Como os artefatos técnicos podem influenciar o exame de ECG?

Por Dr. José Aldair Morsch, 26 de fevereiro de 2018

Os artefatos técnicos presentes nos registros de eletrocardiograma prejudicam a correta análise do traçado e induz o especialista a errar no diagnóstico.

As consequências de laudos de eletrocardiograma errados devido a artefatos técnicos são desastrosas, ainda mais em se tratando de doenças cardiovasculares.

Um erro grosseiro pode fazer a diferença entre a vida e a morte de um paciente com infarto agudo do miocárdio.

Neste artigo procuro descrever os tipos de artefatos técnicos mais frequentes e como podemos evitá-los.

O que é são artefatos técnicos no eletrocardiograma?

Ao realizar um eletrocardiograma que é um exame básico que avalia a atividade elétrica cardíaca usando um aparelho médico com eletrodos nos braços e no peito do paciente, o técnico em enfermagem corre o risco de errar de forma grosseira.

Os erros cometidos ao realizar o eletrocardiograma fazem com que o registro gráfico da atividade elétrica cardíaca fique desalinhada e deformada.

No momento que o técnico está fazendo o exame e observa o traçado do exame na tela do computador, ele percebe que o traçado está diferente, mas não sabe dizer se a diferença vista no registro é doença ou erro na execução do exame.

O que isso importa para mim?

No próximo tópico vou descrever as consequências para o paciente, para a clínica que realizou o exame e até para a empresa que contrata um colaborador que fez um exame errado, com artefatos técnicos.

A importância dos artefatos técnicos no eletrocardiograma

Na execução inadequada do exame, podemos encontrar diversas implicações decorrentes de artefatos técnicos que influenciam no eletrocardiograma.

As principais implicações dos artefatos técnicos vistos no eletrocardiograma:

– O Cardiologista conclui que existe doença onde não tem;
– O Cardiologista deixa de ver uma doença porque os artefatos técnicos esconderam;
– Se o paciente tem um infarto agudo e o Cardiologista não viu porque os artefatos técnicos esconderam, este paciente liberado morre em casa;
– O Cardiologista diagnostica uma doença que não existe e o paciente acaba sendo tratado sem necessidade;
– Um colaborador que vai assumir uma atividade de risco e é cardiopata sem saber, ao fazer um exame com artefatos técnicos o Cardiologista não detecta a doença e tanto o colaborador quanto os que dependem dele correm riscos;
– Um colaborador em exame admissional que realiza um eletrocardiograma com artefatos técnicos e recebe um laudo de doença pode ser prejudicado na sua admissão;
– Um colaborador que está sendo desligado da empresa e realiza um eletrocardiograma com artefatos técnicos que induzem o Cardiologista a um diagnóstico de doença acaba prejudicando a empresa.

Diante dos fatos acima, fica claro que abre oportunidades para todos se prejudicarem, indo desde a morte do paciente até processos respondidos pela clínica que fez o exame e a empresa que contrata um colaborador doente para um serviço de risco.

Até agora ficou bem claro para mim, mas então, quais são estes artefatos técnicos afinal?

Os principais artefatos técnicos encontrados no eletrocardiograma

– Um mais quadros do registro do eletrocardiograma com uma linha reta;
– A linha de base serrilhada, quando devia ser reta;
– Os complexos, batimentos invertidos nos quadros do eletrocardiograma;
– O tamanho errado dos complexos ou batimentos nos quadros do registro gráfico do eletrocardiograma;
– Os complexos ou batimentos muito pequenos no registro gráfico do ecg;
– Os complexos ou também chamados batimentos muito grandes no eletrocardiograma.

Perceba que as probabilidades são inúmeras, isso que eu não descrevi tudo aqui porque são complexas e de difícil entendimento para muitos.

Veja bem, tudo isso pode ser evitado!

No próximo capítulo falo de situações que criam os artefatos técnicos.

artefatos tecnicos

Algumas situações que fazem aparecer artefatos técnicos no ecg

– Qualquer eletrodo desconectado durante o exame;
– Eletrodo colocado em posição errada no corpo do paciente;
– Ambiente muito frio onde o paciente tem tremores que passam para o registro gráfico do ecg;
– Desatenção do técnico que realiza o ecg e acaba trocando de posição os eletrodos;
– Calibração errada do aparelho de eletrocardiograma;
– Técnico não usa gel condutor na pele do paciente;
– Não há preparo da pele antes do exame;
– Cabo que vai no paciente está quebrado por dentro;
– Falta de aterramento na tomada do aparelho.

Veja exemplos de artefatos técnicos que fiz nesta postagem

Agora, a melhor parte da história!

Tudo isso pode ser evitado, basta ter uma empresa de Telemedicina como parceira!

Fazendo eletrocardiograma e enviando para a Telemedicina Morsch

Sabemos que o único profissional capacitado para interpretar um eletrocardiograma é o Cardiologista.

A Telemedicina Morsch é uma empresa virtual que disponibiliza uma plataforma em nuvem que recebe os arquivos dos exames enviados pela internet e os Cardiologistas da equipe interpretam os ecg em 30 minutos.

Como você pode usar isso?

A contratação de uma empresa de Telemedicina implica em receber junto um suporte permanente para treinamentos rotineiros dos técnicos e controle de qualidade nos exames.

A clínica que contrata deixa de se preocupar com toda a complexidade de realizar o exame e passa a ter uma rotina criada pela Telemedicina que garante a total qualidade nos exames.

É disponibilizado educação a distância e controle direto na qualidade dos exames até que se tenha total segurança na sua execução.

A melhor parte fica para o final

Com a constante troca de funcionários, todo o processo de novo aprendizado fica por conta da Telemedicina com seu suporte.

Também está disponível o comodato dos aparelhos, veja nesse post sobre o comodato de eletrocardiograma da Telemedicina Morsch.

Então, tenho certeza que poucos tem o entendimento da complexidade em realizar um eletrocardiograma e as implicações causadas pelos artefatos técnicos.

O importante é saber da sua existência e procurar corrigi-los.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia pela PUC-RS. Pós-graduação em Cardiologia Pediátrica pela PUC-RS. Linkedin

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