Citalopram: para que serve, receita e como tomar
Procurando saber mais sobre o citalopram?
Esse medicamento pode ser prescrito diante do diagnóstico de doenças mentais, como a depressão.
Ele é encontrado nas farmácias e drogarias na forma de comprimidos.
Neste texto, trago mais detalhes sobre as indicações, posologia e regras de prescrição.
Acompanhe até o final e saiba como conseguir uma receita médica de citalopram de forma rápida, com o auxílio da telemedicina.

O que é citalopram?
Citalopram é um medicamento antidepressivo da classe dos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina).
Sua ação sobre o sistema nervoso central auxilia na inibição seletiva da recaptação de serotonina, aumentando a atividade serotoninérgica.
Contudo, o uso pode desencadear reações adversas. Por isso, é fundamental seguir a prescrição médica, sem alterar a dose ou suspender o tratamento por conta própria.
Vale lembrar que esse remédio pode levar de 2 a 4 semanas para começar a fazer efeito.
Então, é necessário persistir no uso para obter resultados efetivos.
Para que serve citalopram?
Citalopram serve para tratar depressão e outros transtornos da mente, como pânico e TOC.
No caso da depressão, pode ser prescrito tanto para períodos de crise quanto para prevenção de episódios recorrentes.
O fármaco atua para elevar a concentração de serotonina no cérebro, um neurotransmissor de grande relevância que impacta o humor e o comportamento humano.
Como resultado, o paciente tem aumento do bem-estar, disposição, regulação do sono e de outras funções corporais essenciais.
Principais indicações
De acordo com a bula, o bromidrato de citalopram é indicado para o tratamento de:
- Prevenção de episódios depressivos recorrentes
- Transtorno de pânico
- Transtorno obsessivo compulsivo (TOC).
Outras indicações dependem da avaliação médica.

Citalopram serve para tratar depressão e outros transtornos da mente, como pânico e TOC
Como tomar bromidrato de citalopram?
O medicamento está disponível em comprimidos de 20 mg.
O ideal é que seja ingerido por via oral sempre no mesmo horário, uma vez ao dia, com a ajuda de um pouco de água.
Não faz diferença tomar bromidrato de citalopram perto ou longe das refeições, pois ele não interage com alimentos.
Dependendo da dose prescrita, você vai precisar partir o comprimido, seguindo o passo a passo:

- Ponha o comprimido sobre uma superfície lisa e seca, com a parte sulcada para cima
- Coloque os dedos indicadores nas extremidades de cada lado do comprimido
- Pressione para baixo.
Veja a seguir as recomendações gerais de dosagens conforme a doença tratada:
- Depressão: a dose usual corresponde a 20 mg por dia, podendo ser gradualmente aumentada para até 40 mg
- Transtorno do pânico: a dose inicial é de 10 mg/dia, e costuma ser mantida pelo menos durante a primeira semana de tratamento. Depois, pode ser ajustada para 20 mg ou 30 mg diários, conforme a necessidade e tolerabilidade do paciente, sem jamais ultrapassar os 40 mg
- Transtorno obsessivo compulsivo (TOC): a dose usual inicial é de 20 mg por dia. Ela pode ser aumentada para até 40 mg, se necessário.
Para mais informações, consulte a bula do remédio.
Citalopram causa dependência?
Não, o medicamento não causa dependência física.
Porém, sua ação sobre o sistema nervoso central pede cautela no uso, seguindo sempre a orientação médica a respeito das doses, horários e período de tratamento.
A interrupção abrupta do uso pode levar a sintomas de descontinuação como:
- Tonturas
- Sensação de formigamento
- Distúrbios do sono (sonhos vívidos, pesadelos, insônia)
- Ansiedade
- Dor de cabeça
- Náuseas
- Vômitos
- Aumento do suor
- Sensação de inquietude ou agitação
- Tremores
- Sentir-se confuso ou desorientado
- Sentir-se emotivo ou irritado
- Diarreia
- Distúrbios visuais
- Palpitações.
Embora incomodem, esses sintomas costumam ser leves e transitórios.
Ainda assim, a descontinuação do tratamento deve ser feita sob recomendação médica, de modo gradual.
Citalopram precisa de receita?
Para adquirir o citalopram, você deve apresentar a receita C1.
Também chamada de receita de controle especial, ela é emitida sempre em duas vias.
Uma delas fica retida na farmácia ou drogaria, enquanto a outra é devolvida ao paciente, pois contém recomendações médicas para o sucesso do tratamento.
Dosagem, via de administração, horários e medidas não farmacológicas são descritos na segunda via.
A receita branca tipo C1 é usada para liberar medicamentos do grupo C1, estabelecido pela Portaria SVS/MS 344/1998.
Ou seja, o citalopram e demais substâncias desta lista são remédios controlados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e têm algumas exigências diferenciadas.
O órgão governamental monitora sua dispensação, evitando o uso indiscriminado.
Além de antidepressivos, a receita C1 contempla medicamentos anticonvulsivantes, antiparkinsonianos e antipsicóticos.
O documento tem validade de 30 dias e pode disponibilizar remédio suficiente para até 60 dias de tratamento.
Como conseguir receita de citalopram?
Tudo começa agendando uma consulta de psiquiatria para receber a avaliação do médico especialista em transtornos mentais.
Durante o atendimento, o profissional conduz a anamnese (entrevista roteirizada) para coletar relatos sobre sintomas, sua intensidade e quando se iniciaram.
A conversa ainda revela detalhes do histórico do paciente e seu estilo de vida, incluindo comorbidades, alergias, medicamentos em uso, etc.
O médico ainda observa aspectos físicos e pode aplicar testes e questionários para formular e confirmar a hipótese diagnóstica.

