Mitos e verdades sobre Telemedicina

Por Dr. José Aldair Morsch, 22 de outubro de 2015
Mitos e verdades sobre Telemedicina

Como é uma especialidade nova, vamos abordar os Mitos e verdades sobre Telemedicina, mostrando a verdadeira realidade para o sistema de saúde.

Ao contrário do que se pensa, a Telemedicina já começava a se desenhar no século XIX, de quando datam as primeiras tentativas de se cuidar da saúde dos pacientes à distância.

Mas é claro que o desenvolvimento da tecnologia da informação possibilitou que ela fosse sendo cada vez mais aprimorada e hoje está em franco crescimento.

Começamos com o que é Telemedicina?

Objetivamente é a utilização da tecnologia da informação com a internet para unir pontos remotos onde não há recursos em saúde com o Especialista.

Utiliza-se uma plataforma de Telemedicina para isso onde tanto o cliente que quer enviar um exame quanto o Especialista estão logados em tempo real e tudo acontece de forma muito rápida, com liberação dos laudos médicos em 30 minutos para entregar ao paciente.

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Qual a diferença entre Telemedicina e Telessaúde?

Enumeramos 6 Mitos e verdades sobre Telemedicina

1-Existem vantagens reais com o uso da Telemedicina?

Por ser uma nova especialidade médica e pouco conhecida, a insegurança é natural até que se prove que é viável.

Listo algumas vantagens para clarear as dúvidas dos iniciantes

  • Quem faz os exames na Clínica do cliente é um Técnico em Enfermagem
  • Não precisa ter Especialistas na Clínica, muito menos na cidade, ele está online á seu dispor em tempo integral
  • O resultado dos exames, ou seja, os laudos médicos feitos á distância são liberados em 30 minutos
  • É uma especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina e legítima
  • O custo do laudo é 90% menor que o cobrado pelo especialista contratado presente na Clínica
  • É um serviço de laudos á distância que funciona 24 horas por dia, o ano inteiro
  • Pode se usado no período que os especialistas tiram férias
  • Sempre é possível discutir o resultado e pedir uma segunda opinião
  • Se o resultado do exame for de risco, o Cliente é avisado imediatamente

2- A Telemedicina é um campo restrito: MITO

Já existe:

  • A Telecardiologia (usada na interpretação à distância de eletrocardiograma);
  • Teleneurologia (envolve laudos de eletroencefalograma);
  • Telerradiologia;
  • Telepatologia;
  • Telenfermagem;
  • Teleoncologia;
  • Teleoftalmologia
  • e diversas outras segmentações.

Isso significa que os recursos das telecomunicações e tecnologias da informação já estão sendo aplicados em quase todos os setores da medicina para aprimorar o atendimento aos pacientes, possibilitando que exames e laudos médicos sejam analisados a longas distâncias.

Além disso, ela também se manifesta na educação (educação continuada e à distância para médicos e enfermeiros) e até na administração de hospitais e clínicas médicas, por meio do registro eletrônico dos prontuários de pacientes. A tecnologia é uma aliada da medicina.

3-Ela é vantajosa tanto para médicos quanto para pacientes – VERDADE

Para os pacientes, a Telemedicina permite o acesso a especialistas que muitas vezes não atendem na cidade, estado ou até no país em que ele se encontra.

Por meio das suas ferramentas, um médico pode analisar um exame e dar um diagnóstico até se estiver em outro continente.

Também possibilita que o paciente não precise se deslocar com tanta frequência para ter contato com o profissional.

Já para os médicos, a Telemedicina possibilita a troca de informações e de experiências com outros colegas especialistas, ampliando o repertório.

Também facilita o acesso à opiniões de profissionais extremamente especializados e que estão distantes.

4-A Telemedicina é segura – VERDADE

Mesmo prestando um atendimento à distância, os médicos continuam estando sob juramento e, portanto, exercendo a ética da profissão.

Um cardiologista não pode analisar um eletrocardiograma vindo de outro país se a qualidade do resultado não estiver boa ou se ele não tiver informações suficientes, por exemplo.

Tudo é pensado para beneficiar o paciente. Já existe, inclusive, as Normas Éticas de Utilização da Telemedicina da Associação Médica Mundial, criadas justamente para regulamentar essa modalidade.

O Cliente sempre estará auxiliado pelo suporte com treinamentos permanentes.

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E os aparatos tecnológicos também estão cada vez mais seguros, especialmente das empresas que atuam com Telemedicina, pois reconhecem que a vida de muitas pessoas está em jogo.

5-No Brasil a Telemedicina ainda não aparece – MITO

Embora seja mais tímida do que em outros países com condições tecnológicas mais avançadas, a Telemedicina já tem beneficiado pacientes e médicos brasileiros também, inclusive do ponto de vista de formação dos profissionais.

Ela está presente em todas as especialidades, da patologia, hematologia, dermatologia, psicologia, UTI, ambulatórios, até a maioria dos exames realizados rotineiramente.

6-É benéfica para as clínicas – VERDADE

Muitas clínicas médicas espalhadas pelo país não têm um quadro de especialistas completo. Ao apostar na Telemedicina, isso deixa de ser um problema, porque o exame pode ser realizado e enviado para um médico de fora dar o laudo, do qual depende o tratamento do paciente.

Ou seja, o paciente de uma clínica pode fazer um eletroencefalograma e ter o resultado dele mesmo se não houver um neurologista fisicamente próximo dele.

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Dr. José Aldair Morsch – Cardiologista – Especialista em Telemedicina

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia pela PUC-RS. Pós-graduação em Cardiologia Pediátrica pela PUC-RS. Linkedin

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