Laudo de densitometria óssea à distância: como funciona?

Por Dr. José Aldair Morsch, 21 de julho de 2019
Laudo de densitometria óssea à distância como funciona

Laudo de densitometria óssea é o documento que reúne a interpretação e resultados de um dos testes mais importantes para diagnosticar a perda de massa óssea.

Desde 1994, a Organização Mundial da Saúde considera a densitometria como exame padrão ouro para o diagnóstico da osteoporose, pois é capaz de identificar quadros de osteopenia – quando o enfraquecimento dos ossos ainda é reversível.

Devido à sua precisão, o teste também é o método mais popular para verificar se existe risco aumentado de fraturas.

Se você quer ampliar os conhecimentos no campo da densitometria, principais indicações e como a tecnologia pode otimizar seus resultados, continue lendo este artigo.

A partir de agora, vou apresentar um panorama completo sobre o teste e os benefícios de contar com a telemedicina para reforçar a emissão de laudos médicos.

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Vamos em frente?

Como é o exame de densitometria óssea

Como é o exame de densitometria óssea

Como é o exame de densitometria óssea

Densitometria óssea é um procedimento rápido, indolor e não invasivo.

Para medir a densidade mineral dos ossos, o radiologista utiliza um aparelho cuja técnica é chamada de DXA (Dual-Energy X-Ray Absorptiometry), que utiliza radiação ionizante para obter imagens dos ossos.

Com esse sistema, é possível analisar a coluna lombar, a região proximal do fêmur e o terço distal do rádio. Essas são áreas que estão mais sujeitas ao risco de fraturas.

Além da eficiência em sinalizar a perda de massa óssea, a técnica DXA se destaca pela baixa exposição do paciente à radiação.

Em comparação a uma radiografia geral de tórax, a densitometria óssea emite dez vezes menos raios X.

A partir do resultado, é possível observar sinais de osteopenia ou osteoporose.

A osteopenia é caracterizada pelo início da perda de cálcio nos ossos da coluna e fêmur, que sofrem uma redução de menos de 30% da massa.

Já a osteoporose é um estágio mais avançado, em que o paciente perdeu mais de 30% do cálcio nos ossos, que se tornam porosos e quebradiços, aumentando o risco de fraturas.

Objetivo da densitometria óssea

Objetivo da densitometria óssea

Objetivo da densitometria óssea

O principal objetivo do exame é avaliar a densidade mineral dos ossos, apontando perdas significativas de cálcio.

Como explica esta cartilha do Ministério da Saúde, os ossos crescem até os 20 anos de idade, e sua densidade aumenta até os 35 anos.

Depois, começa a ocorrer uma diminuição progressiva e natural da massa óssea, o que pede uma maior ingestão de cálcio para fortalecer o tecido.

Quando essa reposição é insuficiente, ocorre uma perda de massa mais acentuada – a osteopenia – que, se não tratada, evolui frequentemente para a osteoporose.

A densitometria óssea é utilizada principalmente no rastreamento e diagnóstico precoce da osteopenia, quando ainda é possível reverter o quadro de diminuição da massa óssea.

Para tanto, o teste é recomendado periodicamente para pacientes que apresentem os fatores de risco maiores ou menores listados abaixo:

  • Sexo feminino
  • Baixa massa óssea
  • Fratura prévia
  • Ascendência branca ou asiática
  • Idade avançada em ambos os sexos (mais de 50 anos)
  • História materna de fratura do colo femoral e/ou osteoporose
  • Menopausa precoce não tratada (antes dos 40 anos)
  • Tratamento com corticóides
  • Ausência de menstruação durante o período fértil (amenorreia primária ou secundária)
  • Mal funcionamento dos testículos (hipogonadismo primário ou secundário)
  • Perda de peso após os 25 anos ou baixo índice de massa corpórea
  • Tabagismo
  • Alcoolismo
  • Sedentarismo
  • Tratamento com fármacos que induzem a perda de massa óssea
  • Imobilização prolongada
  • Dieta pobre em cálcio
  • Doenças que induzem a perda de massa óssea.

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TeleDensitometria: como funciona o laudo de densitometria óssea à distância

TeleDensitometria: como funciona o laudo de densitometria óssea à distância

TeleDensitometria: como funciona o laudo de densitometria óssea à distância

Por se tratar de um teste de diagnóstico simples, a densitometria óssea pode ser laudada a distância com o suporte da telemedicina, através de um processo ágil.

Primeiro, um médico ou técnico em radiologia conduz o exame, captando imagens dos ossos do paciente com um equipamento digital.

Esse aparelho possui um software integrado que converte os registros em pixels, formando imagens digitais do exame, geradas no formato DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicine).

Em seguida, o técnico ou médico compartilha os arquivos via plataforma de telemedicina, que pode ser acessada de qualquer dispositivo conectado à internet, mediante login e senha.

Assim que as imagens são transmitidas, radiologistas logados no sistema começam sua análise e interpretação, considerando o histórico do paciente e fatores de risco para a osteoporose.

Eles registram suas conclusões no laudo médico, assinado digitalmente e liberado na mesma plataforma em minutos.

O documento fica disponível para o cliente, podendo ser salvo, impresso ou enviado ao médico que solicitou o exame.

Benefícios do laudo de densitometria óssea online para clínicas e hospitais

Benefícios do laudo de densitometria óssea online para clínicas e hospitais

Benefícios do laudo de densitometria óssea online para clínicas e hospitais

Regulamentada pela Resolução CFM Nº 2.107/14, a telerradiologia é a especialidade que une telemedicina e radiologia, possibilitando os laudos a distância para densitometria óssea.

Esse documento digital tem a mesma validade do laudo em papel, mas apresenta diversas vantagens.

Confira as mais evidentes a seguir.

1. Laudo realizado por um especialista da empresa de telemedicina

Empresas idôneas de telemedicina seguem as exigências do CFM, delegando os laudos médicos apenas a radiologistas qualificados e com CRM ativo.

Para evitar fraudes, os documentos recebem a assinatura digital do especialista, que é certificada junto à Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS).

2. Possibilidade em oferecer o exame de densitometria na sua cidade

A telemedicina torna a oferta de densitometria viável mesmo em locais remotos, pois dispensa a contratação de especialistas para laudar o exame.

Dessa forma, basta capacitar um técnico em radiologia e adquirir o aparelho para iniciar os exames.

Empresas como a Morsch disponibilizam treinamento a distância com boas práticas na condução da densitometria, que pode ser acessado a qualquer hora do dia ou da noite via plataforma de telemedicina.

3. Redução de custos na sua clínica

Laudos remotos demandam menos especialistas na clínica, o que implica na economia de gastos com contratação e salários.

A substituição de documentos impressos também gera economia de papel, tinta e locais físicos para arquivar os laudos.

Com o portal de telemedicina, eles são automaticamente salvos na nuvem, onde ficam disponíveis para futuras consultas e relatórios.

4. Armazenamento dos laudos de densitometria na nuvem

A nuvem é um local de armazenamento na internet que permite maior organização dos documentos médicos.

Isso porque os arquivos digitais são facilmente encontrados e comparados através de pesquisas, apoiando diagnósticos mais assertivos.

Os sistemas de telemedicina na nuvem contam, ainda, com proteção por diferentes mecanismos, como senhas e criptografia, para garantir que apenas pessoas autorizadas tenham acesso às informações de saúde.

5. Agilidade na entrega dos laudos pela empresa de telemedicina

O respaldo dos especialistas da empresa de telemedicina possibilita que os resultados de exames fiquem disponíveis na plataforma em poucos minutos.

Assim, é possível avaliar os laudos e entregá-los ao paciente no mesmo dia do exame.

A Telemedicina como alternativa para ter laudo de densitometria onde não há radiologista

A Telemedicina como alternativa para ter laudo de densitometria onde não há radiologista

A Telemedicina como alternativa para ter laudo de densitometria onde não há radiologista

Apesar de o CFM permitir que a densitometria óssea seja realizada por um técnico em radiologia treinado, o laudo do exame é de responsabilidade exclusiva do radiologista.

Esse fator dificulta o acesso ao exame ou aos resultados em locais afastados dos grandes centros urbanos, onde o número de especialistas é reduzido.

