Medicina do sono: o que é e como funciona o laudo de polissonografia?

Por Dr. José Aldair Morsch, 19 de julho de 2018
O que é medicina do sono e laudo de polissonografia?

A medicina do sono é uma área da saúde relativamente nova que estuda as funções do sono e os seus principais distúrbios, avaliando a forma com que estes impactam na vida das pessoas.

Para se ter uma ideia, existem mais de 80 distúrbios do sono, com destaque para a apneia obstrutiva, insônia, sonambulismo e bruxismo. 

Devido a essa diversidade, surgiu a necessidade de contar com profissionais especializados, que entendessem mais a fundo sobre os problemas para, assim, promover os tratamentos mais adequados. 

Se você está pensando em abrir uma clínica de medicina do sono, conhecer os tipos de polissonografias disponíveis é fundamental para fazer a escolha certa e oferecer o melhor exame em sua região.

Saiba que você pode utilizar a Telemedicina para interpretar o exame de polissonografia na sua clínica, passando a ter acesso ao laudo assinado digitalmente em 24 horas.

A medicina do sono é oficial desde 2011 no Brasil

A medicina do sono diagnostica e trata os distúrbios do sono.

O que é medicina do sono? 

É uma especialidade médica oficializada no país em 2011 que é focada em investigar e tratar todos os distúrbios do sono.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os distúrbios do sono afetam 40% dos brasileiros e 45% da população mundial – números que demonstram a importância da medicina do sono.

A queixa de ronco, a suspeita de apnéia, aquela situação em que paramos de respirar por alguns segundos enquanto estamos dormindo, ou ainda a reclamação de sono excessivo são exemplos de situações que acabam fazendo com que as pessoas busquem um médico do sono para avaliar a qualidade do seu momento de descanso.

Para realizar um exame do sono, é necessário utilizar um aparelho chamado polissonógrafo, capaz de registrar vários acontecimentos numa noite de sono de um paciente em investigação de distúrbio do sono.

Outra função da clínica especializada em medicina do sono é a avaliação de rotina em trabalhadores de atividades de risco, como motoristas, pilotos, excluindo com o exame de polissonografia as alterações no sono que podem comprometer sua atividade profissional.

Qual o médico especialista em distúrbio do sono?

O nome do profissional que atua com medicina do sono é chamado de médico do sono.

Qualquer médico formado, seja um clínico geral ou um especialista de qualquer área da medicina pode fazer um curso numa faculdade registrada no MEC e prestar prova para ter o título de médico do sono.

Exemplificando, um cardiologista, neurologista, pneumologista, entre outros, podem realizar o curso e, se passar na prova de titulação da Associação Brasileira do sono, poderão atuar nesta área.

Qual a importância da medicina do sono?

Através do exame de polissonografia, é possível diagnosticar problemas e tratá-los.

Qual é a importância da medicina do sono?

É uma área médica específica para investigar todos os distúrbios relacionados com a qualidade do sono.

Na clínica de medicina do sono, também chamada de clínica de polissonografia, é possível não apenas fazer a consulta médica convencional, mas também realizar o exame de polissonografia hospitalar ou usar um aparelho de polissonografia portátil no seu domicílio.

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Ao investigar os distúrbios do sono com um polissonógrafo, é possível fazer o diagnóstico dos diferentes problemas relacionados a qualidade do sono e já sair com o tratamento indicado pelo especialista do sono.

Para que serve e o que detecta a medicina do sono? 

Como mencionei, a medicina do sono serve para avaliar a qualidade do sono e detectar distúrbios que podem estar prejudicando nesse momento.

Uma vez detectados, o médico consegue indicar o melhor tratamento, uma vez que esses distúrbios podem prejudicar na qualidade da pessoa como um todo.

Alguns exemplos de problemas muito comuns que afetam o sono são:

Apneia obstrutiva na medicina do sono

É o clássico roncador que tem paradas na respiração durante o sono.

Trata-se de um distúrbio em que a respiração para por alguns segundos durante o sono.

Essas interrupções ocorrem devido a uma obstrução nas vias aéreas, fazendo com que a respiração não consiga manter o seu fluxo normal.

Estima-se que 33% das pessoas em uma determinada população possam ter apneia obstrutiva do sono.

Insônia

Esse distúrbio nada mais é do que a dificuldade em iniciar ou manter o sono, fazendo com que a pessoa acorde durante a madrugada e demore muito para conseguir voltar a dormir.

A insônia é a queixa mais comum na medicina do sono, sendo que 36% dos brasileiros reclamam dela e 44% da população mundial afirma que o seu sono piorou muito nos últimos 5 anos. 

Bruxismo

É o hábito de ranger ou pressionar os dentes especialmente durante o sono, podendo afetar tanto em adultos quanto crianças.

Muitas pessoas não apresentam sintomas, apenas começam a reparar algumas alterações nos dentes.

Outras, porém, podem sentir fortes dores de cabeça, no maxilar, nos dentes e ter outros problemas dentários que podem afetar na sua qualidade de vida.

Sonolência excessiva durante o dia

Trata-se da dificuldade em se manter acordado ou em alerta durante o dia devido ao excesso de sono.

Esse distúrbio acaba prejudicando no desempenho das atividades diárias e expondo a pessoa a riscos, como durante o manuseio de equipamentos ou condução de veículo.

Geralmente, essa sonolência é causada devido a ocorrência de situações que privam a ocorrência de um sono adequado, como sono interrompido e depressão, por exemplo.

Principais exames realizado pela medicina do sono

Polissonografia, eletroencefalograma, eletrocardiograma e espirometria são os principais exames da área

Quais exames são realizados para o estudo do sono? 

Uma clínica especializada em medicina do sono, também conhecida como instituto do sono, pode oferecer diversos tipos de exames, com destaque para:

 A polissonografia é considerada o principal exame

A polissonografia é dividida em 4 tipos.

1. Polissonografia 

Esse exame pode ser dividido em 4 tipos:

Estudo do sono tipo 1: polissonografia hospitalar

Neste exame, é utilizado um aparelho de polissonografia completo, com todos os registros feitos por aparelhos digitais e sensores colocados na pessoa durante de uma noite de sono completa, como:

  • Atividade elétrica cerebral com eletroencefalograma (EEG digital);
  • Eletromiograma submentoniano (EMG), que não deve ser confundido com eletroneuromiografia (ENMG), cuja intenção é avaliar a movimentação da mandíbula;
  • Eletro-oculograma (EOG), que avalia a abertura ocular e movimentos oculares nas fases do sono;
  • Eletrocardiograma (ECG), que avalia as arritmias cardíacas durante o sono;
  • Fluxo aéreo com sensor colocado na faringe, que mede o fluxo de ar que passa na traquéia durante o ciclo respiratório;
  • Esforço respiratório com sensor tipo cinta colocado no tórax e abdome, capaz de medir o movimento do tórax e abdominal durante a inspiração e expiração;
  • Oximetria de pulso, para avaliar a saturação de oxigênio durante o período de sono;
  • Sensores colocados nas pernas, para avaliar os movimentos do corpo.

Neste tipo de exame o paciente é acompanhado por um técnico em polissonografia que registra todos os eventos durante a noite de sono no instituto do sono.

Estudo do sono tipo 2: polissonografia portátil domiciliar

À partir do estudo do sono tipo 2, o exame é realizado na casa do paciente.

Como você pode usar isso?

É nesse momento que entra a oportunidade de realizar exame de polissonografia domiciliar em sua região, visto que não precisa de um especialista em sono para assumir o serviço em sua clínica.

No estudo do sono tipo 2, o exame no aparelho de polissonografia portátil também é completo, sendo opcional o sensor de posição das pernas.

O técnico treinado da clínica vai até o endereço do paciente e instala os sensores, orienta os familiares e combina de retornar no dia seguinte para retirar o equipamento.

Não fica nenhum profissional acompanhando o paciente durante a noite de sono monitorada em casa.

Estudo do sono tipo 3: polissonografia 4 parâmetros

Neste estudo, é utilizado um aparelho de polissonografia mais compacto que registra apenas 4 parâmetros biológicos como: fluxo aéreo, movimento respiratório, oximetria e frequência cardíaca.

Pode ou não usar a EMG das pernas.

Neste tipo de polissonografia domiciliar, também não é necessário a presença do técnico durante a noite de sono.

Estudo do sono tipo 4: polissonografia simples

É o exame mais simples de polissonografia domiciliar .

Registra fluxo aéreo e oximetria, sendo de uso limitado e de pouca sensibilidade para rastrear apnéia do sono.

