Diagnóstico e prognóstico: qual a diferença e como funciona na telemedicina?

Por Dr. José Aldair Morsch, 27 de janeiro de 2026
Diagnóstico

Ações de diagnóstico e prognóstico são parte inerente da rotina da maioria dos médicos.

Afinal, essas etapas permitem identificar a doença e antecipar sua possível evolução, apoiando a escolha do tratamento adequado.

Daí a importância de entender os conceitos, como funcionam e a diferença entre diagnóstico e prognóstico.

É sobre isso que você vai ler a partir de agora.

Acompanhe até o final para conferir dicas para a avaliação médica a distância, usando a plataforma de telemedicina.

Qual a diferença entre diagnóstico e prognóstico?

Tanto o diagnóstico quanto o prognóstico representam estágios da investigação patológica, que começa com achados clínicos e é finalizada com a definição da conduta médica.

Porém, cada um corresponde a uma fase desse processo.

O principal a saber é que o diagnóstico precede o prognóstico, permitindo a identificação de um agravo à saúde.

Já o prognóstico se dedica ao possível avanço da condição patológica, antecipando cenários para dar suporte à escolha da intervenção com melhores resultados.

Veja detalhes sobre cada conceito a seguir.

O que é diagnóstico?

Diagnóstico é o reconhecimento de uma patologia e de seu estágio usando dados clínicos e epidemiológicos.

Ele costuma ser definido a partir do raciocínio clínico, que leva à suspeição de patologias e à formulação de uma ou mais hipóteses diagnósticas.

Exames complementares e ferramentas de diagnóstico diferencial podem ser empregadas para a confirmação da hipótese diagnóstica, que antecede a recomendação de diferentes abordagens terapêuticas.

O que é prognóstico?

Prognóstico é a previsão do curso da doença e seus possíveis desfechos.

Essa etapa da investigação vem após o diagnóstico, pois depende da definição da doença, em que estágio se encontra e quais as abordagens terapêuticas disponíveis para o caso.

Prognóstico e diagnóstico

Tanto o diagnóstico quanto o prognóstico representam estágios da investigação patológica

Como funciona o diagnóstico?

O diagnóstico engloba o exame clínico (anamnese e avaliação física), procedimentos complementares (às vezes) e aspectos epidemiológicos para encontrar a causa de uma condição patológica.

Falo sobre cada uma dessas fases abaixo:

Anamnese

Geralmente, o diagnóstico começa com uma anamnese completa, contemplando o relato sobre sintomas, quando se iniciaram e sua intensidade.

História da doença atual, comorbidades, alergias, cirurgias prévias, tratamentos passados e atuais também são abordados, a fim de que o médico tenha acesso a detalhes do histórico do paciente.

Exame físico

Logo após a anamnese, o profissional realiza a avaliação de aspectos físicos para verificar a anatomia e funcionamento dos sistemas do organismo.

Essa etapa compreende técnicas de:

  • Inspeção: observação visual do paciente para identificar anormalidades
  • Palpação: reconhecimento de alterações na forma, textura e outros aspectos físicos que sinalizam a presença de doenças
  • Percussão: aplicação de pequenos toques e leves “golpes” para analisar os sons emitidos 
  • Ausculta: uso de aparelhos como o estetoscópio para ouvir e avaliar os sons originados no coração (ausculta cardíaca), pulmões (ausculta pulmonar), entre outros.

Além deles, também há exames complementares.

Exames complementares

Há casos em que basta o diagnóstico clínico, contudo, outros se beneficiam da solicitação de exames complementares.

Procedimentos laboratoriais, métodos de diagnóstico por imagem e exames eletrofisiológicos são algumas opções à disposição do médico.

Análise junto a aspectos epidemiológicos

Além dos dados que embasam o raciocínio clínico, é comum o uso de dados epidemiológicos e científicos para a confirmação do diagnóstico.

A partir deles, é possível fazer uma predição do curso da doença para apoiar o seguimento mais benéfico ao paciente. 

Como é feito o prognóstico?

Conhecendo a origem do problema ou diagnóstico, o médico pode prosseguir para a definição do prognóstico, que deve considerar questões como:

Segundo descreve este artigo de revisão publicado na RMMG (Revista Médica de Minas Gerais), o prognóstico:

“É determinado por estudos epidemiológicos, nos quais grupos de pacientes são acompanhados por determinado tempo. A partir dos resultados observados são estabelecidos fatores prognósticos e calculada a taxa de probabilidade entre os indivíduos susceptíveis e os que experimentam o desfecho. Essa probabilidade ou ‘chance’ é que deve nortear a conduta médica.”

Uma vez estabelecido o prognóstico, cabe ao médico avaliar os possíveis tratamentos disponíveis, levando em conta a localidade, acesso à saúde pública ou privada, bem como a relação risco-benefício de cada abordagem.

Dessa forma, é elaborado o plano terapêutico personalizado, que deve ser explicado e aceito pelo paciente para facilitar sua adesão às medidas medicamentosas, comportamentais e demais atividades necessárias para sua recuperação.

Prognóstico e diagnóstico do paciente

O diagnóstico começa com a anamnese, contemplando o relato sobre sintomas, quando se iniciaram e a intensidade

Como funcionam diagnóstico e prognóstico com a telemedicina?

O uso de um software de telemedicina em nuvem qualifica o diagnóstico e prognóstico, conectando profissionais geograficamente distantes.

Dentro de um ambiente virtual seguro, dá para discutir casos complexos junto a especialistas, usando a ferramenta de teleinterconsulta.

Ou ter acesso ao laudo digital, elaborado e assinado por um especialista na área do exame de forma ágil.

Plataformas robustas como a Telemedicina Morsch viabilizam a entrega de resultados de exames online em minutos, dando mais celeridade ao diagnóstico e à definição da conduta médica.

Para aproveitar esse serviço, basta realizar o exame normalmente e compartilhar os registros via sistema de telemedicina online.

Em seguida, o médico especialista fará sua análise e anotará as conclusões no telelaudo, finalizado com sua assinatura digital para garantir a autenticidade.

Casos urgentes são avaliados em tempo real, apoiando intervenções médicas rápidas que podem salvar vidas.

Outro recurso de interesse é a teleconsulta, que permite assistência direta ao paciente por videoconferência.

Embora exista limitação ao exame físico, o profissional consegue utilizar recursos de áudio e vídeo para verificar aspectos da fala, disposição e cognição, complementados por resultados de exames enviados previamente.

Também é possível realizar a prescrição eletrônica, emitindo documentos médicos como a receita digital, encaminhamento e atestado online em instantes.

Entre em contato para conhecer serviços pensados para sua clínica ou hospital!

Conclusão

Espero ter contribuído para aprofundar seus conhecimentos sobre diagnóstico e prognóstico, além de metodologias e ferramentas que otimizam o processo de investigação de doenças.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin