Como funciona uma Plataforma de Telessaúde na nuvem?

Por Dr. José Aldair Morsch, 12 de outubro de 2017
uma plataforma de telessaúde

Uma plataforma de telessaúde em nuvem disponibiliza prestação de serviços na área da saúde pública e privada a distância.  

Atende tanto Hospitais, clínicas, médicos na interpretação de exames com laudo a distância, quanto educação e monitoramento de pacientes a distância.

Definindo melhor uma Plataforma de Telessaúde

Trata-se do atendimento global do paciente a distância, incluindo além dos laudos a distância, a possibilidade de toda a equipe usufruir desse benefício, facilitadas pelo desenvolvimento de tecnologias de comunicação e informação.

Seria um erro atribuir a tecnologia digital e as modernas ERPs o status de marco zero desse movimento tecnológico em busca de oferecer otimização, conforto e agilidade aos processos humanos, sem abrir mão da eficácia. O processo é muito anterior a eles.

Não é possível compreender os benefícios trazidos pela evolução tecnológica sem que antes haja uma abordagem histórica, capaz de resgatar um processo gerado a partir das necessidades e reconhecido através dos benefícios.

Solicite um orçamento

É o caso do telefone. A popularização do telefone foi um salto no sentido de otimizar as relações. Pode-se dizer que a telessaúde acontece a partir do momento em que um paciente liga para um consultório médico para agendar uma consulta.

Quando, do outro lado, a recepcionista, ou atendente, passa a ter uma agenda eletrônica, ainda que similar a telessaúde, de forma fragmentada, são duas tecnologias distintas interagindo para otimizar o processo.

Agora o paciente não precisa ir até o consultório e torcer para encontrar o médico ou para que os demais pacientes não tenham tido a péssima ideia de ir ao mesmo consultório no mesmo dia e horário.

Ele liga e agenda a consulta, enquanto a recepcionista, em vez de fazer anotações que geralmente envolvem lápis, papel e borracha, usa a praticidade da agenda eletrônica.

Os call centers

Não há melhor exemplo de estrutura voltada para atendimento que os call centers, que evoluíram, já no início do século XXI, para o conceito de contact center. A diferença é que a mesma plataforma que antes recebia contato dos clientes somente por telefone, por isso chamada call center, passou a interagir através de outros meios, como os chats eletrônicos.

No começo, eram as próprias empresas que acompanhavam o andamento dos pedidos. O cliente solicitava a previsão por telefone, o atendente conferia o prazo no sistema e informava. Alguns anos depois, com a popularização da banda larga e das novas tecnologias, como tablets e smartphones, o atendente saiu do circuito. Hoje, o consumidor faz uma compra pela internet e ele próprio, através do site, acompanha o pedido.

Toda essa evolução é consequência de uma necessidade. Não só na área médica, mas em todos os segmentos econômicos, há uma demanda permanente por uma combinação de redução de custos com aumento da competitividade.

Vale lembrar que os call centers, quando ganharam força, não tinham relação com esforços de redução de custo. Na verdade, eles geravam e ainda geram maior custo para a empresa, já que muitas das vezes instrumentalizavam serviços antes inexistentes. Os SACs, por exemplo, surgiram para atender a uma demanda de empresas de serviços e com forte ênfase no pós-venda.

É importante essa abordagem porque a visão que se tinha era de investimento e não de custo. Era o momento em que o marketing de relacionamento povoava a cabeça dos gestores. Diante da forte concorrência e do risco de ver bens e serviços transformados em verdadeiras commodities, as empresas tentavam reter seus clientes através da excelência nos serviços e da maximização da satisfação.

O ponto crucial da existência dos call centers, e a grande contribuição trazida por essa belíssima ferramenta de relacionamento, foi ter feito a integração das tecnologias de comunicação e informação.

Quando alguém liga para um contact center, existe uma tecnologia que distribui as chamadas de acordo com as opções feitas pelo cliente, um atendente e um software, onde o contato é registrado, ficando disponível para todas as áreas da empresa que estejam interessadas.

Em alguns casos, esse contato gera um pedido de serviço, que é expedido automaticamente ao tráfego, e este, em alguns casos, irá acionar profissionais para solucionar o problema do cliente.

Redução de custos, agilidade, capilaridade e satisfação usando uma plataforma de telessaúde

Um profissional de saúde, ao ler a abordagem acima, deve ficar imaginando como tudo isso pode ser usado para aperfeiçoar os serviços de medicina.

É preciso, para isso, ter uma noção muito clara dos benefícios buscados. Quando se reúnem no mesmo pacote tecnologia da informação e telecomunicações, o céu é o limite.

Se antes, quando o assunto era call center, falar em redução de custos era algo forçado, quando esse processo passa a alinhar democratização do acesso à banda larga, novas tecnologias móveis com acesso à internet, sofisticação dos softwares, tecnologia e cultura digital, a redução de custos passa a ser parte fundamental da equação.

É possível reparar que, a partir da tecnologia digital, o componente humano da operação de atendimento perde espaço para os processos eletrônicos.

Com a internet, o cliente não precisa mais ligar para o call center para saber o prazo de entrega de um produto ou da prestação de um serviço. Basta ele entrar no site, sendo que esse prazo é gerado internamente graças a um software que integra todas as áreas.

Não é só o custo, mas também a agilidade no processo. Para mais uma vez tangenciar a medicina, basta imaginar um processo em que o cliente faz uma consulta, o médico solicita um exame, que é então feito no laboratório para ser encaminhado para o médico que dá o diagnóstico e prescreve o tratamento.

Até o exame, pressupõe-se a presença inevitável do paciente. Mas o que pensar desse exame já vir digitalizado e encaminhado online para o médico? Quanto tempo se economizaria nesse período entre o exame e o diagnóstico?

Nem é preciso chamar atenção para o quanto isso pode influenciar na satisfação do paciente; primeiro porque ele não precisará andar de um lado para o outro buscando e levando exames, segundo porque não terá que esperar muito para saber o diagnóstico e, consequentemente, iniciar o tratamento necessário, reduzindo, inclusive, aquele período de angústia decorrente da espera.

O governo brasileiro percebeu, já no início do século XXI, a importância desse movimento. De um lado, investiu em polos de pesquisa e desenvolvimentos de tecnologia. De outro, percebeu o benefício inequívoco que era a possibilidade de universalizar o atendimento médico através da telessaúde, através da qual poderia levar o teleatendimento aos lugares mais longínquos do país.

Dentro do conceito de encurtar distâncias, sejam elas curtas ou longas, o governo compreendeu que desenvolver um programa de telessaúde seria uma oportunidade para levar o atendimento médico a mais pessoas, sobretudo àquelas que habitam áreas de difícil acesso.

Diferença entre uma Plataforma de Telessaúde e Telemedicina

Os conceitos de uma plataforma de telessaúde e telemedicina acabam se misturando a partir do conjunto de benefícios trazidos por essas disciplinas, que se completam, mas não são a mesma coisa.

A telemedicina é o conjunto de ferramentas tecnológicas desenvolvidas para permitir que todo o processo que abrange o período entre o exame e o diagnóstico possa ser digitalizado e otimizado, de modo que o profissional possa ter acesso, com precisão, às informações e imagens.

Pode-se dizer que a telemedicina é o aspecto tecnológico e a telessaúde é o aspecto tecnológico agregado ao fator humano. A telessaúde é o conjunto de serviços que podem ser oferecidos sem a presença do paciente, da consulta por telefone até a telecirurgia.

Os serviços de telessaúde têm como beneficiários não só os pacientes, mas toda a comunidade de saúde: estudantes, médicos e enfermeiros. É possível, por exemplo, um médico ter acesso online a um prontuário eletrônico de um paciente, mas também é possível fazer teleconferências entre profissionais que precisam compartilhar informações.

