Tomografia da face: para que serve e como é feito o exame

Por Dr. José Aldair Morsch, 29 de novembro de 2021
Tomografia da face

A tomografia da face ou TC dos seios paranasais é um exame de referência para detectar doenças infecciosas que acometem o trato respiratório.

Suas maiores indicações são para confirmar ou afastar a suspeita de sinusite e rinite. 

No entanto, até mesmo tumores podem ser visualizados no teste.

Assim como outros tipos de tomografia computadorizada, a TC da face fornece imagens internas detalhadas de diferentes tecidos.

Para tanto, é empregada radiação ionizante durante alguns minutos.

Se você deseja aprofundar os conhecimentos sobre essa ferramenta de suporte ao diagnóstico, siga com a leitura deste artigo.

A partir de agora, detalho sua importância e as rotinas para obter as melhores imagens durante a tomografia da face.

Também apresento instrumentos tecnológicos que otimizam a entrega do laudo médico, como o software de telemedicina.

Quer tirar todas as dúvidas sobre a tomografia da face?

É só acompanhar o texto até o final!

Tomografia da face: o que é?

Tomografia da face é um exame que utiliza feixes de raio X para formar um tipo de fotografia interna do rosto do paciente.

Por ser simples, rápido e indolor, o teste é bastante solicitado diante de hipóteses diagnósticas como a sinusite.

Uma de suas vantagens é o bom custo-benefício quando comparado aos outros dois exames de imagem da face: raio X e ressonância magnética (RM).

A tomografia apresenta qualidade considerável para as imagens internas, possibilitando até visualizar pequenas fissuras e anomalias congênitas.

Tudo isso a um preço menor que o de uma ressonância magnética da face.

Claro que a RM oferece uma resolução espacial superior, sobretudo para a avaliação de tumores benignos ou malignos.

Porém, a TC é suficiente para a maior parte dos casos.

Através do aparelho de tomografia ou tomógrafo, são geradas imagens com grande nitidez, bastante superior à de um raio X comum.

Isso porque, na tomografia, o equipamento possui um tubo que gira em torno da área estudada.

Assim, em vez de uma única radiografia, o exame permite a captação de vários cortes, vistos de ângulos diferentes para formar uma imagem mais completa.

Outra vantagem é a possibilidade de avaliar, simultaneamente, a arquitetura óssea e partes moles, verificando músculos, cavidades ou fossas nasais e o septo nasal.

Para que serve uma tomografia da face?

Basicamente, a tomografia da face serve para analisar a anatomia interna da área e detectar anormalidades, inflamações, muco em excesso e outros problemas.

Por permitir esse estudo de forma não invasiva, a TC de seios paranasais é um dos procedimentos mais seguros para confirmar ou afastar um diagnóstico relacionado à face.

Na maioria das vezes, o teste não utiliza contraste, no entanto, essa substância é útil em casos específicos.

Por exemplo, para identificar a presença de um tumor ou infecção que não aumente a quantidade de muco produzido nos seios paranasais.

Sabemos que, quando há muco ou catarro em excesso, a hipótese mais provável é sinusite.

No entanto, outras estruturas hipervascularizadas, assim como os próprios vasos sanguíneos, ficam mais evidentes com o uso de contraste.

Nesse contexto, fazer uma TC da face também auxilia no planejamento de operações.

Dependendo do quadro do paciente, mais testes de imagem e laboratório são solicitados para calcular o risco cirúrgico.

Essa classificação serve para afastar complicações que possam acometer o doente durante ou após a realização da cirurgia.

Afinal, todo procedimento invasivo envolve riscos.

Tc da face

Em tomografias, o paciente é orientado a se deitar de barriga para cima sobre a maca do aparelho

Indicações de tomografia de seios da face

As indicações para a TC da face englobam o apoio ao diagnóstico de diferentes males.

Sintomas como nariz entupido, coriza constante, coceira no nariz e nos olhos, dor de cabeça, sangramento e congestão nasal podem motivar o pedido médico pelo exame.

