Interpretação do exame de espirometria: como é feito e resultados

Por Dr. José Aldair Morsch, 18 de abril de 2017
Interpretação do exame de espirometria

O exame de espirometria é feito para medir o volume e velocidade do ar que entra e sai de nossos pulmões, assim podemos saber se estamos saudáveis ou apresentamos alguma doença respiratória como a asma.

Também é conhecido como Prova Ventilatória ou Prova de Função Pulmonar e, popularmente, chamada de teste do sopro.

O exame não é invasivo e visa medir a velocidade da entrada do ar nos pulmões, afinal com essa informação é possível analisar diversos indicadores.

O médico pode avaliar o estado dos pulmões da pessoa em relação à sua idade, altura, sexo, exposição a toxinas ocupacionais e o vício do tabagismo.

Também é feita análise de dados radiológicos, histórico do paciente, entre outros fatores importantes para um laudo médico assertivo.

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Com o exame de espirometria é possível quantificar o ar que a pessoa assoprou e qual a velocidade. O aparelho usado no exame possui um bocal onde o paciente assopra.

Caso haja alguma alteração, o médico pede outros exames para diagnosticar doenças respiratórias como a DPOC ou asma.

Neste artigo você aprenderá como é um resultado normal e alterado de espirometria, bem como a melhor forma de ter um exame interpretado por um Pneumologista, mesmo não morando em sua cidade.

Continue sua leitura e saiba mais!

Como é feito o exame de espirometria?

Como é feito o exame de espirometria?

Como é feito o exame de espirometria?

O exame não é invasivo, é indolor e dura cerca de meia hora.

O paciente fica sentado e respira por meio de um tubo com bocal, o qual está conectado no espirômetro.

Há uma presilha de borracha que tampa o nariz e garante total respiração pela boca, passando pelo aparelho.

Enquanto o exame acontece é pedido para o paciente respirar tranquilamente por algum tempo.

Ele precisa encher o pulmão totalmente, em seguida soprar com o máximo de força e rapidez que conseguir e, depois disso, respirar lentamente.

O teste é feito outras vezes com medicação broncodilatadora em forma de spray.

Mas, afinal, como os resultados do exame de espirometria são obtidos?

Em um computador interligado ao aparelho aparece uma série de curvas, tabelas e gráficos que o médico analisa e tem como resultado diversos parâmetros que informam as condições de respiração do paciente.

Isso inclui:

  • Volume expirado forçado (VEF)
  • Capacidade vital forçada (CVG)
  • Volume residual (VR)

O paciente não precisa fazer nenhum preparo anterior, afinal o exame de espirometria é muito simples.

Basicamente a pessoa deve ficar em repouso por cinco ou dez minutos antes de fazer o exame.

Não é necessário ficar em jejum, apenas evitar chás, cafés, ou bebidas alcoólicas seis horas antes do exame.

Quando a pessoa utiliza alguma medicação contínua, deve suspender quatro horas antes do exame (quando for broncodilatador de ação rápida) e por doze quando for de ação prolongada.

Os fumantes devem suspender o cigarro duas horas antes do exame. Caso o paciente esteja gripado, não deve realizar o exame.

Mas isso varia de acordo com o profissional que pede o exame, pois cada caso é um caso e nem sempre é preciso vetar o medicamento.

Quanto mais levadas à risca tais orientações mais chances do exame ser preciso e eficaz.

Resultado da Espirometria

Resultado da exame de Espirometria

Resultado da exame de Espirometria

A pergunta frequente é o que é o resultado de espirometria?

É um relatório fornecido pelo Pneumologista onde descreve se existe alguma doença pulmonar de nascimento ou adquirida em um ambiente de trabalho insalubre.

A medicina ocupacional é uma área que realiza muito exame de espirometria.

Na investigação clínica, o exame ajuda a fazer o diagnóstico de asma, que é uma doença reumática que atinge os pulmões e cursa com estreitamento dos brônquios e bronquíolos, fazendo com que o paciente tenha falta de ar.

Em se tratando de espirometria resultados, podemos ter desde um exame normal, ou seja, sem restrição a passagem de ar para os pulmões, quanto graus variados de obstrução ou restrição a esse fluxo.

As principais alterações no exame de espirometria são:

  1. Exame normal
  2. Distúrbio ventilatório obstrutivo (leve, moderado ou grave)
  3. Distúrbio ventilatório restritivo (leve, moderado ou grave)
  4. Distúrbio ventilatório misto (com detecção de anormalidade obstrutiva e restritiva)
  5. Exame inespecífico (há presença de anormalidade ventilatória, porém sem elementos para identificar obstrução ou restrição de forma clara).

Tais conclusões são obtidas inicialmente com um relatório gerado pelo espirômetro.

Essas informações são fornecidas pelo próprio software do aparelho, sem uma análise humana, ou seja, de um Pneumologista.

Por não se tratar de inteligência artificial para interpretar exames, essas informações não são seguras.

O software do aparelho não é capaz de aprender com o tempo de uso.

