Como funciona a radiologia digital, quando surgiu e suas vantagens

Por Dr. José Aldair Morsch, 12 de setembro de 2018
como funciona radiologia digital

Como funciona a radiologia digital?

É muito interessante entender como funciona a radiologia digital, por tudo aquilo que ela representa na atenção à saúde.

Estamos falando de uma tecnologia avançada para o diagnóstico e monitoramento de uma série de doenças e outras condições, incluindo lesões e tumores.

O que uma radiografia revela, portanto, pode tanto prevenir quanto salvar vidas.

É por isso que escrevi este artigo, trazendo uma série de informações úteis para você entender o que é a radiografia digital e as diferenças entre radiologia digital e convencional.

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Mas não vamos ficar apenas na história da radiologia, como destacar os exames mais comuns que se favorecem da imagem digital e o papel da telemedicina para qualificar ainda mais o procedimento.

Acompanhe a leitura até o fim para saber tudo sobre como funciona a radiologia digital.

O que é a radiologia digital?

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A radiologia digital é uma área da medicina responsável pelo diagnóstico por imagens.

Tal qual o aparelho convencional de raio-x, ela é utilizada na investigação e monitoramento da saúde de órgãos, músculos e tecidos. Para tanto, faz uso de uma tecnologia avançada.

Diferentemente da radiologia convencional, que obtém os registros a partir de um filme radiográfico, a versão digital utiliza sensores que enviam as imagens diretamente para o computador, onde são processados e direcionados para análise e interpretação do médico radiologista.

Essa é a diferença básica entre radiologia digital e convencional, que vem sendo utilizada desde a virada do século 19 para o século 20, após a descoberta do raio-x pelo físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen.

Embora seja indiscutível a sua contribuição, a radiologia convencional impõe limitações ao diagnóstico, sobretudo de tempo.

Após a realização do exame, o filme utilizado precisa ser revelado para só então chegar às mãos do especialista que emitirá o laudo.

Em alguns casos, como você deve saber, alguns minutos fazem toda a diferença, especialmente em situações de urgência.

Já na radiologia digital, entram em cena equipamentos mais sofisticados, que fazem a captura das imagens de forma direta ou indireta.

Mais à frente, vou explicar como funciona a radiologia digital e trazer mais detalhes sobre o seu modo de operação

Quando surgiu a radiologia digital?

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Atualmente, o termo digital está em evidência. E, na área da saúde, não é diferente.

Mas a radiologia digital não é exatamente nova.

No final da década de 70 (há 40 anos, portanto), foi descrita a primeira angiografia de subtração digital experimental.

Já em 1980, ocorreu a introdução do primeiro sistema de imagem digital em radiologia para uso clínico.

Obviamente, a tecnologia evoluiu bastante de lá para cá, promovendo avanços relevantes e consistentes.

Boa parte deles se deve justamente à introdução do computador nesse processo, já que ele depende de imagens digitalizadas para oferecer resultados cada vez mais nítidos e acurados.

Mais recentemente, outro avanço significativo se deu com a computação em nuvem, que eliminou a necessidade antes existente de compactar as imagens para poupar espaço físico na máquina.

Hoje, portanto, não só as imagens podem ser preservadas em alta resolução, como podem ser acessadas remotamente de qualquer dispositivo conectado à internet.

Diferença da radiologia convencional vs digital

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Como já comentei em tópico anterior, podemos resumir a diferença entre a radiologia convencional e a digital quanto ao método utilizado no processo.

Mas vale pontuar de forma mais clara o que muda entre elas, até porque isso nos ajuda a compreender melhor como funciona a radiologia digital.

Observe, então, a tabela abaixo.

Processo Convencional Digital
Meio de detecção Filme radiológico Detectores digitais
Meio de armazenamento Filme radiológico Arquivo digital
Etapas Captação e revelação do filme Geração, processamento, arquivamento e apresentação da imagem

Portanto, na radiologia convencional, tudo se relaciona ao filme, que é o instrumento de detecção e também de armazenamento das imagens.

Já na radiologia digital, há elementos próprios para cada uma das etapas. Ou seja, os detectores são utilizados tão somente para isso, já que o armazenamento ocorre no computador a partir de uma imagem digitalizada.

A seguir, ao explicar como funciona a radiologia digital, vou trazer mais detalhes interessantes sobre o processo.

Como funciona a radiologia digital?

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Como funciona a radiologia digital? Como vimos até aqui, a radiografia digital faz uso de detectores que transmitem as imagens obtidas para um computador, onde são processadas.

Mas, na prática, como isso acontece?

Há um procedimento técnico por trás disso, mas vou resumi-lo da forma mais didática possível.

Como funciona a radiologia digital

O que acontece é que o detector digital é exposto à radiação, gerada a partir de um tubo padrão.

Então, a energia que ele absorve se transforma em carga elétrica, que passa pelo registro, digitalização e quantificação em escala de cinza.

O próximo passo compete ao computador, já que é o software nele instalado que processa os dados brutos obtidos para transformá-los em uma imagem que possa ser utilizada para fins clínicos.

Na sequência, essa imagem é armazenada digitalmente junto aos dados do paciente. Ela pode ser impressa como na radiografia tradicional, mas seu principal uso é mesmo na tela do computador.

Ali, o especialista não só visualiza como pode manipular as imagens, o que inclui ajustes de zoom, medições e até inversão da escala de cinza.

É a partir dessa análise detalhada que o laudo radiológico é emitido, trazendo as conclusões do médico quanto aos resultados do exame.

Entendido o básico sobre como funciona radiologia digital, vamos avançar sobre os seus diferentes formatos.

Radiologia computadorizada (CR)

A radiologia computadorizada marca a primeira versão do que se conhece como digital, sendo também a antecessora da tecnologia que passa a ser predominante.

Introduzida no início dos anos 80 e aperfeiçoada ao longo da década de 90, ela tem como principal característica o uso de chassis com placas de fósforo em vez do filme radiográfico convencional.

Para a realização do procedimento, o chassi é exposto à radiação e, em seguida, passa pela digitalização em um aparelho de scanner.

É nesse momento que é gerada a imagem na tela do computador, a qual ainda pode sofrer ajustes relacionados ao tamanho, brilho e contraste, entre outros.

Importante destacar ainda que a radiologia computadorizada (CR) é também chamada de radiologia indireta.

Radiologia digital (DR)

Mais ao final da década de 90, entrou em cena a radiologia digital, que passou a utilizar detectores em substituição aos chassis eletrônicos.

Com eles, as informações não mais passavam por um scanner, sendo transmitidas para um computador, onde o sistema dá origem a uma imagem para diagnóstico.

Em razão de suas características, a radiologia digital (DR) é também conhecida como radiologia direta.

Principais vantagens da radiologia digital

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Conforme você entende como funciona a radiologia digital, as vantagens dela se tornam evidentes.

Inclusive, eu já comentei rapidamente sobre a principal delas, que é a agilidade para a disponibilização de uma imagem com potencial diagnóstico.

Ainda que a revelação do filme radiológico, no processo tradicional, seja realizada de forma rápida, em até uma hora, é incomparável com o resultado da imagem digitalizada, que é obtida em breves segundos.

Considere, então, uma situação de urgência em uma unidade hospitalar e perceba que esse tempo pode ser decisivo para salvar a vida do paciente.

Mas as vantagens não param por aí.

Outro aspecto de menção obrigatória se relaciona com a acessibilidade da imagem digital.

Com armazenamento eletrônico ou em nuvem, qualquer pessoa em rede ou de posse de login e senha pode visualizar facilmente o conteúdo, seja dentro do hospital ou a distância, usando a internet e um servidor PACS.

Em uma unidade de saúde, com diferentes frentes de atendimento, esse é um ponto fundamental, novamente emprestando brevidade às ações médicas.

Isso sem falar na eliminação do risco de perda de imagens, que infelizmente existe no processo convencional.

Vale citar ainda o que se chama de maior produtividade do paciente. Ou seja, não é necessário que ele se submete ao exame mais de uma vez.

Sobre esse aspecto, cabe lembrar que, na radiologia tradicional, o nível de radiação empregado no exame é específico dele.

Ou seja, os técnicos tentam submeter o paciente ao menor nível possível. Contudo, se for abaixo do recomendado, o exame precisa ser repetido.

É por isso que a redução da exposição do paciente ao raio-x aparece entre os possíveis ganhos da radiografia digital, que se destaca ainda pela qualidade, nitidez e diferenciação de densidade das imagens geradas

Quais os exames digitais mais comuns?

como funciona radiologia digital o que é

A radiologia é uma área da medicina bastante ampla, que inclui exames gerais e especializados, tomografia computadorizada, ressonância magnética, mamografia, densitometria óssea e medicina nuclear.

Em cada uma dessas subáreas, há uma série de exames digitais que podem ser realizados.

Isso inclui desde o famoso raio-x, que pode ser aplicado no diagnóstico de fraturas, por exemplo, assim como o raio-x contrastado, que faz uso de uma substância própria para ressaltar o contorno da área examinada.

