Enfermagem do trabalho: entenda a importância e as atribuições dos profissionais

Por Dr. José Aldair Morsch, 5 de julho de 2021
Enfermagem do trabalho

Os profissionais de enfermagem do trabalho prestam um suporte essencial para empresas e clínicas de saúde ocupacional.

Enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem com essa especialização têm uma atuação próxima aos trabalhadores, podendo reconhecer as dificuldades do dia a dia para, com isso, idealizar rotinas de prevenção.

Daí a sua importância na composição do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho).

Mas eles também contribuem no socorro a acidentes de trabalho, acompanhamento de doenças e realização de exames do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional).

Falo mais sobre a combinação entre enfermagem do trabalho e tecnologia ao longo deste artigo, com destaque para cada profissional desse segmento.

O que é enfermagem do trabalho?

Enfermagem do trabalho é uma área destinada aos profissionais de enfermagem que zelam pela integridade e saúde dos trabalhadores.

Nesse sentido, sua principal função está alinhada à de outros profissionais do SESMT, visando a evitar acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.

A área compreende a atuação de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem que cursam especialização em saúde ocupacional.

Eles estão aptos a realizar ações de conscientização, orientação, atendimentos de saúde e socorro a emergências nas empresas.

Para tanto, avaliam as condições ambientais, como a presença de fatores insalubres, ergonomia e organização do trabalho para aumentar o bem-estar dos funcionários.

Também vão além das questões ligadas apenas às atividades laborais, colaborando para a prevenção de doenças cardiovasculares e outros problemas crônicos.

Por isso, quem faz carreira em enfermagem do trabalho tem o nobre papel de promover a qualidade de vida através de suas habilidades e competências.

Especialização em Enfermagem do Trabalho

O caminho de um enfermeiro até a área de saúde ocupacional passa pela especialização em Enfermagem do Trabalho.

Antes de se especializar, ele precisa concluir o curso de graduação em Enfermagem e obter o seu registro no COREN (Conselho Regional de Enfermagem).

Em seguida, deve buscar por uma entidade reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) para realizar a pós-graduação em Enfermagem do Trabalho, com carga horária total de 360 horas.

Vai levar entre 6 e 12 meses para concluir essa formação.

De acordo com o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), a grade curricular da especialização inclui disciplinas como:

  • Políticas públicas de Saúde do Trabalhador
  • Saúde ambiental e meio ambiente ocupacional
  • Atendimento às doenças ocupacionais
  • Toxicologia ocupacional
  • Educação em saúde ocupacional
  • Aspectos legais e bioética na atuação do enfermeiro do trabalho
  • Atendimento aos acidentes de trabalho
  • Segurança e higiene do trabalho.

No próximo tópico, destaco por que essa é uma área tão importante.

Saúde ocupacional

Profissionais de Enfermagem do Trabalho desenvolvem medidas de proteção aos colaboradores

Qual a importância da enfermagem do trabalho?

Dados do Ministério da Previdência Social revelam que, apenas em 2025, foram registrados 4 milhões de afastamentos relacionados a problemas de saúde no Brasil.

Muitas dessas ocorrências e agravos poderiam ser evitados a partir de uma abordagem preventiva, com adequação dos postos de trabalho e educação para os colaboradores.

Cabe aos profissionais de enfermagem e medicina do trabalho a orientação e a implementação de medidas de proteção para todos os empregados.

As equipes passam, ainda, a contar com suporte caso se machuquem ou apresentem sintomas durante o expediente, recebendo tratamento com agilidade.

Isso melhora as chances de cura e reabilitação.

Dessa forma, há vantagens que se estendem para as empresas como um todo, elevando sua produtividade ao diminuir o afastamento do trabalho e o absenteísmo (faltas).

Como consequência, a lucratividade das companhias também aumenta, assim como sua percepção positiva diante do público interno e externo.

Afinal, uma instituição que zela pela saúde de seus trabalhadores está deixando um legado social positivo.

Além do mais, manter os colaboradores saudáveis reduz gastos excessivos com o pagamento de impostos e multas à Previdência Social.

Ou seja, existe impacto direto sobre as finanças da empresa.

Quem são os profissionais de enfermagem do trabalho?

Os profissionais de enfermagem do trabalho se dividem entre nível superior, técnico e auxiliar.

Dependendo de sua formação, podem assumir mais ou menos responsabilidades nos cuidados com os funcionários e ambientes de trabalho.

É comum encontrar SESMTs ou ambulatórios de empresas em que há profissionais de dois ou mais níveis prestando assistência.

A seguir, saiba mais sobre cada um.

Enfermeiros

São os profissionais de nível superior, especializados em enfermagem do trabalho.

Sua formação inicial evidencia os principais objetivos da profissão, fundamental para a prestação de cuidados ao paciente com qualidade e humanização.

De acordo com a Associação Nacional de Enfermagem do Trabalho (Anent), o perfil desse profissional é voltado à execução de atividades relacionadas com o serviço de higiene, medicina e segurança do trabalho.

Ele pode agir in loco e integrar equipes de estudos, a fim de propiciar a preservação da saúde e valorização do trabalhador.

Técnicos

O técnico em enfermagem do trabalho é o profissional de nível médio que acrescentou a formação em saúde ocupacional aos conhecimentos de enfermagem.

Conforme orienta a Anent, o técnico tem como função:

“Co-participar com o enfermeiro no planejamento, programação, orientação e execução das atividades de enfermagem do trabalho, nos três níveis de prevenção, integrando a equipe de saúde do trabalhador.”

Esse profissional está habilitado inclusive a atuar em ambulatórios dentro de empresas com grande número de trabalhadores, com a supervisão técnica de um enfermeiro.

Auxiliares

Após concluir o Ensino Médio, esse profissional complementa sua formação com um curso básico, que pode durar entre 6 meses e um ano.

Em seguida, está capacitado para realizar rotinas simples de saúde no trabalho, auxiliando o enfermeiro ou o técnico no SESMT, em ambulatórios e projetos que visam a proteger os funcionários.

Segundo a Anent, o auxiliar de enfermagem do trabalho deve agir sob a supervisão do enfermeiro, dando suporte para identificar sintomas, fazer curativos e outros cuidados de enfermagem básicos.

Também atua na composição e implantação de programas preventivos e de qualidade de vida.

Onde um enfermeiro do trabalho pode atuar?

O principal campo de trabalho para esse profissional são as empresas com alto grau de risco, conforme determina a Norma Regulamentadora 04 do Ministério do Trabalho.

Por isso, companhias que contemplam atividades de engenharia, indústria e construção civil estão entre as que mais contratam enfermeiros do trabalho.

Essa exigência legal faz todo o sentido, pois são empresas em que há maior chance de ocorrer acidentes graves, o que pede o suporte de médicos e enfermeiros capacitados para socorrer as vítimas.

Porém, outras companhias podem buscar por esse profissional para compor seu SESMT, reforçando a atuação de médicos, engenheiros e técnicos do trabalho.

Dessa forma, as ações de saúde e prevenção são potencializadas, além dos cuidados com os funcionários durante mais horas por semana – mesmo quando o médico do trabalho não estiver presente.

Toda instituição que tiver ambulatórios, muitos colaboradores ou atender a públicos sensíveis (por exemplo, escolas) pode se beneficiar com a contratação de um enfermeiro do trabalho.

Outros locais que costumam ter o suporte da enfermagem do trabalho são as clínicas de medicina do trabalho, responsáveis por realizar exames para companhias que não possuem ambulatório ou departamento de saúde.

Esses procedimentos integram o exame ocupacional previsto no PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional).

Nas clínicas, os enfermeiros, técnicos e assistentes realizam ou auxiliam na condução de exames de admissão, demissão, mudança de função ou periódicos.

O que a equipe de enfermagem do trabalho faz?

A Anent reconhece até nove grupos de atividades que são de competência do enfermeiro do trabalho.

Na maioria delas, o enfermeiro pode ter ajuda do técnico e do auxiliar, exceto para atividades como o atendimento a acidentes graves.

Trago, a seguir, um apanhado com as sete principais ações realizadas pela equipe de enfermagem do trabalho.

1. Avaliação das condições de segurança e periculosidade da empresa

A equipe de enfermagem do trabalho está sempre de olho nas condições em que os trabalhadores realizam suas atividades.

Esse monitoramento é importante para perceber riscos ocupacionais que podem desencadear ou agravar doenças, ou até acidentes.

É o caso de problemas na adaptação do posto de trabalho, dificultando movimentos necessários ao trabalhador e contribuindo para o surgimento de LER/DORT.

O mesmo se aplica a sintomas que colocam a vida do colaborador em risco, a exemplo de tonturas e dores de cabeça para quem desempenha trabalho em altura.

2. Elaboração e implementação de programas de promoção e proteção à saúde dos empregados

A partir da análise de dados sobre absenteísmo (ausências no trabalho), afastamento por doenças, ocorrência de acidentes e lesões, é possível planejar medidas que diminuam esses problemas.

Por isso, a equipe de enfermagem do trabalho coleta, reflete e discute soluções junto às lideranças e colegas do SESMT.

