Telemedicina e a economia do bem comum

Por Dr. José Aldair Morsch, 8 de março de 2016
telemedicina e a economia

A Telemedicina e a economia estão intimamente relacionadas, onde a busca por melhores condições de saúde com custos reduzidos é o objetivo de todos.

A atual crise econômica é um dos temas mais debatidos em todos os países do mundo, por conta de seu impacto na vida das pessoas e na dinâmica mundial.

Além das taxas de desemprego cada vez mais altas, questões relacionadas à demanda energética, ao abastecimento de alimentos e à preservação da natureza são problemas de nível mundial que não podem ser interpretados como uma questão de conjuntura, causado por governos ou empresas específicas.

São consequências estruturais de um modelo econômico que está chegando ao seu limite e que precisa, urgentemente, ser revisto.

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É nesse contexto que gostaríamos de falar da Telemedicina e a economia do bem comum, defendida pela Telemedicina Morsch.

Neste modelo, o foco deixa de ser o lucro e passa a estar centrado nos benefícios à sociedade como um todo.

Ou seja, variáveis como geração de empregos, inserção ativa em trabalhos sociais e preservação ecológica serão centrais para o sucesso das corporações.

Também se propõe a mudança de uma série de práticas nocivas socialmente nas quais se baseiam o atual modelo econômico.

Enumeramos 5 práticas onde a telemedicina e a economia do bem comum se encaixam:

1) O balanço financeiro dá lugar ao “balanço de bem comum

A referência de sucesso de uma empresa deixa de ser o balanço financeiro e passa a ser o “balanço de bem comum” (em nível empresarial) e o “produto de bem comum” (em nível nacional).

O sucesso econômico deixa de ser medido por indicadores monetários e passa ser calculado pelo benefício que as empresas trazem.

Assim, quanto mais social, ecológica, democrática e solidária for uma empresa, mais bem reconhecida economicamente ela será.

Além disso, quem tiver bons balanços de bem comum poderá desfrutar de vantagens legais, como redução de impostos, crédito mais baratos, privilégios em compras públicas e facilidades no pleito de bolsas para pesquisas científicas.

O resultado final é a premiação de atores e serviços éticos e, consequentemente, o estímulo para a mudança de conduta dos não éticos.

O efeito colateral é uma mudança de comportamento com menores custos jurídicos, ou seja, não será necessário criminalizar quem não traz o bem comum.

O sentimento de impunidade também será reduzido, já que as boas práticas serão estimuladas por novas regras de mercado.

2) Novas regras para os excedentes do balanço financeiro

Pelas propostas da economia do bem comum, os excedentes do balanço financeiro deverão ser usados para investimentos sociais e ecológicos, devolução de créditos, bonificações aos empregados e crédito não taxados para cooperativas.

Será ilegal bonificar pessoas que não trabalham na empresas, investir em mercados financeiros (que deixarão de existir) ou em partidos políticos. Em contrapartida, o imposto sobre benefícios empresarial será eliminado.

3) Limites para investimentos

As diferenças de investimento e patrimônio serão limitadas. Por exemplo: os investimentos não poderão ultrapassar uma cifra equivalente a 20 vezes o valor do salário mínimo; as propriedades não poderão ultrapassar os R$ 40 milhões; o direito de herança não poderá ser superior a R$ 2 milhões por pessoa e, em empresas familiares, de R$ 40 milhões por filho. Esses valores e proporções seriam definidos em assembleia democrática.

O excedente a esses limites serão direcionados a um fundo como “dote democrático” para as gerações futuras. O princípio que direciona essa ação é o de que “a igualdade de capital significa igualdade de oportunidades”.

4) Empresas seriam menores

Como o benefício financeiro é um meio e não um fim em si, as empresas se esforçariam para ter um tamanho ótimo, e não para crescer indefinidamente.

Assim, haveriam muitas empresas pequenas em todos os setores e, como não há incentivo para crescer demasiadamente, a nova dinâmica empresarial seria de cooperação e solidariedade.

Um dos reflexo desse novo cenário é que haveria muito mais compartilhamento de conhecimentos, tecnologias, pessoas e crédito.

5) Mudanças nas relações de poder

As grandes empresas também deverão encarar mudanças radicais em sua gestão: a partir de uma certa quantidade de empregados, os direitos de decisão e propriedade passam a ser parcial e progressivamente delegados aos funcionários e aos cidadãos.

Outra proposta do modelo de economia do bem comum que altera as relações econômicas é a de representação por parlamentos econômicos regionais. Assim, o governo não possui direito decisório nem de intervenção nas empresas públicas.

Tudo isso é uma proposta ainda abstrata, mas que precisa ser pautada na sociedade para avançar. O mundo demanda mudanças urgentes, e a Telemedicina Morsch acredita na viabilidade da economia do bem comum.

Na Telemedicina e a economia, ela contribui com aparelhos médicos em comodato

Pensando em atingir a todos os grupos de gestores da saúde na sociedade, a Telemedicina Morsch oferece os aparelhos em comodato para aqueles pequenos serviços que não disponibilizam de altos valores financeiros para investir na compra dos equipamentos.

O cliente recebe o aparelho pelo correio e o nosso suporte oferece treinamentos, instalação do equipamento e auxílio no envio dos exames para a nossa plataforma de Telemedicina.

Por isso, queremos que essa ideia se espalhe para outras empresas de todos os setores.

Para nós, a evolução das relações humanas (inclusive as econômicas) é o único caminho para garantir o futuro do planeta.

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Dr. José Aldair Morsch – Especialista em Telemedicina

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia pela PUC-RS. Pós-graduação em Cardiologia Pediátrica pela PUC-RS. Linkedin

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