Ressonância magnética da coluna tem no laudo online uma solução

Por Dr. José Aldair Morsch, 29 de setembro de 2021
Ressonância magnética da coluna

A ressonância magnética da coluna é um exame essencial para o estudo de males como inflamações, tumores benignos e malignos.

Isso porque o teste detecta alterações em partes moles da região, incluindo articulações e vasos sanguíneos.

Dependendo da indicação, a RMN dá suporte ao estudo de uma ou mais porções da coluna, sendo direcionada para dar mais conforto ao paciente.

Quando uma parte menor é selecionada, o procedimento tem duração menor.

Essa característica dispensa o doente de permanecer por muito tempo dentro do aparelho de ressonância.

Atualmente, evoluções no âmbito da telemedicina têm contribuído para dar mais rapidez ao laudo do teste, que fica pronto em minutos.

Quer saber mais a respeito?

Neste texto, trago um panorama completo sobre tipos de RMN da coluna, para que serve e quanto tempo dura o procedimento.

Leia até o fim para saber como ter acesso ao laudo a distância e conferir mais agilidade ao diagnóstico.

Vamos em frente?

O que é a ressonância magnética da coluna?

Ressonância magnética da coluna é um procedimento moderno que combina um campo magnético a ondas de rádio para gerar imagens de alta resolução dessa área do corpo.

Ao contrário de outros exames de imagem, a RMN não emprega radiação ionizante, o que representa uma vantagem para alguns grupos de pessoas.

Gestantes e crianças são exemplos de públicos sensíveis, que devem ser protegidos dos famosos raios X.

Isso porque a exposição a esse tipo de radiação está relacionada ao desenvolvimento de câncer, abortos e malformações em fetos.

Nesse contexto, a ressonância nuclear magnética se apresenta como uma opção mais segura caso seja preciso investigar problemas na coluna de grávidas, por exemplo.

Sem contar o fato de ser um procedimento indolor, não invasivo e de gerar imagens de extrema qualidade.

Como mencionei acima, esse teste também oferece vantagens para a investigação de males em partes moles, graças a sua tecnologia diferenciada.

Enquanto essas regiões aparecem muito escuras em exames como raio X e tomografia computadorizada, a ressonância as revela com maior nitidez – daí a sua superioridade para a avaliação de inflamações e tumores.

Para que serve a ressonância magnética da coluna

A ressonância magnética da coluna serve para dar suporte ao diagnóstico de males que afetam essa importante área do organismo, com destaque para partes moles, como:

  • Articulações
  • Músculos
  • Ligamentos
  • Vértebras
  • Discos intervertebrais
  • Medula espinhal.

Esse estudo é possível devido a particularidades do exame, que provoca o desalinhamento dos átomos de hidrogênio contidas nas moléculas de água do corpo.

Quando os átomos retornam ao seu lugar, liberam a energia.

E essa energia é captada pelo equipamento de ressonância, permitindo o registro de imagens de alta resolução.

Certos resultados são tão nítidos que realmente se parecem com fotografias em 3D de um trecho ou de toda a coluna.

Por serem compostas de seções ou cortes unidos, as imagens da RNM permitem a avaliação a partir de diversos ângulos.

Indicações da RM da coluna

Como a coluna se estende desde o pescoço até o cóccix, a ressonância dessa área pode ser indicada diante de uma série de condições e sintomas.

Basicamente, o exame só não costuma ser a preferência quando médico ou paciente sabem que houve fratura ou problema restrito aos ossos.

Confira, abaixo, alguns sinais e casos de indicação da RM da coluna:

  • Hérnia de disco
  • Artrose lombar
  • Desvio na coluna
  • Deslizamentos das vértebras (espondilolistese)
  • Dor nas costas
  • Dores que irradiam, a exemplo de dor no nervo ciático
  • Formigamento
  • Dormência na região
  • Episódios de perda súbita de força
  • Suspeita de tumor benigno ou de câncer
  • Inchaço (edema) ou protusões
  • Compressão dos discos vertebrais
  • Lesão ou distensão muscular.

 

RM da coluna

Na ressonância magnética da coluna, é possível avaliar desde o pescoço até o cóccix

Tipos de ressonância da coluna

A ressonância magnética da coluna vertebral pode ser de toda a área, englobando incidências de cada uma das porções da coluna.

