O que faz um gestor hospitalar e como ser bom na gestão em saúde

Por Dr. José Aldair Morsch, 27 de maio de 2021
Gestor hospitalar

Quer ter sucesso na função de gestor hospitalar?

Conciliar a missão social e o equilíbrio financeiro está entre os principais desafios desse posto.

Afinal, as unidades de saúde que gerencia existem para servir à população, garantindo serviços essenciais para uma vida digna.

Por outro lado, esses estabelecimentos são empresas.

Dessa forma, precisam manter as contas no azul, afastando o risco de comprometer o orçamento.

O profissional de gestão hospitalar vivencia esse conflito diariamente, atuando sob pressão constante para que todos os setores funcionem da melhor forma possível.

Porém, apesar dos impasses, essa é uma carreira admirável e que tem uma demanda interessante em diversos locais do Brasil.

Se você tem jogo de cintura, saberes em saúde e administração, tem muitos motivos para se tornar um gestor hospitalar.

Neste conteúdo, trago informações importantes sobre a profissão, seu dia a dia, perfil e mercado de trabalho.

Lendo até o fim, você ainda confere dicas certeiras para utilizar o potencial da tecnologia e fortalecer um gerenciamento de sucesso.

Gestor hospitalar: que cargo é esse?

Gestor hospitalar é o profissional responsável pela administração de uma unidade ou rede de unidades de saúde, incluindo os processos de planejamento, avaliação e controle.

Apesar de gerir estabelecimentos e equipes de saúde, o cargo não exige formação específica nessa área. 

Porém, é comum que um médico, enfermeiro ou outro profissional da área se interesse e migre para a carreira de gestor, pois já conhece a rotina desse segmento.

Contudo, vale frisar a necessidade de acrescentar conhecimentos voltados à área administrativa, a fim de alcançar um desempenho satisfatório.

O mesmo raciocínio vale para um médico ou dentista que decide abrir seu consultório, pois é preciso ir além dos saberes técnicos para empreender.

Competências relacionadas à liderança, recursos humanos, economia, logística e comunicação são mais que bem-vindas para o gestor hospitalar.

Cargo na gestão hospitalar

Cargo de gestor hospitalar tem responsabilidades administrativas, mas não exige formação específica

O que faz um gestor hospitalar?

Dependendo do espaço e das equipes pelas quais o gestor é responsável, ele pode realizar tarefas mais ou menos complexas.

Isso porque, apesar do título de gestor hospitalar, esse profissional não cuida apenas de hospitais.

Os conhecimentos que ele adquire permitem gerenciar unidades de saúde diversas.

Sempre que o objetivo incluir fornecer cuidados e trabalhar pelo bem-estar do cliente, ele poderá estar à frente do negócio.

Enquanto, em grandes hospitais, o gestor terá o suporte de mais pessoas e departamentos, delegando as tarefas operacionais, ele pode não ter os mesmos recursos em entidades menores.

Portanto, as atividades podem mudar de acordo com o ambiente, equipe disponível e demandas.

Porém, para que você tenha uma ideia de rotinas comuns, dê uma olhada na lista a seguir:

  • Planejamento e gestão estratégica
  • Escolha e contratação de fornecedores
  • Gerenciamento do estoque, insumos e equipamentos
  • Gestão de equipes e quadro de funcionários
  • Supervisão de novos convênios, contratos e licitações
  • Controle de recursos para evitar o desperdício
  • Mapeamento de processos e itens necessários ao bom funcionamento da unidade de saúde
  • Cuidados no descarte do lixo hospitalar
  • Definição e avaliação de indicadores de desempenho
  • Resolução de problemas administrativos
  • Mediação de conflitos.

 

Como é o dia do gestor hospitalar

Em geral, o gestor hospitalar trabalha em horário comercial e mantém contato com profissionais de saúde, administrativos, pacientes e parceiros.

A exceção se dá em unidades que funcionam 24 horas por dia, quando há administradores que trabalham durante a noite e a madrugada.

Cabe a esse profissional zelar pelo bom funcionamento da instituição de saúde, acompanhando as tarefas dos departamentos, delegando atividades e solucionando problemas.

Portanto, as tarefas são variadas e, muitas vezes, surgem demandas urgentes.

Um exemplo é a organização do pronto-socorro diante da chegada de muitos pacientes em estado grave, que pede um reforço para que o atendimento ganhe agilidade.

Já entre as atividades corriqueiras, posso citar a assinatura de documentos, decisões sobre o encaminhamento de pacientes e autorização para a compra de insumos.

Dia a dia do gestor hospitalar

Gestor é responsável pela demanda interna e distribuição de tarefas na unidade de saúde

Qual o papel do gestor hospitalar para os resultados?

As palavras abaixo, que constam em artigo da biomédica Valéria Vieira, ilustram bem o papel que o gestor hospitalar cumpre para alcançar resultados.

