Entenda como funciona o eletroencefalograma a distância

Por Dr. José Aldair Morsch, 28 de setembro de 2017
eletroencefalograma

Profissionais da saúde que realizam eletroencefalograma a distância, reconhecem o quanto é importante trabalhar em um local bem estruturado, com uma equipe qualificada e equipamentos modernos.

A Telemedicina possibilita a realização de uma infinidade de exames além do eletroencefalograma a distância, com rapidez, eficácia e confiabilidade nas informações que servirão para o diagnóstico conclusivo e a elaboração do laudo médico.

Equipar uma clínica com tecnologia de ponta, muitas vezes, não está ao alcance financeiro de todos os centros médicos, particulares ou públicos.

Equipamentos modernos são caros e necessitam de profissionais habilitados para operá-los com precisão e especialistas na área de neurologia, para emitir laudos com absoluta segurança.

Qual o caminho, então, para manter a clínica atualizada e oferecer os melhores serviços aos clientes?

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Uma solução inteligente é a contratação de empresas especializadas em telemedicina, que proporcionam diversas facilidades, como equipamentos modernos em comodato, diagnósticos e laudos online realizados por médicos especialistas.

Quer um exemplo dessa facilidade? A telemedicina aplicada aos exames neurológicos, que possibilita a emissão de laudos de eletroencefalograma a distância clínicos e ocupacionais.

Diante de métodos avançados como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, pode até parecer antiquado falar em eletroencefalograma.

Considerando o modelo tradicional, sim. Mas o eletroencefalograma a distância está mais vivo do que nunca.

Porém, a indústria da medicina avança a passos largos e as inovações tecnológicas revolucionam os serviços médicos.

O eletroencefalograma também evoluiu, tornou-se digital.

Hoje, em dia, são comuns o eletroencefalograma com mapeamento cerebral, eletroencefalograma ocupacional, interpretação de eletroencefalograma clínico e a polissonografia.

História e evolução do eletroencefalograma

O eletroencefalograma (EEG) foi desenvolvido a partir de uma importante descoberta feita pelo psiquiatra alemão, Hans Berger, em 1924.

Ele observou que o cérebro gera atividade elétrica e que as correntes elétricas poderiam ser registradas, com o uso de um amplificador. Ele utilizou equipamentos que registravam a atividade elétrica do coração para fazer a pesquisa científica.

Os estudos de Berger, descrevendo padrões de eletroencefalograma, foram publicados cinco anos mais tarde. Os primeiros equipamentos foram comercializados na década de 30.

O videoencefalograma e a polissonografia são métodos contemporâneos do eletroencefalograma.

As células nervosas do cérebro possuem polos negativo e positivo. São como baterias. Com isso, um aparelho de eletroencefalograma consegue registrar as diferenças das correntes elétricas em várias áreas do cérebro.

Este aparelho tem capacidade para aumentar a eletricidade cerebral, em milhares de vezes. Com um dispositivo chamado galvanômetro, os sinais elétricos do cérebro são registrados em forma de ondas em um papel específico.

Através do eletroencefalograma o médico consegue fazer o registro das correntes elétricas do cérebro. Para isso, são colocados eletrodos sobre o couro cabeludo. O profissional que realiza o procedimento é técnico em eletroencefalografia.

O exame é analisado pelo médico neurologista, especializado em neurofisiologia clínica, que também emite o laudo.

Saiba as condutas de acordo com o laudo do Eletroencefalograma

 

Com o desenvolvimento de novas tecnologias voltadas para a medicina, o eletroencefalograma, por algum tempo, ficou uns passos atrás de métodos mais modernos, porém, com o uso da informática este tipo de exame reconquistou sua posição no diagnóstico de alterações cerebrais, como a epilepsia.

Uma inovação é o mapeamento cerebral colorido da atividade elétrica. Com o avanço da tecnologia, um aparelho moderno transforma os sinais elétricos em dados digitais, o que possibilita a composição de gráficos, tabelas e figuras, além do próprio traçado das ondas cerebrais.

Como é realizado um eletroencefalograma?

A eletroencefalografia não tem contraindicações. É um exame simples, não causa dor. É realizado em pacientes de qualquer faixa etária.

O que pode dificultar a realização do exame são problemas no couro cabeludo como ferimentos, infecções, dermatite seborreica, entre outras lesões.

Os eletrodos são fixados na superfície da cabeça com uma tipo pasta, em posições definidas pela normatização internacional.

Para realizar o exame, o paciente fica deitado, em um ambiente com pouca iluminação, para relaxar completamente e, se possível, dormir espontaneamente.

Caso contrário, o paciente poderá receber uma medicação leve para dormir. A sedação também poderá ser aplicada em crianças mais agitadas, que não conseguem relaxar.

Para fazer o gráfico em estado de hiperventilação, o médico solicitará que o paciente acelere a respiração.

Outra forma de potencializar a eletroencefalografia, é expor o paciente a luzes fortes e brilhantes com o uso do estroboscópio, o qual possibilita a foto exposição em velocidades variadas. O exame dura, em média, meia hora.

Após realizar o EEG o paciente pode retornar à rotina.

Manual para realizar Eletroencefalograma na prática

O especialista avaliará os dados do EEG, comparando os gráficos com outros dados clínicos do paciente, para chegar ao diagnóstico. Com este exame é possível saber se estão ocorrendo descargas anormais de ondas elétricas.

