Endometriose: o que é, sintomas, causas, diagnóstico e tratamento
A endometriose pode prejudicar muito a qualidade de vida e a saúde da mulher.
Isso porque ela costuma desencadear dores intensas que, em alguns casos, chegam a incapacitar a paciente para o trabalho e suas atividades de rotina.
Daí a importância de conhecer os sinais de endometriose, permitindo um diagnóstico precoce para evitar complicações.
Avance na leitura para saber mais sobre os sintomas, fatores de risco, tratamentos e quando buscar orientação médica online usando a plataforma da Telemedicina Morsch.
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O que é endometriose?
Endometriose é uma doença caracterizada pelo crescimento do endométrio fora do útero.
Endométrio é o tecido que reveste o interior da cavidade uterina, ficando restrito a esse espaço, em condições normais.
Nas pessoas com endometriose, ele se desloca para os ovários, trompas, bexiga, intestino e outros órgãos, gerando uma reação inflamatória crônica.
Dados do Ministério da Saúde apontam que a doença afeta entre 5 e 15% das mulheres em idade reprodutiva.
Vale, portanto, ficar atenta à sua manifestação para reconhecer a condição.
Quais os sintomas de endometriose?
Embora a maioria das pacientes sinta dores relacionadas à endometriose, existem casos assintomáticos.
Geralmente, eles são descobertos durante consultas e exames de rotina solicitados pelo ginecologista, que observa tecido endometrial fora do útero.
Contudo, o mais comum é que a doença se manifeste através de:
- Cólica menstrual muito forte ou incapacitante, chegando a impedir que a mulher cumpra os compromissos do dia a dia (trabalhar, estudar, etc.)
- Dor pélvica crônica, que permanece mesmo fora do período menstrual
- Dor durante as relações sexuais com penetração (dispareunia)
- Distensão abdominal
- Dor ao urinar
- Fezes ou urina com sangue
- Cansaço intenso (fadiga)
- Infertilidade (dificuldade para engravidar).
Na sequência do texto, falo sobre as causas da condição.
O que causa endometriose?
A origem dessa condição ainda não é totalmente conhecida, mas há indícios de que ela tenha causa multifatorial.
Ou seja, a endometriose provavelmente se desenvolve a partir de fatores genéticos, hormonais e imunológicos que, combinados, favorecem o deslocamento do endométrio fora do útero.
Estudos sugerem que isso acontece devido à chamada teoria da implantação, segundo a qual, durante a menstruação, parte do sangue menstrual retorna através das tubas uterinas, em vez de seguir o fluxo normal (e oposto), em direção à vagina.
Esse fenômeno se chama menstruação retrógrada.

A endometriose provavelmente se desenvolve a partir de fatores genéticos, hormonais e imunológicos
Quem tem endometriose? Casos mais comuns e fatores de risco
Ainda não há certeza sobre a causa exata da doença, mas existem fatores de risco capazes de aumentar as chances de desenvolver endometriose, a exemplo de:
- História familiar de endometriose em parentes próximas, como a mãe ou a irmã
- Menstruação precoce, antes dos 11 anos
- Anomalias estruturais no útero
- Ciclos menstruais curtos (com intervalos menores que 28 dias entre as menstruações)
- Fluxo menstrual intenso e com duração longa, maior que 5 dias
- Gestação depois dos 30 anos
- Estresse prolongado
- Sedentarismo.
Como expliquei no tópico anterior, a doença parece surgir a partir da combinação entre diversos fatores.
Como saber se tenho endometriose?
O diagnóstico clínico é o ponto de partida para detectar a endometriose.
Esse processo requer uma investigação detalhada, com anamnese completa e exame físico da paciente.
A anamnese ou entrevista pode oferecer diversas pistas, em especial quando há alterações no padrão menstrual da mulher.
Por exemplo, quando as cólicas menstruais se agravam, surgem dores durante as relações sexuais ou desconforto para evacuar ou urinar, principalmente durante a menstruação.
A avaliação do histórico da paciente agrega outras informações importantes, como menstruação precoce e história familiar de problemas ginecológicos.
Essa investigação ainda pode se valer de laparoscopia, exames de imagem e de sangue para confirmar a hipótese diagnóstica.
Entre os mais pedidos, vale citar:
- Ressonância magnética da pelve com contraste, uma ressonância para endometriose que permite conhecer a localização e extensão das lesões
- Ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal, que também mostra detalhes sobre as lesões, com exceção do conteúdo de endometriomas.
Em alguns casos, o médico indica a cirurgia por videolaparoscopia.
Minimamente invasiva, ela é conduzida através de pequenos cortes no abdome para a inserção de uma câmera e realização da biópsia (coleta de um pequeno fragmento da massa ou lesão para análise em laboratório).

Existem fatores de risco capazes de aumentar as chances de desenvolver endometriose
Como tratar a endometriose?
O tratamento depende da localização e extensão das lesões, gravidade e sintomas gerados pela endometriose.
Idade, possíveis efeitos adversos de medicações, desejo de engravidar e risco de complicações cirúrgicas são outros quesitos considerados pelo ginecologista.