“A Administração Hospitalar, assim como qualquer outro tipo de administração, visa, em regra geral, coordenar e normalizar seu meio laboral e institucional. É finalidade da Administração atingir objetivos por meio dos esforços das pessoas, com as funções administrativas de planejamento, organização e controle.”

Por meio do planejamento, organização e controle, esse profissional aloca, combina e utiliza os recursos disponíveis para atingir o sucesso.

Lembrando que esse caminho passa por mudanças e monitoramento constante – dois princípios fundamentais para uma gestão eficiente.

Durante as etapas de planejamento, o administrador mapeia processos, técnicas e recursos humanos, materiais e financeiros, identificando pontos positivos e oportunidades de melhoria.

Com essas informações em mãos, se torna possível traçar um caminho para a mudança, de forma que as equipes consigam atingir o estado desejado.

Vem, então, a fase de organização, que serve para detalhar esse caminho através de objetivos e metas tangíveis.

Após definir o que será feito, por quem, como e quando, o gestor segue com o controle das ações.

Seu objetivo é dar continuidade ao que saiu como imaginado e adaptar o que ainda não ficou alinhado ao propósito. 

Depois, é só seguir com essa dinâmica para tornar os processos mais eficientes, ou seja, fazer mais com menos.

O resultado vai se expressar em indicadores de sucesso como uma maior satisfação dos pacientes, aumentando a clientela e os lucros.

É por isso que uma gestão bem-sucedida leva ao crescimento das unidades de saúde.

Qual é o perfil do gestor hospitalar

O perfil ideal para o gestor hospitalar combina conhecimentos generalistas, proatividade e habilidades de comunicação avançadas.

Com saberes em diferentes setores, o profissional consegue desenvolver empatia e jogo de cintura para mediar conflitos, resolvendo as questões do dia a dia.

A proatividade serve como mola propulsora para o gerenciamento dos recursos e atividades, evitando problemas e contribuindo para o bom funcionamento da organização.

E, por fim, as habilidades de comunicação são essenciais para criar e manter bons relacionamentos interpessoais, orientar, motivar os funcionários e negociar com fornecedores.

Principais competências do gestor hospitalar

Entre as competências que fazem um bom gestor, vale citar as técnicas e comportamentais.

As competências técnicas podem ser aprendidas em cursos de educação formal ou durante a rotina de trabalho. 

Alguns exemplos são:

  • Saber as normas regulamentadoras que regem o setor de saúde
  • Entender a dinâmica de atendimento ao paciente
  • Ter análise crítica para avaliar as situações de modo racional
  • Saber administrar finanças e recursos
  • Conhecer e utilizar as principais tecnologias em saúde
  • Investir em conhecimento de mercado
  • Identificar talentos e delegar tarefas
  • Ter visão sistêmica, compreendendo a interdependência entre os departamentos e tarefas.

Já as competências comportamentais são aquelas que têm a ver com o desenvolvimento pessoal e profissional, motivando atitudes construtivas no ambiente de trabalho.

O gestor hospitalar deve se focar em:

  • Empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar do outro para compreendê-lo melhor
  • Ética para agir com boa-fé e respeito
  • Tomada de decisões, mesmo sob pressão
  • Negociação, a fim de obter boas condições nos contratos e acordos
  • Disciplina para manter tudo funcionando de maneira satisfatória
  • Trabalho em equipe
  • Flexibilidade para corrigir falhas quando necessário
  • Autoconfiança para orientar as equipes
  • Relacionamento interpessoal 
  • Habilidades de liderança para cativar os funcionários
  • Autorresponsabilidade 
  • Criatividade.

 

Perfil na gestão de saúde

Profissional deve ser comunicativo e estar preparado para as diversas situações que se apresentam na gestão

Como é o mercado de trabalho para o gestor hospitalar

As possibilidades são variadas para quem decide seguir carreira como gestor hospitalar.

Além dos hospitais e clínicas, há espaço em casas de repouso, laboratórios, seguradoras, maternidades e até spas.

A crescente demanda por serviços de saúde personalizados, eficientes e modernos pede a contratação de profissionais dedicados à gestão.

Por isso, o mercado tem diversas oportunidades e não é difícil encontrar boas vagas.

Como ser um bom gestor hospitalar: 11 dicas

Depois de tudo o que viu até aqui, só falta colocar em prática as melhores dicas para alcançar a excelência na gestão hospitalar.

Veja o que separei para você ser um bom gestor em saúde:

1. Invista em formação específica

Como expliquei mais acima, a experiência como profissional de saúde é válida, mas não suficiente para fazer uma gestão de sucesso.

O ideal é buscar por aprimoramento na área administrativa para ter uma percepção mais abrangente.

