Saúde corporativa: medicina ocupacional na gestão de saúde das empresas

Por Dr. José Aldair Morsch, 7 de janeiro de 2019
Saúde corporativa: medicina ocupacional na gestão de saúde das empresas

A saúde corporativa rende desafios e oportunidades.

Isso se aplica a todas as empresas que têm funcionários e, por essa razão, o compromisso de zelar pelo seu bem-estar desde os exames admissionais.

Por um lado, é desafiador investir em saúde sem comprometer o orçamento – segundo estimativa da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), essa despesa responde por 12% a 20% dos custos fixos das empresas.

Por outro, oportuniza a clínicas de medicina ocupacional ofertarem um serviço voltado a processos mais seguros, em respeito à legislação vigente e estabelecendo condições de trabalho que sirvam de motivação para o melhor desempenho das equipes.

Quem privilegia a visão da oportunidade, pode se favorecer inclusive do ponto de vista financeiro.

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É que a tecnologia evoluiu para permitir a redução de custos na oferta de serviços de medicina do trabalho.

A partir da telemedicina, por exemplo, é possível laudar exames sem a exigência de contar com um especialista no local do procedimento.

Isso representa não apenas economia para as clínicas, como também as torna mais competitivas em um mercado permanentemente em alta.

Afinal, as empresas sempre precisam investir em programas de saúde corporativa.

Se você quer saber mais sobre esse setor e as oportunidades de agregar qualidade e economia aos exames ocupacionais, não deixe de acompanhar este artigo até o final.

Boa leitura!

O que é saúde corporativa?

O que é saúde corporativa?

O que é saúde corporativa?

Saúde corporativa é um conjunto de práticas que visam prevenir doenças ocupacionais, garantir o bem-estar dos colaboradores e, dessa forma, contribuir para o seu melhor desempenho laboral.

Ela também pode ser entendida como um programa e, dessa forma, ter ações sistêmicas.

Do início ao fim da relação de um trabalhador com a empresa, várias são as medidas que devem ser adotadas para assegurar a sua integridade física e emocional.

Do exame admissional ao demissional, passando pelas avaliações periódicas, acesso a planos de saúde e iniciativas internas de prevenção a doenças, o foco está sempre em garantir que o funcionário tenha as condições ideais de saúde para o desenvolvimento de suas atividades.

Como destacado no início do artigo, este é um investimento fundamental na equipe, mas que não sai barato.

Pesquisa realizada em parceria entre ABRH e Aliança para a Saúde Populacional (Asap) identificou que 55% das empresas avaliadas gastaram pelo menos 10% mais em 2016.

Algumas chegaram a ver a despesa crescer em até 20%.

Cabe lembrar, contudo, que investir em saúde corporativa é uma exigência legal – práticas de saúde e segurança no trabalho estão previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a Lei nº 6.514/1977 e em normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho.

Benefícios das empresas em investir na saúde corporativa

Benefícios das empresas em investir na saúde corporativa

Benefícios das empresas em investir na saúde corporativa

Por estarem previstos em lei, os investimentos em saúde corporativa podem enganar o gestor menos atento.

Mas não é apenas pelo fato de atender à legislação e evitar multas que vale a pena apostar nessa ideia.

Aliás, essa é a menor das razões para estruturar programas de prevenção de doenças e acompanhamento da saúde dos colaboradores.

É o que fica claro ao reconhecer os impactos de suas ações no dia a dia da empresa.

Aqui, a palavra-chave é produtividade.

Longe de doenças, a qualidade de vida do colaborador se acentua, ele se percebe motivado para desempenhar suas funções e engajado para contribuir com os resultados da empresa.

Como consequência da maior preocupação do empregador com a saúde dos empregados, caem os índices de absenteísmo, que são as faltas ou atrasos não justificados.

E também os de rotatividade, com a maior retenção de talentos na empresa.

Para entender, basta imaginar o quão terrível seria perder um profissional de função estratégica no negócio em razão de uma doença ocupacional não mapeada de forma precoce.

Não se pode desconsiderar também os reflexos externos da preocupação com a saúde corporativa.

O mercado enxerga na organização o que se chama de responsabilidade social.

É muito diferente daquele boca a boca que ultrapassa os muros com uma propaganda negativa do negócio.

Como clínicas de medicina ocupacional podem auxiliar na gestão da saúde corporativa das empresas

Como clínicas de medicina ocupacional podem auxiliar na gestão da saúde corporativa das empresas

Como clínicas de medicina ocupacional podem auxiliar na gestão da saúde corporativa das empresas

Até aqui, privilegiamos um dos lados dessa história: o de que investir em saúde corporativa é benéfico, mas desafiador e caro.

Chegou a hora de entender melhor as oportunidades geradas a partir daí.

Para oferecer um programa voltado a garantir as melhores condições físicas e emocionais dos funcionários, as empresas não estão sozinhas.

Aliás, contratar um médico do trabalho e outros profissionais de saúde ocupacional para atuação interna costuma ser inacessível, além de exigir um planejamento bastante detalhado das ações.

Isso sem falar que não é a atividade-fim do negócio. Ou seja, lhe falta a expertise necessária para organizar e conduzir o processo.

Por essas razões, clínicas de medicina ocupacional são uma escolha certeira, o que abre a esse tipo de negócio uma oportunidade promissora no mercado.

As clínicas são responsáveis por realizar exames ocupacionais (admissional, periódico e demissional) e também podem conduzir programas completos de saúde corporativa.

No próximo tópico, falarei mais sobre essas iniciativas.

Principais programas da saúde corporativa nas empresas

Principais programas da saúde corporativa nas empresas

Principais programas da saúde corporativa nas empresas

Vou relacionar agora os principais programas de saúde corporativa que podem ser estruturados em empresas.

O foco das iniciativas está tanto na prevenção de doenças quanto no diagnóstico precoce delas, o que é essencial para o sucesso do tratamento.

Exames Ocupacionais

São cinco os principais tipos de exames ocupacionais.

Vamos a eles:

  • Exame admissional: procedimento realizado após a contratação, investiga as condições de saúde do possível novo funcionário, levando em conta aspectos relativos ao cargo que ele irá ocupar
  • Exame demissional: avaliação médica que investiga se a saúde do trabalhador sofreu algum prejuízo causado pela atividade profissional exercida na empresa. Em caso positivo, existe uma responsabilidade indenizatória para a contratante
  • Exame periódico: é realizado eventualmente para verificar as condições de saúde do trabalhador. Sua frequência é determinada pelo PCMSO, o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional
  • Exame de retorno ao trabalho: quando o colaborador esteve afastado por mais de 30 dias, o procedimento é utilizado para reavaliar suas condições de saúde
  • Exame de nova função: sempre que o colaborador muda de função dentro da empresa, um novo exame médico deve ser realizado, parecido com o admissional.

Ambulatório nas Empresas

Do ponto de vista legal, um ambulatório só é exigido pela NR 18 para empresas do setor de  construção civil com pelo menos 50 trabalhadores.

No entanto, a sua instalação pode ser recomendada pela equipe do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) após avaliação sobre os riscos aos quais os funcionários estão sujeitos no ambiente de trabalho.

Se for o caso, é preciso preparar um orçamento volumoso para o investimento, já que um ambulatório exige a contratação de profissionais e a aquisição de equipamentos diversos, além de medicamentos e outros artigos hospitalares.

Programas de prevenção da saúde

Integram as iniciativas de saúde corporativa uma série de programas com foco na prevenção.