Interpretação da Espirometria

Interpretação da Espirometria

Interpretação da Espirometria

Diante dos resultados fornecidos pelo aparelho, o Pneumologista faz a interpretação da espirometria com as seguintes possibilidades:

Exame Normal

A espirometria normal indica que os resultados fornecidos estão dentro dos valores de referência para um paciente sem doença respiratória.

Ou seja, ele é definido como normal na comparação com as equações válidas para o mesmo perfil que o seu, considerando todos os fatores que mencionei antes.

Padrão Obstrutivo

  • VEF1/CVF < Limite Inferior (LI)
  • VEF1 e fluxos geralmente reduzidos

Se há um distúrbio ventilatório obstrutivo, pode indicar asma em muitas situações.

Isso acontece quando os valores obtidos de VEF1/CVF e VEF1 aparecem reduzidos.

Também há obstrução quando existe redução da razão VEF1/CVF% em sintomáticos respiratórios, ainda que haja VEF1 normal.

Em caso de razão VEF1/CVF% limítrofe, uma redução de Fluxo Expiratório Forçado (FEF) 25-75% ou outros fluxos terminais são indicativos de obstrução em sintomáticos respiratórios.

Padrão Restritivo

  • VEF1/CVF > Limite Inferior (LI)
  • CVF < LI
  • FEF 25-75%/CVF > 1,5 – com fluxos supranormais, considerando paciente com diagnóstico esperado de restrição.

Quando um padrão restritivo é identificado, temos aí sinais de que há redução da capacidade vital (forçada ou não), redução da VEF1 e do Índice de Tiffeneau normal, o qual resulta da relação VEF1/CVF.

Padrão Misto

  • VEF1/CVF < Limite Inferior (LI)
  • CVF < LI.

Além disso, há três situações possíveis com base na diferença entre os percentuais previstos de CVF menos VEF1:

  • geralmente a diferença em percentual entre o VEF1 e a CVF é <12%

Como o nome indica, esse resultado aponta para a presença de processo obstrutivo associado à restrição.

Frequentemente, é um resultado que requer a medição da CPT, a capacidade pulmonar total.

Quando é necessário fazer o exame de espirometria?

Quando é necessário fazer o exame de espirometria?

Quando é necessário fazer o exame de espirometria?

Doenças como asma, DPOC e alergias respiratórias podem ser identificadas com o exame de espirometria.

Os sintomas comuns que levam o médico a pedir pela espirometria são:

  • Falta de ar
  • Tosse com ou sem muco
  • Deficiência respiratória que fica pior com alguma atividade física
  • Repuxar a pele entre as costelas na respiração
  • Dor no peito
  • Parada respiratória temporária
  • Aperto do tórax
  • Além disso, pode ser pedida quando há respiração ofegante que:
  • Desaparece sozinha
  • Piora a noite e no início da manhã
  • Acontece com períodos intercalados sem sintomas
  • Piora quando inspira ar frio
  • Piora com azia
  • Piora com exercício
  • Começa repentinamente

Doenças respiratórias ocupacionais e doenças intersticiais pulmonares também podem ser diagnosticadas com o exame e podem ser avaliadas em intensidade e monitoradas durante o tratamento.

Doenças neuromusculares, falta de ar, chiado no peito, tosse, também podem ser diagnosticados pelo exame de espirometria.

Quando há um pré-operatório em cirurgias de tórax, abdômen e pescoço é recomendado fazer o exame.

Com essas informações é possível analisar distúrbios respiratórios e tomar cuidados mais específicos durante a anestesia e outros medicamentos.

Algumas informações importantes que o médico precisa saber sobre o exame de espirometria!

Algumas informações importantes que o médico precisa saber sobre o exame de espirometria!

Algumas informações importantes que o médico precisa saber sobre o exame de espirometria!

  • Se o paciente toma remédios para pulmão, pois talvez seja preciso usá-lo durante o exame;
  • Se já teve dores no peito ou ataque cardíaco;
  • Se é alérgico a algum medicamento;
  • Se fez cirurgia recente no abdômen ou peito ou se já teve algum colapso pulmonar.

Por isso, pede-se o exame de espirometria para:

  • Determinar problemas respiratórios;
  • Diagnosticar doenças de circulação como a hipertensão pulmonar;
  • Diagnosticar doenças pulmonares como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica;
  • Analisar a eficácia do tratamento de doenças pulmonares;
  • Verificar a função pulmonar antes de cirurgias que envolvem tórax;
  • Verificar a função dos pulmões em pessoas que são expostas a substâncias que danificam o pulmão como fumantes e trabalhadores expostos a produtos químicos e poeira.

O exame possui algumas contraindicações. Não é recomendado para quem sofreu AVC ou infarto nos últimos dois a três meses.

Também não é indicado para pessoas com hemoptise (tosse com sangue), quem possui angina, infarto agudo do miocárdio recente, descolamento da retina ocular recente, aneurisma da aorta torácica, crise hipertensiva ou edema pulmonar.

Existe algum efeito colateral ao realizar um exame de espirometria?

O exame é indolor, mas o teste pode ser um pouco cansativo.

É possível que o paciente tussa e sinta tonturas ao respirar rapidamente, mas o médico com certeza suspende o exame por um tempo para que a pessoa descanse entre as medições.

No máximo irá gerar um desconforto por respirar pelo bocal por um período de tempo mais longo.

Caso o paciente sinta desconfortos no meio o exame deve ser interrompido imediatamente.

Existem fatores que alteram o resultado do exame de espirometria?

Existem fatores que alteram o resultado do exame de espirometria?

Existem fatores que alteram o resultado do exame de espirometria?

Caso a pessoa use sedativos, alimentos e bebidas com cafeína ou não consiga respirar normalmente por alguma dor, isso influencia nos resultados.

Além disso, gravidez, obesidade, estomago estufado também influenciam.

É preciso ficar atento para o paciente não respirar rápido demais durante o assopro, demorar a começar a soprar, parar de assoprar antes da hora, fechar a garganta, deixar o ar vazar, morder o bocal e interromper e voltar a soprar. Essas ações também alteram os resultados do exame.

Exame de espirometria na Telemedicina

O exame de espirometria pode ser feito a partir da telemedicina.

É possível medir a capacidade expiratória e inspiratória do paciente de forma rápida, eficaz, indolor e não invasiva como no exame feito tradicionalmente.

Com o avanço da medicina o laudo é feito a distância.

O técnico realiza a espirometria e envia o exame pela plataforma de telemedicina para o pneumologista acessar e fornecer o laudo em poucas horas.

A telemedicina veio para revolucionar os processos médicos, tornando possível e viável exames que não poderiam ser feitos anteriormente.

Existe todo um suporte para realização, inclusive, o paciente pode estar em casa e, caso tenha algum problema respiratório, pode avisar imediatamente o hospital ou a clínica em questão a fim de requerer um laudo à distância. Os resultados são passados em tempo real para o profissional.

Ao contrário do que possa se pensar, o procedimento se torna muito mais barato e acessível para locais que antes não teriam a possibilidade de oferecer o exame.

Além disso, as clínicas que dão espaço à telemedicina tem o benefício de salvar vidas e de oferecer o serviço de forma mais econômica.

Para isso, os profissionais precisam conhecer o processo que envolve a telemedicina e reconhecer as vantagens.

Em resumo, o exame de espirometria visa medir a velocidade e força respiratória do indivíduo com vias de diagnosticar possíveis doenças ligadas ao sistema respiratória como a asma.

Mede, portanto, o volume e a velocidade do ar e também é chamada teste do sopro.

O exame não é invasivo, é indolor e tem poucas contraindicações.

Antes do exame, a pessoa deve tomar alguns cuidados, como interromper medicamentos, não fumar e não ingerir bebidas com cafeína, afinal influenciam no resultado do exame.

A espirometria normalmente é pedida para pessoas que sentem falta de ar, tosse com muco, doenças que configuram deficiência respiratória, dor no peito, aperto no tórax, etc.

Além disso, precisa ser feito para diagnosticar doenças como hipertensão pulmonar, analisar a eficácia de tratamento de doenças pulmonares ou antes de cirurgias que envolvam o tórax e pescoço. A espirometria pode ser feita por meio da Telemedicina.

Telemedicina Morsch na emissão de laudos e interpretação de exames de espirometria

Telemedicina Morsch na emissão de laudos e interpretação de exames de espirometria

Telemedicina Morsch na emissão de laudos e interpretação de exames de espirometria

A Telemedicina Morsch oferece todas as ferramentas digitais para você que trabalha com medicina.

Assim, você pode também oferecer exame de espirometria em seu serviço.

Com isso o paciente e o seu serviço podem estar em lugares remotos em relação ao especialista e o exame pode ser feito normalmente.

O técnico em enfermagem é treinado a distância pelo suporte da Telemedicina Morsch e em poucas horas pode realizar os exames e enviar parea o nosso sistema de Telemedicina, usando a internet.

É necessário ter uma estrutura básica de rede de computadores com conexão com a internet para que as informações sejam passadas em tempo real, através da nossa plataforma de Telemedicina em nuvem.

Abra as portas da sua clínica para o novo!

A telemedicina cada vez mais ganha espaço no mundo médico, afinal além de ter grandes benefícios sociais, ao oferecer exames em locais de difícil acesso, também se torna mais econômico, pois ao adquirir o serviço você só precisa pagar pelo custo dos exames.

Com a telessaúde resolve-se problemas de falta de especialistas bem como a demora de exames a partir da redução de custos importantes.

Por isso, confira as vantagens que apenas a Telemedicina Morsch traz para você e para sua clínica.

Oferecemos todo o suporte necessário bem como informações pertinentes para o funcionamento ideal da telemedicina em seu consultório.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia pela PUC-RS. Pós-graduação em Cardiologia Pediátrica pela PUC-RS. Linkedin

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