Mal de Alzheimer (doença de Alzheimer): o que é, causas, diagnóstico e tratamento
Forma mais comum de demência no mundo, o mal de Alzheimer responde por 60% a 70% dos quadros de demência, com perda das funções cognitivas.
Embora esteja associado ao envelhecimento, há casos da doença antes dos 60 anos.
Isso aumenta a necessidade de conscientização entre pessoas de todas as idades.
Até porque o diagnóstico precoce amplia as opções de tratamento, resultando em mais qualidade de vida para o paciente.
Siga com a leitura para saber mais sobre os sintomas, evolução, diagnóstico e tratamento do Alzheimer, que se beneficiam da teleconsulta e telemonitoramento.

O que é mal de Alzheimer?
Mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa caracterizada por perda progressiva das funções cognitivas e alterações do comportamento.
Atualmente chamada de doença de Alzheimer, é mais comum após os 60 anos.
Estimativas apontam que ela afeta 57 milhões de indivíduos no planeta, sendo que 1,85 milhão deles estão no Brasil.
Os sintomas pioram ao longo do tempo e não fazem parte do envelhecimento normal.
Embora ainda não exista cura, o diagnóstico precoce permite iniciar tratamentos que ajudam a controlar sintomas e planejar os cuidados necessários.

Quais são os sintomas do mal de Alzheimer?
A perda da memória recente é o sintoma mais clássico da patologia, mas não o único.
Há diferentes manifestações do Alzheimer conforme o estágio da doença, incluindo:
- Confusão mental
- Dificuldade de memória e esquecimento
- Mudanças de humor
- Alucinações
- Comportamento obsessivo ou repetitivo
- Sono conturbado
- Incontinência
- Problemas com a linguagem e com a fala
- Irritabilidade
- Suspeição injustificada
- Agressividade
- Passividade
- Interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos
- Tendência ao isolamento.
Como explico no tópico seguinte, esses sintomas se intensificam com o avanço da doença.

A perda da memória recente é o sintoma mais clássico da patologia, mas não o único
Como a doença de Alzheimer evolui?
A doença de Alzheimer evolui de forma lenta e progressiva, embora o ritmo varie entre os pacientes.
De início, surgem esquecimentos, dificuldade para encontrar palavras e problemas de organização.
Conforme ela avança, há alterações de comportamento e a necessidade de ajuda nas atividades diárias, o que culmina na perda intensa da memória, da comunicação e da mobilidade.
De acordo com o Ministério da Saúde, a patologia tem quatro estágios:
Estágio 1 (forma inicial)
Marcado por alterações na memória, personalidade, habilidades visuais e espaciais.
As manifestações tendem a ser confundidas com outras doenças.
Estágio 2 (forma moderada)
Aqui, o paciente começa a ter dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos, o que evidencia a suspeita de Alzheimer.

Agitação e insônia podem surgir.
Estágio 3 (forma grave)
Aparecem sintomas que comprometem mais a autonomia, como incontinência urinária e fecal, dificuldade para comer e deficiência motora.
Estágio 4 (terminal)
O paciente fica restrito ao leito, totalmente dependente de um cuidador.
Geralmente, para de falar e sente dor para engolir, além de sofrer com infecções intercorrentes.
O que causa o mal de Alzheimer?
A origem da doença ainda não foi totalmente desvendada pela comunidade médica e científica.
Mas já se sabe que o cérebro de pessoas com Alzheimer possui acúmulo de placas de beta-amiloide e de emaranhados da proteína tau alterada, o que modifica o funcionamento do órgão.
O resultado é a perda progressiva de neurônios em áreas como o hipocampo (responsável pelas memórias) e o córtex cerebral, que controla raciocínio, pensamentos abstratos, linguagem, entre outras funções.
Idade avançada, componentes genéticos e de estilo de vida também parecem contribuir para o surgimento da patologia.
Como é feito o diagnóstico da doença de Alzheimer?
O diagnóstico costuma combinar exames usuais e especializados.
Resumidamente, a abordagem médica compreende:
- Anamnese (entrevista) para identificar sintomas e conhecer o histórico do paciente
- Exame físico
- Exame neurológico e testes cognitivos
- Análise do líquido cefalorraquidiano (líquor), que pode medir as concentrações de biomarcadores relacionados à beta-amiloide e à proteína tau
- Exames de imagem como ressonância magnética e tomografia por emissão de pósitron (PET).
Confira na sequência como é o seu tratamento.

A doença de Alzheimer evolui de forma lenta e progressiva, embora o ritmo varie entre os pacientes
Mal de Alzheimer tem cura?
A doença não tem cura, mas tem tratamento.
Não é possível reverter integralmente os danos já estabelecidos, mas o tratamento pode melhorar ou estabilizar temporariamente alguns sintomas.
Isso ajuda a preservar a autonomia e, em pacientes selecionados, a retardar a progressão da doença.
O diagnóstico precoce favorece o planejamento do tratamento, que deve ser individualizado por neurologista ou geriatra e incluir apoio aos familiares e cuidadores.
Como é o tratamento para Alzheimer?
O tratamento foca em aliviar sintomas e reduzir a velocidade de progressão da doença, preservando a autonomia e a qualidade de vida do paciente.
Para isso, são usados medicamentos como memantina, donepezila, galantamina e rivastigmina.
Alguns deles têm indicações restritas a pacientes selecionados em estágio inicial.
Há, também, medidas não medicamentosas.
Fazer atividade física regularmente, adotar uma dieta balanceada e cultivar hobbies que melhoram a cognição, como ler, tocar um instrumento musical e jogar xadrez, são boas práticas recomendadas.

Também é importante manter o acompanhamento junto ao neurologista, o que pode ser feito via consulta de telemedicina.
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Perguntas frequentes sobre mal de Alzheimer
Esclareço outros questionamentos recorrentes sobre a doença abaixo:
Quais são os primeiros sinais do mal de Alzheimer?
Lapsos de memória frequentes e desorientação em relação ao tempo e espaço estão entre as primeiras manifestações da doença.
O que leva uma pessoa a ter mal de Alzheimer?
Presença anormal de proteínas tau e a beta-amiloide, idade avançada, componentes genéticos e de estilo de vida parecem estar na origem da doença. Mas a causa ainda não é totalmente conhecida.
Qual o exame que detecta o Alzheimer?
Exame neurológico, testes cognitivos, análise de líquor e procedimentos de diagnóstico por imagem podem ser realizados para detectar a doença.
Conclusão
Também conhecida popularmente como mal de Alzheimer, a doença de Alzheimer vem sendo enfrentada com tratamentos destinados a controlar sintomas e retardar a progressão da doença.
Conte com a praticidade da teleconsulta para manter sua rotina preventiva em dia!
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Referências bibliográficas
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/alzheimer
https://saude.abril.com.br/medicina/o-que-e-o-alzheimer-quais-sao-os-sintomas-e-tratamentos/
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/dementia
https://aps-repo.bvs.br/aps/quais-sao-os-sintomas-que-apresentam-os-pacientes-que-possuem-doenca-de-alzheimer/
https://www.apm.org.br/alzheimer-primeiros-sinais-sintomas-e-tratamentos/
https://saude.abril.com.br/medicina/alzheimer-precoce-por-que-doenca-surge-mais-cedo-em-algumas-pessoas/