Mamografia: como interpretar resultado do exame com a telemedicina
Exame padrão ouro no rastreamento do câncer de mama, a mamografia é capaz de detectar diversas alterações importantes.
Isso inclui nódulos e tumores com menos de 2 cm de diâmetro, que são imperceptíveis à palpação e, geralmente, não provocam qualquer sintoma.
Essa particularidade confere um suporte essencial para o diagnóstico precoce de câncer e outras doenças que acometem o tecido mamário.
Nas próximas linhas, apresento conhecimentos sobre esse procedimento, seus tipos e os cuidados necessários durante sua realização.
Também abordo as soluções de telemedicina que qualificam a oferta da mamografia nos serviços de saúde.
O que é mamografia?
Mamografia é a radiografia das mamas, que pode ser feita de forma convencional ou digital.
O exame utiliza radiação ionizante (raios-X) para coletar imagens internas do tecido mamário, registradas em branco, preto e tons de cinza.
Partes densas (duras) aparecem mais claras, enquanto as partes moles ficam escuras.
Isso acontece porque os tecidos densos absorvem maior quantidade de raios-X, deixando pouca radiação passar.
Os menos densos, por outro lado, captam menos raios, permitindo que a maioria deles ultrapasse o corpo da paciente e alcance os detectores do aparelho de mamografia.
A análise dessas imagens possibilita a identificação de massas como cistos, nódulos e tumores em meio ao tecido das mamas.
Qual a diferença entre mamografia e ultrassom da mama?
Embora ambos sejam exames de imagem, eles utilizam tecnologias distintas.
Como mencionei acima, a mamografia emprega raios-X que incidem sobre cada mama para formar registros do tecido interno a partir de diferentes ângulos ou incidências.
Já o ultrassom de mamas usa ondas sonoras emitidas por um dispositivo chamado transdutor, que são refletidas após o contato com o tecido mamário.
É a partir dessa reflexão que o transdutor permite a formação das imagens internas, exibidas em tempo real no monitor ligado ao aparelho.

Na mamografia, são coletadas imagens do tecido mamário, identificando possíveis anormalidades
Qual a importância da mamografia?
A importância da mamografia está tanto em sua finalidade diagnóstica quanto no rastreamento do câncer de mama.
Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) (braço da OMS nas Américas), é o câncer mais incidente entre mulheres em todo o mundo.
No Brasil, é o segundo tipo de câncer mais comum, sendo esperados 78.610 novos casos por ano no triênio 2026–2028, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Nas últimas duas décadas, a taxa de mortalidade por câncer de mama no país aumentou 86,2%, em especial devido ao envelhecimento populacional e a comportamentos prejudiciais como o sedentarismo, tabagismo e consumo de itens ultraprocessados.
Muitos desses óbitos poderiam ter sido evitados a partir do diagnóstico precoce.
Isso porque o câncer de mama em estágio inicial tem mais de 90% de chances de cura.
Para se ter uma ideia do impacto do exame de rotina, um estudo revelou que o índice de mortalidade é 25% menor entre mulheres que realizam mamografia anualmente, a partir dos 40 anos.
O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Queen Mary University of London, na Inglaterra, e monitorou 53 mil mulheres entre 39 e 41 anos.
Quando fazer mamografia?
A mamografia deve ser feita com dois objetivos: detecção de doenças (mamografia diagnóstica) ou rastreio (mamografia de rastreamento).
O exame com finalidade diagnóstica é solicitado pelo médico para confirmar ou refutar uma hipótese diagnóstica baseada no exame clínico e histórico do paciente.
Listo os principais sinais de câncer de mama abaixo, de acordo com o Inca:
- Nódulo (caroço) fixo e geralmente indolor
- Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja
- Alterações no bico do peito (mamilo)
- Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço
- Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.
Lembrando que a indicação de mamografia é uma decisão médica.
Com quantos anos pode fazer mamografia?
Diante de sintomas sugestivos, a mamografia pode ser pedida em qualquer idade.
Já o exame de rastreio é destinado a uma população específica: mulheres a partir dos 40 anos, quando aumenta o risco de câncer de mama.
Essa é a recomendação de entidades médicas como a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).
Já o Ministério da Saúde indica o procedimento para mulheres entre 50 a 74 anos, a cada dois anos, afirmando que o exame tem maior eficácia na detecção de lesões após a menopausa.
A dica, então, é seguir as orientações do ginecologista e ficar atenta a mudanças na forma, volume e aspecto dos seios.