Essa dinâmica resulta em planos e programas customizados para cada departamento e grupo.

3. Composição e aplicação de projetos para aumentar a qualidade de vida no trabalho

Fadiga, fatores de insalubridade e periculosidade e outros riscos são alvo de estudo dos enfermeiros, técnicos e auxiliares.

Seu propósito é prevenir ocorrências decorrentes desses fatores, agindo com antecipação e indicando as melhores práticas no trabalho.

4. Prestação de primeiros socorros no local de trabalho

Curativos, imobilizações e administração de medicamentos estão entre as principais atividades dos profissionais de enfermagem, mesmo que atuem nas empresas.

Seus conhecimentos em saúde representam um alívio para os colegas de outras áreas, que serão atendidos rapidamente se precisarem de primeiros socorros.

Doenças ocupacionais

A responsabilidade do profissional depende do nível de formação: superior, técnico ou auxiliar

5. Coordenação e atuação em ambulatório dentro da empresa

Rotinas de saúde também ficam sob a responsabilidade da enfermagem do trabalho, capacitada para aplicar vacinas, aferir a pressão e fazer inalações.

A equipe pode coletar material para testes de laboratório, aplicar medicamentos receitados pelo médico e ajudar na condução de tratamentos.

Enfermeiros estão autorizados, ainda, a coordenar ambulatórios dentro das empresas, controlando a liberação de medicações.

6. Registro de dados estatísticos de acidentes e doenças profissionais

Dados sobre acidentes e doenças devem ser coletados e salvos pelas empresas para evitar problemas junto à Previdência Social.

Documentos que comprovem uma atuação em saúde e segurança do trabalho satisfatória previnem, ainda, que a companhia seja alvo de ações trabalhistas e condenada a pagar por indenizações.

Na outra ponta, o trabalhador recebe orientações de saúde para prevenir ocorrências e falhas na comunicação.

7. Suporte para exames e monitoramento

Desde que receba treinamento, a equipe de enfermagem do trabalho está apta a conduzir exames complementares como o eletrocardiograma e a espirometria.

Esses procedimentos auxiliam no monitoramento da saúde dos trabalhadores, podendo ser incluídos entre os procedimentos sob responsabilidade do SESMT – por exemplo, no PCMSO.

Nas clínicas de medicina do trabalho, essa tarefa é comum para técnicos de enfermagem, que aprendem sobre a função de cada exame.

O eletrocardiograma (ECG) avalia o ritmo cardíaco, servindo para verificar a saúde do coração.

Já a espirometria ou teste do sopro verifica a capacidade pulmonar, sendo útil para rastrear doenças respiratórias entre funcionários expostos a partículas de poeira, por exemplo.

Como a equipe de enfermagem atende acidentes de trabalho?

Diante de uma ocorrência no trabalho, a equipe de enfermagem atua em quatro frentes principais:

  • Primeiros socorros: avaliação da cena para garantir a segurança e socorro inicial da vítima
  • Encaminhamento: direcionamento do paciente ao médico do SESMT ou ao hospital mais próximo
  • Registro da ocorrência: anotação sobre o atendimento prestado em relatório, suporte para abrir CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) e notificação ao SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), se necessário
  • Acompanhamento do trabalhador: monitoramento posterior para auxiliar o trabalhador durante um possível afastamento, na reabilitação e retorno ao trabalho.

Veja a seguir como dimensionar um time de enfermagem do trabalho.

Como montar uma equipe de enfermagem do trabalho na empresa?

Para montar a equipe de enfermagem do trabalho, vale observar o que diz a NR-04 sobre a formação do SESMT, grupo em que esses profissionais atuam.

A depender do seu grau de risco, empresas com menos de 51 empregados estão desobrigadas de formar um SESMT próprio.

Quando contratados, técnicos e auxiliares de enfermagem do trabalho devem dedicar oito horas diárias às atividades do SESMT.

Importante dizer que todos os profissionais devem ter o registro ativo no COREN, sempre condizente com seu nível de formação. 

Para calcular o grau de risco na empresa, basta considerar a atividade principal descrita na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) – uma lista que atribui códigos para as atividades econômicas no Brasil.

Você pode consultar a atividade principal e seu respectivo código na CNAE neste link, informando o número do CNPJ.

Depois, basta cruzar o grau de risco e a quantidade de funcionários para fazer o dimensionamento do SESMT, incluindo os profissionais de enfermagem.

Como funciona o dimensionamento da equipe de enfermagem do trabalho?

Quantidade e categorias profissionais variam de acordo com o porte e grau de risco da empresa, como expliquei acima.

