Ginástica laboral nas empresas: objetivos, benefícios e como implementar

Por Dr. José Aldair Morsch, 3 de janeiro de 2022
Ginástica laboral

A ginástica laboral pode fazer muito pela saúde dos colaboradores de sua empresa, não importa o segmento em que você atue.

Segundo o Governo Federal, só em 2019, 39 mil pessoas foram afastadas do trabalho em razão de lesões por esforço repetitivo (LER-DORT).

Isso sem contar que, de acordo com a OMS/OIT, cerca de 2 milhões de pessoas morrem anualmente por causa de doenças e lesões originadas no ambiente de trabalho.

É dever de todo empregador zelar pela saúde de seus colaboradores, e não só dentro do ambiente de trabalho.

Por isso, neste conteúdo, vou explorar os benefícios da ginástica laboral, um meio eficaz e lúdico de melhorar a saúde e a auto-estima das pessoas no contexto empresarial e corporativo.

O que é ginástica laboral?

Já vai longe o tempo em que as empresas ignoravam a importância do bem-estar do trabalhador, dentro e fora de suas dependências.

Isso porque a questão vai além do aspecto físico, como mostra um estudo (em inglês) da Universidade de Oxford.

Segundo a pesquisa, trabalhadores felizes e satisfeitos são 13% mais produtivos.

Pode não parecer muito, mas não se engane.

No longo prazo, e, principalmente, quando se trabalha com grandes equipes, um aumento como esse é um tremendo salto de qualidade.

Um dos meios para se chegar a resultados assim é a ginástica laboral, que consiste na realização de exercícios coletivos, em séries orientadas por um profissional de Educação Física.

Então, se você quer promover a saúde em sua empresa e, ao mesmo tempo, motivar e engajar seus colaboradores, essa é sem dúvida uma solução a se considerar.

Qual o objetivo da ginástica laboral?

Sendo um tipo de exercício assistido, o objetivo principal da ginástica laboral é melhorar o condicionamento físico dos seus praticantes, que ganham mais agilidade e disposição para realizar as tarefas diárias. 

Além disso, ao fortalecer músculos, tendões e ligamentos, também previne as temidas lesões por esforço repetitivo que, como vimos, são a principal causa de baixas no trabalho no país.

No entanto, a ginástica laboral vai além.

Como os exercícios são sempre em conjunto e liderados por um especialista, são também uma oportunidade de descontrair e de socializar.

Nada melhor para a empresa, que passa a contar com empregados mais confiantes, integrados e menos propensos a sofrerem lesões.

Quais os benefícios da ginástica laboral?

Sessões regulares de ginástica laboral podem promover melhorias significativas para a saúde das pessoas que praticam.

Dessa forma, no longo prazo ela pode ser uma poderosa ferramenta para a promoção do bem-estar coletivo e, nesse caso, os ganhos são mútuos.

Como sugere este estudo (em inglês) da Universidade de Lisboa, a ginástica laboral traz retorno expressivo para a empresa, já que colaboradores mais dispostos desempenham melhor suas tarefas.

Em consequência, tende a aumentar a qualidade dos seus produtos e serviços, beneficiando por fim os seus clientes.

Há ainda outras vantagens a serem destacadas, como veremos abaixo.

Continue lendo atentamente.

Previne doenças e lesões 

Outro estudo, realizado pela Universidade de Santa Cruz do Sul, indica que programas de condicionamento físico ajudam a evitar doenças.

Essa face preventiva traz consigo outro benefício ainda mais importante, que é a mudança de comportamento das pessoas em relação à própria saúde.

Como sugerem os pesquisadores, a ginástica laboral é eficaz para estimular um estilo de vida mais saudável, no qual os exercícios e mudanças na alimentação são incorporados.

Dessa forma, a empresa dá o “pontapé inicial” e, a partir disso, o próprio colaborador assume a responsabilidade por cuidar bem da sua saúde, em um ciclo virtuoso de bons hábitos.

Reduz o absenteísmo 

As atividades físicas em grupo são um “santo remédio” contra o absenteísmo, a ausência injustificada no ambiente de trabalho.

Ainda que parte desse problema esteja sendo compensada com o avanço do teletrabalho, ele ainda gera prejuízos consideráveis para as empresas.

É o que mostra uma matéria publicada no Monitor Mercantil, segundo a qual a improdutividade causada pelo absenteísmo leva a perdas de até R$ 230 mil por ano.

Nesse sentido, a ginástica laboral pode ser uma solução de custo baixo e que se paga com a própria redução das perdas que ela vem a proporcionar.

Exercícios laborais

A partir da ginástica laboral, as tarefas diárias podem ser desenvolvidas com mais agilidade

Melhora o ambiente

Atividades físicas em grupo são positivas não apenas porque são mais seguras, mas, sobretudo, porque levam as pessoas a interagirem mais.

Dessa forma, a auto-estima melhora no nível individual enquanto os laços de companheirismo são fortalecidos.

Nem precisamos ir muito longe para saber que, em ambientes mais colaborativos, a tendência é de que o clima seja muito mais agradável.

Cabe ressaltar que as empresas em que o clima organizacional é mais leve e positivo tendem a atrair e reter os melhores talentos, como aponta esta pesquisa em inglês

Assim sendo, investir em programas de ginástica laboral é uma maneira de fomentar um ambiente mais produtivo, no qual as relações se baseiam na confiança mútua.

Estimula a atividade física

Uma pesquisa publicada na revista Veja revela que o sedentarismo nas empresas custa para a economia global R$ 220 milhões por ano.

Portanto, deixar os colaboradores sedentários traz riscos no longo prazo, especialmente porque leva a taxas maiores de absenteísmo, afastamento por lesões e afastamento por inatividade.

A partir do estímulo dado pela prática regular de ginástica laboral, abre-se uma janela de oportunidade para aqueles que não têm ou nunca tiveram o hábito de se exercitar.

Ao tomar gosto pela prática, aumentam as possibilidades de o próprio colaborador se movimentar, buscando fora da empresa um esporte que o faça se sentir bem.

Colaboradores mais produtivos

Os estudos que falam sobre os impactos da ginástica laboral associam, invariavelmente, a falta de atividade física à improdutividade, o que, como vimos, custa muito caro.

Considerando esse impacto, implementar programas de ginástica no ambiente de trabalho é uma forma de induzir ao aumento da produtividade.

Isso vale para todos os tipos de empresa.

Afinal, do operador de máquinas ao funcionário administrativo, todos se beneficiam de uma boa condição física.

Quando se trata de saúde, a prática de esportes é sempre uma boa solução, desde que seja orientada e observando as limitações de cada colaborador.

Importância da ginástica laboral nas empresas

Vale destacar que a falta de atividade física é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças e complicações graves.

Hipertensão, diabetes, problemas circulatórios e articulares são alguns dos males que são evitados quando se pratica esportes regularmente.

Nesse sentido, a ginástica laboral é uma maneira de despertar nas pessoas a necessidade de cuidarem de si mesmas.

É também uma forma de induzi-las a uma mudança de hábitos e posturas em relação à saúde, já que costuma promover uma reeducação alimentar e tem influência positiva até mesmo na higiene do sono.

Se individualmente essa alteração do comportamento já provoca impactos positivos, no nível coletivo pode levar a saltos de qualidade que, de outra forma, não seriam alcançados.

Atividade física no trabalho

Um dos principais benefícios da ginástica laboral é o estimulo à prática de exercícios físicos

Quais são os tipos de ginástica laboral?

Outro aspecto positivo da ginástica laboral é que as rotinas de exercícios podem ser adaptadas conforme o contexto e o segmento da empresa.

Por exemplo: em uma indústria, o risco de lesões por desatenção nas operações de equipamentos torna indicada a ginástica do tipo preparatória.

Já em uma empresa prestadora de serviços com atividades mais de escritório, o tipo de ginástica mais adequada é a preventiva, em razão do risco maior de LER-DORT.

Portanto, a ginástica no ambiente de trabalho pode ser totalmente ajustada às demandas dos trabalhadores, potencializando assim seus benefícios.

Apresento na sequência os cinco tipos mais conhecidos e explico de que forma eles impactam no bem-estar e condicionamento físico das pessoas.

Relaxamento

Uma jornada de trabalho intensa pode levar ao estresse em razão das pressões diárias e a fatores como tráfego no trajeto casa-trabalho-casa e má alimentação, entre outros.

Assim sendo, é preciso considerar a necessidade de induzir os trabalhadores a um estado físico e mental mais relaxado, até porque o estresse é uma doença cumulativa.

A melhor maneira de conseguir esse objetivo é recorrer à ginástica laboral relaxante, que pode ter suas sessões iniciadas entre 10 a 15 minutos antes do fim do expediente.