Na mamografia, são coletadas imagens internas do tecido mamário, identificando possíveis cistos, nódulos e tumores
Mamografia de rastreamento
A mamografia de rastreamento serve para identificar casos suspeitos de câncer de mama entre mulheres com mais de 40 anos.
Para isso, especialistas recomendam que esse público faça mamografia uma vez ao ano.
A orientação se aplica ainda que a paciente não apresente sintomas.
O início da rotina de rastreio pode ser antecipado para pacientes que tenham um ou mais fatores de risco para câncer mamário, principalmente os genéticos e hereditários:
- História familiar de câncer de ovário ou mama, em especial antes dos 50 anos
- Câncer de mama em familiares do sexo masculino
- Alteração nos genes BRCA1 e BRCA2.
A seguir, esclareço em que situações é indicada a mamografia para homens.
Homens fazem mamografia?
Sim, há casos em que há indicação da mamografia para homem.
Principalmente se houver suspeita de câncer de mama, doença que também acomete pacientes do sexo masculino – embora eles representem apenas 1% dos casos.
Assim, as recomendações para eles se restringem à mamografia diagnóstica, diante de fatores de risco e sintomas como:
- História familiar de câncer de mama em homens
- Aumento inexplicado do volume da mama
- Mudança da sensibilidade no mamilo
- Eliminação de qualquer líquido pelo mamilo
- Alteração no conteúdo da mama
- Presença de caroço ou nódulo palpável.
Conheça as indicações do exame na sequência.
Para que serve a mamografia? O que pode ser detectado?
Diversas alterações podem ser vistas nas imagens da mamografia, incluindo massas benignas ou malignas.
Vale ressaltar que 80% dos tumores mamários palpáveis são lesões benignas, com chances remotas de se tornar câncer.
A seguir, listo as principais lesões mamárias detectáveis por meio da mamografia:
- Cisto de mama: é um dos tipos de lesão mais comuns e, geralmente, é benigno. O cisto possui o interior preenchido com líquido envolvido por uma membrana, de aparência arredondada e com a extremidade bem delimitada
- Fibroadenoma: é a modalidade de nódulos de mama benignos mais comum, apresentando-se como um tumor fibroelástico, móvel, não aderido ao tecido que o rodeia, bem delimitado, com dimensões de aproximadamente 2 a 3 cm
- Tumor filoide: é outro tipo de nódulo, formado a partir de um tipo de tecido mamário chamado estroma, que costuma medir alguns centímetros, podendo ser percebido no exame de toque das mamas
- Papiloma mamário: é uma lesão benigna que se desenvolve nos ductos mamários – trechos que transportam o leite materno dos lobos até os mamilos
- Lipoma: tumor benigno preenchido por gordura, que surge logo abaixo da pele da mama ou em outras partes do corpo, como nas costas, braços e pescoço
- Hamartoma: lesão circunscrita rara comumente formada por cartilagem
- Adenoma: é uma massa endurecida benigna que pode acometer a papila mamária
- Calcificação: aglomerado de partículas de cálcio que se convertem em sais, assumindo um formato sólido
- Linfonodos intramamários: também conhecidos como gânglios linfáticos ou ínguas, são estruturas que pertencem ao sistema imunológico. Podem aumentar de tamanho se houver problemas como quadros inflamatórios
- Coleções líquidas pós-cirúrgicas: surgem a partir do acúmulo de líquido após um procedimento invasivo, formando hematomas, seromas, etc.
- Cicatriz pós-cirúrgica estável: quando há lesão típica decorrente de cirurgia prévia
- Nódulo denso e espiculado: refere-se ao formato de um tumor sólido, que indica chances elevadas de malignidade
- Estrutura hipervascularizada: quando o tumor tem muitos vasos sanguíneos, também há altas chances de ser cancerígeno.
Saiba na sequência como a mamografia é realizada.

A mamografia é feita no mamógrafo, aparelho semelhante a um raio X, de forma simples e rápida
Como é feita a mamografia?
A mamografia é um procedimento simples, rápido e não invasivo.
O exame pode ser feito por um médico ou técnico de enfermagem devidamente treinado para utilizar o mamógrafo, aparelho semelhante a um raio-X.
Depois de orientar a paciente sobre a mamografia, esse profissional a coloca na posição mais confortável possível, em frente ao equipamento.
Em seguida, posiciona as mamas na bandeja do mamógrafo, apoiando os braços da paciente para ajudá-la a ficar imóvel durante alguns minutos.
O próximo passo é ligar o aparelho, que aplicará uma leve compressão em cada mama, nas posições vertical e horizontal, para captar detalhes do tecido interno.