No entanto, é mais comum que o exame seja direcionado a uma ou mais partes dessa região, que pode ser subdividida em cervical, torácica, lombar e lombo-sacra.

Cada divisão corresponde a um trecho demarcado por um conjunto selecionado dentre as 33 vértebras que formam a coluna. Para que não se desgaste, cada vértebra é intercalada a um pedaço esponjoso.

A seguir, conheça os 5 tipos de ressonância magnética da coluna.

Ressonância magnética da coluna total

Completo, esse teste dá uma visão ampla da coluna, combinando incidências das áreas cervical, torácica, lombar e lombo-sacra.

Ressonância magnética da coluna cervical

A coluna cervical corresponde à primeira porção, que se inicia no pescoço e termina na parte superior do tórax.

Apesar de pequeno, o trecho é composto por 7 vértebras, chamadas C1, C2, C3, C4, C5, C6 e C7.

Ressonância magnética da coluna torácica

Como o nome sugere, a ressonância magnética da coluna torácica capta imagens das vértebras contidas na parte posterior do tórax.

O teste também pode ser chamado ressonância magnética da coluna dorsal, cobrindo as vértebras de T1 a T12.

Ressonância magnética da coluna lombar

O estudo por imagem da região logo abaixo do tórax recebe o nome de ressonância magnética da coluna lombar.

Com uma leve curvatura, a área é composta por um total de cinco vértebras – de L1 a L5.

Ressonância magnética da coluna lombo-sacra

O último trecho vai até o cóccix e é denominado coluna lombo-sacra.

A RM dessa parte coleta imagens da vértebra S1 até a S5.

Preparo do exame de ressonância magnética da coluna

Em geral, a ressonância magnética não exige preparo antes de o paciente chegar na clínica ou consultório.

Por empregar um campo magnético, a indicação mais comum é que seja retirada qualquer peça ou bijuteria metálica, a fim de evitar acidentes como queimaduras.

Portadores de marcapasso, próteses de metal ou que tenham vestígios deixados por projéteis, por exemplo, devem informar ao médico sobre esses detalhes.

Dependendo do caso, o teste pode ser contraindicado por representar risco.

Quem possui peças de finalidade ortopédica raramente terá de desistir do exame, contudo, a equipe responsável precisa dessa informação para adaptar o procedimento.

O objetivo é evitar que a presença do artefato inviabilize as imagens e prejudique o estudo da área determinada.

Outro tipo de preparo é requerido caso a ressonância seja com contraste ou exista a possibilidade de utilizar contraste para evidenciar alguma região.

Nessas situações, o paciente terá de fazer jejum de 5 horas para receber uma substância chamada gadolínio.

Vale lembrar, ainda, que a maioria dos equipamentos de RM é de campo fechado, ou seja, exige que a pessoa deslize para dentro de um grande tubo para gerar imagens.

Assim como em uma fotografia comum, o teste pede que o paciente fique parado por um período considerável, o que pode resultar em desconforto.

Nesse contexto, quem tiver claustrofobia, crises de ansiedade ou problemas para permanecer em uma mesma posição pode precisar receber um sedativo.

A prática é comum para a condução da RM em crianças.

Exame de RM da coluna

Durante a ressonância magnética da coluna, o paciente deve ficar estático por um determinado tempo

Como é feita a ressonância magnética da coluna

Depois dos preparos relatados acima, o paciente deve remover objetos metálicos como brincos, anéis, roupas com zíper ou enfeites.

Em seguida, ele vai para a sala do exame e se deita de barriga para cima em uma maca.

O médico ou técnico em radiologia corrigem o posicionamento da pessoa, usando almofadas e pedindo para que façam pequenos movimentos.

Caso seja necessário o uso de contraste, uma agulha é empregada para chegar à veia, para que um líquido à base de gadolínio seja administrado ao longo do teste.

Então, os profissionais de saúde saem da sala e vão para a estação de controle, em um local anexo à sala principal da ressonância magnética.

Só então o aparelho de RM é ligado, e o paciente desliza para dentro do tubo.

Existem equipamentos de campo aberto, que não possuem tubo e, sim, partes que se movimentam ao redor do paciente para captar os dados.

Seja qual for o aparelho, ele emite ondas de radiofrequência, criando um campo magnético de grande intensidade que influencia os átomos de hidrogênio por um curto período.

Os átomos liberam energia, possibilitando a captação de imagens de um ou mais trechos da coluna vertebral.

