Eletroencefalograma digital: como e por que solicitar?

Por Dr. José Aldair Morsch, 21 de maio de 2018
eletroencefalograma digital

O eletroencefalograma digital está na lista de exames solicitados regularmente na Medicina Ocupacional para descartar epilepsia em colaboradores que assumirão tarefas de risco para si próprios e para as pessoas que dependem dos seus serviços, como um motorista de ônibus por exemplo.
As vias de acesso ao exame mudaram drasticamente com o advento da informática e internet e neste artigo falarei como é possível realizar o exame tanto em Clínicas com neurologistas presentes e também nos casos de locais remotos sem especialistas.

Eletroencefalograma analógico e eletroencefalograma digital, qual a diferença?

O termo analógico e digital teve origem com a evolução tecnológica da informação e computação.

Antigamente os aparelhos de eletroencefalograma eram gigantescos e registravam o exame em uma bobina de papel que corria igual a uma impressora offset onde gerava uma tira de papel de metros de comprimento.

Esse formato onde não existia um computador para auxiliar no exame foi chamado de analógico.

Com o uso de um novo aparelho conectado ao computador, o registro é apresentado na tela e gravado de forma digital, assim derivou o eletroencefalograma digital.

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O arquivo gerado pode ser carregado num pendrive ou enviado pela internet para quem precisar.

Por que devemos realizar um eletroencefalograma digital?

Precisamos admitir que existem doenças subclínicas que podem se manifestar a qualquer momento em nossas vidas e colocar em risco algumas atividades que nos submetemos e que exija completa concentração.

Imagine um motorista de ônibus, um piloto de avião tendo uma crise convulsiva e colocando em risco um número considerável de vidas que dependem dos seus serviços.

No outro extremo temos as investigações clínicas de pacientes que tem sintomas ou que já vem em tratamento medicamentoso e precisam documentar se a doença está sob controle.

O eletroencefalograma digital traz a segurança de fazer uma documentação detalhada e também pode ser guardada para sempre, pois não tem papel envolvido no exame, somente dados no computador.

Como pedir um eletroencefalograma digital?

Se você é um Clínico e necessita investigar um paciente ou se presta serviços na área de Medicina Ocupacional, é possível solicitar normalmente o exame num receituário e encaminhar o seu paciente para um serviço que realize o exame.

O exame pode ser realizado de maneiras distintas:

Eletroencefalograma Clínico

Neste formato estaremos investigando doenças ou acompanhando pacientes em tratamento para epilepsia.

Este tipo de exame pode ser dividido em sono e vigília, onde o médico do paciente escolhe o que está mais indicado.

Eletroencefalograma Ocupacional

Outro formato onde o Clínico faz um rastreio, tipo de triagem em pacientes saudáveis que se candidatam a serviços de risco.

Neste exame é feito somente em vigília e com manobras diferentes do eletroencefalograma clínico.

Escrevi um artigo sobre as diferenças dos dois eletroencefalogramas neste link

Eletroencefalograma com mapeamento cerebral

Esta modalidade de exame está em crescimento no Brasil por se tratar de uma ferramenta complementar ao registro gráfico tradicional.

O computador consegue gerar imagens coloridas das áreas específicas do cérebro que podem estar acometidas por alguma doença.

Neste artigo falo tudo sobre o eletroencefalograma com mapeamento cerebral.

Quem realiza o eletroencefalograma digital?

Atualmente podemos encontrar dois serviços distintos realizando o eletroencefalograma digital:

1- Consultórios, Clínicas e hospitais

Nestes locais existem os neurologistas presenciais que estão atendendo seus pacientes e seus técnicos realizam os exames de rotina de acordo com os pedidos do médico.

2- Clínicas de Medicina Ocupacional

Neste caso os médicos do Trabalho compram, alugam ou adquirem em comodato os aparelhos de eletroencefalograma para realizar os exames.

eletroencefalograma digital

Logicamente estes clínicos não interpretam os exames

Após a realização do eletroencefalograma digital, o técnico acessa uma plataforma de Telemedicina em nuvem e envia os arquivos para que o grupo de especialistas da empresa possam interpretar e assinar digitalmente os laudos médicos.

Quem interpreta e assina o laudo de um eletroencefalograma digital?

Com os avanços da Medicina no campo digital, foi possível desenvolver uma alternativa de laudo a distância dos exames realizados.

Diante disso, ou a clínica contrata um especialista presencial para interpretar os exames ou envia os arquivos digitais dos exames para uma empresa de Telemedicina realizar a interpretação.

Como ter acesso ao aparelho de eletroencefalograma digital com baixo custo?

Para Clínicas que desejam ampliar seus serviços, oferecendo eletroencefalograma digital para seus pacientes, a opção de contratar o aparelho de eletroencefalograma digital na forma de aluguel em comodato é melhor escolha.

Neste formato o cliente não precisa investir na compra do equipamento. Ao escolher o comodato ele recebe o aparelho e toda a estrutura da Telemedicina.

Ao receber o aparelho pelo correio é convidado a marcar um treinamento a distância e no mesmo dia o técnico estará apto a realizar os exames e enviar para a empresa de Telemedicina interpretar e assinar os laudos digitalmente.

A Telemedicina Morsch como alternativa para interpretar o eletroencefalograma digital

A escolha de uma empresa com a Telemedicina Morsch implica em ter á disposição um grupo de especialistas para interpretar os exames enviados com uma rapidez impressionante.

É possível ter o laudo médico do exame assinado digitalmente em 30 minutos. O cliente recebe o laudo na sua área de trabalho e pode imprimir, salvar ou enviar por e-mail para o médico que pediu o exame.

A opção do comodato é uma das atividades praticadas pela empresa. O cliente paga uma mensalidade referente aos laudos e não paga aluguel.

Boa, quero ler o resumo do artigo!

O eletroencefalograma digital renasceu como uma excelente opção na investigação da epilepsia, nos exames rotineiros da medicina ocupacional e em pesquisa com mapeamento cerebral.

O cliente interessado tem a opção da compra, aluguel ou comodato do aparelho e pode contratar uma empresa de Telemedicina para dar suporte, treinamento e interpretar os exames, liberando os laudos médicos com assinatura digital.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia pela PUC-RS. Pós-graduação em Cardiologia Pediátrica pela PUC-RS. Linkedin

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