As imagens são formadas assim que a radiação ionizante atravessa o tecido, fazendo com que os raios-X não absorvidos cheguem aos detectores localizados na bandeja do mamógrafo.
O equipamento é desligado assim que há registros suficientes, e a paciente, liberada.
Preparo da mamografia
O preparo da mamografia também é simples.
Recomenda-se que a mulher agende o exame longe do período de menstruação, a fim de diminuir o desconforto devido à compressão dos seios.
Isso porque as mamas tendem a ficar sensibilizadas alguns dias antes e depois do período menstrual, pois a densidade do tecido glandular aumenta.
Também é útil comparecer ao local da mamografia levando imagens de exames mamários anteriores e informar se possui próteses de silicone.
Outras dicas são usar roupas confortáveis e com duas peças, pois a parte de cima será retirada para expor os seios durante o exame.
E evitar passar cosméticos como cremes e desodorantes nas mamas e axilas.
A mamografia é feita por meio do mamógrafo, aparelho semelhante a um raio-X, de forma simples, rápida e não invasiva
Duração da mamografia
A mamografia tem duração média de 10 a 30 minutos, dependendo de fatores como a densidade das mamas e a tecnologia utilizada (convencional ou digital).
Efeitos colaterais da mamografia
A radiografia das mamas é um exame bastante seguro, apesar de expor a paciente a doses baixas de radiação ionizante.
Contudo, esse risco é compensado pela importância do rastreamento do câncer de mama em estágio inicial.
Outro efeito indesejado é o desconforto durante a compressão das mamas que, como expliquei acima, pode ser reduzido quando a mamografia é realizada longe do período menstrual.
E utilizando o mamógrafo digital, que tem maior facilidade para coletar as imagens, reduzindo a necessidade de pressionar as mamas.
Cuidados ao fazer a mamografia
Como qualquer exame de imagem, a mamografia tem limitações e contraindicações.
O exame pode ser indicado em qualquer idade, desde que haja avaliação médica e justificativa clínica.
No entanto, em mulheres mais jovens, especialmente com mamas mais densas, a mamografia pode apresentar menor sensibilidade e ser complementada por outros exames de imagem, como a ultrassonografia.
Vale destacar ainda que a gestação exige avaliação médica criteriosa antes da realização da mamografia.
Quando o exame é necessário, ele pode ser feito com indicação adequada e medidas de proteção.
Quem amamenta pode fazer mamografia?
Sim, pois não existem contraindicações da mamografia para mulheres que amamentam, desde que haja recomendação médica para o exame de rastreamento ou diagnóstico.
Inclusive, cabe ressaltar que amamentar pelo maior tempo possível ajuda na proteção contra o câncer de mama.
Quem tem silicone pode fazer mamografia?
Sim, não há problemas em realizar a mamografia com próteses de silicone.
No entanto, é importante ter essa informação antes de iniciar a radiografia mamária, pois a prótese é radiopaca e, por isso, pode obscurecer lesões nas imagens do exame.
Para evitar prejuízos aos registros, cabe ao profissional responsável realizar a manobra de Eklund, viabilizando o estudo do tecido mamário afastado do silicone.
A mamografia dói?
Acredito que seja mais adequado falar em desconforto do que em dor.
Porque, como expliquei anteriormente, é necessário aplicar uma leve compressão para espalhar o tecido mamário sobre a bandeja do mamógrafo, viabilizando a aquisição de imagens nítidas.
Essa pressão pode ser percebida com maior ou menor intensidade, dependendo de fatores como a densidade das mamas, proximidade do período menstrual e sensibilidade da paciente.
Tipos de mamografia
Existem diferentes tipos de mamografia, classificados de acordo com a tecnologia do mamógrafo utilizado e abrangência do exame.
Saiba mais sobre elas abaixo.
Falo ainda da ecografia mamária (ultrassom), que é a opção para pacientes com mamas densas ou para complementar resultados da radiografia das mamas.
Mamografia digital
A mamografia digital é realizada com o suporte de um equipamento moderno, que agrega vantagens a pacientes e equipes de saúde.
Começando pelo exame, que diminui o desconforto para a mulher.
Isso acontece porque o aparelho capta imagens sem precisar fazer muita pressão nas mamas.
Além de permitir ajustes que reduzem a exposição à radiação ionizante e o risco de desenvolver doenças.
O mamógrafo digital também otimiza o resultado da mamografia, enviando o sinal elétrico direto a um computador que o converte em pixels.
Assim, as imagens internas são formadas na tela do computador, evitando que se desgastem com o tempo – como pode acontecer no exame convencional.
Já a mamografia convencional é feita com equipamento analógico, exigindo que as imagens sejam impressas em um filme radiológico.
Mamografia bilateral
Esse é o termo utilizado para descrever a forma mais comum do exame, em que ambas as mamas são avaliadas.
Geralmente, são necessárias pelo menos duas incidências em cada uma delas para obter imagens suficientes.
Dependendo da necessidade e condição da paciente, o médico pode solicitar a mamografia unilateral, a fim de examinar somente uma mama.
Ecografia mamária
Conhecida também como ultrassonografia de mamas, a ecografia mamária é uma alternativa a pacientes que não se beneficiam muito da mamografia.
Por exemplo, mulheres jovens, gestantes ou homens que precisam avaliar o tecido mamário.
Esse exame usa sons de alta frequência para mostrar imagens internas em tempo real, possibilitando o estudo de alterações suspeitas.
No entanto, não é capaz de detectar microcalcificações, ao contrário da mamografia.
Algumas vezes, é preciso realizar ambos os procedimentos para confirmar ou descartar um diagnóstico clínico.
Como fazer a requisição de mamografia
A requisição da mamografia deve ser feita com base em sua finalidade.
Ou seja, é necessário indicar o objetivo: se é dar suporte diagnóstico, rastrear o câncer de mama ou monitorar um tratamento.
Em todos os casos, é importante incluir detalhes sobre a história clínica, em especial se a paciente já apresentou lesões no tecido mamário anteriormente.
Nesse caso, será preciso descrever o achado radiológico para melhor acompanhamento.
Você pode utilizar fichas padronizadas como este exemplo do Sistema de Informação do Controle do Câncer de Mama (SISMAMA), empregado pelo SUS.
Quanto tempo demora o resultado de uma mamografia?
Depende da estrutura do centro de diagnósticos, principalmente da equipe de radiologistas especializados na área do exame.
Esses são os especialistas qualificados para interpretar a mamografia, conforme exige o Conselho Federal de Medicina.
Caso estejam com alta demanda de trabalho, o resultado pode demorar até duas semanas para ficar pronto.
A boa notícia é que dá para otimizar a entrega do laudo de mamografia via telemedicina, como você vai descobrir a seguir.
Resultado de mamografia na telemedicina
A mamografia pode revelar massas suspeitas de malignidade. E isso costuma deixar as pacientes ansiosas.
Principalmente quando há poucos radiologistas disponíveis na clínica ou hospital para laudar o exame.
Nesse cenário, a telemedicina surge como alternativa para agilizar a emissão de laudos e viabilizar o diagnóstico precoce.
O processo é simples, realizado em duas etapas: interpretação do exame e liberação do laudo médico.
Interpretação do exame de mamografia
A interpretação da mamografia cabe a radiologistas qualificados na área desse exame.
O problema é que nem sempre há especialistas suficientes para atender às demandas dos estabelecimentos de saúde espalhados pelo Brasil.
Uma solução prática e inteligente está na interpretação da mamografia a distância.
Para usar o serviço, basta que um técnico de enfermagem realize o exame normalmente e compartilhe os resultados na plataforma de telemedicina.
Mamógrafos digitais podem exercer essa função de modo automático, enviando os registros diretamente para o PACS da Telemedicina Morsch.
Em seguida, um radiologista de plantão inicia a avaliação dos achados, considerando dados da solicitação do exame.
Laudo de mamografia online
A partir dos dados e conclusões, o radiologista elabora o telelaudo, finalizado com sua assinatura digital e entregue via plataforma.
No software da Telemedicina Morsch, o resultado é liberado em minutos, graças a nosso time de especialistas sempre a postos para auxiliar sua equipe.
Acesse a página de radiologia a distância para conferir todas as vantagens da telerradiologia para o seu consultório, clínica ou hospital.
O que é a classificação BI-RADS em mamografia?
Breast Image Reporting and Data System ou BI-RADS é um sistema de classificação para as lesões visualizadas na mamografia e outros exames de imagem das mamas, como o ultrassom.
Ele enquadra os achados em sete categorias, de acordo com as chances de malignidade. São elas:
- BI-RADS 0: exame inconclusivo ou com achados atípicos
- BI-RADS 1: ausência de alterações no tecido mamário
- BI-RADS 2: presença de achado tipicamente benigno
- BI-RADS 3: achado provavelmente benigno, com no máximo 2% de chances de malignidade
- BI-RADS 4: achados suspeitos de malignidade, subdivididos em baixa suspeita de malignidade, de 2 a 10% (4A); suspeita moderada, de 11 a 50% (4B); e suspeita elevada, de 51 a 95% (4C)
- BI-RADS 5: achados altamente sugestivos de malignidade, com chances acima de 95%
- BI-RADS 6: tumor maligno diagnosticado previamente.
