Ansiedade: o que é, tipos, causas, diagnóstico e tratamentos
Falar em ansiedade remete logo a um problema de saúde mental, mas ela é uma resposta a situações estressantes.
Já a sua versão patológica prejudica diversos aspectos da vida pessoal e profissional, provocando sintomas como insônia, tensão contínua intensa e aumento da frequência cardíaca.
É sobre esses casos que comento ao longo do texto, apresentando um panorama sobre os principais transtornos de ansiedade, seus sintomas, causas e tratamentos.
Você ainda vai entender como a telepsiquiatria facilita os cuidados de saúde mental.
Se preferir, marque uma teleconsulta clicando aqui!
O que é ansiedade?
Ansiedade é um estado de tensão e preocupação com uma ameaça futura.
É natural que ela apareça diante de estímulos como uma reunião importante, apresentação em público ou durante o tempo de espera pelo diagnóstico de uma doença.
Nesses contextos, a ansiedade permite antecipar cenários e reforçar o preparo para eventos futuros relevantes, e tende a desaparecer assim que a situação se encerra.
Ou seja, ela motiva a ação, em condições normais.
Contudo, quando se torna frequente, a ansiedade mantém corpo e mente em alerta contínuo, o que sobrecarrega seu funcionamento.
Por consequência, podem surgir transtornos de ansiedade, que impedem reações adequadas e são capazes de imobilizar o indivíduo por alguns minutos, quando há uma crise de ansiedade.

O diagnóstico do transtorno de ansiedade requer conhecimentos sobre o funcionamento da mente
Quais os principais transtornos de ansiedade?
Existem diferentes distúrbios ansiosos, sendo bastante frequentes as fobias específicas e o transtorno de ansiedade social.
Conheça os principais transtornos de ansiedade a seguir:
Transtorno de ansiedade generalizada
É a condição mais comumente chamada de ansiedade, caracterizada por uma preocupação excessiva e constante em relação a eventos rotineiros, como dívidas, conflitos familiares ou no trabalho.
Fobias
Caracterizadas pela angústia diante de objetos, seres ou situações específicos, as fobias tendem a se desenvolver a partir de eventos vivenciados na infância.
Altura (acrofobia), lugares fechados (claustrofobia), aranhas (aracnofobia) e palhaços (coulrofobia) são alguns exemplos.
Transtorno do pânico
Quem sofre com esse distúrbio alterna entre momentos de tranquilidade e crises de pânico.
Os ataques duram, em média, entre 15 e 30 minutos, e parecem surgir sem razão aparente.
De forma repentina, o paciente sente um medo intenso de morrer ou perder o controle, sofrendo também com manifestações físicas como taquicardia, suor intenso, formigamento e dor no peito, que podem até ser confundidos com sinais de infarto.
Fobia social
Também conhecida como timidez patológica e transtorno de ansiedade social, essa condição leva o indivíduo a evitar situações de exposição a uma grande quantidade de pessoas.
Dar palestras, comparecer a festas e outros eventos sociais se torna um verdadeiro desafio devido ao receio de ser julgado ou ridicularizado.
Transtorno obsessivo compulsivo
O TOC combina obsessões e compulsões.
Ideias, imagens e pensamentos intrusivos e insistentes correspondem às obsessões, que só cessam quando o paciente realiza um ritual de compulsão.
Um exemplo é a ideia de que as mãos ficaram contaminadas após tocar uma superfície, e que é preciso lavá-las várias vezes seguidas para evitar uma doença grave.
O alívio em relação à obsessão só chega após o ritual de higiene, que acaba reforçando ainda mais as ideias e pensamentos obsessivos, chegando a interferir na rotina diária e no bem-estar.
Agorafobia
Esse transtorno leva à ansiedade e medo relativos a aglomerações ou espaços públicos.
Geralmente, a pessoa teme sofrer uma crise ou passar mal e não conseguir sair do meio da multidão ou pedir ajuda.
Quando obrigada a sair de locais considerados seguros, ela pode sofrer uma crise de ansiedade ou pânico.
Transtorno de estresse pós-traumático
Deflagrado pela vivência de um evento traumático, como um acidente de carro, assalto, enchente ou outra tragédia, o TEPT pode se manifestar dias ou até meses após a ocorrência.
Dificuldade para dormir, flashes do evento traumático e sustos diante de situações inofensivas estão entre os sintomas desse transtorno, e permanecem por pelo menos um mês.
A vítima também tende a evitar lugares, situações e pessoas que remetam à ocorrência.
Quais os sintomas da ansiedade?
Os sintomas podem variar conforme o transtorno de ansiedade em questão.
Segundo o Ministério da Saúde, os principais sintomas psíquicos são:
- Angústias, tensões ou medos exagerados
- Sensação contínua de que um desastre ou algo muito ruim vai acontecer
- Preocupações exageradas com saúde, dinheiro, família ou trabalho
- Medo extremo de algum objeto ou situação em particular
- Medo intenso de ser humilhado publicamente
- Falta de controle sobre os pensamentos, imagens ou atitudes, que se repetem independentemente da vontade
- Pavor depois de uma situação muito difícil.
Há, ainda, os sintomas físicos da ansiedade patológica, que incluem:
- Taquicardia ou coração acelerado
- Suor frio
- Tontura
- Sensação de desmaio
- Formigamento
- Dor no peito
- Falta de ar
- Tensão muscular.
Em casos graves, pode ocorrer perda da consciência (desmaio ou síncope).
Quais as causas da ansiedade?
Transtornos de ansiedade têm causa multifatorial, surgindo a partir da união entre fatores psicológicos, genéticos e ambientais.