Nesse cenário, o tratamento pode incluir:
- Contraceptivos hormonais: pílulas anticoncepcionais contendo hormônios similares à progesterona e dispositivo intrauterino hormonal (DIU Mirena) estão entre as opções de contraceptivos, que devem ser usados sob prescrição médica para inibir a ovulação
- Remédios analgésicos ou anti-inflamatórios para aliviar a dor e outros sintomas de endometriose
- Cirurgia: quadros de maior gravidade ou que não respondam à terapia hormonal podem se beneficiar da retirada das lesões ou até do útero, trompas e ovários (histerectomia)
- Medicamentos e cirurgia: certos casos são tratados utilizando a combinação entre procedimentos invasivos e contraceptivos hormonais.
Quando a paciente deseja engravidar, o médico adota uma abordagem diferenciada, que pode unir a remoção de focos das lesões à terapia de indução da ovulação.
Adaptação na dieta e prática de atividade física regular também são recomendados para elevar a qualidade de vida e diminuir o impacto dos sintomas no dia a dia.
Qual a dieta recomendada para endometriose?
É importante investir em uma dieta balanceada e saudável.
Segundo estudos, laticínios e vegetais podem ajudar a diminuir inflamações, devido aos antioxidantes, fibras e lactobacilos, que preservam a microbiota intestinal.
Assim, faz sentido reforçar a ingestão de frutas, hortaliças, grãos integrais, oleaginosas, leguminosas e sementes.
Procure diminuir o consumo de comidas gordurosas, produtos ultraprocessados e com alto teor de sal e açúcar.
Como a telemedicina ajuda a tratar a endometriose?
Devido à importância de um exame clínico com avaliação física completa, a endometriose deve ser diagnosticada presencialmente, durante a consulta com ginecologista.
Mas o acompanhamento médico posterior pode ser feito com o suporte do atendimento médico online, que oferece mais conforto ao dispensar deslocamentos.
Basta que a paciente utilize um dispositivo conectado à internet para marcar a consulta de telemedicina, seguindo o passo a passo:
- Acesse a página de agendamentos
- Use o campo de busca avançada para selecionar a especialidade Ginecologia, ou escolha o profissional de sua preferência
- Confira os horários de agendamento ao lado da identificação do médico
- Você será redirecionado para uma página de login. Se não tiver cadastro, escolha o botão “Criar conta”
- Preencha o formulário, crie uma senha e acesse o sistema.
- Pronto! Você já pode confirmar o horário, fazer o pagamento e aproveitar a consulta por videoconferência
Meia hora antes do atendimento, você vai receber o link de acesso à sala virtual via WhatsApp ou SMS. Clique sobre o link na hora marcada para iniciar a teleconsulta.
Durante o teleatendimento, o médico poderá fazer a prescrição eletrônica de medicamentos, a solicitação de exames, visualizar seu prontuário digital, emitir o atestado médico online e muito mais.
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Perguntas frequentes sobre endometriose
Respondo algumas das questões recorrentes sobre essa doença ginecológica a seguir:
Como é a dor da endometriose?
Cólicas menstruais intensas e com piora progressiva são características da endometriose. Também podem surgir outros tipos de dor, como cólicas abdominais crônicas, que persistem fora do período menstrual, além de dor durante o sexo, ao urinar ou evacuar.
Quem tem endometriose pode engravidar?
Sim, é possível. A infertilidade está presente em cerca de 40% das mulheres com endometriose. Entretanto, mesmo nesses casos, existem tratamentos capazes de preservar ou recuperar a fertilidade. Elas devem ser avaliadas junto ao ginecologista.
Como é a menstruação de quem tem endometriose?
Quem tem endometriose costuma sofrer com cólicas menstruais fortes, fluxo intenso e, às vezes, eliminação de coágulos junto ao sangue menstrual.
Qual a diferença entre endometriose e adenomiose?
A adenomiose é caracterizada pela implantação de células do endométrio no miométrio (camada muscular do útero); na endometriose, o endométrio cresce fora do útero. Ambas as condições podem provocar cólicas incapacitantes, mas a adenomiose desencadeia sangramento menstrual tão intenso que pode levar à anemia.
Embora sejam doenças diferentes, a endometriose está entre os fatores de risco para adenomiose, junto a idade acima de 40 anos, primeira menstruação precoce, ciclos menstruais curtos, obesidade, histórico de aborto e curetagem, miomas e pólipos.
Conclusão
Apresentei, neste artigo, um panorama completo sobre a endometriose.
Importante ressaltar que o diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso do tratamento e diminui agravos causados pela doença.
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Referências bibliográficas
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/e/endometriose
https://www.scielo.br/j/rbgo/a/8CN65yYx6sNVhjTbNQMrB5K/?format=html&lang=pt
https://bvsms.saude.gov.br/endometriose/
https://www.cnnbrasil.com.br/saude/endometriose-veja-8-sintomas-e-como-identificar-a-doenca/
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-03/endometriose-conheca-os-sintomas-e-saiba-como-tratar-a-doenca
https://www.saude.ce.gov.br/2023/09/11/endometriose-doenca-inflamatoria-acomete-15-mulheres/
https://veja.abril.com.br/saude/ate-que-ponto-a-dieta-influencia-na-endometriose/
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd14v9v30z5o
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/abril/adenomiose-sus-realizou-11-463-procedimentos-ambulatoriais-e-3-791-procedimentos-hospitalares-em-2021