Estes são exemplos de exames digitais:

  • Gastrografia.
  • Colonografia.
  • Angiotomografia coronária.
  • Cintilografia.
  • PET/CT.
  • Ecografia tridimensional.
  • Ecodopler e ultrassonografia.

Importante dizer ainda que eles se aplicam a uma série de situações de diagnóstico e monitoramento de doenças, lesões e outras condições de saúde, inclusive câncer, patologias cerebrais e AVC (Acidente Vascular Cerebral).

O papel do PACS no exame digital

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Não existe exame digital sem PACS.

A sigla para Picture Archiving and Communication System significa Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagens.

O que ele faz, portanto, é armazenar as imagens digitais de modo simples e econômico, garantindo ainda o acesso seguro às informações por pessoas autorizadas

É o PACS, por exemplo, que assegura que o médico especialista terá as imagens em seus dispositivos como tablet, notebook e até smartphones para interpretar os resultados e laudar o exame.

Ele substitui a necessidade de haver uma cópia impressa das imagens, como ocorria no processo da radiologia convencional.

Pela mesma razão, o paciente não precisa mais levar o exame para casa e retornar com ele na próxima consulta, o que sempre resulta em risco de perda do documento.

O paciente pode imprimir o resultado do seu exame através do seu próprio computador em casa, sem perder tempo em ir buscar o resultado na clínica de radiologia. Basta usar a internet e acessar o PACS com login e senha fornecidos.

Resumidamente, então, podemos entender o PACS como a plataforma online que centraliza as informações de saúde.

Desde a realização do exame, passando pela análise dos arquivos digitais dos exames enviados, até o diagnóstico feito pelo radiologista na forma do laudo médico com assinatura digital que será entregue para o médico que atendeu o paciente, todo o fluxo do exame digital passa pelo PACS.

É uma mudança significativa, que organiza melhor os processos e otimiza a gestão.

Sem isso, a transformação digital tão necessária para a radiologia, provavelmente, não se daria de maneira tão eficaz.

Como a Telemedicina auxilia na realização da radiografia digital?

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Se você observou com atenção tudo o que foi colocado até aqui, deve estar se perguntando: mas não há nenhuma desvantagem na radiografia digital?

De fato, há um aspecto que costuma pesar negativamente, sim. E ele se refere ao preço.

Em geral, os equipamentos necessários para a realização do processo digital são mais caros.

Além disso, demandam uma maior necessidade de treinamento dos seus operadores.

Mas por que estou falando sobre desvantagens se deveria explicar aqui como a telemedicina auxilia na realização da radiografia digital?

Simples: porque ela pode ser a chave para atacar esses dois pontos sobre os quais acabei de falar.

Quando você recorre à Telemedicina Morsch, tem a opção de reduzir em mais de 50% o preço dos laudos médicos.

Esse benefício a médio prazo vai compensar e muito o investimento em radiologia digital.

Da mesma forma, a empresa fornece treinamento à distância para os funcionários que vão lidar no dia a dia com os equipamentos.

Esses são dois benefícios extras que você conta ao contratar uma solução em telemedicina.

O principal deles, é claro, está na possibilidade de obter laudos médicos à distância.

Seja para uma segunda opinião ou para cobrir férias ou a ausência de um radiologista, você pode contar com um especialista que vai acessar as imagens pelo seu computador, remotamente, interpretar os resultados e emitir o seu diagnóstico – o que costumamos chamar de laudar exames com assinatura digital.

É comum os clínicos da cidade solicitarem exames radiológicos que são laudados por subespecialistas, como neurorradiologista, neuropediatra, etc…

Imagine a economia e vantagem sobre os concorrentes em oferecer exames de ponta sem precisar contratar mais um especialista para a sua clínica?

Perceba, portanto, que a telemedicina representa uma oportunidade real de qualificar o seu serviço de radiologia digital e ainda promover tal benefício com economia de recursos.

Conclusão

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Neste artigo, expliquei como funciona a radiologia digital, suas diferenças e vantagens para o processo convencional.

Você viu que os exames de diagnóstico por imagem evoluíram bastante nos últimos anos graças ao avanço da tecnologia.

Esse é um movimento contínuo e que tem na telemedicina uma das mais recentes conquistas.

Se você ainda não implantou a radiologia digital na sua unidade de saúde, está perdendo uma boa oportunidade de agregar valor aos seus serviços, qualificá-los e ainda gerar economia com essa mudança.

Se não sabe por onde começar, deixe a Telemedicina Morsch ajudá-lo.

Visite o site para saber mais e solicite um orçamento.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia pela PUC-RS. Pós-graduação em Cardiologia Pediátrica pela PUC-RS. Linkedin

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