De maneira geral, profissionais de enfermagem do trabalho são exigidos para empresas a partir de 501 funcionários (com grau de risco 4) ou apenas com mais de 2000, caso a instituição se enquadre no grau de risco 1 ou 2.

Resumo as principais exigências de dimensionamento abaixo:

  • Graus de risco 1 e 2: devem contratar um auxiliar ou técnico em enfermagem do trabalho a partir de 2001 empregados, e um enfermeiro do trabalho a partir de 3501 funcionários
  • Grau de risco 3: devem dispor de auxiliar ou técnico em enfermagem do trabalho a partir de 1001 funcionários, e de um enfermeiro do trabalho se tiverem 2001 empregados ou mais
  • Grau de risco 4: devem contratar um auxiliar ou técnico em enfermagem do trabalho a partir de 501 empregados, e um enfermeiro do trabalho a partir de 2001 funcionários.

Para mais detalhes, consulte o Anexo II da NR-04 (Dimensionamento do SESMT).

O papel da tecnologia na enfermagem do trabalho

As equipes de enfermagem do trabalho podem conduzir exames complementares.

No entanto, apenas médicos estão autorizados a interpretá-los e a emitir o laudo médico.

Por exemplo, cardiologistas podem elaborar o resultado de um ECG, enquanto pneumologistas são capacitados a avaliar a espirometria.

Essa exigência dificulta a emissão de resultados para os exames, porque há carência de especialistas capazes de compor o laudo com agilidade.

A boa notícia é que existe uma saída tecnológica para essa questão: contar com a telemedicina e laudos a distância.

Empresas como a Telemedicina Morsch possuem um time de especialistas dedicados à análise e envio de resultados de exames, com toda a praticidade e rapidez.

Basta que o enfermeiro, técnico ou auxiliar envie os dados do procedimento via plataforma de telemedicina para que nosso time comece a avaliar os dados, emitindo o laudo online.

Assim, os resultados saem em minutos, sem deixar a qualidade de lado.

O treinamento também pode ser feito via software de telemedicina, com aulas que ficam disponíveis 24 horas por dia.

Técnicas para o exame, preparo, boas práticas e manuseio de aparelhos digitais estão entre os conteúdos contemplados nessas capacitações.

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Perguntas frequentes sobre enfermagem do trabalho

Esclareço outros questionamentos recorrentes sobre essa área a seguir. Confira:

O que faz a enfermagem do trabalho?

Profissionais dessa área atuam na promoção e preservação da saúde do trabalhador, prestando primeiros socorros, realizando campanhas de orientação e exames de saúde ocupacional.

Quem pode atuar na enfermagem do trabalho?

A área é composta por enfermeiros do trabalho (que têm nível superior), técnicos e auxiliares de enfermagem do trabalho. Todos eles devem ter formação específica e registro ativo no COREN.

Quanto tempo dura o curso de enfermagem do trabalho?

Depende do tipo de curso. A especialização para enfermeiros pode durar entre 6 meses e 1 ano, enquanto a especialização técnica costuma se estender por 3 a 10 meses. Já a formação para o auxiliar de enfermagem do trabalho dura de 6 meses a 1 ano.

Qual a diferença entre segurança do trabalho e enfermagem do trabalho?

A principal diferença está no campo de atuação. Profissionais de segurança do trabalho focam na prevenção de riscos de acidentes, enquanto a enfermagem se concentra na prevenção de doenças e promoção da saúde. Ambas as áreas têm trabalho complementar, realizado em parceria dentro do SESMT.

Conclusão

Abordei, neste artigo, a importância e atribuições da enfermagem do trabalho.

Seus profissionais têm um papel indispensável na promoção de ambientes seguros e saudáveis, além de auxiliarem na realização de exames de diagnóstico para a manutenção da saúde do trabalhador.

Para isso, podem contar com o treinamento e suporte dos especialistas da Telemedicina Morsch.

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Referências bibliográficas

https://www.cofen.gov.br/eventos/pos-graduacao-enfermagem-do-trabalho/

https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/01/26/brasil-tem-4-milhoes-de-afastamentos-do-trabalho-em-2025-maior-numero-em-cinco-anos.ghtml

https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-4-nr-4

https://servicos.receita.fazenda.gov.br/Servicos/cnpjreva/Cnpjreva_Solicitacao.asp

https://conexaotrabalho.portaldaindustria.com.br/media/publication/files/RT%20Informa%20-%20N.%2046%20SETEMBRO%20-%20Nova%20NR%2004%20moderniza%20o%20SESMT.pdf

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin