Administração de medicação endovenosa: indicações, exemplos e cuidados

Por Dr. José Aldair Morsch, 23 de maio de 2022
Medicação endovenosa

Administrar medicação endovenosa é uma tarefa corriqueira para os profissionais de enfermagem.

Seja durante emergências, urgências, em pacientes internados ou home care, é comum que essa atividade ocupe parte da rotina das equipes.

A escolha considera, em especial, a vantagem da rápida absorção quando comparada a outras vias de administração de medicamentos.

No entanto, ela exige alguns cuidados para prevenir infecções e ferimentos.

E ainda garantir uma assistência de qualidade nos serviços de saúde.

Acompanhe nas próximas linhas detalhes sobre o uso dessa via, suas indicações e quais precauções tomar.

No final, confira também um bônus para reforçar o treinamento com a telemedicina.

Medicação endovenosa: o que é?

Medicação endovenosa é aquela ministrada diretamente na veia do paciente.

Ela pode ser feita por acesso venoso periférico ou profundo.

A classificação endovenosa descreve um tipo de via parenteral, indicando oposição à via enteral.

O que, em outras palavras, significa que a medicação não é absorvida pelo intestino, pois não passa pelos órgãos do sistema digestivo.

Em vez disso, a substância é liberada na corrente sanguínea, com o potencial de desencadear um efeito sistêmico no organismo.

Como funciona a administração de medicação endovenosa

A administração de medicação endovenosa é realizada por meio de punção venosa, o que exige um profissional capacitado.

Como mencionei na abertura do artigo, é natural que essa tarefa seja conduzida pelo time de enfermagem.

Existem vários materiais orientando a respeito do procedimento correto para ministrar a medicação endovenosa.

Um exemplo está neste guia (em pdf), que traz as seguintes recomendações sobre a punção:

  • Primeiro, o profissional deve calçar luvas de procedimentos
  • Em seguida, checar a permeabilidade do acesso venoso, observando se o local apresenta sinais flogísticos (dor, calor e rubor)
  • Fechar o clamp de controle de fluxo do acesso venoso, no caso de o paciente estar recebendo hidratação contínua
  • Realizar a desinfecção das conexões e injetores (entrada das vias do extensor) do circuito, utilizando gaze estéril e álcool a 70%
  • Abrir a via do extensor do equipo que será utilizado, com o auxílio da gaze
  • Introduzir a seringa na via do extensor
  • Proteger a tampa do extensor com gaze e deixá-la na bandeja
  • Certificar-se de não haver bolhas de ar no interior da seringa ou circuito com medicação
  • Injetar o medicamento de forma lenta.

 

Qual a diferença das vias endovenosa e intravenosa?

O vocabulário da área da saúde tende a gerar confusões, principalmente entre profissionais em início de carreira.

Uma delas está na diferenciação dos termos via endovenosa ou intravenosa, quando, na verdade, ambas descrevem o mesmo tipo de via de administração de medicamentos.

Portanto, você pode citar a via intravenosa ou endovenosa, pois são sinônimos.

Indicações da medicação endovenosa

Há diversas indicações para a administração de medicação endovenosa, a exemplo de:

  • Injeção de medicações que devem ser absorvidas de forma imediata, como durante um atendimento emergencial
  • Recuperação do equilíbrio hidroeletrolítico
  • Infusão de soluções hipertônicas, pela maior facilidade de serem diluídas no sangue
  • Ministração de medicamentos que poderiam irritar o trato digestivo
  • Infusão de grandes volumes de líquidos
  • Administração contínua de medicação, que requer doses lentas e controle rígido.

 

Exemplos de medicamentos por via endovenosa

Dependendo da condição clínica do paciente e do tratamento prescrito, diferentes medicamentos podem utilizar a via endovenosa.

Essas medicações podem se apresentar como soluções hipertônicas, isotônicas, hipotônicas, sais orgânicos, eletrólitos etc.

Em caráter emergencial, uma das mais conhecidas é a adrenalina, utilizada para reanimar o doente devido ao seu efeito estimulante ao músculo cardíaco.

Entre as ministradas de maneira lenta e contínua, vale destacar os antibióticos que combatem infecções bacterianas, por exemplo.

Via endovenosa

Os antibióticos são medicamentos administrados de maneira lenta e contínua, combatendo infecções bacterianas

Cuidados de enfermagem na administração de medicamentos por via endovenosa

Comentei antes sobre a necessidade de higienizar as mãos e itens utilizados para fazer a punção que viabiliza a liberação dos medicamentos diretamente na veia.

Além da necessidade de utilizar luvas descartáveis e conferir se não se formaram bolhas de ar no interior da seringa ou circuito com medicação.

Cuidados adicionais focam na prevenção de infecções e atendimento humanizado.

Para evitar contaminações decorrentes do procedimento invasivo, vale usar apenas insumos esterilizados e prestar atenção nas possíveis reações adversas.

Febre, sudorese, calafrios, cianose e queda da pressão arterial estão entre as reações que podem surgir durante a terapia intravenosa.

Contudo, elas devem passar assim que a infusão for finalizada.

Caso contrário, é provável que haja alguma infecção ou outro agravo à saúde.

Daí a importância de monitorar o paciente de perto, verificando qualquer alteração em sua condição clínica.

A equipe de enfermagem também deve se atentar à humanização, começando pela cautela na hora de inserir a agulha na veia.

Esse procedimento costuma provocar dor, por isso, é preciso destreza e cuidado para diminuir o desconforto.

Evite fazer a punção em locais sensibilizados, por exemplo, áreas feridas, inflamadas ou com nódulos.

Como a telemedicina auxilia profissionais da saúde

A telemedicina foi criada para romper com a barreira geográfica, conectando pacientes e profissionais de saúde em diferentes localidades.

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Conclusão

Ao final deste artigo, espero ter contribuído para aprofundar seus conhecimentos sobre a administração de medicação endovenosa.

Esse e outros assuntos são abordados no treinamento online da Telemedicina Morsch, disponível a qualquer hora do dia ou da noite.

É assim que a tecnologia contribui para qualificar a assistência em saúde.

Se ficou alguma dúvida ou sugestão, escreva um comentário abaixo.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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