Quando é necessário fazer o eletroencefalograma?

O eletroencefalograma é um exame realizado para diagnosticar ou complementar o diagnóstico em várias situações. Serve para confirmar indícios de epilepsia e identificar o tipo de epilepsia. Alguns pacientes, não epiléticos, podem sofrer crises de epilepsia em decorrência de tumores no cérebro e outros distúrbios no metabolismo.

O eletroencefalograma também é utilizado para diagnosticar diversos tipos de encefalite, síndromes de demência, intoxicações, avaliar o estado de pacientes em coma ou casos de morte encefálica.

O mapeamento cerebral, realizado através do eletroencefalograma quantitativo, possibilita o diagnóstico de tumores no cérebro, epilepsia, problemas vasculares, derrames, entre outras alterações da atividade cerebral que indicam a existência de alguma doença.

Preparação para o eletroencefalograma

A preparação é simples. O paciente deve lavar os cabelos com antecedência para que os fios e o couro cabeludo estejam secos no dia do exame. Não poderá aplicar produtos como gel, creme, tintura, laquê, óleos ou qualquer outro tipo de produto que fique impregnado nos fios e no couro cabeludo.

Os medicamentos de uso contínuo não precisam ser suspensos para realizar o EEG, mas o paciente deve informar ao médico quais os remédios está tomando. Para conseguir dormir espontaneamente no dia do exame, recomenda-se ao paciente que, na véspera do exame, durma no máximo três horas, para chegar ao consultório com bastante sono. Quando o eletroencefalograma é realizado em bebês, é indicado alimentá-los, durante a colocação dos eletrodos, para que durmam mais rápido.

Não há uma dieta específica para quem fará o eletro. Claro, que é mais prudente fazer refeições mais leves, para evitar desconfortos gástricos e intestinais, causados pelo nervosismo.

Podem ocorrer complicações durante o eletroencefalograma?

As complicações durante a realização do eletroencefalograma são raras. Podem ocorrer em pacientes que sofrem de epilepsia, principalmente quando são submetidos à luz forte e brilhante (foto estimulação).

Mas, como o paciente está em um ambiente cercado por profissionais da saúde e estruturado para prestar o atendimento necessário, não há riscos.

Vantagem da Telemedicina para eletroencefalograma a distância

A importância da telemedicina é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), principalmente porque a distância, em diversas situações, é um fator que dificulta ou impede o atendimento médico especializado.

A telemedicina vence essas distâncias, conectando, através da internet, centros médicos de diversas localidades.

Tecnologias de informação viabilizaram o prontuário online, envio de exames e laudos pela internet e a troca de informações entre profissionais que se encontram em diferentes centros médicos e hospitalares.

Tudo ficou mais ágil. Quem ganha, são os pacientes que recebem os resultados de exames e laudos com rapidez.

Como funcionam os serviços de telemedicina para o eletroencefalograma a distância?

Vamos tomar como exemplo um paciente que precisa fazer um eletroencefalograma.

A clínica responsável pelo procedimento envia o exame para a empresa de telemedicina. O médico especialista, conectado à plataforma, analisa o resultado, emite o laudo e envia à clínica onde o paciente foi atendido. Tudo em tempo real.

Com base no resultado, o médico do paciente tomará a decisão mais adequada para o caso. Quando necessário, o médico do paciente poderá discutir o diagnóstico com o especialista responsável pelo laudo.

O processo é rápido, seguro e legalizado. Os resultados ficam armazenados no sistema, o que possibilita a impressão de segunda via e análise comparativa de resultados anteriores.

Em diversos países, a telemedicina já faz parte da rotina dos serviços médicos. No Brasil, a telemedicina também está avançando. A empresa Telemedicina Morsh, por exemplo, oferece diversos serviços nas áreas de neurologia, cardiologia, pneumologia e radiologia.

A telemedicina desempenha um papel muito importante na logística dos serviços de saúde, principalmente para clínicas que não dispõem de equipes de especialistas nem equipamentos de ponta para a realização de determinados exames.

A clínica pode optar em contratar apenas o serviço de interpretação de exames, caso possua os equipamentos para realizar os procedimentos, ou contratar, em regime de comodato, o aparelho e o serviço de laudos médicos. O custo-benefício compensa o investimento.

Qual a vantagem do laudo online na realização do eletroencefalograma a distância?

A agilidade no atendimento ao paciente e a credibilidade de um laudo emitido por um médico especialista.

A telemedicina é uma tendência mundial nos serviços de saúde públicos e particulares. O setor está em franca expansão no Brasil.

Cada vez mais clínicas estão aderindo aos serviços oferecidos por empresas especializadas em telemedicina, como é o caso do eletroencefalograma a distância.

A telemedicina representa um grande avanço para o atendimento médico em todo o país. Com este serviço, nem o médico nem o paciente são obrigados a esperar por dias até receber o resultado de exames complexos.

No mesmo dia do exame, o laudo será encaminhado à clínica solicitante. Quando o assunto é saúde, precisamos usar o tempo a favor do paciente. Quanto mais rápido e preciso for o diagnóstico maiores serão as chances do tratamento.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia pela PUC-RS. Pós-graduação em Cardiologia Pediátrica pela PUC-RS. Linkedin

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