Com base nos dados, características e limitações do paciente, ele recomenda o tratamento adequado, que pode englobar remédios como o citalopram.
Essa assistência pode ser prestada presencialmente ou através da consulta de telemedicina, que dispensa deslocamentos e filas de espera.
Para marcar a sua, basta acessar a página de agendamentos do sistema Morsch, preencher os dados e confirmar data e horário.
Use o campo de busca avançada para encontrar o médico de sua preferência rapidamente.
Durante o teleatendimento, o especialista utiliza a ferramenta de prescrição eletrônica para emitir a receita digital, liberada assim que a teleconsulta termina.
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Perguntas frequentes sobre citalopram
Neste espaço, trago respostas rápidas para algumas questões comuns a respeito do medicamento.
Acompanhe e tire suas dúvidas.
Por que antidepressivo piora os sintomas antes de melhorar?
Por modificar a concentração de neurotransmissores, alguns tipos de antidepressivo requerem semanas para que o organismo se adapte à sua presença. É o caso do citalopram, que aumenta a serotonina. Esse efeito pode intensificar alguns sintomas no início do tratamento, mas isso costuma ser revertido depois das primeiras duas semanas tomando o medicamento.
Quais os efeitos colaterais do citalopram?
As principais reações adversas são náusea (enjoo), boca seca, dificuldades para dormir (insônia), sonolência, aumento do suor, diminuição do apetite, agitação, diminuição do desejo sexual (libido), ansiedade, nervosismo, confusão mental, sonhos anormais, tremores, formigamento ou dormência nas mãos ou nos pés, tontura, distúrbios de atenção, zumbido no ouvido, diarreia, vômitos, prisão de ventre, coceira, dores musculares e nas juntas, fadiga, febre e perda de peso.
Quem não pode tomar citalopram?
O remédio é contraindicado para pessoas alérgicas ao citalopram e demais componentes da fórmula, quem está utilizando medicamentos inibidores da monoaminoxidase (a exemplo de fenelzina, iproniazida, isocarboxazida, nialamida, tranilcipromina, selegilina e linezolida), pacientes que estiverem tomando pimozida e indivíduos que sofrem com determinadas arritmias cardíacas.
Quanto tempo o citalopram demora para fazer efeito?
Geralmente, são necessárias 2 a 4 semanas para que o paciente se sinta melhor. A dica, então, é persistir no tratamento, esclarecendo as dúvidas com seu médico.
O que acontece se parar de tomar citalopram de repente?
Apesar de não causar dependência física, a descontinuação repentina do uso de citalopram pode fazer com que os sintomas retornem com intensidade. Ou desencadear sinais de descontinuação leves e passageiros, como tontura, dor de cabeça e palpitação.
Conclusão
Espero, com este artigo, ter tirado suas dúvidas sobre o citalopram.
Deixo o alerta para os riscos da automedicação e da alteração no tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Se estiver sofrendo com sintomas de distúrbios psíquicos, marque uma teleconsulta com o psiquiatra online para investigar a causa.
Este conteúdo tem caráter estritamente informativo. A Telemedicina Morsch não possui vínculo ou relação comercial com indústrias farmacêuticas. Converse sempre com seu médico para receber o tratamento adequado.
Referências bibliográficas

https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/q/?nomeProduto=CITALOPRAM
https://media.crfrs.org.br/orientacao/PRT_SVS_344_1998_COMP2.pdf
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/controlados/lista-substancias
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/depressao