Segredos não revelados sobre o eletrocardiograma

Por Dr. José Aldair Morsch, 26 de outubro de 2017
o eletrocardiograma

O eletrocardiograma é um exame antigo, já que foi desenvolvido há mais de 1 século pelo holandês Willem Einthoven quando o médico e fisiologista ficou interessado em registrar as atividades e batimentos do coração.

Ao longo dos anos houveram diversos aperfeiçoamentos até chegar na era digital.

Nesse período observamos até onde podemos confiar no método, quando devemos questionar o resultado e como podemos melhorar os nossos serviços.

A qualidade do exame não depende exclusivamente do aparelho, visto que é necessário um preparo adequado do paciente e a colocação adequada dos eletrodos no corpo do paciente.

Durante muito tempo especialistas que trabalham com o eletrocardiograma omitiram segredos do exame que podem ser aproveitados nos serviços das clínicas e consultórios médicos pelo País.

Quer saber sobre tudo isso? Então permaneça conosco e leia o artigo até o final.

A seguir, confira mais sobre os avanços da técnica de realização de eletrocardiogramas.

O ecg realizado no passado e suas melhorias até o presente

De início, em 1903, o eletrocardiograma era realizado por meio de galvanômetros.

Esse equipamento, que pesava mais de 250 kg e ocupava duas salas, permitia o estudo das atividades elétricas do sistema cardiovascular quando próximo da superfície do corpo do paciente.

O aparelho era, inicialmente, gigantesco em tamanho, nada parecido com os eletrocardiógrafos atuais.

Apesar do tamanho, os registros no papel eram muito semelhantes aos que usamos atualmente, porém, com grandes avanços e claro os aparelhos digitais atuais serem extremamente pequenos em comparação.

Para que o exame pudesse ser realizado, o paciente tinha que ficar com os antebraços e a perna esquerda dentro de baldes com soluções salinas e de metal.

Em seguida, Einthoven desenvolveu as três derivações bipolares, princípio básico para que o eletrocardiograma pudesse ser realizado, sendo elas as derivações D1, D2 e D3.

Mais tarde, em 1934, seis diferentes derivações precordiais foram introduzidas por Frank Wilson. Já em 1942, duas derivações unipolares aumentadas foram adicionadas, desta vez, por Goldberger (o que aumentou a precisão do eletrocardiograma em 50%).

Nos dias de hoje, o eletrocardiograma digital é o principal exame cardíaco realizado para o diagnóstico e investigação de bloqueios intraventriculares, pré excitações ventriculares, arritmias cardíacas, canalopatias ( Wolf-Parkinson-White e outros.

Exames como o holter, mapeamento cardiovascular, ecocardiograma e testes de esforço, inclusive, são todos derivados do eletrocardiograma.

Será que o eletrocardiograma é igual em todos os lugares que é realizado?

Não.

Os aparelhos são diferentes e a maneira como o técnico foi treinado faz com que a posição dos eletrodos no corpo da pessoa não seja a mesma, trazendo variações nos resultados.

Podemos confiar plenamente no técnico que realiza o exame?

Não.

A formação de cada técnico é diferente e nem todos assimilam a rotina do exame de maneira satisfatória.

Isso acontece porque nem todos aprendem de forma segura a anatomia do corpo e a posição ideal de colocação dos eletrodos.

O que pode acontecer com um resultado que não reflete a realidade do paciente?

O paciente pode processar e pedir danos indenização por danos morais.

A intenção de alerta vem para uma discussão consciente e encontrar caminhos para minimizar os problemas criados e trazer benefícios para o paciente.

Erros cometidos pelos técnicos ao realizar o ecg

Apesar dos esforços para que o eletrocardiograma se torne um exame capaz de trazer diagnósticos cada vez mais precisos e claros, muitos erros ainda são cometidos pelos técnicos responsáveis por sua realização.

Estes erros, apesar de “simples”, podem ter resultados catastróficos como exames alterados, fazendo com que pacientes sem doença acabem monitorando, investigando ou tratando uma condição inexistente.

1. Mau posicionamento de eletrodos

A qualidade de um eletrocardiograma está diretamente atrelada à forma como o exame é realizado – isso inclui o posicionamento dos eletrodos no corpo do indivíduo.

Quando mal posicionados, o resultado do exame pode indicar a existência de uma doença inexistente.

Muitos locais que realizam o exame não tem controle de qualidade dos exames e isso compromete o tratamento.

Evitar esses tipos de erro técnico não só melhora a qualidade dos exames, como também evita a necessidade de repetições ou até mesmo de acompanhamentos desnecessários.

E qual é forma correta de posicionar os eletrodos?

Os eletrodos V1 e V2 devem ser instalados logo abaixo do nível do mamilo (algo como 4 espaços abaixo da clavícula).