É possível reunir centenas de médicos em uma vídeo conferência, organizar debates e seminários envolvendo profissionais de partes diferentes do mundo, e também elaborar programas de ensino à distância.

Por todos os lados que se observe a telessaúde e a telemedicina, está a realização de grandes benefícios para profissionais e pacientes através do encurtamento das distâncias.

Uma Plataforma de Telessaúde como diferencial competitivo

A despeito de todos os benefícios genéricos que foram abordados, há um outro lado da questão, que é a competitividade. Mesmo consultórios e clínicas médicas estão sujeitos ao mundo da concorrência.

Quem oferece a melhor combinação de serviços e preço estará, inevitavelmente, um passo à frente da concorrência.

Nesse ponto, é preciso observar que o principal personagem dessa engrenagem é o cliente, e é através de sua satisfação e de seu engajamento que haverá a retenção. Sabe-se que reter clientes é, em geral, muito mais barato do que conseguir novos, o que requer esforços de propaganda.

Pacientes são clientes, assim como aqueles com quem eles convivem e que os acompanham. São essas pessoas, os chamados clientes indiretos, que poderão ser o paciente de amanhã, que poderão falar bem da clínica ou do consultório e fazer uma propaganda gratuita e positiva.

Por isso, quando se fala em diferencial competitivo, é importante abordar quais são os benefícios que o cliente terá e como esses benefícios, aliados aos diferenciais competitivos, farão com que o paciente tenha uma ótima experiência.

Ao adotar um programa de uma plataforma de telessaúde, uma clínica médica estará deixando o médico mais próximo do paciente. O paciente se sente mais confortável e seguro ao saber que terá acesso ao médico o tempo todo. O compartilhamento de informações sobre o paciente servirá, também, para agilizar as decisões.

Sobretudo em caso de pacientes idosos, muitas vezes o atendimento via ferramentas de telessaúde pode evitar deslocamentos desnecessários e mesmo onerosos. Internações podem ser substituídas pelo conforto do lar a partir do momento que o médico pode orientar alguns cuidados.

O que dirá, então, do paciente ter que entrar na fila para marcar uma consulta? É aquela questão da capilaridade, que significa mais receitas para a clínica, mas é também a prevenção contra a perda de um paciente porque falta agilidade no atendimento. Atendimento mais ágil significa mais clientes satisfeitos.

Resumo do que é uma plataforma de telessaúde e a Telemedicina Morsch

Para concluir, e não deixar desamarrados todos os conceitos abordados, uma plataforma de telessaúde é a integração de espaços físicos e digitais, que envolve pessoas, tecnologia da informação, telecomunicações e telemedicina.

Num esforço orientado para atender a demandas de pacientes e profissionais de saúde, rompendo com a barreira da distância, otimizando os processos, levando satisfação a quem recebe o atendimento e gerando possibilidade de maior lucratividade para quem o presta, através da fidelização de clientes, da capacidade de atender mais e melhor com o mesmo custo.

A Telemedicina Morsch é uma plataforma especializada em laudos a distância.

A empresa disponibiliza o aparelho em regime de comodato, através do qual o médico tem acesso, com o uso de login e senha, a laudos emitidos com certificação digital.

O serviço online conta com especialistas registrados no Conselho Federal de Medicina para apoio aos profissionais na leitura dos exames e liberação dos laudos. Isso é possível graças ao compartilhamento e à visão única da informação.

A empresa disponibiliza os mais diversos aparelhos para exames, como gravador de registro de pressão, gravador de holter, eletroencefalograma e eletrocardiógrafo. O profissional pode realizar o exame e encaminhar à plataforma, recebendo o laudo em até 30 minutos.

Gostou do tema? Compartilhe nas redes!

Assine nosso blog!

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia pela PUC-RS. Pós-graduação em Cardiologia Pediátrica pela PUC-RS. Linkedin

COMPARTILHE

Entre em contato por WhatsApp
Enviar mensagem pelo WhatsApp