Ritalina: para que serve, receita e como tomar
A Ritalina tem como princípio ativo o metilfenidato, importante no tratamento de TDAH e outras condições.
Devido a essa característica, algumas pessoas passaram a utilizar o remédio para aumentar a concentração, sem qualquer orientação médica.
Contudo, a automedicação oferece riscos ao paciente, que fica sujeito a efeitos colaterais como dependência física e psíquica.
Siga com a leitura deste artigo para entender o mecanismo de ação, indicações e contraindicações da ritalina.
Ao final, você descobre uma maneira fácil e segura de obter e renovar a receita médica online.
O que é Ritalina?
Ritalina é um medicamento estimulante do sistema nervoso central.
Conforme mencionei na abertura do texto, esse produto tem como principal substância o cloridrato de metilfenidato, que impacta nas atividades mentais.
Embora tenha papel importante no tratamento de algumas doenças, o fármaco deve ser tomado conforme a prescrição médica para garantir a segurança do paciente durante a terapia.
Para que serve Ritalina?
Ritalina serve para tratar transtornos neurológicos.
Seu princípio ativo (metilfenidato) melhora o desempenho cognitivo dos pacientes, elevando os níveis de concentração em pessoas com TDAH.
Outro efeito de interesse ocorre entre os indivíduos com narcolepsia, que sentem alívio da sonolência ao usar esse remédio.

O fármaco deve ser tomado conforme a prescrição médica para garantir a segurança do paciente
Principais indicações
De acordo com a bula da Ritalina, disponível no bulário da Anvisa, o medicamento é indicado para:
- Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) ou Transtorno hipercinético: um distúrbio de comportamento que provoca sintomas como inquietação, desatenção e dificuldade de se concentrar
- Narcolepsia: distúrbio do sono que desencadeia repetidos ataques de sonolência durante o dia, mesmo após uma noite adequada de sono.
Lembrando que a indicação de qualquer medicamento depende de uma consulta médica.
Como tomar ritalina?
Tome os comprimidos de 10 mg seguindo as orientações da receita médica, sem mastigá-los.
Jamais altere a dose recomendada pelo seu médico por conta própria.
Os esquemas básicos descritos na bula do remédio são:
- Adultos: a dose diária habitual é de 20 a 30 mg, mas alguns pacientes podem precisar de dosagens menores ou maiores. A dose máxima diária corresponde a 60 mg para o tratamento de narcolepsia, e 80 mg para TDAH
- Crianças maiores de 6 anos: a dose é calculada pelo médico no momento da prescrição, sendo que a dosagem máxima não deve ultrapassar os 60 mg diários.
Caso perceba que o efeito é forte ou fraco demais, converse com seu médico para possíveis ajustes.
Como tomar Ritalina para estudar?
Não se deve tomar Ritalina para estudar, ou para qualquer outra finalidade que não seja recomendada pelo médico.
Importante dizer que esse é um remédio tarja preta, que expõe o paciente a perigos como dependência física, afetando o funcionamento do sistema nervoso central na ausência do metilfenidato.
Outro problema é a tolerância, que exige doses cada vez maiores para atingir o efeito inicial.
Nesse cenário, a pessoa fica tentada a aumentar a dose por conta própria, o que aumenta as chances de overdose ou superdosagem, evento que coloca a vida em risco.
Portanto, recomendo que você recuse a Ritalina oferecida sem avaliação médica, a fim de evitar agravos à saúde.
Quais são os efeitos colaterais da Ritalina?
Entre as principais reações adversas, vale mencionar:
- Dor de garganta e coriza
- Diminuição do apetite
- Nervosismo
- Dificuldade em adormecer
- Náusea, boca seca
- Dor de cabeça
- Tosse
- Vômitos
- Alterações na pressão arterial (geralmente aumento), ritmo cardíaco anormal, palpitações.
O medicamento também tem efeitos colaterais graves comuns, que afetam um a cada 10 pacientes em tratamento com Ritalina.
Fique atento e procure ajuda médica imediatamente se perceber:
- Movimentos bruscos e incontroláveis (sinal de discinesia)
- Coração acelerado
- Dormência nos dedos das mãos e pés, sentindo frio, formigando e mudando de cor (de branco para azul e depois vermelho) quando frio (fenômeno de Raynaud, sensação de frio em extremidades do corpo).
Mais raramente, podem ocorrer dor no peito, convulsões graves, febre alta repentina e até coma hepático (emergência médica decorrente da falência do fígado).
Esses quadros também precisam de assistência em pronto-socorro.
No entanto, qualquer que seja a reação percebida, é importante informar ao seu médico.
Receita de ritalina
Para adquirir esse fármaco, é preciso apresentar a receita A3.
Emitido em duas vias diferentes, o documento tem a segunda via destinada à recomendação sobre doses, vias de administração e outros detalhes importantes para o paciente.
Já a primeira via consiste em uma notificação de receita amarela, que fica retida na farmácia no momento da compra.
A notificação permite o rastreio do medicamento pelas autoridades de saúde, contendo dados do médico prescritor, paciente, fornecedor e comprador.
Esse tipo de receituário é requerido para acesso ao grupo A3 de remédios controlados pela Anvisa, listado na Portaria SVS/MS nº 344/1998.
