Lamictal: para que serve, receita e como tomar

Por Dr. José Aldair Morsch, 19 de novembro de 2025
Lamictal

Lamictal é uma marca de medicamento contendo lamotrigina.

Droga com efeito antiepiléptico, está disponível no formato de comprimidos simples de 25 mg, 50 mg e 100 mg.

Ou ainda como comprimidos dispersíveis de 5 mg, 25 mg, 50 mg, 100 mg e 200 mg.

Avance na leitura para conferir as principais indicações, cuidados de uso e instruções para conseguir ou renovar a receita médica online.

Vamos em frente?

O que é Lamictal?

Lamictal é um remédio anticonvulsivante à base de lamotrigina.

Deve ser tomado com cautela e sempre sob prescrição médica, pois ele interfere nas atividades dos neurônios, ou seja, no sistema nervoso central.

Daí o fato de só ser vendido com retenção de receita, como explicarei mais à frente.

Para que serve Lamictal

Lamictal serve para tratar diferentes tipos de convulsão.

Sua ação farmacológica impacta os neurônios (células nervosas do cérebro), resultando na inibição da liberação de substâncias que provocam crises epilépticas.

Dessa forma, o medicamento reduz a excitação neuronal, prevenindo ou diminuindo a frequência das convulsões.

Também tem propriedades que ajudam a estabilizar o humor, fazendo parte da linha de tratamento para transtorno bipolar do SUS (Sistema Único de Saúde).

Principais indicações

Segundo informa a bula do Lamictal, consultada através do bulário da Anvisa, ele é indicado para o tratamento de:

  • Crises convulsivas parciais 
  • Crises convulsivas generalizadas
  • Prevenção dos episódios de alteração do humor, especialmente episódios depressivos, em pacientes adultos com transtorno bipolar.

Outras indicações dependem de avaliação médica.

O remédio pode ser usado tanto como monoterapia (única droga do tratamento) quanto em terapia combinada (associado a outros fármacos antiepilépticos).

Como tomar Lamictal

O medicamento deve ser engolido inteiro, por via oral, com o auxílio de um copo com água, com ou sem alimentos. 

Não quebre, mastigue ou esmague os comprimidos simples.

Comprimidos dispersíveis podem ser mastigados, dissolvidos em um pequeno volume de água (no mínimo, a quantidade suficiente para cobrir o comprimido) ou engolidos inteiros com um pouco de água. 

Não tente administrar quantidades parciais dos comprimidos dispersíveis.

Respeite a dosagem e os horários estabelecidos pelo seu médico. 

Geralmente, o tratamento começa com doses baixas, que vão sendo ajustadas de acordo com sua necessidade e tolerabilidade.

Conforme descreve a bula do remédio, os esquemas terapêuticos usuais são:

  • Epilepsia: para adultos e adolescentes a partir de 12 anos de idade, a dose efetiva usual está entre 100 mg e 700 mg por dia. Para crianças de 2 a 12 anos de idade, a dose efetiva usual de Lamictal comprimido dispersível depende do peso corporal da criança. Geralmente, está entre 1 mg e 10 mg por cada quilograma de peso da criança, até um máximo de 400 mg por dia
  • Transtorno bipolar em adultos a partir de 18 anos de idade: a dose efetiva usual está entre 100 mg e 400 mg por dia. 

Para chegar à dose adequada, o médico considera fatores como:

  • Idade e peso
  • Uso de Lamictal com outros medicamentos
  • A existência de alguma doença renal ou problema de fígado. 

Lembre-se: em caso de dúvidas sobre o uso do remédio, converse com seu médico.

Receita de Lamictal

Você precisa de uma receita de controle especial para adquirir esse medicamento.

Para ser mais específico, de uma receita C1, entregue em duas vias iguais pelo médico.

A segunda via é carimbada e devolvida ao comprador, a fim de manter a orientação médica sempre à mão do paciente ou cuidador.

Ela detalha o período de tratamento, dose inicial ou de manutenção, horários, via de administração e outras instruções importantes.

Já a primeira via fica retida pela farmácia no momento da compra, atendendo ao que determina a Anvisa na Portaria SVS/MS nº 344/1998, que criou o regulamento de remédios controlados no Brasil.

A legislação prevê normas diferenciadas para as substâncias da lista C1, incluindo a lamotrigina, outros anticonvulsivantes, antidepressivos, antipsicóticos, antidemenciais e antiparkinsonianos.

Para coibir seu uso indiscriminado e possíveis consequências danosas à saúde, como a interação medicamentosa e prejuízos ao sistema nervoso central, a Anvisa exige que sejam prescritos apenas via receita branca especial.

O documento tem validade de 30 dias e pode dispensar remédio suficiente para até dois meses de tratamento.

A receita branca C1 costuma ser emitida ao final da consulta com neurologista, que pode ser presencial ou via telemedicina.

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Dúvidas frequentes sobre Lamictal

Neste espaço, esclareço algumas das questões mais frequentes sobre esse medicamento.

Acompanhe:

Lamictal emagrece?

Esse efeito pode ser percebido por alguns pacientes, mas não é comum.

O fármaco também não tem indicação para o tratamento da obesidade.

Lamictal é o mesmo que lamotrigina?

De certa forma, sim, pois a lamotrigina é o princípio ativo do Lamictal. Ou seja, é a substância responsável pela ação farmacológica do remédio.

Também é possível encontrar versões genéricas equivalentes, que recebem o nome lamotrigina.

Quais são os efeitos colaterais do Lamictal?

As reações adversas mais comuns ao fármaco são:

  • Sonolência
  • Erupções na pele (exantema)
  • Agitação
  • Artralgia (dor nas articulações)
  • Dor
  • Dor lombar
  • Agressividade
  • Irritabilidade
  • Cansaço
  • Insônia
  • Tontura
  • Ataxia (falta de coordenação dos movimentos musculares)
  • Vertigem (impressão de que tudo gira)
  • Dor de cabeça
  • Diplopia (visão dupla)
  • Visão turva
  • Enjoo
  • Vômito
  • Nistagmo (movimento involuntário dos olhos)
  • Tremor
  • Diarreia.

Na presença de sintomas graves ou intensos, procure ajuda médica.

Conclusão

Gostou de saber mais sobre o Lamictal?

Então, lembre-se de fazer um uso consciente desse remédio, sem alterar as doses ou interromper o tratamento sem o conhecimento médico.

Essas e outras práticas perigosas, como a automedicação, podem aumentar os efeitos colaterais e até levar à volta das crises epilépticas ou depressivas.

Na dúvida, consulte um neurologista ou marque uma consulta de psiquiatria para receber os cuidados adequados.

Dá para acelerar o atendimento utilizando a consulta de telemedicina, que pode ser agendada a qualquer momento do dia ou da noite.

Basta acessar a página de agendamentos e usar o campo de busca avançada para marcar uma teleconsulta na plataforma Morsch!

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin