Vertigem: o que é, sintomas, causas e como tratar
Quer saber mais sobre vertigem, o que é, sintomas e como diferenciar de outras situações, como tontura?
A verdade é que essa condição tem especificidades que exigem atenção e cuidado especiais.
Por isso, preparei informações completas para ajudar você a entender quais são os sintomas, as possíveis causas e como tratar a condição.
Acompanhe até o final para saber mais sobre vertigem e aprender a identificar se você pode ter esse problema.
Confira ainda como a tecnologia ajuda a consultar com um médico sem sair de casa.
O que é vertigem?
Vertigem é uma sensação de alteração no equilíbrio, como se a pessoa ou o ambiente estivessem girando, ainda que ela esteja imóvel.
Trata-se de uma condição médica de causas diversas, incluindo doenças.
Embora nada esteja girando de fato, a percepção é bastante real e desagradável.
Esta e outras sensações errôneas, como balanço, inclinação, oscilação e deslizamento caracterizam a vertigem.
Ela é mais comum em mulheres com mais de 60 anos, mas pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo biológico.
Quais os sintomas de vertigem?
Geralmente, a vertigem se manifesta com a sensação de estar girando ao redor de si mesmo.
Isso pode acontecer quando a pessoa se levanta muito rapidamente da posição sentada ou até mesmo quando está deitada.
Além da sensação de falso movimento do próprio corpo ou do ambiente, a vertigem pode se manifestar junto de outros sintomas, por exemplo:
- Enjoo
- Náusea e vômitos
- Comprometimento visual, como escurecimento da vista e enxergar pontos brilhantes
- Zumbido nos ouvidos e alteração temporária das capacidades auditivas
- Suor frio
- Palidez.
Importante pontuar que vertigem e tontura não são a mesma coisa, como esclareço a seguir.

A vertigem costuma acontecer quando a pessoa se levanta muito rapidamente da posição em que estava
Qual a diferença entre tontura e vertigem?
É muito comum as pessoas associarem vertigem à tontura e vice-versa.
Porém, apesar de também ter a mesma característica de perturbação da orientação espacial, a tontura não necessariamente é vertiginosa.
Como expliquei acima, a principal característica da vertigem é a sensação de rotação do movimento.
Pode ser do corpo ou do ambiente.
Já na tontura, não acontece a queixa de perturbação com ilusão de movimento.
A tontura não vertiginosa geralmente é causada pela falta de oxigenação do cérebro devido a alterações cardíacas, pressão baixa, anemia, hipoglicemia, entre outras condições.
Para distinguir a tontura da vertigem, o médico otorrinolaringologista geralmente procura por sensações descritas como:
- Visão escurecida repentinamente
- Surgimento de pontos brilhantes na visão
- Flutuação do corpo
- Iminência de desmaio
- Perda de equilíbrio.
Quando a pessoa possui alguma causa de desequilíbrio, como dificuldades visuais, auditivas, artrite e diabetes, também podem ocorrer sensações como:
- Fraqueza repentina
- Sensação de que pode cair a qualquer momento.
Como vimos, diferenciar a vertigem da tontura não é algo tão simples.
Além disso, cada uma dessas sensações pode significar problemas de saúde diferentes, por isso é importante procurar uma avaliação médica ao persistirem os sintomas.
O que causa vertigem?
A vertigem pode ocorrer devido a algum movimento feito de forma muito brusca, sendo um episódio isolado que dura apenas alguns segundos.
Porém, também pode ser sintoma de doenças.
Dentre as patologias que podem causar vertigem, uma das mais conhecidas é a labirintite.
É uma doença menos comum, que acomete geralmente pessoas acima de 40 anos.
Trata-se de uma disfunção do labirinto, região do ouvido interno que possui órgãos responsáveis pela audição, equilíbrio e percepção da posição corporal.