A lista A3 reúne substâncias psicotrópicas que, por sua ação sobre o sistema nervoso central, oferecem risco de dependência física e psíquica.
Nesse cenário, o organismo tem seu funcionamento condicionado à presença do medicamento.
Outro perigo é a tolerância, que exige doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito inicial.
O que pode representar ameaça à saúde e até à vida do paciente, que fica tentado a aumentar a quantidade ingerida por conta própria, elevando as chances de sofrer overdose.
Devido a essas características, a ritalina tem a embalagem marcada com tarja preta.
Validade e renovação da receita de Ritalina
A receita A3 amarela tem validade de 30 dias, contados a partir da data de emissão, e pode liberar remédio suficiente para até um mês de tratamento.
Ela pode ser elaborada tanto em formato físico quanto digital, através da solicitação durante a consulta online, realizada via plataforma de Telemedicina Morsch.
Já para quem possui uma prescrição que está perdendo a validade, é possível renovar a receita online dentro do mesmo sistema.
Quem pode receitar Ritalina?
Somente médicos com CRM ativo podem prescrever esse e outros remédios.
Por tratar transtornos que afetam os neurônios, a Ritalina costuma ser prescrita pelo neurologista ou neuropediatra (no caso de crianças e adolescentes).
Dependendo do caso, o psiquiatra ou clínico geral também pode receitar o fármaco.
Como conseguir receita para Ritalina?
A receita médica pode ser emitida presencialmente ou via consulta de telemedicina.
Ao dispensar deslocamentos, o atendimento a distância oferece maior comodidade e conforto, além de agilidade para localizar diversos especialistas.
Para aproveitar essas vantagens, basta acessar a página de agendamentos e informar a especialidade desejada no campo de busca avançada, escolhendo o médico, dia e hora mais convenientes.
Em seguida, faça o login ou cadastro no software de telemedicina e conclua a marcação com o pagamento.
Você vai receber um link de acesso à sala virtual exclusiva.
Clique sobre ele na hora agendada para receber atendimento médico online e, se necessário, a solicitação de uma nova receita.
Como o receituário tipo A só é impresso com autorização da Anvisa, a prescrição será enviada pelos Correios, e você poderá acompanhar todo o processo através do link de rastreamento.
Dúvidas frequentes sobre Ritalina
Agora que você conhece o mecanismo de ação, impacto e detalhes sobre a receita da Ritalina, vamos avançar para perguntas comuns.
Confira, neste tópico, respostas para questões corriqueiras entre pacientes e cuidadores:
O que não se pode misturar com Ritalina?
O remédio não deve ser tomado concomitantemente com bebidas alcoólicas, pois elas podem estimular efeitos colaterais. Também não deve ser ingerido por quem utilizou fármacos antidepressivos IMAO (inibidores da monoamino oxidase) nas últimas duas semanas, sob o risco de aumento súbito da pressão sanguínea.
Além disso, informe ao médico se estiver tomando fármacos com as seguintes características:
- Que aumentam a pressão sanguínea
- Antidepressivos tricíclicos
- Agonistas alfa-2 como a clonidina (utilizada no tratamento da pressão alta)
- Anticoagulantes orais
- Anticonvulsivantes
- Fenilbutazona (usado para tratar dor ou febre)
- Medicamentos dopaminérgicos, usados para o tratamento da Doença de Parkinson ou psicoses
- Medicamentos serotoninérgicos, como por exemplo aqueles usados para tratar depressão, como sertralina e venlafaxina.
A interação medicamentosa representa riscos, portanto, converse com seu médico para eventuais ajustes no tratamento.
Qual o melhor horário para tomar Ritalina?
Como a ritalina pode causar insônia, é indicada a ingestão da última dose antes das 18 horas, a não ser que o médico tenha prescrito um horário diferente.
Como a Ritalina age no cérebro?
O medicamento é um psicoestimulante do sistema nervoso central, que aumenta a disponibilidade de dopamina e noradrenalina no cérebro ao inibir a reabsorção desses neurotransmissores. Por consequência, há maior foco e concentração, além da redução do sono excessivo.
Em quanto tempo a Ritalina faz efeito?
Geralmente, o efeito começa uma hora após ingerir o medicamento, e dura algumas horas. Porém, pode levar alguns dias para notar diferenças que impactam na rotina. Mantenha, então, o tratamento durante o período receitado pelo seu médico.
Conclusão
Utilizar medicamentos como a Ritalina de forma consciente, seguindo a orientação médica, é fundamental para prevenir casos de tolerância e dependência.
Conte com a plataforma Morsch para manter os cuidados em dia, passando em teleconsulta para obter a receita online em poucos cliques.
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Este conteúdo tem caráter estritamente informativo. A Telemedicina Morsch não possui vínculo ou relação comercial com indústrias farmacêuticas. Converse sempre com seu médico para receber o tratamento adequado.
Referências bibliográficas
https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/q/?nomeProduto=RITALINA
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs/1998/prt0344_12_05_1998_rep.html
https://www.trt4.jus.br/portais/escola/modulos/noticias/417706
https://oglobo.globo.com/saude/guia/ritalina-o-que-e-para-que-serve-como-tomar.ghtml
https://www.ufrgs.br/ciencia/pesquisadores-analisam-efeitos-da-ritalina-sobre-o-cerebro-em-desenvolvimento/