O Brasil e a Telemedicina: Números do setor

Por Dr. José Aldair Morsch, 16 de maio de 2017
Brasil e a telemedicina

Os avanços tecnológicos têm ganhado cada vez mais espaço no Brasil e a Telemedicina acompanha esse processo, principalmente na área de apoio na saúde.

Junto a esse fenômeno, muito tem se discutido sobre os serviços de Telemedicina.

Apesar de ser um método recente no país, o serviço destaca-se pelos inúmeros benefícios que ele apresenta.

Tanto que muitas clínicas e hospitais que querem oferecer uma modernização dos seus negócios têm procurado aderir ao novo modelo.

Neste artigo, nós vamos discutir a Telemedicina e a sua repercussão pelo país afora para que você possa compreender mais sobre essa nova tendência.

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Antes de mais nada, vamos explicar brevemente o que é o serviço de Telemedicina. Trata-se de uma tecnologia que realiza serviços avançados em informação e telecomunicações entre demais tecnologias que são voltadas para promoção da saúde a pacientes e comunidades remotas com atendimento básico de saúde.

Então, a Telemedicina permite avanços que abrangem ligações entre médicos para discutir qualquer tipo de diagnóstico, uso da robótica e outras operações mais avançadas.

Com a Telemedicina, você pode, por exemplo, realizar eletrocardiogramas fornecendo laudos a distância em tempo real.

Nossa história: o Brasil e a Telemedicina

Os números da Telemedicina no Brasil

A Telemedicina no Brasil

Para iniciarmos nossa discussão, podemos abordar um pouco sobre como o método surgiu no Brasil.

O serviço começou a ser discutido pelo setor público e privado da saúde brasileira a partir da década de 1990, sendo na maioria dos casos projetos e debates ligados a instituições de ensino.

Porém, o serviço pioneiro de telemedicina no Brasil foi registrado em 1985. Nessa época houve uma contaminação de diversas pessoas pelo elemento césio, um composto radioativo. Isso ocorreu na cidade de Goiânia.

Para averiguar o caso, uma equipe médica da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) realizou a emissão de laudos médicos do acidente através de uma rede de comunicação entre o Núcleo de Informática Biomédica da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP e hospitais de Campinas, Brasília, Rio de Janeiro e Goiânia.

Esse sistema contribuiu para que todos os especialistas estudassem efetivamente sobre o ocorrido e realizassem diagnósticos das vítimas afetadas.

Porém, foi a partir de 1994 que os primeiros projetos de tele monitoramento cardíaco começaram a surgir. Diversas instituições começaram a ofertar laudos elaborados por especialistas, que eram enviados via fac-símile para outros serviços de saúde.

Nos anos 2000 iniciou-se o envio de exames via correio eletrônico.

Isso permitiu a leitura e discussão dos laudos, pois a plataforma permitia o compartilhamento de informações com qualquer outro serviço médico do mundo.

O Brasil e a Telemedicina: A regulamentação do método pelo Ministério da Saúde

A Telemedicina foi reconhecida pelo Ministério da Saúde em 2005, mas foi em 2007 que o órgão federal lançou o Programa Nacional de Telessaúde.

O projeto teve como caráter promover uma ação nacional a fim de melhorar a qualidade de atendimento e atenção primária do SUS. Todo o programa trabalhava integrado no ensino dos centros universitários e assistências médicas.

O programa foi proposto com a ideia de melhorar a qualidade no atendimento médico pelo  SUS.

Entre os objetivos, estava o de reduzir custos com tempo e deslocamentos, agilizar atendimentos médicos, fixar profissionais da saúde em locais remotos e otimizar os recursos dentro do próprio sistema, conseguindo assim atingir 10 milhões de usuários do programa.

Em 2011, o Programa Telessaúde Brasil redefiniu os seus ideais e ampliou-se. Com as novas medidas, o programa apresentou novas normas para as ações de telessaúde no SUS, incluiu estabelecimentos que fazem teleconsultoria e telediagnóstico no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, e também modificou o nome do programa para Telessaúde Brasil Redes.

O programa está estabelecido em todos os estados do Brasil. Em cada um dos estados, fazem parte do Programa Telessaúde Brasil Redes as instituições de ensino, gestores de saúde e programas de pesquisa e serviços do SUS que são distribuídos em duas vertentes:

Núcleo de Telessaúde Técnico-Científico: Onde as instituições de ensino são responsáveis por formulações e gestões de telediagnósticos, teleconsultorias e segundas opiniões.

Ponto Telessaúde: Nesse caso, os profissionais dos serviços de saúde solicitam o serviço de teleconsultoria e enviam exames para telediagnóstico.

Os serviços de Telemedicina trazem tantos benefícios que o Ministério da Saúde enxergou o serviço como uma alternativa para minimizar o cenário negativo da saúde no Brasil. O método ameniza o contraste da infraestrutura da saúde nas regiões que possuem um déficit de atendimento médico.

Como o Conselho Federal de Medicina entende a Telemedicina

Muitos médicos discutem sobre a atividade da Telemedicina. Porém, ressalta-se que a atividade é regulamentada pelo Conselho Federal de Saúde através da resolução nº 1.643/2002, de 07 de agosto de 2002.