Geralmente a labirintite é ocasionada por bactérias, vírus ou, em alguns casos, devido a fatores emocionais, como estresse e alterações circulatórias.
Listo, a seguir, outras possíveis causas da vertigem:
- Infecção de ouvido
- Enxaqueca
- Traumatismo craniano
- Vertigem Paroxística Posicional Benigna (VPPB)
- Tumores cerebrais
- Acidente vascular cerebral (AVC)
- Uso de algumas drogas e medicamentos, como efeito colateral de antibióticos, anti-inflamatórios, diuréticos, dentre outras substâncias que podem ser tóxicas para a região interna do ouvido
- Esclerose múltipla
- Alterações metabólicas, como diabetes ou dislipidemia (alta presença de gordura no sangue)
- Doença de Ménière
- Doenças cervicais
- Doenças cardiovasculares
- Predisposição genética
- Condições relacionadas ao envelhecimento
- Ansiedade
- Hábitos nutricionais inadequados.
A seguir, esclareço sobre a associação entre vertigem e ansiedade.
Vertigem e ansiedade: qual a relação?
Muitas pessoas têm dúvida se a vertigem pode ser um sinal de ansiedade.
A resposta é que a ansiedade pode desencadear ou piorar sintomas de tontura e instabilidade, além de coexistir com condições vestibulares.
Há, por exemplo, quadros como a tontura postural-perceptual persistente (TPPP/PPPD).
Ela é geralmente agravada pela postura ereta, movimento e estímulos visuais complexos, podendo ser precipitada por eventos vestibulares e também por sofrimento psicológico.
É um tipo de condição cíclica, em que a ansiedade piora a tontura, e a tontura piora a ansiedade.
Essa tontura é causada por um distúrbio químico no cerebelo, que leva a pessoa a sentir muito desequilíbrio, o que pode levar a crises de ansiedade.
As crises de ansiedade, por sua vez, pioram a tontura, completando o ciclo.
Neste caso, pode ser necessário o tratamento com medicamentos prescritos pelo psiquiatra.
Tipos de vertigem
Agora, quero explicar um pouco mais sobre os diferentes tipos de vertigem.
São informações para ajudar você a identificar os sinais e procurar ajuda especializada assim que observar algumas das manifestações abaixo.
Vertigem Paroxística Posicional Benigna (VPPB)
É um distúrbio do ouvido interno, provocado pelo deslocamento e movimentação dos otólitos ou otocônias, que são pequenos cristais de carbonato de cálcio imersos nos órgãos otolíticos – sáculo e utrículo.
Quando ocorre um deslocamento devido a um movimento da cabeça, esses cristais vão para a região semicircular do ouvido interno.
Ali, podem causar irritação e quadros agudos de vertigem.
Na maioria dos casos, a causa para a VPPB é desconhecida.
Por ser benigna, a princípio não apresenta sinais de gravidade e nem mesmo problemas neurológicos.
Vertigem cervicogênica
A vertigem cervicogênica é um tipo de sintoma relacionado a alterações na região do pescoço e coluna cervical.
Os pacientes podem perceber a sensação de “cabeça vazia” por minutos ou até horas, estando em movimento ou mesmo em repouso.
Normalmente, a vertigem cervicogênica é acompanhada de dores no pescoço, rigidez muscular e movimento da coluna cervical reduzido.
Isso pode limitar a capacidade de movimento do paciente com medo de agravar os sintomas.
Vertigem central
A síndrome vestibular central, também conhecida por vertigem central, é um tipo de vertigem ocasionada por alterações no sistema nervoso central.
Pode ser decorrente de doenças como aneurisma, tumor cerebral e enxaqueca.
A presença associada da vertigem com dor de cabeça, falta de coordenação nos movimentos, dificuldade de coordenar a fala e visão duplicada pode ser um alerta da presença de doenças do sistema nervoso que precisam de uma atenção especial.
Vertigem periférica
Diferentemente da vertigem central, que tem origem no sistema nervoso central, a periférica possui origem na região labiríntica.