Usado nos casos em que a suspeita diagnóstica é elevada ou que já tem apnéia do sono e está sendo acompanhado após medidas terapêuticas.

Eletroencefalograma digital na medicina do sono

Eletroencefalograma digital é dividido em 3 tipos.

2. Eletroencefalograma digital

Este exame é dividido em 3 tipos:

a – Eletroencefalograma clínico

Avalia a atividade elétrica cerebral nos casos de investigação de epilepsias.

b – Eletroencefalograma ocupacional

Utilizado em exames rotineiros de trabalhadores de risco como trabalho em altura, motoristas, pilotos.

Na polissonografia, o eletroencefalograma auxilia na avaliação de anormalidades da atividade elétrica cerebral, como epilepsias.

c – Eletroencefalograma com mapeamento cerebral

Utilizado para registrar áreas específicas do cérebro com atividade epileptiforme.

O software do aparelho de eletroencefalograma consegue desenhar as áreas comprometidas do cérebro com os focos e é possível acompanhar a evolução da patologia com averiguação da extensão da área comprometida ao longo do tempo.

3. Eletrocardiograma de repouso

O ECG de repouso é utilizado para avaliar mais detalhadamente as arritmias encontradas durante a realização da polissonografia domiciliar ou hospitalar.

Eletrocardiograma de repouso na polissonografia

O eletrocardiograma de repouso acompanha a investigação de arritmias durante o sono na polissonografia.

4. Espirometria clínica

Como na investigação de rotina com o polissonógrafo é possível documentar a dessaturação da oxi-hemoglobina, é muito prudente avaliar este paciente com uma espirometria clínica ou prova de função pulmonar, para descartar asma ou enfisema que podem agravar os sintomas.

Espirometria clínica também complementa a investigação de ronco

A espirometria é auxiliar na investigação de doenças relacionadas á má qualidade do sono.

Polissonografia e a medicina do sono

Ao planejar abrir um instituto do sono, o responsável deve avaliar se pretende investir numa estrutura onde o paciente vai até o serviço e dorme com a presença de um técnico em polissonografia acompanhando os eventos ou se pretende utilizar um EPM (equipamento portátil de monitoramento).

Se a intenção é realizar exames de rotina com polissonógrafo na população, sem pensar em investir em tratamento com uso de CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas) – que é o aparelho utilizado para tratar a apnéia do sono e deve ser regulado com exame polissonografia regular -, a opção de estudo do sono tipo 2 em diante está muito bem indicada.

Investir na área de medicina do sono é um diferencial para qualquer serviço de saúde, especialmente se estiver localizada em regiões que tenham um potencial de pessoas que poderão aproveitar desse benefício.

Aparelho de Polissonografia para clínica do sono

Existem 3 tipos de polissonógrafo, conheça cada um deles!

Aparelho de Polissonografia para medicina do sono

A escolha do aparelho de polissonografia ideal vai do bolso de cada um. Existindo desde os mais compactos que podem realizar um exame básico de saturação domiciliar, até os mais completos que usam monitoramento completo do padrão de sono, feito á nível hospitalar.

1. Polissonógrafo completo para uso hospitalar

Desenvolvido especificamente para realizar exames dentro da clinica de polissonografia. Algumas marcas como Philips chegam a custar R$ 60 mil reais.

Estou falando de um aparelho completo, para investigação de apnéia e titulação de cpap indicado para o seu tratamento.

2. Polissonógrafo integrado ao aparelho de eletroencefalograma

Utilizado por clínicas que desejam utilizar o aparelho como polissonógrafo, quanto como eletroencefalógrafo para realizar eletroencefalograma.

A meditron tem uns modelos bem interessantes para essa finalidade.

3. Polissonógrafo domiciliar

Esta modalidade está disponível em várias configurações no mercado e a decisão da compra envolve qual exame de polissonografia domiciliar você vai querer fazer, ou seja, vai decidir entre o estudo do sono tipo 3 ou estudo do sono tipo 4.

Como escolher a Polissonografia domiciliar ou hospitalar?

O paciente pode se sentir desconfortável ao dormir fora de casa. Saiba mais sobre essa decisão!

Qual é a melhor opção: polissonografia domiciliar ou hospitalar?

Essa pergunta é realizada diariamente na medicina do sono e merece um parágrafo de consideração.

Qualquer pessoa que dorme fora de casa sabe que o ambiente estranho atrapalha ainda mais o sono que já está prejudicado.

Imagine dormir numa clínica com alguém te observando o tempo todo.

As pesquisas mostram que o ideal é realizar o exame de polissonografia na residência do paciente, utilizando o aparelho de polissonografia portátil para medir todos os parâmetros biológicos.

O que mais buscamos é um diagnóstico preciso da nossa doença e sabemos que aparelhos compactos não nos ajudam a rastrear doenças em sua potencialidade.

Se a intenção é montar um serviço de qualidade, pensando em ser referência em sua região e não se sentir ameaçado por outro competidor, pense num exame completo domiciliar.

Como laudar a polissonografia de acordo com o tipo de exame? 

Realizar o laudo de uma polissonografia é complexo, pois os exames reúnem dados e comparações da monitorização de todos os sistemas e funções solicitados pelo médico.

Sem falar que, além das informações colhidas durante o exame, a interpretação de uma polissonografia deve considerar o histórico clínico do paciente, entrevistas realizadas na etapa de anamnese e questionários sobre principais queixas.

Assim, é comum que seja necessário mais de um especialista para interpretar os dados corretamente, além daquele que atua com medicina do sono.

Durante a monitorização do sono, são feitos registros das ondas cerebrais, oxigenação sanguínea, frequência respiratória e cardíaca, movimentação das pernas, braços e olhos, entre outros.

A partir daí, são avaliadas diversas ocorrências, incluindo a quantidade de vezes que o paciente desperta durante a noite, eventos cardíacos, respiratórios e de movimento.

Esses eventos podem indicar patologias como a apneia, que podem levar à ocorrência de arritmias.

Outras variações no ritmo do coração também são observadas, junto ao número de movimentos periódicos dos membros e concentração de oxigênio no sangue.

O que é um laudo de polissonografia na medicina do sono?

É o resultado do exame de Polissonografia na forma de um relatório médico com a descrição dos eventos ocorridos durante o exame, como saturação de oxigênio, ritmo cardíaco, movimento respiratório, atividade elétrica cerebral.

A interpretação da qualidade do sono avaliada pelo polissonógrafo vai indicar se o paciente apresenta uma polissonografia normal ou alterada.

Como detectar um laudo de polissonografia normal ou alterado?

Um laudo de polissonografia normal é quando não existe alterações dos padrões avaliados durante o exame, ou seja, o paciente não apresenta ronco ou apnéia que são os eventos mais buscados ao usar um polissonógrafo.

Exemplo de laudo de Polissonografia normal

Resultado de polissonografia portátil domiciliar:

  • Considerando o registro da noite inteira observou-se:
  • Índice de apnéia/hipopnéia normais,
  • Ausência de dessaturação da oxi-hemoglobina,
  • Ausência de ronco.

Conclusão: Paciente apresentou padrão respiratório normal.

Já o laudo alterado é quando o resultado de um exame de polissonografia portátil possui alterações nos parâmetros analisados, como saturação de oxihemoglobina, índice apnéia/hipopnéia, presença de ronco e apnéia.

Exemplo de laudo de polissonografia alterado na medicina do sono:

Resultado de Polissonografia portátil domiciliar

  • Índice de distúrbio respiratório levemente aumentado;
  • Presença de dessaturação da oxi-hemoglobina associado aos eventos respiratórios anormais;
  • Aumento do índice de despertares fragmentando o sono;
  • Presença de ronco;
  • Eficiência do sono diminuída pelo aumento da latência para o início do sono e o tempo desperto após o início do sono;
  • Latência para o sono REM normal;
  • Redução da porcentagem do sono REM;
  • Aumento da porcentagem do sono de ondas lentas.

Conclusão: Paciente apresentou diminuição de sono reparador, aumento de despertares breves e eficiência do sono diminuída.

Padrão respiratório anormal (aumento no número de pausas respiratórias durante o sono de origem obstrutiva) consistente com o diagnóstico polissonográfico de Apneia Obstrutiva do Sono em grau leve que por consequência apresentou uma queda na oxigenação sanguínea e presença de ronco.

(clínica e epidemiologicamente importante como fator de risco isolado para o desenvolvimento de doença cardiovascular, notadamente se associada a hipertensão arterial sistêmica ou diabetes mellitus).