Entre os mais evidentes está a história familiar de ansiedade patológica, que aumenta as chances de desenvolver essa condição, indicando uma possível influência genética.
Contudo, fatores ambientais também são importantes, servindo como gatilhos para crises de ansiedade, de pânico e distúrbios como o TEPT.
Certos traços de personalidade, como o perfeccionismo ou sensibilidade excessiva a críticas ou rejeição, são fatores psicológicos capazes de contribuir com o surgimento de quadros de ansiedade crônica.
Como saber se tenho ansiedade?
Transtornos de ansiedade só podem ser diagnosticados por médicos.
Apesar de existirem vários testes online e conteúdos falando sobre os sinais de ansiedade patológica, nenhum deles substitui a avaliação médica adequada.
Afinal, o diagnóstico de um transtorno de ansiedade requer conhecimentos sobre o funcionamento da mente, questionários e critérios do DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais).
Tudo começa com o exame clínico, formado por anamnese (entrevista com o paciente) e avaliação física.
Durante a conversa, o psiquiatra coleta informações sobre o histórico do paciente, com destaque para a história familiar de ansiedade e outras doenças mentais.
Alergias, comorbidades, eventos traumáticos, comportamentos e estilo de vida também são comentados, junto à presença de sintomas e suas características.
O relato é complementado pelo exame físico, que emprega técnicas de inspeção, ausculta, palpação e percussão para identificar anormalidades no funcionamento de órgãos e tecidos, permitindo descartar doenças de origem fisiológica.
Muitas vezes, esse diagnóstico clínico e por exclusão é demorado, requerendo alguns meses ou até anos de acompanhamento antes de ser fechado.
Como tratar a ansiedade?
O tratamento é personalizado conforme o diagnóstico e as necessidades do paciente.
Ele costuma combinar duas frentes:
- Psicoterapia: sessões com o psicólogo ou psiquiatra que visam o autoconhecimento, identificação de gatilhos, controle de sintomas, prevenção e alívios de crises
- Medicamentos: antidepressivos e ansiolíticos podem ser úteis nos casos mais graves, devendo ser tomados somente sob prescrição médica.
Quadros leves a moderados tendem a responder bem à psicoterapia, dispensando o uso de remédios para ansiedade.
O importante é seguir a orientação médica e manter o tratamento durante o período recomendado, evitando interrupções abruptas.

Transtornos de ansiedade têm causa multifatorial, surgindo a partir da união outros fatores
Qual médico trata ansiedade?
O diagnóstico e tratamento de distúrbios ansiosos são feitos pelo psiquiatra, que é o médico especialista em saúde mental.
Cabe mencionar, também, o papel relevante do psicólogo desde a suspeita de ansiedade patológica até o apoio no tratamento, por meio de sessões de psicoterapia.
Ambos os profissionais podem atender de maneira presencial ou via consulta de telemedicina, que dispensa o deslocamento até o consultório ou clínica.
Basta usar um dispositivo conectado à internet – computador, notebook, tablet ou smartphone – para marcar uma teleconsulta em poucos cliques, com toda a comodidade e sem precisar sair de casa.
O que faz toda a diferença no monitoramento de pacientes com agorafobia, transtorno do pânico e outras condições em que se torna penoso sair da zona de conforto.
Acesse agora a página de agendamentos e utilize o campo de busca avançada para encontrar o profissional, dia e hora mais convenientes.
Avance para o login ou criação de perfil na plataforma de Telemedicina Morsch e efetue o pagamento para finalizar a marcação de consulta de psiquiatria ou consulta com psicólogo.
Perguntas frequentes sobre ansiedade
Abaixo, você encontra respostas para questões comuns sobre o tema:
Qual o primeiro sinal de ansiedade?
Tensão, cansaço constante e dificuldade para dormir estão entre os primeiros sinais de um possível transtorno de ansiedade.
O que é bom para aliviar a ansiedade?
Exercícios de respiração, como inspirar pelo nariz e expirar pela boca lentamente, ajudam a aliviar momentos de muita ansiedade. Vale, ainda, buscar um ambiente tranquilo, tomar um chá calmante (como de camomila ou lavanda) e se conectar com o presente.
Qual parte do corpo a ansiedade afeta?
Todo o corpo é impactado pela ansiedade, que costuma ser percebida com maior frequência nos músculos (tensão), aparelho respiratório (falta de ar), circulatório (dor no peito, palpitação) e nervoso (tontura, tremores, etc.).
O que piora a ansiedade?
Gatilhos emocionais como o estresse ocupacional prolongado e isolamento podem piorar sintomas, assim como uma dieta pouco saudável, noites mal dormidas e sedentarismo. É importante evitar, ainda, bebidas alcoólicas, drogas ilícitas e substâncias estimulantes, como a cafeína.
Conclusão
Espero que você tenha gostado de saber mais sobre a ansiedade e quando ela se torna uma doença.
Não deixe de compartilhar o texto com seus contatos e explorar nosso blog para acompanhar mais novidades sobre saúde e bem-estar!
Referências bibliográficas
https://bvsms.saude.gov.br/ansiedade/
https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2025/01/26/ansiedade-como-identificar-sintomas-e-diferenciar-da-crise-de-panico.htm
https://bvsms.saude.gov.br/transtorno-do-panico/
https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-de-sa%C3%BAde-mental/transtornos-de-ansiedade-e-relacionados-a-fatores-estressantes/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-transtornos-de-ansiedade
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/setembro/transtornos-de-ansiedade-podem-estar-relacionados-a-fatores-geneticos