Para que você conheça mais sobre a regulamentação, listamos aqui algumas das ementas sobre a utilização desse recurso.

O Conselho defende que o Brasil e a Telemedicina caminhem juntos em favor do exercício médico.

Ainda se manifesta favorável às metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados a fim de promover a pesquisa, educação e assistência à saúde.

Porém, vale ressaltar que a Telemedicina é permitida apenas para profissionais da saúde, e a chamada “Teleconsulta” entre o médico e os pacientes é considerada uma prática ilegal.

Mas para que os serviços de Telemedicina sejam estabelecidos em determinada instituição de saúde, o Conselho determina que se deve seguir algumas normas estabelecidas nas questões de transmissão de dados, privacidade, manuseio e sigilo profissional.

Falando em Brasil e a Telemedicina, a legislação estabelece que as pessoas jurídicas que utilizarem o recurso devem se inscrever no Cadastro de Pessoa Jurídica do Conselho Regional de Medicina ao qual pertence e apresentar as responsabilidades técnicas e relações do método.

Fica estabelecido também aos Conselhos Regionais de Medicina fiscalizar e avaliar constantemente os usos de Telemedicina, a fim de manter uma qualidade na atenção e relação entre o médico e o paciente.

Porém, devemos ressaltar que apesar dos avanços e desenvolvimento da Telemedicina no Brasil, ela ainda enfrenta diversos desafios para alcançar uma difusão plena.

Do ponto de vista político, há diversas iniciativas governamentais realizadas pelo Ministério da Saúde para alcançar avanços do setor.

Mesmo sendo uma atividade regulada pelo Conselho Federal de Medicina, a Telemedicina precisa se expandir para outras clínicas e hospitais. Essa é a chance de levar o acesso a medicina para a população de áreas remotas que possuem condições precárias de saúde.

O Brasil e a Telemedicina: Quais os benefícios da Telemedicina na minha clínica médica

Com a Telemedicina, os pacientes podem ter acesso a cuidados da saúde de uma maneira mais ágil. Isso pode ser um fator fundamental para aumentar o engajamento do paciente para com a sua clínica, permitindo assim que você alcance melhores resultados.

Esse modelo está levando a medicina a um caminho de excelentes resultados.

Além disso, a Telemedicina pode ser extremamente vantajosa para a sua clínica, pois ela pode reduzir drasticamente alguns gastos.

Nesse tipo de serviço, você paga apenas pelos exames que forem enviados para análise. Ou seja, se você fizer as contas, o serviço pode sair bem mais em conta, porque você não vai precisar pagar um profissional radiologista exclusivamente para a sua clínica.

Com a telemedicina, você pode enviar os exames quando quiser. Algumas empresas oferecem equipes disponíveis a todo momento, e são diversos os profissionais que trabalham juntamente a empresa, podendo assim oferecer agilidade nos resultados.

Se você pensa em aderir esse programa para a sua empresa, precisa ter a ciência de contratar empresas de confiança para realizar o serviço.

Como a Telemedicina Morsch pode ajudar?

Na hora de contratar um serviço de Telemedicina você precisa estar atento a diversos fatores. A empresa deve ser homologada pela ANVISA, e ser capaz de oferecer laudos com qualidade e agilidade.

Quem tem se destacado no mercado devido ao comprometimento com os serviços prestados é a Telemedicina Morsch. A sua plataforma de telemedicina interpreta exames fornecendo laudos a distância que são liberados em questão de minutos.

A empresa pode ser uma excelente aliada em oferecer exames de várias especialidades para o profissional da saúde que está procurando oferecer uma modernização do seu negócio.

Devemos ressaltar que uma clínica que oferece recursos tecnológicos capazes de oferecer um melhor atendimento aos pacientes pode se destacar como uma empresa diferenciada no mercado.

A Telemedicina Morsch possui uma equipe de profissionais altamente capacitados, que realizarão uma compreensão efetiva dos diagnósticos.

Essa é uma empresa que transmite confiança aos seus usuários. Chega de esperar por dias os resultados de exames; contrate agora a Telemedicina Morsch e tenha os laudos de qualidade nas suas mãos em questão de minutos.

Como a Telemedicina se posiciona no Brasil?

Os serviços de Telemedicina têm crescido cada vez mais no país, fornecendo serviços ao setor público e privado, melhorando os sistemas de acesso a saúde de milhares de pacientes.

Muitas pesquisas têm sido realizadas nesse ramo para aprimorar cada vez mais os serviços. A prática está cada vez mais em ascensão, e até mesmo o Conselho Federal de Medicina tem aprovado o método.

Por isso, vendo a história do Brasil e a Telemedicina, se você procura por uma inovação na sua clínica médica ou no seu hospital deve aderir aos recursos da Telemedicina, preferencialmente da Telemedicina Morsch.

Esse é um novo modelo que vai oferecer laudos com qualidade, eficiência e agilidade, podendo assim ser extremamente vantajoso para o seu negócio.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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