Quais são os setores de um hospital e como gerenciar com excelência

Por Dr. José Aldair Morsch, 3 de novembro de 2021
Setores de um hospital

Você sabe quais são os setores de um hospital?

Dependendo do porte e objetivos da instituição, pode haver diversos deles.

Entre eles, urgências e emergências, apoio ao diagnóstico e vigilância em saúde são facilmente lembrados.

Isso acontece porque estão relacionados ao bem-estar do paciente.

No entanto, a unidade hospitalar também precisa contar com departamento administrativo, de manutenção e outros que dão suporte aos procedimentos de saúde.

Neste artigo, falo sobre algumas das principais divisões que garantem o funcionamento do hospital.

Leia até o fim e confira dicas para ajudar na gestão dessa organização complexa e fundamental nos dias de hoje.

Uma boa pedida é apostar na tecnologia como aliada no gerenciamento.

Que tal potencializar os serviços ofertados com inovações como a telemedicina?

É o que você confere a partir de agora.

Quais são os setores de um hospital?

Um hospital de grande porte ou que reúna atendimento especializado pode ter dezenas de setores.

Imagine, por exemplo, uma unidade que atenda emergências e tenha maternidade.

Além dos departamentos básicos, ela precisará, ao menos, de pronto-socorro, sala de parto, enfermaria e apartamento para o pós-parto e berçário.

Já um hospital de pequeno porte pode ser mais enxuto.

Nesse caso, ele concentra os setores em áreas estratégicas, como cuidados em saúde, administração e finanças.

Portanto, existem diversos modelos que podem ser seguidos por essa organização.

Estrutura hospitalar

O bom funcionamento dos setores de um hospital tem por objetivo também garantir o bem-estar do paciente

Para trazer a você uma resposta, tomei como referência este material da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), elencando os departamentos mais comuns.

O documento divide os setores entre três gerências – Atenção à Saúde, Ensino e Pesquisa e Administrativa.

A seguir, conheça os principais:

  • Setor de Urgência e Emergência: com atividades focadas no pronto-socorro, essa divisão é a porta de entrada para doentes em estado crítico ou que necessitam de atendimento rápido
  • Setor de Apoio Diagnóstico: formado por diferentes unidades assistenciais, o Apoio Diagnóstico coordena as atividades indispensáveis para a investigação e identificação de doenças
  • Setor de Apoio Terapêutico: fisioterapeutas, nutricionistas e cirurgiões costumam fazer parte da equipe multidisciplinar que presta assistência nesse setor, unindo conhecimentos em prol da recuperação completa e ágil do paciente
  • Setor de Regulação e Avaliação em Saúde: protocolos, fluxos assistenciais, organização de documentos, coleta, armazenamento e repasse de dados estão entre as ações encabeçadas pela Regulação e Avaliação em Saúde
  • Setor de Vigilância em Saúde: faz o planejamento, implantação e acompanha atividades de vigilância epidemiológica, ambiental, controle de infecção hospitalar, análise de óbitos e revisão de prontuários
  • Setor de Gestão do Ensino: ligado à Gerência de Ensino e Pesquisa, coordena e supervisiona a capacitação dos funcionários do hospital, promovendo a educação continuada
  • Setor de Administração: gerencia a contratação de serviços, compra de insumos, cadastro de fornecedores, licitações, etc.
  • Setor de Orçamento e Finanças: planeja e acompanha a execução orçamentária, priorizando a saúde financeira do negócio
  • Setor de Infraestrutura Física: zela pela manutenção e conservação do prédio, móveis, equipamentos hospitalares e insumos
  • Setor de Engenharia Clínica: administra os recursos tecnológicos, realizando atualizações, recuperação e manutenção periódica
  • Setor de Gestão de Pessoas ou Recursos Humanos: responsável pela contratação, demissão e administração de pessoal dentro da unidade hospitalar
  • Setor de Hotelaria Hospitalar: coordena as instalações e cuidados prestados aos pacientes que permanecem internados
  • Setor de Suprimentos: promove o uso racional e estratégico dos insumos utilizados no hospital, a fim de evitar o desperdício.

Lembrando que, como comentei antes, a presença ou não de todos esses setores em um hospital depende de uma série de fatores, como porte da unidade e complexidade dos procedimentos.

Como melhorar a gestão dos setores hospitalares

Uma boa gestão dos setores hospitalares deve combinar eficiência à missão social dessa organização.

Para isso, é essencial equilibrar a atenção dispensada a cada departamento e contar com a ajuda de profissionais qualificados.

Você pode começar pelas cinco dicas que trago abaixo, válidas para qualquer tipo de unidade hospitalar.

1. Aposte na gestão descentralizada

Chefes que acumulam muitas funções acabam ficando estressados depois de algum tempo.

Além do mais, essa prática desestimula a autonomia das equipes e demais lideranças, impactando em seu desempenho e produtividade.

Portanto, é inteligente distribuir as responsabilidades, incentivando o autodesenvolvimento dos funcionários.

2. Envolva e motive os colaboradores

O sucesso do hospital depende das ações das pessoas que fazem tudo funcionar.

Nesse contexto, os colaboradores precisam estar engajados para que assumam e vençam os desafios diários.

Oferecer treinamento constante, espaço para feedback e plano de carreira são ideias para mostrar que existe valorização do capital humano.

Outra sugestão é realizar eventos e atividades de integração para facilitar o relacionamento entre os setores, evitando ruídos na comunicação.

3. Crie fluxos eficientes

Protocolos e processos fazem parte da rotina hospitalar.

No entanto, o fato de um fluxo ser utilizado há muito tempo não significa que ele seja o ideal para a organização.

Procure fazer uma avaliação constante para tornar as dinâmicas mais eficientes, ou seja, entregar mais usando menos recursos.

Você pode partir do feedback de pacientes, acompanhantes e dos próprios empregados para fazer ajustes e otimizar os fluxos de trabalho.

Setorização hospitalar

Implementar boas estratégias, incluindo atendimento de especialistas à distância, melhora a gestão do hospital

4. Colete e analise dados

A era digital tem nos ensinado a importância da coleta, interpretação e análise de dados para nortear decisões mais assertivas.

Essa máxima se aplica a qualquer dos setores do hospital.

Na gestão de equipamentos, por exemplo, paradas constantes podem revelar que o aparelho está obsoleto ou que uma peça precisa ser trocada.

Ou até que os operadores não o estão usando da maneira correta.

Já atrasos frequentes nos atendimentos podem indicar falhas na triagem ou no encaminhamento dos pacientes.

5. Invista em tecnologia

Ser um gestor hospitalar exige um olhar amplo e, ao mesmo tempo, minucioso, o que não é uma tarefa simples.

A boa notícia é que existem ferramentas tecnológicas de suporte ao gerenciamento, como os softwares médicos e telemedicina.

Os softwares médicos reúnem uma série de módulos de gestão, a exemplo de logística e controle de estoque, permitindo uma visão geral dos setores do hospital.

A telemedicina, por sua vez, qualifica o atendimento e o diagnóstico.

 

Conclusão

Ao longo do texto, você conheceu os principais setores de um hospital e soluções para um gerenciamento eficiente.

Uma delas é otimizar processos usando a telemedicina, que coloca um time de especialistas online à sua disposição, 24 horas por dia.

Eles interpretam e laudam exames como ECG, tomografia e raio X em minutos, conferindo agilidade à entrega dos resultados.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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