A classificação BI-RADS consta em todo laudo de exames de imagem das mamas, servindo para direcionar a conduta médica diante de cada caso.
O que fazer em caso de mamografia com resultado alterado?
Exames classificados como BI-RADS 1 e BI-RADS 2 dispensam novos procedimentos, e a paciente deve seguir com as mamografias de rastreamento uma vez ao ano.
Resultados alterados englobam lesões BI-RADS 3, 4, 5, 6 e 0, sendo que cada situação é avaliada de maneira personalizada.
O mais importante é seguir a prescrição médica, esclarecer dúvidas na consulta com ginecologista ou mastologista e lembrar que a maioria dos achados é benigna.
Lesões enquadradas como BI-RADS 3 devem motivar novos exames a cada 6 meses, por até 3 anos, a fim de descartar a evolução para um tumor maligno – embora as chances sejam baixas.
Se houver massas com maiores chances de malignidade, classificadas como BI-RADS 4 e 5, o médico fará a solicitação da biópsia percutânea, que permite extrair uma pequena parte da lesão para estudo em laboratório.
Assim, será possível confirmar ou descartar a suspeita de câncer de mama.
Se ficar confirmado que é um tumor maligno, ele é enquadrado em BI-RADS 6 para descrever e monitorar exames e tratamentos realizados, bem como a resposta do organismo a eles.
Por fim, a conduta sugerida para BI-RADS 0 é o aprofundamento da investigação sobre a lesão, feito geralmente com o suporte de exames complementares como ultrassonografia mamária e ressonância magnética de mama.
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Perguntas frequentes sobre mamografia
Esclareço questões comuns sobre esse importante exame a seguir:
Quando é necessário fazer a mamografia?
Assim como outros exames complementares, a mamografia pode ser solicitada pelo médico se houver suspeita de nódulos ou tumores nas mamas. Mas ela também é indicada anualmente para mulheres a partir dos 40 anos, com o objetivo de rastrear e diagnosticar precocemente o câncer de mama.
Por que não se pode fazer mamografia antes dos 40 anos?
Devido à maior densidade e firmeza dos seios, a qualidade das imagens pode ser comprometida devido à dificuldade de penetração dos raios-X emitidos pelo mamógrafo. A opção indicada para avaliar as mamas de mulheres jovens é a ultrassonografia ou ecografia mamária.
Quem tem problema na tireoide pode fazer mamografia?
Sim, mulheres com doenças na tireoide podem e devem fazer mamografia. A radiografia das mamas não apresenta risco de complicações ou desenvolvimento de câncer de tireoide. Isso porque a dose de radiação ionizante emitida é desprezível.
Tem algum risco em fazer mamografia?
Por utilizar uma pequena dose de radiação ionizante, a mamografia só deve ser feita sob recomendação médica. No entanto, o risco relacionado à radiação é baixo, especialmente se comparado aos benefícios do diagnóstico precoce de tumores na mama. Com exceção de gestantes, para as quais a mamografia é contraindicada devido aos perigos dos raios-X para o bebê em formação.
Conclusão
Gostou de saber mais sobre a mamografia e sua importância para o diagnóstico precoce do câncer de mama?
O exame ainda ajuda na detecção de alterações no tecido mamário, prevenindo complicações de saúde.
Você pode contar com a Telemedicina Morsch para otimizar a interpretação desse exame, elevando a eficiência do seu time e conquistando mais pacientes.
Se achou este conteúdo interessante, leia mais artigos sobre radiologia que publico aqui no blog.
Referências bibliográficas
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-mama
https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/controle-do-cancer-de-mama/conceito-e-magnitude
https://femama.org.br/site/sem-categoria/em-22-anos-a-taxa-de-mortalidade-por-cancer-de-mama-no-brasil-aumentou-862/
https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/08/27/mamografia-de-rotina-aos-40-reduz-mortalidade-do-cancer-aponta-estudo.htm
https://www.scielo.br/j/rbgo/a/yfx6D5t8zDwMtbtZQfyF9pP/
https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/186-fibroadenoma
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-10/mamografia-nao-aumenta-o-risco-de-cancer-na-tireoide-diz-especialista