Como funciona o laudo de polissonografia à distância? 

O processo começa com o treinamento de um técnico, que pode ser feito com os materiais disponíveis em uma plataforma de telemedicina.

Em seguida, o profissional realiza a polissonografia, armazena as informações e imagens colhidas e compartilha todos dados na mesma plataforma.

Assim, os especialistas responsáveis pela realização de laudos à distância avaliam as informações do exame e do paciente, considerando a suspeita clínica.

Eles registram suas conclusões no laudo médico, que fica disponível rapidamente no portal da telemedicina.

O documento, assinado digitalmente, pode ser acessado pelo especialista em medicina do sono ou mesmo pelo paciente, desde que possuam login e senha.

Com a análise dos demais especialistas, como cardiologista, neurologista e pneumologista, é possível determinar que tipo de distúrbio está prejudicando o sono do paciente e, assim, indicar a terapia mais adequada.

Não confunda paralisia do sono com apnéia do sono

Não confunda paralisia do sono com apnéia do sono

Não confunda paralisia do sono com apneia do sono

Na paralisia do sono o cérebro acorda durante um sonho agitado que ocorre na chamada fase REM, porém o corpo ainda está relaxado pelo aprofundamento do nível de sonolência.

A pessoa desperta e não tem comando motor dos membros. Percebe que está acordada e tenta movimentar qualquer parte do corpo sem sucesso.

Como é acompanhado de dificuldade para respirar, acontece a confusão com a apnéia do sono.

Esse fenômeno pode durar até 5 minutos e está relacionado ao padrão de sono ou insônia daquela pessoa.

Obviamente essa situação apavora qualquer ser humano que tenta se movimentar e não consegue.

A alternativa para superar esse desconforto é a técnica de relaxamento.

Ter a percepção do que está acontecendo e procurar os movimentos das extremidades de forma lenta até que o corpo responda.

Na apnéia do sono cujo nome técnico é Síndrome da apnéia obstrutiva do sono (SAOS), é o parceiro que dorme ao lado, ou até mesmo no quarto ao lado que mais percebe a dificuldade do paciente em respirar, percebe a parada na respiração e a volta de forma sofrível e barulhenta, com ronco alto associado.

O paciente que está sofrendo de apnéia vai perceber no dia seguinte que o sono não foi reparador e que acompanha vários períodos de sonolência ao longo do dia.

Tenha apoio na medicina do sono com laudos de polissonografia em 24 horas 

Apesar da realização e acompanhamento do exame na medicina do sono sejam relativamente simples, a interpretação não é.

Como mencionei, para gerar um laudo de polissonografia confiável, pode ser necessária a análise de diferentes especialistas, como cardiologistas, neurologistas e pneumologistas.

O problema é que muitas regiões do país enfrentam a escassez de médicos, principalmente especialistas. Isso pode tornar a espera para obter os resultados do exame bem longa.

Essas questões podem ser contornadas com o apoio da telemedicina, através da emissão de laudos à distância.

A Telemedicina Morsch interpreta todos os tipos de exames de polissonografias que podem ser enviados para sua plataforma de telemedicina em nuvem, utilizando a internet.

O médico do sono logado no sistema de telemedicina interpreta os resultados e libera os laudos assinados digitalmente em 24 horas, sem a necessidade de ter um especialista em medicina do sono em sua cidade.

Conclusão

Em resumo, o exame de polissonografia portátil realizado na clínica de medicina do sono ainda é pouco conhecido no Brasil.

Neste artigo procurei descrever o que é clínica do sono, qual o especialista responsável, bem como os tipos de polissonografia disponíveis para exame de polissonografia domiciliar e hospitalar.

Também descrevi como é um exame de polissonografia normal e alterado, bem como procurei destacar que este exame pode ser oferecido em qualquer clínica que tenha um técnico em enfermagem para realizar o exame e enviar os resultados para serem interpretados pelo médico do sono na Plataforma de Telemedicina.

Entender que existem opções de exames tanto em laboratório do sono com acompanhamento por técnico de polissonografia, quanto a polissonografia portátil feito em domicílio vai aumentar as chances de muitas pessoas melhorarem a qualidade de sono e sua qualidade de vida.

Aproveitar os benefícios da Telemedicina para interpretar os exames usando a internet é uma forma segura, ética e rápida de oferecer os serviços na sua região.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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