Ou seja, na região da orelha interna, comumente conhecida como ouvido.
É um tipo de vertigem que costuma ser menos danosa.
Além disso, não indica necessariamente a presença de uma doença, como as vertigens centrais.
Vertigem oscilatória
A vertigem oscilatória é uma sensação de desequilíbrio com movimentos multidimensionais, ou seja, em várias direções.
Essa sensação de balanço ou inclinação remete ao movimento de um barco flutuando em mar agitado.
Vertigem rotatória
Na vertigem rotatória, a pessoa sente que ela ou o ambiente estão girando, semelhantemente a um carrossel.
Esses sintomas são comuns na doença de Menière, na VPPB ou na neuropatia vestibular, quando ocorre a falência do sistema vestibular.
Vertigem somatoforme
Existem alguns casos de vertigem em que não há sinais evidentes de alterações que expliquem o sintoma, mesmo quando é fisicamente intenso.
Nesses casos, trata-se de vertigem somatoforme ou psicogênica, mais comum entre pessoas entre 30 e 50 anos.
Vertigem postural fóbica (VPF)
A vertigem postural fóbica é a segunda maior causa de síndromes na região vestibular (periférica).
Ela é caracterizada pela combinação de vertigem oscilatória e instabilidade postural.
Sua origem pode estar associada a situações que geram fobias em algumas pessoas.
São exemplos: locais movimentados, medo de sair de casa ou cair, ansiedade, depressão, pânico e agorafobia.
Por ter origem psicológica, pode ser considerada também uma vertigem somatoforme.
O que fazer em caso de crise de vertigem?
A primeira medida a tomar diante de uma crise de vertigem é procurar um lugar seguro para se sentar ou deitar.
Essa atitude evita quedas e outros acidentes devido à distorção da percepção espacial.
Em seguida, foque o olhar em um ponto fixo para diminuir a sensação de movimento.
Não fique em frente às telas, pois as luzes fortes podem piorar a vertigem.
Prefira um local silencioso e escuro até que a crise passe.
Procure se hidratar com água ou suco, evitando alimentos potencialmente irritantes como cafeína, chocolate ou álcool.
Caso seja um episódio leve, essas medidas serão suficientes para aliviar o sintoma.
Procure ajuda médica se a crise não passar após alguns minutos.
Quando a vertigem é sinal de algo grave?
Alguns quadros de vertigem podem indicar condições graves e até emergências médicas.
É o caso do acidente vascular cerebral ou AVC, que ocorre quando uma artéria do cérebro é obstruída ou se rompe, e pode ser fatal.
Portanto, fique atento aos sinais de alerta que indicam esse e outros problemas neurológicos, e vá ao pronto-socorro mais próximo em caso de:
- Primeiro caso de vertigem que se estende por mais de 30 minutos
- Desmaio
- Dor de cabeça muito forte, de início súbito, sobretudo se acompanhada de vômitos
- Fraqueza ou dormência na face, nos braços ou nas pernas, geralmente afetando um dos lados do corpo
- Paralisia (dificuldade ou incapacidade de se movimentar)
- Perda súbita da fala ou dificuldade para se comunicar e compreender o que se diz
- Perda da visão, visão turva ou dificuldade para enxergar com um ou ambos os olhos.
Sintomas associados como tontura, convulsão, palpitação e confusão mental devem ser investigados no consultório médico, assim que possível.
Como tratar a vertigem?
Para um correto diagnóstico, além da anamnese, é necessária a realização de exames.
Assim, será possível entender a origem dessa vertigem e determinar o tratamento adequado, seja por exercícios, dieta, medicamentos ou psicoterapia.
A VPPB, por exemplo, pode ser tratada com o reposicionamento dos cristais de cálcio do local inadequado.
Isso se dá a partir de exercícios específicos realizados na maca, chamados de reposicionamento de otólitos.