Entre eles, os principais são os seguintes:

  • Tabagismo: um funcionário fumante pode custar cerca de R$ 20 mil extras ao ano, diz estudo da Universidade de Ohio. A estimativa inclui perdas por produtividade. Um programa de combate ao tabagismo, portanto, serve para conscientizar sobre os malefícios do cigarro e contribuir com o projeto para largar o tabaco
  • Obesidade: a obesidade é um problema de saúde pública, cujas repercussões aparecem no desempenho profissional. Empresas podem promover palestras sobre alimentação saudável, parcerias com academias para oferecer planos especiais e até disponibilizar algumas modalidades, como ioga e ginástica funcional
  • Vacinação: vacinas podem prevenir doenças relacionadas ao trabalho e que interferem na produtividade. Segundo pesquisa publicada no Journal of The American Medical Association (JAMA), campanhas de vacinação focadas nos vírus circulantes podem reduzir em 32% as faltas ao trabalho
  • Saúde mental: a promoção da saúde mental no trabalho é uma recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU). Entre as ameaças a combater, estão estresse e ansiedade, assédio moral, bullying, sobrecarga e risco de desemprego.

Análise Ergonômica

A Análise Ergonômica do Trabalho (AET) não é exatamente um programa, mas um parecer médico que traz as considerações de um especialista sobre os riscos ergonômicos presentes na rotina dos colaboradores, em seus postos de trabalho ou nos equipamentos que operam.

A realização da AET atende ao disposto na NR 17, mas pode ser realizada por qualquer empresa como parte de um programa de prevenção a doenças ocupacionais.

Lesões causadas por esforços repetitivos são um dos focos desse tipo de iniciativa de saúde corporativa.

Ginástica Laboral

Um programa de ginástica laboral estabelece uma série de exercícios físicos realizados no local de trabalho e em horário de expediente.

Trata-se de uma iniciativa válida para empresas de qualquer porte

As razões para a sua promoção são tanto de ordem física quanto emocional, já que a atividade física oferece benefícios comprovados contra o estresse e ansiedade, ao mesmo tempo em que contribui na prevenção de doenças e lesões ocupacionais, especialmente do ponto de vista ergonômico.

Planos de saúde corporativos

Planos de saúde corporativos

Os investimentos em saúde corporativa não se limitam à realização de exames ou à promoção de iniciativas focadas na prevenção.

A oferta de planos de saúde corporativos visa suprir possíveis carências da rede pública, possibilitando aos funcionários o acesso a uma oferta maior e mais ágil de atendimento.

Na modalidade, ocorre uma negociação entre a empresa contratante e a operadora que fornece o plano, de modo que valores mais baixos possam ser disponibilizados aos trabalhadores.

Isso significa que eles não estão dispensados do pagamento de uma mensalidade, mas que ela costuma ser menor do que na contratação de um plano particular.

Pesquisa da Ticket verificou que 70% dos trabalhadores no país possuem um plano de saúde, mas que 63% efetivamente contratam uma modalidade corporativa.

Em alguns casos, eles também são dispensados da chamada coparticipação, que é o valor devido pelos exames e consultas realizados.

Conforme mostra o já citado estudo da ABRH, 40% das empresas não estabelecem a coparticipação dos funcionários, o que abre margens para o descontrole nos gastos.

Medicina Ocupacional e Telemedicina

Medicina Ocupacional e Telemedicina

Medicina Ocupacional e Telemedicina

No início deste artigo, referi que o avanço da tecnologia tem se mostrado decisivo não apenas para ampliar o acesso e qualificar os serviços, mas também para reduzir os custos às empresas.

Essa vantagem fica mais clara ao conhecer as aplicações da telemedicina e os principais exames ocupacionais laudados à distância.

Aplicação da Telemedicina em clínicas de medicina ocupacional

Uma clínica de medicina ocupacional, entre outros serviços, pode realizar uma série de exames de avaliação e diagnóstico de lesões e doenças que atinjam os trabalhadores.

As empresas terceirizam essa demanda a elas muito em razão da expertise que possuem, mas também pelo alto custo envolvido.