A seguir, veja detalhes sobre as indicações mais comuns:

  • Obstrução nasal: se houver algo impedindo a respiração ou reduzindo a passagem do ar, a tomografia ajuda a investigar o motivo e recomendar o tratamento mais adequado
  • Sinusite: doença infecciosa caracterizada pela inflamação dos seios paranasais, que são as áreas ao redor dos seios da face – cavidades que se enchem de ar, controlando sua umidade e temperatura antes que ele chegue aos pulmões. Pode ser provocada por vírus ou bactérias, desencadeando dores de cabeça, congestão nasal, febre, mau hálito, pressão no ouvido
  • Rinite: inflamação da mucosa nasal que causa incômodos como espirros, obstrução nasal, coceira e olhos lacrimejantes
  • Desvio de septo nasal: ocorre quando a estrutura que divide as duas fossas nasais se projeta para a direita ou esquerda, reduzindo o espaço para a entrada e saída de ar. Pode ou não se manifestar através de alterações na aparência do nariz
  • Pólipos nasais: pequenas massas formadas pelo crescimento anormal de tecido na parte interna das fossas nasais. Os pólipos são benignos, contudo, seu tamanho pode provocar incômodos como ronco, coriza constante e dor de cabeça
  • Tumor na face: massas benignas ou malignas (câncer) podem ser detectadas por meio da avaliação clínica, anamnese e exames de imagem. Normalmente, a tomografia da face evidencia o tumor com o auxílio de contraste e, mais tarde, é solicitada uma ressonância magnética para complementar os dados captados
  • Lesões pós trauma: pancadas, quedas e acidentes podem causar ferimentos que não são visíveis externamente, o que pede um estudo interno não invasivo para conferir sua extensão e outros detalhes.

 

Como é feita a tomografia da face

Rápida, não invasiva e indolor, a TC da face com contraste começa com a inserção da agulha para administração do composto no braço do paciente.

Isso porque a substância é inserida por via intravenosa, percorrendo os vasos sanguíneos até alcançar a região dos seios paranasais.

Já a TC da face sem contraste dispensa essa etapa, tendo duração média de 15 minutos.

Em ambos os casos, o paciente é orientado a se deitar de barriga para cima sobre a maca do aparelho de tomografia.

Em seguida, o tomógrafo é ligado, fazendo a maca deslizar para dentro de seu grande tubo e o teste começa.

O técnico em radiologia que conduz a tomografia fica em uma sala ao lado do equipamento, onde está uma estação de comando.

Ali, ele tem imagens do paciente durante o procedimento, coordenando sua posição através de um sistema de áudio.

É na estação de comando que ficam ainda o computador e o software que converte os sinais captados em imagens internas do corpo.

Uma vez ligado, o tomógrafo inicia a emissão de feixes de raio X que atravessam a face do paciente.

Por terem diferentes densidades, as estruturas que recebem a radiação ionizante aparecem em tonalidades diferentes nas imagens.

É como um negativo de uma fotografia analógica.

Partes duras como os ossos captam mais raios, deixando pouca radiação para se chocar contra a placa fotossensível abaixo do paciente.

Portanto, aparecem em branco no resultado da TC da face.

Ao contrário das partes moles como os músculos, que absorvem menos radiação e deixam muitos raios chegarem até a placa.

Esses tecidos aparecem em tons escuros de cinza.

O mesmo raciocínio vale para vasos sanguíneos, pólipos e tumores, que acabam aparecendo escuros em uma tomografia comum.

Se a ideia for obter detalhes dessas partes, geralmente o médico solicita o uso de contraste para aumentar sua nitidez.

Desse modo, as imagens ganham a qualidade necessária para que o radiologista faça sua interpretação e emita o laudo médico.

Após a captação dos registros pelo tomógrafo, os sinais são enviados ao computador da sala de comando.

A máquina é equipada com um software específico, que converte os sinais em imagens visíveis na tela.

Tc dos seios paranasais

A tomografia da face serve para analisar a anatomia interna e detectar anormalidades / Foto: LearnNeuroradiology

Como é o preparo na TC dos seios da face?

O principal preparo, válido para todos os pacientes, é a retirada de objetos metálicos para evitar artefatos nas imagens.

Brincos, enfeites de cabelo, colares, piercings e outras bijuterias devem ser deixados fora da sala onde fica o tomógrafo.

O técnico deve, ainda, orientar para que o paciente fique imóvel durante todo o procedimento, a fim de obter imagens de boa qualidade.

Qualquer movimento pode atrapalhar os registros, que são feitos em segundos.

Quem tiver recomendação médica para a possibilidade de administração de contraste deve estar em jejum de pelo menos 4 horas.

A suspensão temporária de medicamentos de uso contínuo também deve ser feita apenas sob indicação médica.

