetes tipo 1.

Portadores da doença produzem pouca ou nenhuma insulina.

Substituir o pâncreas eliminaria a patologia, pois o órgão impresso é capaz de desempenhar suas funções normalmente.

Cirurgia robótica

Com o auxílio das máquinas, as operações estão ficando menos invasivas e mais precisas.

O resultado são cicatrizes menores, recuperação mais rápida e menor sofrimento para o paciente.

Atualmente, cirurgiões brasileiros já contam com o apoio de robôs em operações delicadas, mas a prática não é muito comum.

Uma das razões para isso é o alto custo dos equipamentos e a estrutura exigida, os quais devem ser reduzidos nas próximas décadas.

Além de auxiliar especialistas in loco, a cirurgia robótica deverá permitir que operações sejam feitas à distância, desde que haja regulamentação para tanto.

Telemedicina Morsch contribuindo para futuro da medicina no Brasil

Telemedicina Morsch contribuindo para futuro da medicina no Brasil

Dentre as inovações já disponíveis, o grande destaque vai para a telemedicina.

A oferta de laudos à distância tem impactado clínicas e hospitais de todo o país, em especial nos locais remotos.

Com a Telemedicina Morsch, essas unidades de saúde podem realizar os exames e solicitar laudos online, com comodidade e segurança.

Dessa maneira, não precisam manter muitos especialistas dedicados aos laudos, o que representa uma economia considerável.

Além disso, os pacientes não necessitam se deslocar até centros de referência para ter acesso a diagnósticos confiáveis e ágeis.

Através da plataforma de telemedicina, os dados de exames são enviados em tempo real a especialistas qualificados.

Pedidos urgentes podem ser laudados até mesmo em tempo real.

A Telemedicina Morsch ainda disponibiliza equipamentos digitais para determinados exames através do regime de comodato.

Ou seja, a unidade de saúde contrata os laudos e, nesse período, usa modernos aparelhos sem custo.

Conclusão

Neste artigo, apresentei tendências para a medicina do futuro.

Como estamos na era digital, na qual as transformações são extremamente rápidas, esse futuro não é tão distante, concorda?

Por isso, agora é o melhor momento para sair na frente, modernizando seu portfólio e serviços.

Conte com a Telemedicina Morsch nesse processo.

Sua equipe terá todo o suporte para oferecer laudos com qualidade, agilidade e eficiência.

Entre em contato para conhecer as opções de parceria e solicite o teste grátis.

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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