Diferença entre mamografia e tomossíntese

Por Dr. José Aldair Morsch, 11 de dezembro de 2017
mamografia e tomossíntese

Para aumentar a segurança do diagnóstico do câncer de mama, os exames de radiologia tem se aperfeiçoado, usando a mamografia e tomossíntese mamária.

Conhecida também por mamografia 3D, onde se apresenta como uma forma mais moderna e eficaz para rastreamento de nódulos ou tumores.

O câncer de mama é o segundo tipo da doença que mais atinge mulheres no mundo.

Estatísticas do câncer de mama no Brasil

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), corresponde a 28% dos novos casos da doença por ano.

A detecção precoce, por meio de exames específicos e até mesmo do autoexame de mama, é uma aliada para evitar o desenvolvimento da doença.

A estimativa de novos casos de câncer de mama para 2016 era de 57.960. No último levantamento divulgado pelo Inca, 14.388 pessoas morreram vítimas da doença em 2013 (14.206 mulheres e 181 homens).

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Os números, amplamente divulgados pelos meios de comunicação, assustam.

No entanto, essa é uma realidade que ainda precisa ser discutida todos os dias. A mamografia preventiva, indicada pela Sociedade Brasileira de Mastologia a partir dos 40 anos, tem papel fundamental para o diagnóstico ainda na fase inicial da doença.

A tomossíntese aumenta mais ainda as chances de detecção antecipada.

Mamografia e tomossíntese mamária: o que são?

Ao longo dos anos, os exames para rastreio de alterações na mama passaram por evoluções importantes.

A mamografia é um procedimento médico de imagem que utiliza raios-x para rastrear possíveis problemas.

A chegada do mamógrafo digital, em 1999, foi um avanço importante e significou maior segurança na detecção de doenças nesta parte do corpo.

O mamógrafo digital possui duas formas de transmissão: direta e indireta.

Na primeira, o detector do sistema radiográfico transfere a imagem imediatamente para um monitor.

No procedimento indireto, porém, uma substância no aparelho de exame preserva as informações radiográficas e direciona os resultados para uma máquina que transforma os dados em imagens digitais que serão transmitidas para centrais de telemedicina.

A tecnologia é uma grande aliada no rastreio de doenças na mama.

Pesquisadores têm investido em estudos para modernizar os equipamentos e, em 2011, a tomossíntese chegou para revolucionar esse cenário.

Ainda recente, as clínicas que realizam o tipo de procedimento estão se adaptando às mudanças.

O modelo de diagnóstico utiliza tecnologia 3D para observar o tecido mamário e é capaz de identificar tumores pequenos, que até então ficavam escondidos.

O sistema do exame, através de uma série de imagens tridimensionais, reconstrói todos os ângulos da mama.

A tomossíntese tem se destacado desde que surgiu como um método mais tecnológico e moderno. Isso ocorre porque o equipamento possui uma sensibilidade mais elevada para o câncer de mama.

O procedimento apresenta, ainda, uma definição mais clara do nível das lesões, até mesmo as mais sutis. Duas questões também foram observadas: maior taxa de descoberta de câncer e redução no número de falsos positivos.

Com essas características, se torna mais fácil distinguir os casos suspeitos de situações normais da estrutura mamária.

A tomossíntese é uma adição ou modelo independente de rastreamento?

Apesar de toda a sua eficácia, o exame 3D ainda não é utilizado como uma ação substituta para rastrear problemas na mama, e sim como um complemento para o procedimento tradicional.

Desta forma, as imagens da tomossíntese apenas são coletadas depois da mamografia 2D. O método é realizado na mesma compressão e não dura mais que alguns segundos.

Após detectar todas as imagens necessárias, os dados são analisados em conjunto em monitores de alta resolução.

É justamente por ser uma adição ao modelo convencional que o rastreamento abrange maior segurança para o diagnóstico correto e diminui a taxa de reconvocação dos pacientes para repetir os procedimentos.

O exame 3D é indicado para rastrear qualquer tipo de lesão na mama. Assim como a mamografia 2D, tanto mulheres que apresentam risco para a doença quanto aquelas que não possuem sintomas podem realizar o processo.

Em pacientes de alto risco, no entanto, a ressonância magnética de mama ainda é solicitada para resultados mais claros.

Por que implantar a mamografia e  tomossíntese mamária na sua clínica?

A tecnologia chegou no século XXI revolucionando todas as áreas da sociedade. Na medicina, têm aperfeiçoado as formas de detecção, diagnóstico e tratamento das mais variadas patologias.

Doenças como o câncer, portanto, tem causado grande impacto na população e na sociedade de forma geral.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 32 milhões de pessoas no mundo vivem com a doença, que tem causado cerca de 8,2 milhões de mortes por ano. Desta forma, as pesquisas estão sempre voltadas para que os tumores sejam descobertos o quanto antes.