Já os eletrodos V5 e V6 precisam de maior espaço entre o braço e o tórax para serem instalados, motivo pelo qual o braço esquerdo deve ser ligeiramente afastado para que estes possam ser encaixados.

2. Interferências ao realizar o Eletrocardiograma

Outro erro bastante comum na realização de eletrocardiogramas diz respeito à presença de interferências.

Primeiramente, para evitá-las, é preciso preparar a pele do paciente antes da instalação dos eletrodos utilizando um pequeno algodão molhado no álcool para remoção de gordura.

A desculpa que usam para a baixa qualidade é transferida para o paciente, afirmando que não houve colaboração durante o exame, que o paciente se movimentou, tremeu, que tinha muitos fâneros no peito e tamanho das mamas.

Todas essas situações acima são passíveis de serem contornadas por um técnico em eletrocardiograma bem treinado.

A rede elétrica do estabelecimento também pode resultar em interferência – algo que acontece com mais frequência do que podemos imaginar.

Para evitar este erro técnico, o eletrocardiograma deve ser realizado sem que o notebook esteja com o carregador ligado na tomada no momento de registro da atividade elétrica do coração.

Se estiver usando um computador de mesa, o mesmo precisa ser devidamente aterrado.

No caso de tremores (atividade muscular) é importante, além de acalmar o paciente, fazer uma observação a respeito da temperatura ambiente de onde o exame está sendo realizado.

3. Inversão na posição dos eletrodos

Na hora de posicionar os eletrodos no corpo do paciente, muitos são os técnicos que invertem a ordem de instalação dos cabos coloridos nos tornozelos e punhos.

Esse pequeno deslize, apesar de parecer insignificante e passar despercebido em muitos casos, pode resultar em um grande erro de interpretação do traçado.

Evitar esse erro é ainda mais simples do que cometê-lo: basta prestar atenção nas cores que estão nas pontinhas dos eletrodos, respeitando igualmente suas posições.

O que pode ser feito para melhorar a qualidade do ecg?

Os técnicos que realizam os exames nas clínicas precisam ser constantemente acompanhados por um cardiologista que analisa a qualidade do exame realizado.

O constante erro na realização do exame passa sem ser percebido pelo funcionário e ele acredita que está fazendo de forma correta.

Os especialistas percebem o erro porque existe um limite de doenças em número de pacientes que fazem o exame.

Por exemplo, só pode existir 3 exames consecutivos de distúrbio de condução pelo ramo direito num universo de 100 pessoas saudáveis, se esse número é maior, alguma coisa está errada e só o especialista sabe disso.

Acompanhe nesse vídeo prático a colocação correta dos eletrodos no tórax do paciente

Clínicas em locais remotos podem ter qualidade no ecg?

As clínicas do interior tem a opção de contratar uma empresa de Telemedicina que atende com interpretação dos exames de eletrocardiograma usando uma plataforma em nuvem que acompanha em tempo real o resultado dos exames.

É a tecnologia a nosso favor, reduzindo consideravelmente os erros nos exames e levando laudos de qualidade para regiões remotas.

Uso da telemedicina para envio dos exames de ecg e recebimento dos laudos

Ao se deparar com este tópico, você deve estar pensando: como a telemedicina pode me ajudar na realização de eletrocardiogramas com maior precisão?

Atualmente, um dos serviços mais comuns à prática da telemedicina diz respeito ao envio de exames e posterior recebimento de laudos médicos.

Acredite, muitos serviços não sabem que existe essa alternativa e acabam não entregando em tempo hábil o resultado para o seu paciente onde corre inclusive o risco de morrer na fila de espera.

A partir daqui, você já pode contribuir na sua cidade para melhorar os serviços de saúde, divulgando essa novidade.

Obviamente, os especialistas da telemedicina estão altamente preocupados com a qualidade dos laudos médicos. Importante registrar que exames com resultados duvidosos ou de baixa qualidade sempre são repetidos.

E para evitar que ocorram erros técnicos no registro da atividade elétrica do coração, a telemedicina se prontifica a disponibilizar cursos gratuitos, de modo a verdadeiramente preparar os técnicos para a realização competente de tais procedimentos.

A seguir, confira como a telemedicina Morsch pode ser uma aliada de sua clínica médica na realização de eletrocardiogramas e de seus lados médicos com precisão e altíssima qualidade.

Como a Telemedicina Morsch pode ajudar minha clínica que precisa de ecg?

A telemedicina Morsch é uma central de laudos pioneira na área de telemedicina que atua em todo o Brasil tanto na realização de laudos médicos como na disponibilização de aparelhos para aluguel em modalidade de comodato.