2. Desenvolva uma visão sistêmica

Citei a visão sistêmica entre as principais competências do gestor hospitalar, mas vale frisar a importância dela.

Especialmente para quem estiver gerenciando grandes unidades de saúde, porque é preciso enxergar as conexões entre sistemas complexos para garantir sua manutenção.

3. Aplique ferramentas de gestão

Você já deve ter ouvido falar em metodologias ágeis, ciclo PDCA e matriz SWOT.

Quando aplicadas, essas e outras ferramentas tornam os progressos e gargalos visíveis, auxiliando na elaboração de soluções.

4. Delegue tarefas

Esqueça aquele perfil de gestor centralizador, que vive sobrecarregado e não motiva a equipe.

Procure se aproximar das pessoas ao seu redor, a fim de identificar aptidões e delegar atividades.

5. Monitore os dados

Estamos na era digital, em que os negócios promissores se baseiam em dados.

Simplesmente porque os dados qualificam a tomada de decisões, permitem prever riscos e modificar cenários.

Portanto, é inteligente contar com tecnologias que coletem, armazenem e apresentem dados interessantes para a gestão.

6. Dê e receba feedback

Transparência é fundamental para criar relações de confiança

E os feedbacks ajudam nessa tarefa.

Mantenha sua porta e ouvidos abertos para escutar o retorno dos stakeholders (de agentes internos e externos) e cultive uma rotina de valorização dos feedbacks.

7. Foque no paciente

Negócios centrados no cliente são outra tendência de sucesso nos dias de hoje.

Por isso, ao administrar uma unidade de saúde, comece conhecendo e atendendo às necessidades dos pacientes.

8. Valorize a equipe

Focar no paciente não significa deixar os funcionários de lado.

Dentro do possível, invista em políticas e programas de valorização, seja por meio de benefícios, recompensas ou eventos de integração.

9. Ofereça treinamento

Uma forma de promover a valorização dos colaboradores é incentivar seu desenvolvimento através da capacitação contínua.

Ofereça, então, treinamento periódico para manter o time atualizado e motivado.

10. Desenvolva inteligência emocional

A rotina do gestor hospitalar inclui trabalho sob pressão, exigindo autocontrole e inteligência emocional para não iniciar conflitos desnecessários.

Essa competência possibilita a identificação das emoções próprias e de outros indivíduos, avaliando-as para tomar decisões coerentes.

11. Conte com a tecnologia

A tecnologia pode ajudar – e muito – na otimização do trabalho do gestor hospitalar.

A automação de tarefas repetitivas e o monitoramento de informações do paciente através de sistemas como o prontuário eletrônico são alguns exemplos desses benefícios.

Boa administração na saúde

Tecnologia facilita tarefas do gestor e o habilita a enfrentar desafios comuns à frente de um hospital

Desafios do gestor hospitalar que a tecnologia resolve

Comentei, no início do artigo, sobre o desafio de gerenciar uma unidade de saúde com foco na administração, mas levando em conta a missão social.

Para cumprir essa tarefa, é preciso apostar em respostas inovadoras, que enxugam as despesas e permitem aumentar o investimento em atendimento humanizado.

Confira algumas ideias a seguir.

Organização do fluxo de trabalho

Ações como a marcação de exames, consultas e procedimentos e envio de lembretes podem ser automatizadas através de softwares para clínica médica.

Existem sistemas que também auxiliam na organização do estoque, controle da entrada e saída de funcionários e fluxo do atendimento.

Redução de custos com equipamentos

Um dos gastos mais altos das unidades de saúde se concentra na aquisição de equipamentos de diversos tipos.

Manter uma rotina de manutenção preventiva ajuda a conservar os aparelhos por mais tempo.

Porém, chega uma hora que a tecnologia se torna obsoleta.

Em vez de trocar todos eles, considere aderir ao comodato.

Na Morsch, você paga uma mensalidade única e pode utilizar equipamentos modernos, além de ganhar um pacote de 30 laudos online por mês.

Agilidade para os resultados de exames

Falando em laudos, você pode ter resultados entregues em poucos minutos com o apoio da telemedicina.

Basta encaminhar as imagens dos exames via plataforma em nuvem para ter acesso à análise de um time completo de especialistas.

E o melhor: a um preço que cabe no seu orçamento.

Conclusão

O trabalho do gestor hospitalar é indispensável para o sucesso dos estabelecimentos de saúde, pois adiciona uma visão estratégica ao negócio.

Contudo, a pressão diária, a necessidade de cortar gastos e qualificar o atendimento se apresentam como entraves para um resultado positivo.

A boa notícia é que já existem técnicas e ferramentas para ultrapassar essas barreiras.

A plataforma de telemedicina Morsch reúne algumas delas, disponibilizando serviços de laudos a distância, comodato de equipamentos médicos e segunda opinião médica.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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