A telemedicina compete com a medicina convencional?

Por Dr. José Aldair Morsch, 5 de fevereiro de 2018
telemedicina compete com a medicina

Diante das inovações proporcionadas pela tecnologia, principalmente a internet, começamos a nos perguntar se a telemedicina compete com a medicina convencional.

A onda Hi-tech leva a população a optar por mais e mais condições de assistência com o máximo de tecnologia disponível, mas isso chega a influenciar o ato médico tradicional?

Neste artigo falaremos sobre os avanços da medicina com ênfase na Telemedicina. Uma especialidade que cresce rapidamente.

Também abordaremos discutiremos se a telemedicina compete com a medicina, á ponto de nos questionarmos se a medicina será substituída.

Por último, irei apresentar um cenário que fala por si mesmo, assim o leitor pode tirar suas próprias conclusões.

O conceito de Telemedicina de forma geral

No momento em que praticamos a medicina a distância, usando um telefone, um computador, um webinar, estamos nos referindo a Telemedicina.

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Significa disponibilizar uma opinião de especialistas para locais remotos sem recursos para atendimento de casos complicados.

Usando a tecnologia da informação na comunicação e transmissão dos dados dos exames, das teleconferências, etc… estamos literalmente praticando a medicina a distância.

O que está consolidado como atendimento a distância no Brasil?

Nos últimos 15 anos a informática, internet e telecomunicações proporcionaram uma evolução muito rápida na forma de praticar a maioria das especialidades médicas a distância.

Ao nos referirmos a qualquer especialidade médica atuante nos consultórios, clínicas, hospitais, sabidamente ela está presente de forma digital.

Utilizamos o prefixo `Tele` na frente da especialidade para distinção do formato de atendimento.

Exemplos de especialidades online e convencionais, simultaneamente:

  • Cardiologia que derivou a telecardiologia;
  • Pneumologia que derivou a telepneumologia;
  • Neurologia que derivou a teleneurologia;
  • Radiologia que derivou a teleradiologia.

Percebe-se que a lista pode ficar gigantesca, e isso é sem volta.

A necessidade de especialidades disponíveis de forma ágil, rápida, precisa e que resolve os problemas dos pequenos centros fez com que ocorresse essa adaptação no formato de atendimento.

A Telemedicina compete com a medicina convencional?

A discussão sobre o tema tem fundamentos práticos para serem debatidos.

A resposta direta é NÃO, mas merece uma justificativa muito clara.

Para que a Telemedicina possa existir, deve haver por trás a medicina. A Telemedicina é uma ferramenta de exames dentro da medicina.

Não existe sentido pensar de forma individual.

No momento que um médico atende um paciente e formula uma hipótese diagnóstica, entra a Telemedicina para realizar o exame e confirmar ou não essa hipótese.

Olhando nesse ângulo, percebemos que elas são complementares.

Porque falar em Telemedicina se existe a medicina?

A Telemedicina existe para suprir demandas de exames em locais remotos sem especialistas.

Não é apenas uma vaidade da tecnologia. Para quem vive em grandes centros com todos os recursos, nem imagina o caos do atendimento em povoados, locais onde os médicos se negam a morar.

A Telemedicina leva a medicina até os locais remotos e ajuda de fato essas pessoas. Melhorando o índice de saúde dessas regiões e ainda salva vidas nos casos de emergências.

Como  isso é possível?

Para a pessoa que vive num local remoto chegar até um serviço de saúde com um aparelho de eletrocardiograma para realizar esse exame básico e saber se está tendo um infarto é questão de muitas horas de viagem.

Com a Telemedicina a enfermeira faz o exame e transmite o arquivo digital pela internet para uma plataforma de Telemedicina onde o especialista está logado e a interpretação e liberação do laudo é feita em minutos.

Isso é realidade em muitos povoados por esse Brasil e certamente está salvando muitas vidas.

telemedicina compete com a medicina

Como entender se a Telemedicina compete com a medicina ou não?

Neste momento eu aproveito a frase que usei na introdução e descrevo como acontece o atendimento de forma geral e com a Telemedicina integrados.

Uma pessoa que não está se sentindo bem sabe que precisa buscar atendimento médico.

O lugar disponível na sua região pode ser um simples posto de saúde 24 horas ou até mesmo um grande hospital.

De forma mais clara, todos nós precisamos da medicina convencional para ter acesso ao médico que fará o atendimento!

Isso nunca vai mudar, é a medicina convencional disponibilizando os recursos básicos de atendimento.

Ao chegar no serviço de saúde, somos atendidos ou por um enfermeiro que faz a triagem ou por um clínico geral. Nunca teremos um especialista de plantão.

Os especialistas ficam de sobreaviso, ou seja, ficam em setores dentro de um grande serviço ou em casa em lugares menores.

Ao ser atendida, a pessoa descreve as queixas para os responsáveis que decidem realizar exames para esclarecer o que está acontecendo.

Neste momento entra a Telemedicina como auxiliar, visto que o exame realizado é transmitido para uma plataforma de Telemedicina para ser interpretado pelos especialistas.

Claro que nos grandes hospitais não precisa disso. Temos que lembrar que nosso País é continental e que a maioria dos pacientes não tem acesso a isso e é nesses casos que a Telemedicina vem em auxílio.

Como funciona a Telemedicina?

Com os avanços tecnológicos, foi possível desenvolver uma plataforma em nuvem que recebe os arquivos de exames de todas as especialidades que realizam em seus aparelhos médicos digitais.

Os especialistas espalhados pelo mundo estão como uma comunidade digital logados, esperando por esses exames.

Em minutos ocorre a interpretação e liberação dos laudos médicos em minutos com o resultado dos exames e condutas para os casos graves.

Tudo para auxiliar os clínicos que precisam de uma segunda opinião para ajudar no tratamento dos casos graves nas emergências.

Em síntese, imaginar que a telemedicina compete com a medicina convencional não é uma forma otimista de entender a verdadeira integração que existe de fato entre elas.

Um serviço de saúde que disponibiliza a Telemedicina para interpretar os exames de seus médicos está com um nível de atendimento muito avançado em sua comunidade e pode se orgulhar disso.

Usufruir da Telemedicina é aproveitar a tecnologia a favor da saúde e reduzir muito as andanças com ambulâncias para os grandes centros.

Isso sem dúvida traz economia para a instituição e muitas vidas são poupadas.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia pela PUC-RS. Pós-graduação em Cardiologia Pediátrica pela PUC-RS. Linkedin

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