Metilfenidato: para que serve, receita e como tomar
Quer saber mais sobre o uso de metilfenidato?
Esse é um remédio prescrito para melhorar o nível de atenção, foco e concentração do paciente.
Pode ser comprado sob a forma de comprimidos de 10 mg nas farmácias ou drogarias, mas deve ser utilizado com cautela.
Se você precisa do metilfenidato para iniciar ou dar continuidade ao tratamento, este texto vai ajudar.
A partir de agora, explico mais sobre esse fármaco e mostro como adquirir e renovar sua receita médica com segurança.
O que é metilfenidato?
Metilfenidato é um medicamento estimulante do sistema nervoso central (SNC).
O fármaco deve ser utilizado com cuidado, pois expõe o paciente ao risco de dependência química.
Portanto, só tome esse remédio seguindo à risca a prescrição médica, observando as doses, horários e duração do tratamento.
Para que serve metilfenidato?
Metilfenidato serve para tratar transtornos neurológicos.
Seu mecanismo de ação envolve o aumento da concentração de dopamina, substância que estimula a ativação de certas regiões cerebrais.
Por consequência, há melhora na atenção e concentração, além da redução do comportamento impulsivo.
Pessoas com narcolepsia experimentam, ainda, alívio da sonolência diurna excessiva.
Principais indicações
Segundo informa a bula, o medicamento é indicado para o tratamento de:
- Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), um distúrbio de comportamento que torna o paciente incapaz de ficar parado ou se concentrar em tarefas por um determinado período de tempo
- Narcolepsia, um distúrbio do sono que provoca repetidos ataques de sonolência durante o dia, mesmo após uma noite adequada de sono.
Outras indicações dependem de avaliação médica.

Metilfenidato é um medicamento estimulante do sistema nervoso central (SNC)
Como tomar cloridrato de metilfenidato?
Disponível em comprimidos de 10 mg, o medicamento deve ser tomado por via oral, com a ajuda de um copo d’água.
Geralmente, a versão de liberação imediata é dividida em duas tomadas junto a refeições, sendo desaconselhado ingerir metilfenidato depois das 18h para pacientes com dificuldade para dormir.
Já a versão de versão de liberação prolongada é administrada uma vez ao dia, pela manhã.
A seguir, reproduzo os esquemas terapêuticos indicados na bula do remédio:
- Crianças maiores de 6 anos: comumente, a dose inicial será aumentada gradualmente, conforme necessário, até a dose diária máxima de 60 mg
- Adultos: a dose diária habitual é de 20 a 30 mg, mas alguns pacientes podem necessitar de mais ou menos do que isso. A dose diária máxima é de 60 mg para o tratamento da narcolepsia e de 80 mg para o tratamento do TDAH, considerando o medicamento de liberação prolongada.
Se precisar de mais recomendações, consulte o médico e o farmacêutico.
Quanto tempo o metilfenidato demora para fazer efeito?
O remédio começa a fazer efeito em até uma hora após a ingestão.
Dependendo do tipo de comprimido, o efeito dura de 3 a 5 horas ou entre 8 e 12 horas (se tiver liberação prolongada).
Quem não deve tomar metilfenidato?
O fármaco é contraindicado em vários casos, incluindo:
- Crianças menores de 6 anos
- Alergia ao metilfenidato ou a qualquer outro componente da fórmula
- Ansiedade, tensão ou agitação
- Problemas da tireoide
- Problemas cardíacos, como ataque cardíaco, batimento cardíaco irregular, dor no peito (angina) e insuficiência cardíaca
- Pressão alta (hipertensão) ou estreitamento dos vasos sanguíneos (doença arterial oclusiva que pode causar dor nos braços e pernas)
- Uso de medicamento chamado “inibidor da monoamino oxidase” (IMAO), utilizado no tratamento da depressão, nas últimas duas semanas
- Pressão ocular aumentada (glaucoma)
- Tumor da glândula adrenal chamado feocromocitoma
- Fala e movimentos corpóreos incontroláveis (síndrome de Tourette) ou história familiar dessa síndrome.
Na sequência do texto, esclareço sobre possíveis efeitos indesejados do medicamento.
Metilfenidato causa dependência?
Sim, o metilfenidato pode causar dependência física e psíquica, especialmente quando há uso inadequado ou abuso do medicamento.
Após o uso prolongado, a interrupção abrupta ou uma redução significativa da dose pode provocar sintomas de abstinência, como humor disfórico, depressão, cansaço intenso (fadiga), alterações do sono e agitação ou lentificação psicomotora.
O metilfenidato é um estimulante do sistema nervoso central.
Seu mecanismo de ação não está completamente esclarecido, embora se saiba que ele atua principalmente inibindo a recaptação de dopamina no cérebro.
O abuso crônico do medicamento pode levar ao desenvolvimento de tolerância, situação em que doses maiores passam a ser necessárias para produzir o mesmo efeito, além de favorecer a dependência psicológica.
Por isso, o metilfenidato deve ser utilizado somente nas doses e pelo período determinados pelo médico.
Metilfenidato precisa de receita?
É necessário apresentar a receita A3 para ter acesso ao metilfenidato.
O documento é emitido em duas vias, sendo que a primeira via fica retida na farmácia.
Trata-se de uma notificação de receita amarela, com um formulário impresso com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Nesse papel, constam dados do médico prescritor, paciente, fornecedor e comprador, permitindo o rastreio por parte da Anvisa.
Já a segunda via da prescrição é carimbada e devolvida ao paciente.
Ela oferece a orientação médica necessária para conduzir o tratamento de modo adequado.
A receita A3 tem validade de 30 dias e pode liberar remédio suficiente para até um mês de tratamento.
Como conseguir receita de metilfenidato?
A receita médica é emitida ao final da consulta com neurologista ou psiquiatra, geralmente.
Para fazer a prescrição, o médico realiza o exame clínico do paciente, começando pela anamnese ou entrevista para coletar relatos sobre sintomas, sua duração e como interferem na rotina.
Também investiga a presença de comorbidades, alergias, cirurgias prévias, remédios de uso contínuo e outros detalhes do histórico do paciente.
O diagnóstico é clínico e depende de história, avaliação dos sintomas, prejuízo funcional e exclusão de outras causas.
Uma vez confirmado o diagnóstico, o especialista recomenda o tratamento, o que engloba a emissão da receita digital (via telemedicina) ou física.
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Perguntas frequentes sobre metilfenidato
Nesta seção, respondo a perguntas comuns em relação ao uso do medicamento. Siga acompanhando.
Qual a diferença entre Ritalina e metilfenidato?
Ritalina é o nome do medicamento de referência para o metilfenidato. É possível encontrar versões genéricas contendo esse mesmo princípio ativo, designadas sob o nome cloridrato de metilfenidato. Ou seja, estamos falando do mesmo remédio. O que muda é o fato de ser referência ou genérico.
Qual o efeito colateral do metilfenidato?
As reações adversas mais comuns são dor de garganta e coriza, diminuição do apetite, nervosismo, dificuldade em adormecer, náusea, boca seca, angústia emocional excessiva, inquietação, distúrbios do sono, excitação emocional, agitação, dor de cabeça, tonturas, sonolência, tremores, alterações na pressão arterial, palpitações, tosse, vômitos, dor de estômago, indisposição estomacal, indigestão, dor de dente e alterações cutâneas.
O que é o efeito rebote da Ritalina?
O efeito rebote pode ocorrer quando a ação da Ritalina começa a diminuir, fazendo com que sintomas do TDAH, como desatenção, impulsividade ou agitação, retornem temporariamente de forma mais intensa.
Conclusão
O metilfenidato, amplamente conhecido por seu nome de referência (Ritalina), é útil no tratamento de transtornos neurológicos, mas pode causar tolerância e dependência.
Jamais tome esse remédio por conta própria, pois você deve realizar monitoramento médico para prevenir efeitos adversos.
Caso esteja com sintomas de TDAH ou narcolepsia, marque uma consulta com neurologista.
Se precisar somente trocar uma prescrição que está perdendo a validade, dá para solicitar uma nova receita médica online, via consulta por videoconferência.
Este conteúdo tem caráter estritamente informativo. A Telemedicina Morsch não possui vínculo ou relação comercial com indústrias farmacêuticas. Converse sempre com seu médico para receber o tratamento adequado.
Referências bibliográficas
https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/q/?nomeProduto=cloridrato%20de%20metilfenidato
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs/1998/prt0344_12_05_1998_rep.html
https://www2.unicamp.br/unicamp/noticias/2013/08/05/ritalina-e-os-riscos-de-um-genocidio-do-futuro?page=4
https://agenciadenoticias.uniceub.br/sem-categoria/risco-consumo-de-ritalina-vai-alem-do-tdah/