O uso de medicamentos pode ser prescrito de acordo com a origem da vertigem.
Em caso de patologias como a doença de Menière, são anticolinérgicos, diuréticos, betahistina, supressores vestibulares e anti-histamínicos, além de alterações na dieta, como restrições de sódio e cafeína.
Já para vertigens de origem central, os tipos de medicamentos utilizados são anti-histamínicos, anticolinérgicos e benzodiazepínicos.
Por fim, os casos de vertigem postural fóbica respondem muito bem ao tratamento junto de antidepressivos, benzodiazepínicos e psicoterapia.
Cabe destacar que, por diferentes casos estarem associados às condições físicas dos pacientes, é recomendável uma reavaliação da dieta, assim como do estímulo à prática regular de exercícios físicos.

Exercícios, dieta, medicamentos ou psicoterapia são possíveis tratamentos para casos de vertigem
Qual médico procurar?
Como mencionei acima, o mais importante é procurar ajuda médica quando os sintomas persistem, mesmo que não seja com o médico especialista.
O clínico geral poderá fazer a primeira avaliação e encaminhar para o especialista mais indicado.
Essa assistência pode ser prestada via consulta online, para agilizar o primeiro atendimento.
Quando há suspeitas de vertigem por causas neurológicas, o médico neurologista pode indicar o melhor tratamento.
Nesse caso, também é possível ter atendimento via telemedicina e consultar um neurologista online.
Já quando as causas parecerem ser relacionadas a questões auditivas, o otorrinolaringologista pode investigar mais profundamente para diagnosticar a vertigem e propor o tratamento adequado.
Há ainda a possibilidade de a condição ser detectada pelo oftalmologista, caso esteja associada a problemas visuais.
A teleoftalmologia já é uma realidade e apresenta diversas vantagens.
Exames indicados para investigar vertigem
A solicitação de exames complementares depende da suspeita clínica porque, como expliquei ao longo do texto, a vertigem pode sinalizar diversas condições de saúde.
A seguir, elenco alguns exames que podem ser pedidos:
- Exames de sangue: hemograma, glicemia e dosagem de eletrólitos são úteis na maioria dos casos
- Testes de função vestibular: auxiliam na detecção do tipo de vertigem e na avaliação da capacidade de equilíbrio a partir do monitoramento dos movimentos oculares (nistagmo). A vectoeletronistagmografia (VENG) usa eletrodos, enquanto a videonistagmografia (VNG) utiliza uma máscara com câmera
- Audiometria, que verifica a capacidade auditiva
- Exames cardiológicos, como eletrocardiograma e teste ergométrico
- Exames de imagem, a exemplo da tomografia computadorizada e da ressonância magnética, que permitem observar as estruturas do ouvido e do cérebro em detalhes, sem precisar de cirurgia.
Seu médico saberá qual exame solicitar, então, o primeiro passo é marcar uma consulta, que pode ser realizada pela internet.
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Outro benefício é que, assim como na consulta presencial, o profissional em atendimento online pode solicitar exames e prescrever medicamentos, se necessário.
É possível também receber telediagnósticos, resultados de exames online e análises, tudo de forma remota.
Nos casos de vertigem, a telemedicina é ainda mais favorável, especialmente em se for vertigem grave ou persistente, que causa sérias dificuldades de locomoção.
Assim, os pacientes podem ter acesso ao atendimento médico adequado e de qualidade, sem ter que se deslocar.
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Conclusão
Espero que este artigo tenha tirado todas as suas dúvidas sobre a vertigem, seus sintomas, causas e tratamentos.
Ressalto que não é recomendável fazer nenhuma espécie de autodiagnóstico, pois somente um médico pode diagnosticar doenças.
Não hesite em buscar orientação adequada ao perceber os sintomas que mencionei acima.
Se gostou desse artigo e acredita que ele pode esclarecer as dúvidas de outras pessoas, compartilhe!
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