Na prática, elas repassam às clínicas um desafio financeiro que, com a telemedicina, ficou mais fácil enfrentar.

A partir de modernos aparelhos digitais, é possível realizar o exame na presença de um técnico habilitado e compartilhar os dados coletados em uma plataforma de telemedicina.

Distante dali e de forma remota, um especialista da empresa de telemedicina acessa o portal, analisa as informações, interpreta os resultados e emite um laudo médico que é assinado eletronicamente por ele.

Na comparação com a contratação de médicos especialistas para laudar exames, a telemedicina surge como uma opção muito mais econômica, sem deixar de agregar também qualidade e agilidade ao processo.

Principais exames laudados pela telemedicina nas clínicas de medicina ocupacional

Entre os diferentes exames que podem ser laudados à distância a partir da telemedicina, estão alguns de saúde corporativa.

Vou falar sobre cada um deles agora.

Eletrocardiograma

O eletrocardiograma (ECG) analisa a atividade elétrica do coração, podendo ser realizado em repouso ou com esforço, no chamado teste ergométrico em esteira ou bicicleta.

Eletroencefalograma

O eletroencefalograma (EEG), por sua vez, analisa a atividade elétrica do cérebro, sendo empregado para a investigação e acompanhamento de condições que afetam o sistema nervoso.

Espirometria

A espirometria, também chamada de prova de função pulmonar, é bastante aplicada na saúde ocupacional para avaliar o sistema respiratório de trabalhadores expostos a agentes agressores, como poeiras.

Radiografias

As radiografias, mais conhecidas como exames de raio x, podem ter diferentes aplicações ocupacionais.

Entre as principais, está o raio x de tórax padrão OIT, que pode diagnosticar desde doenças pulmonares a fraturas, lesões, tumores e doenças ósseas.

Comodato dos aparelhos como alternativa na Medicina Ocupacional

Você já viu neste artigo que a telemedicina reduz custos na oferta de exames ocupacionais.

Por outro lado, para que a sua plataforma receba as informações dos pacientes, a clínica depende de aparelhos digitais, que têm um preço de aquisição mais alto que os convencionais.

Só que esse não precisa ser um entrave para a oferta dos exames.

Algumas empresas de telemedicina, como a Morsch, trabalham com o sistema de comodato, que disponibiliza equipamentos sem custos enquanto os laudos médicos são contratados.

Veja quais são eles:

  • Aparelho de eletrocardiograma digital
  • Aparelho de Holter de ECG digital
  • Aparelho de MAPA de pressão arterial 24 horas
  • Aparelho de eletroencefalograma digital
  • Aparelho de espirometria

Como a Telemedicina Morsch pode auxiliar na emissão de laudos de exames ocupacionais

Como a Telemedicina Morsch pode auxiliar na emissão de laudos de exames ocupacionais

Ao longo deste artigo, apresentei um panorama completo sobre a saúde corporativa e a oferta de exames ocupacionais.

Se você tem ou planeja ter uma clínica de medicina ocupacional, a Telemedicina Morsch pode ser a sua principal parceira.

Você pode ampliar o seu portfólio, oferecer novos exames e contar com modernos equipamentos digitais em comodato, gerando o menor impacto possível no seu orçamento.

Com a Morsch, seus exames são laudados com grande qualidade e a agilidade de quem interpreta os resultados em tempo real nas situações de urgência.

Não deixe de visitar o site para saber mais e solicitar seu teste grátis.

Conclusão

Ao chegar ao final da leitura, você tem todas as informações que precisa para investir na saúde corporativa e aproveitar as oportunidades de um mercado altamente promissor.

Todas as empresas precisam zelar pela saúde e bem-estar de seus colaboradores.

E os serviços que se candidatam com excelência nessa oferta saem na frente.

Faça contato com a Telemedicina Morsch para conhecer planos que se encaixam no seu orçamento.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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