Entre as práticas mais frequentes estão massagens relaxantes, meditação e exercícios de respiração, de maneira a dissipar as tensões acumuladas ao longo do dia. 

Preventiva 

Por sua vez, a ginástica preventiva foca em exercícios aeróbicos e anaeróbicos com o objetivo de melhorar a condição cardiovascular, força e resistência.

É um tipo de atividade indicada para todo tipo de empresa, já que promove a melhora do condicionamento físico global.

De qualquer forma, as rotinas de exercícios devem ser selecionadas com cuidado, tendo em vista eventuais diferenças de idades e as condições de saúde de cada um.

Ainda assim, é possível estabelecer sessões com metas, de maneira que os participantes se sintam estimulados a continuar.

Lembrando sempre que, como toda sessão de ginástica laboral, as do tipo preventiva devem ser sempre conduzidas por profissionais de Educação Física ou Fisioterapeutas credenciados.

Compensatória 

Para certos tipos de atividade, os riscos de lesões, dores ou desconforto em regiões do corpo específicas são mais altos.

Uma equipe que trabalha o dia inteiro digitando, elaborando textos e relatórios, por exemplo, pode ficar mais suscetível a dores no pescoço, cotovelos e pulsos.

A ginástica laboral compensatória é indicada nesses casos, já que seu objetivo é minimizar os danos causados por posturas inadequadas ou o esforço repetitivo.

Ela pode ser realizada durante o expediente ou ao final, sempre com exercícios de alongamento ou de isometria com o objetivo de compensar o estresse músculo-esquelético.

Corretiva 

Mais ou menos como na ginástica compensatória, na corretiva, o que se busca é atenuar os problemas articulares causados por má postura durante o expediente, como a hérnia de disco, por exemplo.

A diferença principal está no risco oferecido pelo ambiente de trabalho. 

Nesse caso, quanto menos ergonômica for a posição em que o trabalhador atua, mais necessários serão os exercícios de correção.

Preparatória 

Como o nome já indica, a ginástica laboral preparatória serve para deixar o colaborador preparado para o dia de trabalho que tem pela frente.

Ao realizar exercícios aeróbicos e anaeróbicos, ele aumenta gradativamente sua capacidade respiratória e eleva os níveis de endorfina.

Com isso, passa a se sentir mais disposto para trabalhar.

Ginástica no trabalho

Os objetivos da ginástica laboral se adaptam ao que a empresa busca na relação com suas equipes

Quem deve fazer ginástica laboral?

Embora não haja contraindicação expressa, vale ficar atento.

A ginástica laboral deve ser realizada sempre com acompanhamento de um médico do trabalho, um fisioterapeuta e um profissional de Educação Física.

Juntos, eles vão definir as rotinas adequadas ao perfil dos colaboradores.

Da mesma forma, vão avaliar aqueles que, eventualmente, estejam incapacitados para participar das sessões.

Como implementar a ginástica laboral nas empresas

Normalmente, a ginástica laboral utiliza as dependências das empresas para realizar suas atividades.

Ainda assim, se a equipe de Medicina do Trabalho da empresa decidir, é possível reservar áreas exclusivamente para as rotinas em grupo.

Seja qual for o caso, é indicado que os programas sejam prescritos por equipes multidisciplinares formadas por fisioterapeutas, médicos do trabalho e treinadores qualificados.

Eles vão selecionar o tipo de atividade que mais se encaixa no perfil dos funcionários e da empresa, cuidando ainda de aspectos como frequência e auxiliando a gestão na avaliação dos resultados.

Uma possibilidade é contratar uma empresa terceirizada para oferecer a atividade física laboral aos funcionários.

Terceirize demandas de saúde ocupacional com eficiência e qualidade

Por falar em terceirização, a tecnologia é grande aliada das demandas de Medicina do Trabalho.

E isso vai muito além da ginástica laboral e se estende a várias tarefas que podem ser terceirizadas, agregando agilidade e qualidade ao setor.

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Conclusão

Não é por acaso que a ginástica laboral faz tanto sucesso nas empresas. 

Neste conteúdo, vimos por que ela é uma solução para melhorar não só a parte física, mas, sobretudo, a autoestima das pessoas.

Conte com a Telemedicina Morsch para levar aos colaboradores da sua empresa mais qualidade de vida e bem-estar.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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