Um dos principais serviços oferecidos pela plataforma de telemedicina é o fornecimento de laudos de eletrocardiograma em 30 minutos.

Como receber laudo de eletrocardiograma  em 30 minutos?

Hoje a telemedicina Morsch conta com um amplo corpo clínico composto por vários cardiologistas.

Estes médicos utilizam a plataforma da telemedicina Morsch para receber os dados dos exames, interpretando e devolvendo os laudos médicos online para a clínica logo em seguida.

Os laudos médicos de eletrocardiograma online são confiáveis?

Com toda a certeza SIM.

Para se ter uma ideia, a plataforma da telemedicina Morsch é certificada pela Anvisa para atuação em âmbito nacional.

E se você também está pensando em trazer uma novidade quente do mercado para a sua clínica médica, já passou da hora de apostar na telemedicina.

Em parceria com a telemedicina Morsch você pode não só ter os seus exames laudados com qualidade, agilidade e ótima relação custo-benefício, como também pode ampliar a gama de exames médicos oferecidos pela sua clínica.

Como contratar serviços de telemedicina para ecg?

Você pode apostar tanto na contratação do serviço com aparelho em comodato – alugando os equipamentos para realização dos exames em sua clínica – como também pode utilizar os seus próprios aparelhos, pagando apenas pelos laudos online.

Caso você ainda não tenha os equipamentos para realização de eletrocardiogramas em sua clínica médica, não tem problema: também existe a possibilidade de alugá-los em modalidade de comodato, em parceria com a telemedicina Morsch.

Em seguida, os dados coletados pelos aparelhos são automaticamente enviados para a plataforma da telemedicina Morsch, onde serão encaminhados para os médicos especialistas.

Após a interpretação do corpo clínico (que costuma levar, em média, 30 minutos) o laudo médico retorna para a clínica.

Sendo assim, não importa se você não tem os equipamentos para realização de eletrocardiogramas ou até mesmo corpo clínico especialista para analisá-los.

A telemedicina Morsch está aí para englobar essa novidade à sua clínica, o que lhe conferirá claro destaque em relação à concorrência da cidade ou região de atuação.

E se você atua em uma região com poucos ou nenhum médico cardiologista, melhor ainda: essa é a sua chance de trazer um avanço tecnológico de primeira linha para a sua área geográfica de atuação.

Isso porque você poderá não só realizar os exames cardiológicos, mas também enviá-los para análise de médicos especialistas – que os retornarão em cerca de 30 minutos.

Portanto, fornecimento de laudos de exames com qualidade, agilidade e ótimo custo-benefício você só encontra na telemedicina Morsch.

Eu não tenho aparelho de eletrocardiograma. Como devo proceder?

No lugar de comprar (o que pode ter um custo bastante elevado, principalmente se a sua clínica médica é pequena ou ainda nova no mercado), você pode apostar no aluguel de aparelhos em modalidade de comodato.

Esse serviço, também oferecido pela Telemedicina Morsch, funciona da seguinte forma: você aluga o aparelho e recebe mensalmente 30 laudos de cortesia, utiliza-o em seu estabelecimento para a realização do exame, e instantaneamente os dados coletados são enviados para a plataforma da telemedicina Morsch para interpretação dos especialistas.

Se você já tiver o aparelho (como destacado anteriormente), o serviço de envio de exames e recebimento de laudos de eletrocardiogramas pode já ser o suficiente para você.

A Telemedicina Morsch oferece esse serviço apenas para o eletrocardiograma?

Não, outras áreas também são cobertas pelo serviço.

Atualmente a central atua no fornecimento de laudos para quatro especialidades médicas:

  1. Cardiologia
  2. Pneumologia
  3. Neurologia
  4. Radiologia em geral

Depois de conhecer um pouco mais sobre o histórico do eletrocardiograma, os avanços das técnicas de realização do exame e os principais erros cometidos neste procedimento.

Conclusão

Os segredos ao realizar um ecg estão diretamente relacionados com a qualidade na execução do exame.

Ter técnicos em enfermagem competentes é a metade do caminho para evitar erros nos exames.

Possivelmente você tenha percebido a importância na contratação de uma empresa qualificada e especialista no momento de realizá-los.

Neste sentido, a telemedicina Morsch se destaca como uma central experiente e que, com certeza, não deixará nada a desejar – tanto na realização de laudos de eletrocardiogramas como de variados outros tipos de exames.

Por isso, se você também quer oferecer esse serviço em sua clínica, fornecendo laudos com agilidade, qualidade e precisão para os seus pacientes, não hesite em contar com quem entende do assunto: a telemedicina Morsch.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia pela PUC-RS. Pós-graduação em Cardiologia Pediátrica pela PUC-RS. Linkedin

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