Para se ter uma ideia, a pesquisa Demografia Médica 2018 revelou que, em cinco estados brasileiros – Sergipe, Maranhão, Amazonas e Alagoas e Pernambuco – as capitais têm pelo menos 11 vezes mais médicos que os municípios do interior.

O mesmo estudo mostrou, ainda, enorme desigualdade na distribuição de especialistas pelo país, com evidente concentração nas regiões Sudeste e Sul.

Essa barreira pode ser transposta com o auxílio da telemedicina, que conecta clínicas e consultórios de cidades do Norte, Nordeste e Centro-Oeste a especialistas qualificados, suprindo a carência por radiologistas para compor o laudo da densitometria óssea.

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A Telemedicina traz redução de custos no laudo de densitometria para a sua clínica

Economicamente, aderir à telemedicina reduz custos com pessoal e garante alto faturamento, pois diminui a sobrecarga de trabalho mesmo em serviços que contam com um radiologista.

A interpretação de testes de diagnóstico por imagem, incluindo a densitometria, exige que o especialista disponha de tempo para se concentrar apenas nessa tarefa, o que nem sempre é possível.

Por isso, ao delegar os laudos para os radiologistas da empresa de telemedicina, tanto ele quanto outros profissionais de saúde se tornam mais produtivos.

Os laudos online também impactam o orçamento de maneira positiva, pois têm um custo menor quando comparados aos emitidos localmente.

Afinal, os documentos são elaborados por radiologistas que ficam dedicados apenas a essa tarefa, o que lhes confere maior eficiência.

Por que contratar laudos de densitometria óssea à distância?

Nos tópicos acima, comentei alguns benefícios de contar com os laudos digitais para densitometria, como maior agilidade, economia de tempo e dinheiro.

Além disso, empresas experientes na oferta de telemedicina permitem a ampliação do portfólio de modo rápido e simples, pois dispõem de atendimento a outros exames e especialidades na própria plataforma de telemedicina.

Clientes da Morsch podem aderir a novos exames a qualquer momento, sem burocracia e pagando apenas pelos laudos contratados.

Ou seja, essa é uma parceria estratégica para clínicas, consultórios e hospitais que planejam crescer.

Saiba mais sobre a densitometria óssea

Saiba mais sobre a densitometria óssea

Saiba mais sobre a densitometria óssea

O exame é um tipo de radiografia dos ossos, através da qual é possível avaliar o teor dos minerais necessários para a saúde desse tecido, especialmente o cálcio.

Em geral, não é necessário preparo antes do teste, mas o paciente precisará retirar qualquer objeto de metal e suspender o uso de medicamentos que contenham cálcio.

O procedimento começa com o paciente deitado sobre a mesa do aparelho de densitometria, que é ligado em seguida, liberando a radiação necessária para gerar imagens.

Um detector percorre a parte superior do corpo, a fim de obter registros detalhados da região do quadril (onde se encontram a coluna e o fêmur).

De 15 a 20 minutos depois, o equipamento é desligado, e o paciente, dispensado para continuar sua rotina normalmente.

Pessoas obesas ou que tenham dificuldade para se deitar na mesa podem ser examinadas por meio de avaliação do osso do antebraço (rádio) do braço não dominante.

Indicações da densitometria óssea

O exame costuma ser indicado anualmente para mulheres na menopausa, a fim de diagnosticar precocemente a osteopenia.

Além desse grupo, a National Osteoporosis Foundation (agência ligada à OMS) recomenda que o exame para:

  • Homens de 70 anos ou mais
  • Indivíduos com mais 50 anos e que tenham sofrido uma fratura, para determinar a gravidade da doença
  • Acompanhamento da eficácia de tratamentos contra a perda de massa óssea
  • Adultos com comorbidades ou em uso crônico de medicamentos que podem estar associados à perda de massa óssea
  • Avaliação da possibilidade de suspensão de terapia de reposição hormonal em mulheres na menopausa
  • Monitoramento de pacientes em uso crônico de corticoide, a cada 6 meses no primeiro ano e, após, a cada 12 meses, quando a densidade óssea estiver estabilizada
  • Evidência de osteoporose em radiografia simples.

Aparelho de Densitometria Óssea

Aparelho de Densitometria Óssea

Aparelho de Densitometria Óssea

O aparelho usado na densitometria óssea é formado basicamente pela mesa onde o paciente se deita, controles da mesa, uma fonte de radiação e um sistema de detecção.