No caso do câncer de mama, é provado cientificamente que há grandes chances de cura quando o tumor é detectado ainda na fase inicial. Com isso, abre-se mais espaço ainda para a implantação da tomossíntese mamária, que é uma ferramenta que garante um rastreamento bem mais efetivo.

Os médicos e gestores de clínicas e consultórios entendem a importância de sempre inovar e otimizar o atendimento aos pacientes. A medida que esta postura é adotada, a credibilidade da instituição é renovada.

E isso é um dos maiores bens que uma empresa que presta serviços de saúde tem: a confiança daqueles que buscam ajuda.

Como funciona a regulamentação para mastologistas e radiologistas?

A legislação brasileira proposta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) é um parâmetro para o exercício regulamentado das empresas de Teleradiologia.

As normas foram atualizadas em 2014 para os procedimentos realizados nestes locais. Segundo o Conselho, uma dentre todas as mudanças propostas abrange o assunto tratado neste artigo: médicos com certificado em Mamografia passaram a atuar e ser responsáveis apenas por aquela área, não podendo executar exames e emitir resultados nos outros setores da telerradioterapia.

Qual o papel da telemedicina na mamografia e tomossíntese? e o que ela tem a ver com isso?

Quando se lida com a saúde humana, o tempo é fator essencial. Por isso, distâncias precisam ser encurtadas, meios de tornar o trabalho mais produtivo e com retorno mais rápido necessitam ser implantados.

A telemedicina entra com esse propósito. Se trata de uma ferramenta que ainda revoluciona os hospitais e consultórios médicos. A partir da tecnologia da informação, o atendimento é modernizado e a entrega de laudos médicos e diagnósticos de exames são otimizados.

Toda a estrutura é desenvolvida para que os resultados sejam acessados imediatamente e em qualquer lugar. A qualidade e a segurança são fatores primordiais para que o trabalho em conjunto com a medicina convencional seja satisfatório para médicos, equipes laboratoriais e pacientes.

Assim, exames podem ser consultados no meio digital ou mesmo analisados por especialistas que estejam em outro lugar. Para que isso dê certo, o gerenciamento do sistema da telemedicina precisa ser executado com segurança.

Este cenário abre brechas para que as empresas de telemedicina tenham novas oportunidades no mercado ao mesmo tempo em que as instituições de saúde modernizam os modelos arcaicos de gestão e administração.

A informatização dos consultórios médicos traz benefícios a curto prazo, além de garantir mais segurança no armazenamento de dados dos pacientes. O sistema otimiza a marcação de consultas e mantém as informações organizadas no meio digital.

Resumindo, a  Mamografia e Tomossíntese são duas técnicas de detecção de alterações na mama que tem permitido que os diagnósticos sejam mais rápidos e precisos.

A mamografia tradicional, apesar de anos e anos de aperfeiçoamento da técnica, ainda é um modelo de exame com limitações.

Isso porque oferece pouco contraste na transmissão dos dados. Um dos grandes problemas da tecnologia 2D é a superposição das estruturas mamárias nas imagens que são geradas durante o exame.

A tomossíntese, por outro lado, representa um avanço primordial para o rastreamento de qualquer tipo de lesão nas mamas, principalmente as mais sutis, que antes eram imperceptíveis.

A grande vantagem é a redução da superposição do tecido denso e mais qualidade nas imagens geradas, que são resultados de uma varredura que permite a visualização sob diversos ângulos. Assim, a mama é reconstruída no monitor em um formato tridimensional.

Como a Telemedicina Morsch atua na área médica?

Dentre as empresas que prestam os serviços de telemedicina e telessaúde, a Telemedicina Morsch tem se destacado pela credibilidade e histórico de qualidade. O crescimento da empresa no setor é resultado da agilidade e segurança de todo o sistema.

No entanto, o carro-chefe da atuação está no contato direto de especialistas com o médico responsável pelos exames, o que garante um suporte para que a análise dos resultados seja mais efetiva ainda.

A Telemedicina Morsch está presente em todo o país, oferecendo apoio tecnológico e científico para consultórios de diversas áreas da medicina, como cardiologia, neurologia, pneumologia e radiologia.

O sistema permite que qualquer distância seja superada e os laudos estejam na frente do médico em poucos minutos. Além disso, a partir da contratação, os profissionais recebem todas as informações e treinamentos individuais para que possam acessar o sistema de forma correta e a qualquer hora.

O momento de otimizar o seu consultório médico é agora. Afinal, estamos no século da tecnologia e há demandas que necessitam de atenção imediata.

Na medicina, por que não utilizá-la ao favor? Isso permite que todo o atendimento, desde a marcação das consultas até o armazenamento de exames, seja feito com mais agilidade e com um retorno mais satisfatório para os pacientes.

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia pela PUC-RS. Pós-graduação em Cardiologia Pediátrica pela PUC-RS. Linkedin

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