Os dados coletados são enviados a um computador via software específico, para que as imagens sejam formadas.

Por fim, o aparelho de RM é desligado, permitindo que o médico ou técnico em radiologia entrem na sala.

A agulha de administração de contraste é retirada e o paciente pode ir para casa.

Reações ou alergias ao contraste de gadolínio são bastante raras.

Normalmente, é possível seguir com as atividades diárias logo depois da ressonância da coluna, desde que não tenha sido necessária a sedação.

Quanto tempo demora uma RM da coluna

A ressonância magnética da coluna pode durar de 20 minutos até mais de uma hora.

Vai depender de aspectos como a quantidade de trechos estudados, necessidade de utilizar contraste e de sedação.

RM cervical e lombar

Atuação médica na atenção ao paciente é facilitada por tecnologias como a telemedicina e laudos online

Como a telemedicina ajuda no exame de RM da coluna

Você já deve ter ouvido falar em telemedicina. Essa disciplina nasceu para conectar pacientes a médicos e outros profissionais de saúde, rompendo com a barreira geográfica.

Para tanto, utiliza a internet e um sistema robusto e seguro chamado plataforma de telemedicina.

É através desse software que o técnico em radiologia pode compartilhar dados de exames como a RM da coluna com os especialistas da empresa de telemedicina.

Esse é o primeiro passo para obter o laudo online do exame, conforme detalho no próximo tópico.

Além do laudo a distância, a telemedicina ajuda o paciente a encontrar especialistas qualificados para interpretar as imagens da RM – os radiologistas.

Quem vive em locais afastados dos grandes centros urbanos sabe que nem sempre é fácil encontrar esses e outros especialistas em sua cidade.

Contando com sistemas como o da Telemedicina Morsch, não será mais preciso investir dinheiro e tempo no deslocamento até uma capital para receber essa assistência.

Basta ter um dispositivo com acesso à internet para ser orientado, ter os exames avaliados e até comparecer a uma teleconsulta com um radiologista.

Hospitais, clínicas e até consultórios de áreas remotas podem empregar essa tecnologia para garantir laudos completos, sem precisar manter um time de especialistas dedicados a esse serviço.

Podem, assim, economizar, sem abrir mão da qualidade dos resultados de exames de imagem.

Outro benefício da parceria com a Morsch é o acesso a treinamentos online para capacitar ou atualizar o time de técnicos em radiologia.

Por meio dessa ferramenta, eles se tornam mais ágeis e aprendem a manusear aparelhos digitais para conseguir as melhores imagens.

Laudo de ressonância magnética da coluna a distância

O equipamento da ressonância pode ser configurado para enviar as imagens do exame ao sistema de telemedicina de forma automática, conferindo ainda mais agilidade ao processo.

Assim que recebem os registros, os especialistas de plantão os analisam sob a luz de documentos como o prontuário e histórico do paciente.

Eles interpretam as imagens, compondo o laudo médico assinado digitalmente para atestar sua autenticidade.

Nessa dinâmica, o laudo fica pronto em minutos e fica disponível em plataformas modernas como a da telemedicina Morsch, acessível mediante login e senha.

Dessa forma, os resultados são entregues rapidamente, dando suporte ao diagnóstico.

Também podem apoiar a segunda opinião médica, esclarecendo dúvidas e contribuindo para a tomada de decisões assertivas.

O processo também serve para obter laudos digitais de outros testes radiológicos, por exemplo:

  • Radiologia geral, incluindo diferentes tipos de raio X
  • Raio X de tórax padrão OIT, para fins de segurança e saúde do trabalho
  • Mamografia digital, indispensável para a prevenção e rastreamento do câncer de mama
  • Densitometria óssea, importante para o rastreamento da osteoporose
  • Tomografia computadorizada, que usa radiação ionizante para captar imagens da cabeça, abdômen etc.
  • Outros tipos de Ressonância Nuclear Magnética.

 

Conclusão

Gostou de saber mais sobre a ressonância magnética da coluna?

Se ficou alguma dúvida, escreva um comentário abaixo e aproveite para compartilhar o artigo com sua rede de contatos.

Clique aqui e conheça melhor as vantagens da Telemedicina Morsch para dar mais agilidade e suporte ao diagnóstico de males na coluna.

Nosso time de especialistas está disponível 24 horas por dia para elaborar laudos de RM e outros exames de imagem.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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