Graças à técnica utilizada pelo equipamento, chamada DXA, é possível atenuar a radiação emitida sem prejudicar a qualidade do exame.

Assim que o aparelho é ligado, uma fonte emissora de fótons é excitada e libera um feixe de raios X, que atravessa o corpo do paciente enquanto o detector se movimenta.

Parte da radiação é absorvida, enquanto o que sobra chega ao detector, formando as imagens.

Interpretação de resultados de densitometria óssea

As imagens geradas pelo aparelho de densitometria são semelhantes às de uma radiografia, porém um pouco menos nítidas por causa da baixa radiação utilizada durante o exame.

Elas só podem ser interpretadas por radiologistas qualificados, que terão o auxílio de um software para calcular o valor do T-score (para adultos) ou Z-score (para crianças), que têm base na referência estabelecida pela OMS para diagnosticar a perda de massa óssea.

De forma simplificada, os valores obtidos a partir do teste são comparados com a referência determinada pela OMS, que considera características como idade e sexo para indicar a faixa de normalidade.

Como a Telemedicina Morsch auxilia na emissão de laudo de densitometria óssea à distância

Como a Telemedicina Morsch auxilia na emissão de laudo de densitometria óssea à distância

Como a Telemedicina Morsch auxilia na emissão de laudo de densitometria óssea à distância

A Morsch proporciona suporte completo para a emissão de laudos do exame com agilidade, sem deixar de lado a qualidade.

Por meio de uma plataforma moderna e intuitiva, clínicas, consultórios e hospitais dispõem de espaço para solicitar a interpretação da densitometria, além de conteúdos com boas práticas para a condução do exame, direcionados aos técnicos em radiologia.

Desse modo, eles conseguem obter imagens satisfatórias, que contribuem para laudos confiáveis e diagnósticos corretos.

Caso haja dúvida quanto aos resultados do teste, o cliente pode pedir uma segunda opinião aos nossos especialistas.

Sobre a Telemedicina Morsch

Combinando uma plataforma intuitiva e uma equipe competente de especialistas, a Morsch já auxiliou centenas de unidades de saúde de todos os portes, por todo o Brasil.

Nosso sistema funciona 24 horas por dia, sem interrupções, o que garante a agilidade na entrega de laudos com toda a eficiência e comodidade, atendendo à legislação para fins clínicos ou de saúde ocupacional.

Além da densitometria óssea, estamos preparados para laudar os seguintes exames radiológicos:

Conclusão

Falei, neste artigo, sobre o funcionamento e vantagens do laudo de densitometria óssea a distância, que permite a avaliação e diagnóstico da perda de massa óssea.

Ficou clara a contribuição da telemedicina para aumentar o acesso da população brasileira a esse importante teste, a fim de tratar a osteopenia precocemente e reduzir os casos de osteoporose.

Conte com a Morsch para ajudar você e sua equipe na otimização dos laudos para densitometria, elevando suas receitas e diminuindo os custos.

Experimente grátis nossa plataforma ou, se preferir, entre em contato conosco.

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Referências Bibliográficas

NETTO, Osvaldo Sampaio; COUTINHO, Larissa de Oliveira Lima; SOUZA, Danielle Cristina. Análise da nova classificação de laudos de densitometria óssea. Radiol Bras vol.40 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2007.

Previna-se contra a osteoporose – Biblioteca Virtual em Saúde. 2009.

Em qual idade devemos solicitar densitometria óssea para homem e mulher? – Biblioteca Virtual em Saúde.

Resolução CFM Nº 2.107/2014 – Define e normatiza a Telerradiologia.

Capitais têm quatro vezes mais médicos do que os municípios do interior brasileiro – CFM.

Quatro especialidades concentram 39% dos especialistas do País – CFM.

O exame que permite o diagnóstico precoce da osteoporose e da osteopenia – Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia.

BERNARDI, Hélio Luiz Fernando. Osteoguia: sistema de apoio à decisão em osteoporose. 2018.

 

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia pela PUC-RS. Pós-graduação em Cardiologia Pediátrica pela PUC-RS. Linkedin

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