Quais os riscos de se fazer uma tomografia?

O exame tem poucas contraindicações, sendo seguro para a maioria das pessoas.

Mas o emprego de contraste representa risco para quem sofre com males como a insuficiência renal, que pode se agravar.

O contraste à base de iodo, utilizado na tomografia, também é capaz de provocar reações adversas mais ou menos graves, por exemplo:

  • Calor
  • Gosto metálico enquanto o contraste é administrado
  • Náuseas
  • Urticária (irritação na pele)
  • Edema (inchaço) nas pálpebras e face
  • Vômito
  • Diarreia
  • Convulsões
  • Tontura
  • Dor de cabeça
  • Aumento na pressão arterial
  • Falta de ar
  • Tosse, pigarro, rouquidão
  • Edema de glote
  • Arritmias (alterações na frequência cardíaca)
  • Insuficiência renal – perda súbita da capacidade dos rins de filtrar o sangue
  • Parada cardíaca, quando o coração para, ou bate em um ritmo insuficiente para bombear o sangue.

Os eventos graves são raros, entretanto, o teste só deve ser feito em locais com estrutura para atender a emergências como a parada cardíaca.

Outro ponto de atenção ao solicitar qualquer tipo de tomografia é a exposição à radiação ionizante, relacionada ao surgimento de câncer e outras doenças.

Nesse cenário, vale avaliar caso a caso para garantir que o benefício supera o risco para o doente.

De qualquer forma, alguns grupos sensíveis de pacientes como crianças e mulheres grávidas não devem ser submetidos ao exame.

Para eles, existem procedimentos de menor risco, como a ressonância magnética, que não utiliza raios X e também capta imagens internas do organismo.

Tomografia de seios da face

O exame fornece imagens internas detalhadas de diferentes tecidos e, por isso, é de grande eficácia

Telemedicina na realização de TC da face

Telemedicina é a especialidade que viabiliza o atendimento médico a distância usando tecnologias da informação e da comunicação.

Essa inovação permite a oferta de serviços de teleconsulta, telemonitoramento e telediagnóstico através de sistemas robustos: as plataformas de telemedicina.

A realização de tomografias com aparelhos digitais possibilita uma integração entre esses softwares e os tomógrafos, otimizando a entrega de laudos com agilidade.

Isso porque, dentro do sistema, o técnico de radiologia pode compartilhar as imagens da TC da face e outros exames radiológicos, solicitando sua interpretação por radiologistas habilitados.

Nesse contexto, dá para reforçar a equipe da clínica ou hospital sem precisar contratar funcionários, o que diminui os custos com mão de obra.

Também reduz a sobrecarga de trabalho dos radiologistas presentes, que ganham mais horas para se dedicar aos pacientes e coordenação de equipes, entre outras tarefas estratégicas.

Com a parceria da Telemedicina Morsch, você ainda tem vantagens como:

 

Laudo de tomografia da face

Apostar na tecnologia é uma saída inteligente para reduzir gastos e aumentar o portfólio de serviços disponíveis na sua unidade de saúde.

Com o suporte da telemedicina, é possível qualificar o diagnóstico, a interpretação da tomografia e a entrega de resultados com toda a comodidade.

Basta seguir o pequeno roteiro abaixo para receber laudos online:

  1. Treine o técnico em radiologia para conduzir a TC em tomógrafo digital
  2. Configure o aparelho para enviar os registros automaticamente ao sistema de telemedicina ou compartilhe as imagens pelo computador após o exame
  3. Não se esqueça de inserir exames passados e outros dados sobre o paciente
  4. Aguarde pela avaliação do radiologista online, que interpreta os registros sob a luz desses dados e do histórico de saúde do doente
  5. Receba o laudo digital via plataforma
  6. Imprima e/ou compartilhe o resultado com o paciente via e-mail.

 

Conclusão

A tomografia da face é um teste fundamental para identificar anomalias nos seios paranasais.

Ao longo deste texto, abordei as indicações, vantagens, riscos e pontos de atenção durante o exame.

Mencionei, ainda, como a telemedicina dá suporte para qualificar o diagnóstico através do laudo a distância.

Tanto a tomografia quanto a ressonância magnética, radiografia simples, mamografia e outros exames radiológicos se beneficiam da interpretação online.

Clique aqui para conhecer mais detalhes desse processo que enxuga as despesas, ajuda a oferecer mais serviços e fidelizar pacientes.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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